Deserto
"SOMOS ESCRAVOS"
Resplandecente dor neste deserto de luz
Paira no ar como a brisa do mar
Escravos condenados a trabalhos forçados
Pagam a casa, o carro, a escola dos filhos
Vivem muitas vezes em selvagens conflitos
Sentam-se à frente da televisão
Almas almejadas, egoístas e fracas
A viver, sem viver. O ingrato sacrifício
Vidas com espadas, choques em ferro armado.
Amar é água que mata sede, é um peixe na rede, é o sentido de ser; amar é oásis no deserto, é Deus estar perto, é a razão de viver.
Anos longe de casa, lutando na guerra no deserto seco, um camelo como companheiro, esquecido do mundo, apenas sobre o olhar de Deus, sem forças, sem água, sem vida.
Sob territórios das terras do Egito nasci,em meio as terras do deserto egípcio morrerei.
Cartas para Horus.
O deserto...
Talvez a coragem que te segue, tenha mais medo que você deste deserto sem fim onde teus passos são firmes e tua caminhada, contínua em um mundo distante, do outro lado do mundo que conhecemos.
Uma tela viva que viaja pelo tempo sem sombras para amenizar o calor ou alimentar os fantasmas que amedrontados e sem chance, te seguem à distância.
Por instantes, imaginei uma fotografia contando história para a eternidade, mas de tudo, ficou a realidade mostrada sem retoque, onde a elegância ao tocar o chão, torna cada passo, uma etapa das mais bonitas carregada de emoção, coragem e exemplo de superação.
by/erotildes vittoria
DESERTO SECO
Nado em terras secas, cheias de cactos
Despidas cegas como uma toupeira
Em breves rasgos onde descrevo o mar
Deserto seco de areia fértil ou estéril
Ninguém pode dar aquilo que não tem
Sou pó, ao pó eu voltarei a desfazer-me
Onde a vida tira-me as lascas, que importa
Nasce o sol e não dura mais que um dia
Depois da luz, segue-se a noite escura
Sombras que morrem na sua formosura
Tristezas transfiguradas pela ignorância
Nado no deserto de cactos em terra seca.
Sinto-me preso no mais profundo e deserto escuro do
medo.
Medo de te perder, mesmo antes de ti ter.
Medo de nao olhar mais para mim, mesmo sem nunca ter
mim visto.
Medo de querer ti ter , e nao poder.
Fico tremulo perto de ti.
A cada medo que tenho um dia a de passar.
Preciso expressar meus sentimentos para ti,assim
serei livre do medo.
Venta muito na Tsara
É o povo do Deserto!
Arriba o povo cigano
arriba o povo do Deserto!
Eu vim caminhando
procurando a minha cigana
vem sara kitana
vem trazendo toda a sua fé!
Cigana do Deserto
Conta-me cigana errante...
Mulher do deserto,nunca perdeste uma trilha...
Cigana sem rei...
Mil homens te querem...e quem tu queres,não saberei...
Morena dourada de mito e magia...
Com ervas,sete sangrias...
És bruxa,feiticeira,Deusa,bela...
Ser imaginário de mito e magia...
pareces pintada em aquarela...
Como oásis perdido te quero...
Entrega-te a mim,cigana andante...
Ardente,misteriosa...com este corpo de areia coberto...
És tu a flor do deserto e eu areia quente...que não te liberto
UM PALIATIVO NO DESERTO
O maná foi uma provisão Divina durante os 40 anos que os Israelitas Peregrinaram em meio ao deserto, ele era uma prova do zelo de Deus mas não sua promessa para o povo, era apenas uma paliativo até a promessa.
Quando eles comeram os produtos da terra (Js 5:11) no dia seguinte o Maná cessou (v. 12a), talvez tenha sido um motivo de tristeza para o povo que ja estava acostumado, mas o que seria tristeza tranformou-se em Alegria, pois naquele mesmo ano eles comeram as novidades da terra de Canaã (v.12c). A partir do momento em que o povo chega à terra prometida, eles não precisam mais de um Paliativo, ja haviam alcançado a promessa.
Isso com o que você tem se acomodado é so uma medida provisoria enquanto voce está passando pelo Deserto, mas Deus nao te chamou para viver de Paliativos, quando a provisão cessar, não é para murmurar, se prepara, chegou a hora da promessa se cumprir.
Que no deserto da tua vida,
encontres sempre um oásis,
onde possas saciar,
a sede dos teus desejos...
Nos momentos em que, a nossa vida, venha parecer um deserto, talvez seja a hora de rever os nossos conceitos quanto a Deus, pois ninguém atravessa um vazio sem um propósito!
GUARDADOR DE SONHOS
Estou cansada de agradar de aceitar de negar
Já chorei no deserto para repousar os olhos
Lágrimas caídas no arenoso já seco terreno
Em novelos de lá deitei os brancos cabelos
Abri o corpo nas searas quentes perdidas
Adormeci a sombra nos ramos dos chuopos
Acordei sacudida de gotículas da leve chuva
Molhei a minha alma nos frescos orvalhos
Ardi no forno de lenha entre a fornalha de pão
Recolhi-me nas asas das pétalas de rosas
Quantas vezes quis eu dormir ao relento
Nas planícies estreladas abertas as noites frias
Para aquecer um grito neste nascer do sol
Ler as linhas do teu corpo como se de um mapa
Se tratasse num gesto aflito de desejos já lidos no vento
Estou cansada não é da idade, e de me perder no tempo
Só quero o teu invisível guardador dos meus sonhos.
Sou um deserto fazendo monólogos, de braços cruzados brigando com o mundo. Mas as palavras me emancipam!
Do meu deserto...
Às vezes, me vejo correndo em um imenso deserto. Corro, porém não sinto calor.
Carrego comigo uma faixa azul, que esvoaça ao vento, seguindo meus passos determinados.
Corro nesse deserto como se ele não tivesse fim. Como se ele fosse do tamanho da necessidade que tenho, de compreender...
Compreender o mundo, a vida.
Compreender os desdobre do amor e da dor, da chegada e da partida, do carinho e da carência...
Meus passos ficam marcados nesta areia sem fim e o sol, que não me queima, ilumina e projeta minha sombra no chão.
Eu sei que é uma corrida de certa forma inútil, pois muito da vida não é compreensível aos nossos olhos pequenos...
Porém não consigo deixar de correr e buscar. Preciso estar em movimento para não pensar...
