Desespero
A chuva caindo no telhado
A noite eu acordo, assustado, sem respiração,
Eu sei que eu não estou morto,
Mas vivo jamais estarei.
Eu acordei querendo ver o sol, o dia mais belo,
Mas acordei de madrugada, e a chuva caia ,
Escorria pelo telhado, até o chão,
Aquele barulho da chuva me fazia querer chorar,
Mas não sei o por que eu dou um simples sorriso?
Hoje eu acordei pensando de como seria viver,
Viver eternamente na mais perfeita harmonia,
Mas eu não sei o que é viver de maneira real,
Não sei o que é ver o meu próprio sofrimento,
Só sei que quando acordei eu vi minha verdadeira face.
Os anjos que eu acreditei, viraram demônios,
Meus sonhos viraram pesadelos,
Tudo que era branco, ficou negro em meus pensamentos,
O que eu jamais saberia era se um dia haveria de eu sorrir,
Mas tudo é apenas sonhos, e pesadelos serão frequentes,
A chuva cai, a chuva cai do céu,
E eu a vejo passar pela janela, e cair em meus pés,
Sinto que eu agora sou mais um espírito vazio,
Na noite chuvosa, aonde meus sonhos atormentados,
Se tornam pesadelos mais que agradáveis ao morrer.
Hoje a chuva cai, amanhã quem sabe o sol apareça?
Hoje sinto medo, amanhã terei coragem para amar,
O que eu sempre queria, hoje é apenas um nada,
Um vazio dentro de um vulcão,
Que estará a ponto de explodir a qualquer momento.
Um dia, apenas um dia, eu serei feliz,
Mas essa felicidade terá um preço,
Terei que pagar com minha vida,
Pois a felicidade irá me matar,
Assim sendo eu jamais saberei o que é a verdadeira felicidade.
Jamais saberei o que é amar a própria alma,
Sempre estarei aqui, vendo a chuva cair no telhado,
Vendo ela cair diante de meus olhos, e eu sem poder fazer nada,
A chuva cai, e eu aqui parado olhando o que não existe,
Apenas eu e a chuva, caindo em meus pés, apenas olhando para minha vida
"A família se isola
deixando-nosde lado. Sozinhos quando somos encarcerados em uma prisão." 25/08/2010 - 22/11/2010
"O QUE EU POSSO DIZER atrás das grades, trancado e privado de minha liberdade.
Em uma cela fechada cheia de mofo."
Sempre fui encantado com a ideia de amor perfeito.
Lembro-me muito bem do sentimento inesplicavel que me sobreveio ao ter contato pela primeira vez com a obra classica de Romeu e Julieta. Eu era ainda um menino, e como menino acreditava em coisas de menino.
Não tenho tato pra falar.
Sou impaciente pra ouvir.
Incrédula em confiar.
A ansiedade e a impulsividade,
Ainda vai me matar.
Necessito mudar!
“Se era amor? De fato, ainda não sei! todavia, para todos os efeitos, agira como tal na forma e no conteúdo... Se deixaste saudades? Penso que não! Saudade é, na maioria dos casos, algo positivo e agradável de se sentir... pois muito bem... e quando não se senti nada?”
"Uma vez que se sentir evitado por alguém, nunca mais o perturbe."
Li essa frase hoje e nunca vi conselho melhor, em outras palavras, se alguém claramente não está interessado em interagir ou em manter contato, é melhor respeitar essa decisão e não insistir. Isso reflete a importância do respeito pelos limites e desejos dos outros nas relações interpessoais. Também reflete a falta de amor próprio e de desespero de quem corre atrás.
Debaixo D’Água
Sabe aquele sonho onde você esta debaixo d’água e tem certeza que vai se afogar; você pode sentir o ar deixando seus pulmões e o medo te dominando cada vez mais; você tenta gritar, mas não há ninguém lá para te ouvir, apenas aquela imensidão azul te encarando de volta com um sorriso torto no rosto; você começa a nadar, se sacudir, se remexer para conseguir respirar novamente, mas nada o que faça poderá lhe libertar daquele estado de desespero e tudo o que resta é esperar a morte lhe alcançar.
É assim que me sinto quando, por inúmeras vezes, tento convencer meus pais a pararem de fumar. Sinto que tudo o que eu digo é inútil aos seus ouvidos, não importa o quanto eu fale que eles têm o poder de parar, que eles conseguem fazer aquilo, que podem viver sem aquele ridículo pedaço de papel. Sim, tem vezes que desisto de tentar, não sou tão forte quanto outras pessoas, nem tão insistente, mas cada vez que escuto o barulho do isqueiro ou sinto aquele cheiro nauseante, vejo um pedaço deles sendo arrancado fora. Provavelmente, se eu lhes contasse isso, diriam que eu sou dramática demais ou meu pai faria algo como não dizer nada e acender outro maldito cigarro e minha mãe me direcionaria um olhar triste e falaria que esta diminuindo, me contaria quantos cigarros fumou no trabalho ou prometeria, pela milionésima vez, que pararia com o vício.
