Desespero
O desesperado olha para o céu, o derrotado olha para o chão e o sábio, procurando pelas placas do seu próprio destino, olha para o horizonte e continua.(Walter Sasso - autor de "Soca Pisada")
Eu só queria um punhado de felicidade,
Um átomo de luz nesta treva imunda.
Mas a alma, ferida, clama em vão por paz,
Em meio a este caos, a dor me consome.
A vida, um labirinto sem saída,
Um abismo negro, onde a esperança se afoga.
A carne, prisão da alma atormentada,
Em decomposição lenta, feito folha seca.
O cosmos, indiferente, gira em seu eixo,
Enquanto a Terra geme, em sofrimento eterno.
A ciência, impotente, não cura a dor,
E a fé, um véu frágil, que se desfaz ao vento.
A morte, alívio cruel, me chama a si,
Um sono profundo, sem pesadelos e aflições.
Mas a vida insiste, em sua crueldade,
E eu sigo, arrastando meus passos, em direção ao fim.
Um punhado de cinzas, tudo que restará,
Quando a alma se libertar desta prisão carnal.
E no silêncio do nada, encontrarei a paz,
Que em vida, me foi negada.
Eu gostaria de sentir gratidão pelo vento, o oxigênio,a vida que Deus faz pulsar em cada batida do meu coração, mas a dor está maior que isso, me confunde, me desespero
Muita dor e sofrimento espera aqueles que não subirem junto a Cristo Jesus, mediante a Grande tribulação.
Contraste da tristeza atual com as alegrias vindouras.
Quanto aqui na terra, neste plano secular e aterrador cheio de injustiça...
Deus resolveu me massacrar, e colocar minha face em constante tristeza...
Não sei se só comigo, mais uma coisa sei, muitos que estão deitados e dormem felizes, mais eu em meu leito, dificilmente consigo fazer isso...
O Senhor Resolveu descarregar um pouco de sua taça de ira sobre meu calcanhar, e despiu meu rosto da alegria que se repousa nos jovens de minha idade...
Mais minha justiça, não tardará, e ele mesmo encherá de alegria meu rosto na eternidade e enxugará todas as minhas lágrimas...
Afinal nem essa alegria de Cristo agora o tenho comigo, de me alegrar em lágrimas...
Pois a verdadeira alegria me foi vetada e em exílio voltei para meu leito, remoendo-me de tristeza, e nada poder falar, pois o criador do mundo, não me permitiu descarregar meu rancor, antes aos que me aborreciam...
Que aborobeira ardilosa essa... que trepadeira selvagem em minha cabeça...
Não me deste e nem me tiraste...
Ô Satanás das trevas, porque não escolheste o Burro ao invés da serpente..
Quem sofre as consequências sou eu e o povo que adora a Cristo Jesus...
E Cristo pagou minha fiança para eternidade, mais até lá minha face não sai do estado de tristeza constante para minha mais tristeza ainda, me foi dado conhecer a maioria dos sofrimentosna terra ... Não conhecer disso me deixaria mais feliz e mais leve, menos amargo e mais tenro...
Oro a Deus e nada acontece o que me resta é a paciência até o julgamento dos meus terríveis pecados e quem me defenderá desta injúria...
A não ser o Príncipe da paz a saber Jesus Cristo.
O Rei da glória que me permitiu tristeza neste mundo, para me encher de alegria abundante no vindouro...
A saber no Reino celestial na Nova Jerusalém feita pelas mãos de nosso Rei Jesus, o Cordeiro de Deus.
Poesias Líricas ao Rei Jesus
Manter a calma quando a paz reina é sinônimo de fluidez da normalidade. Mantê-la em meio às adversidades é contrariar o óbvio, é permitir-se utilizar do psicológico de maneira exclusiva, de enconcontrar equilíbrio emocional em sua fonte original, é otimizar a capacidade de resolução das aflições.
Exija algo de sua mente nos momentos mais tristes e desanimadores. Quando ela se mantem ocupada, as portas de entrada para amargura e infelicidade se fecham.
Existem situações tão tristes e estressantes em que ansiamos nos refugiar em algum canto, mesmo um banheiro e damos graças a Deus se tiver uma toalha para sufocar nossas lágrimas e o grito desesperado que sai da garganta.
Quem busca frenéticamente não encontra quase nada.
Quem segue com leveza e consciência encontra tudo.
Quem não tem fé não tem chão como referência e nem luz para o guiar. Vive em queda livre e no escuro total.
O Calor do Frio
O céu escondeu suas estrelas
A lua deixou de brilhar
O vento passou em meu rosto e esqueceu de falar
Que o frio se jogou em meu corpo
E sem pensar me apertou
Não disse que a chuva eram lágrimas que ele deixou.
Eu senti que era pesado
Seu invisível coração
Que seus passos eram largos
Mas não alcançavam o chão
Seu suspiro eram palavras
Que formavam uma canção
Era gélido mas ardia
No fim tinha uma razão.
O frio em mim gravou frases
Dizendo ''Quero mudar''
''Essa solidão me esmaga''
''Por favor vem me salvar''
Correu do tal desespero
Algo queria encontrar
Procurava pelo mundo
Mas não conseguia achar.
Era rápido e tão simples
Não sabia o que pensar
Dei um abraço no frio
Eu tentei o confortar
Esqueci só uma coisa
E o final feliz mudou
Junto a chuva minhas lágrimas
Novamente só ficou
Ele deixou de existir
Ali naquele lugar
Passou no vão dos meus braços
Eu não pude segurar
A lua triste acordou
Uma por uma estrela voltou
Pra ver o frio virar calor
E agora quente chorar.
Ao se sentir quebrado não se desespere lembre -se que és vaso na mão do oleiro, está sendo remoldado, para se tornar vaso de honra.
"Por toda a parte, há uma conspiração para a violência e a maldade.
Façamos a diferença: não nos entreguemos ao desespero!
Um coração sem esperança atrai mais tristeza, e o que antes era apenas uma conspiração, torna-se uma real, cruel confirmação..."
Janela da alma
Quando olho pela janela e não vejo mais as crianças brincando lá fora. Pergunto-me, o que aconteceu?
O que aconteceu com a espécie humana que estava aqui, na bolha artificial do mundo?
Um vírus! Um vírus, meu Deus, está acabando com os seres humanos.
Mas, espera! Veja! Alguns humanos ainda sobrevivem e usam máscaras.
Máscaras, não da vergonha que são alheia, mas da proteção. Pessoas morreram, crianças nasceram. Uma nova sociedade está surgindo com o nascer do Sol desta manhã. Lá fora, pela janela da alma, já não vejo, no silêncio das grandes cidades, a ansiedade humana. Nem a luxúria do consumismo. Apenas vejo o horizonte e, no silêncio, distante de mim, o inconformismo da ignorância alheia. E eles usam máscaras, parecem humanos, mas ainda resistentes. Ainda resistentes, meu Deus, a luz do novo mundo que vai surgir!
Há momentos que é possível
estarnum ambiente noturno
e nublado,
adentrando pouco a pouco
em um mar de armagos pensamentos,
indo cada vez mais fundo
ao refletir muito sobre si mesmo.
Até que é necessário o diálogo
com o próprio ego, entretanto,
precisa ser de um jeito saudável,
não se deve ficar muito tempo submerso e existe um limite
de profundidade que precisa
ser respeitado.
Um fato sob um aspecto
que considero
que não pode ser contrariado
caso contrário, pode haver
um afogamento em desespero
ou um mínimo de resultado indesejado
de acordo com o meu leigo entendimento com base
nas horas inoportunas
nas quais estive acordado.