O que eu não consigo aceitar é que eles veem e sentem o que isso esta lhes causando e não conseguem ter o mínimo de piedade consigo mesmos, chega a ser revoltante. Mesmo assim, devo confessar que sinto mais raiva de mim do que de meus pais, pois não sou capaz de fazê-los parar, me culpo por ser tão fraca frente a quem eu amo e sinto o ódio a aquele pedaço de desgraça crescendo dentro de mim como um chama envolta por gasolina, me sufocando cada vez mais, me transformando em cinzas inúteis já que chega uma hora que você cansa de ouvir sempre a mesma coisa, cansa de pedir sempre a mesma coisa, e quando se da conta, só há aquela neblina cinza te encarando de volta com um sorriso torto no rosto e tudo o que lhe resta é esperar até que eles se afoguem.
Um oceano com gotas de vida, traz na maré a tranquilidade.
Assim como a imensa paz de um tsunami, a cidade transborda.
Inunda a alma, como um silêncioso poema de desespero.
Superpoderes? Sim, se eu tivesse superpoderes, eu mudaria o mundo, mas eu tenho superpoderes? NÃO! Então eu não posso fazer nada, não posso impedir estrupos, sequestros, tráfegos, assassinatos, roubo e todo tipo de maldade no mundo, sou apenas um observador, que está observando com muita raiva o mundo e o rejeitando por completo.
A vida te surpreende com coisas boas ou ruins devemos nos preparar para coisas assim, muitas delas não avisa nem escolhe hora ou lugar quando nos deparamos sofremos porque nunca compreendemos e nem queremos aceitar.
Lá dentro,
Não sei onde está,
Por um momento,
A paz fica rodeando,
Aqui fora,
Ecos de certezas,
Em meio ao quase,
Desespero,
Eu vi , o teu choro calado; quando mesmo triste você conseguiu esboçar aquele leve sorriso quase apagado; o teu desespero velado; quando você se conteve para não sair correndo,sem rumo, para qualquer lado à procura de um sonho há muito perdido, não realizado; os teus gritos abafados... Eu vi. Você não me viu. Mas eu estava ao teu lado!
Nós, seres humanos, somos compostos por uma tríade: corpo, mente e espírito. Privar-nos de qualquer parte desta composição leva a diversas vicissitudes, que por sua vez conduzem a morte, física, mental e espiritual.
A privação ou abnegação do corpo pode ser comparada a total falta de cuidado para com o aspecto biológico humano, o que, se levado a condições extremas, provoca a morte física.
A morte mental, por sua vez, talvez seja comparável a ignorância patológica, que priva o homem de sua cognição e racionalidade.
Já a morte espiritual, por fim, é caracterizada pela ausência de significado na existência do ser, mutatio mutandis, ausência de conhecimento da causa final do ser. O que guarda relação com perguntas elementais como as indagações a respeito do sentido da vida. Afinal, para que existimos? Vivemos e sofremos? A ausência de um norte, um fim, um objetivo, uma causa maior, conduz o homem ao desespero quando diante do sofrimento.
Esse estado, digamos que, espiritual negativo tem sido a chaga do século XX e XXI. Vivemos em uma sociedade materialista, modernista, onde o plano espiritual tem sido negado e tolhido em prol da disseminação de toda sorte de ideologias onde o homem é o centro de todo o cosmos e a causa final. A realidade e a verdade têm sido trocadas pela ideologia e pelo relativismo. A ordem pelo caos.
O homem moderno, amputado de um de seus pilares existenciais, tem substituído o bem, o belo, o amor, o honrado, pela ganância, estética, fama, paixão, poder e toda sorte de vícios, em uma busca por sentido, desesperado por uma janela de escape da realidade de culpa, sofrimento e morte. O que no fim, conduz ao desespero.
Sonhos que desmoronam às intempéries, paredes que sucumbem sob o temporal, ventos que sibilam clamores de sonhos destroçados.
Medo que lacrimeja no olhar sem esperança.
O dia que você entende, que você não pode controlar o que outros fazem, mas pode controlar a si próprio...
O dia que você aprende, que desespero não facilita as coisas mas torna-as mais difíceis...
O dia que você percebe, que precisamos de pouco para sobreviver...
O dia que você ver, o inadiável e o inevitável chegar...
Seja bem vindo a maturidade.
O que fazer quando é maltratada, abandonada e agredida?
Eis a questão,ou você aceita,ou sai fora,...
A dor é forte o bastante pra não aguentar?
Ou você acostuma com ela e aceita mais uma vez...
Meu coração dói tanto que não consigo nem pensar o que fazer!
Talvez fugir?...
Ou ficar um pouco mais e esperar que tudo mude...
Talvez amanhã eu esqueça novamente de tudo e te perdoe...
Mas agora nesse momento,eu só queria um pouco de amor,...
Um abraço,
Ou talvez um carinho gostoso...
Será que eu estou preparada pra próxima?
Acho que não!
Aqui eu não fico mais nem um dia!
Mas pra onde vou?
Se tudo que penso agora é em morrer, Amanhã eu posso não estar mais aqui!
Pois amanhã pode ser que eu esteja viajando,ou me mude pra longe!
Mas com você eu não fico mais.
