Desejo Morte

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A morte é uma ilusão; eu já existia muito antes de nascer. O grande equívoco do homem é temer a morte e esquecer-se de viver, ignorando que o fim alcança a todos, indiferente ao medo. Meu único temor é abdicar de mim mesmo. Prefiro o fim do corpo a essa renúncia, pois deixar de ser quem sou é a única e verdadeira morte.

A morte é a realidade mais concreta e dolorida que temos. Muitos dizem que 'vai passar', mas a verdade é que a dor nunca passa: ela se eterniza porque o amor era real e insubstituível

A MORTE sempre esteve aqui. Ela persegue aquilo que amo, os meus amigos e tudo o que construo. É por isso que tudo o que faço, faço com vida.

Pensamentos ilógicos...
Eu queria na minha morte... a vida.
Entoando uma canção sem despedida...
Soneto de fatalidade,
dueto em uma só voz...
incoerência coerente...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

Lidar de modo significativo com o tema da morte.

Vivemos orientados para o futuro: metas, projetos, desejos, legados; minha formulação do ‘sentido preferível’ que nos move e outros direcionamentos que virão.

- "O direcionamento à morte (o 'ainda-não') não diminui a vida!"

Pode clarear o sentido do que realmente merece ser vivido em nossa vida.

Entre a Vida e a Morte, O Tempo

O mundo gira em seu fluxo constante,
Vidas se apagam, histórias se vão,
A existência termina num instante,
Outras continuama pulsar como coração.

É uma verdade de peso profundo,
Desconfortável de se carregar,
Deixaremos, um dia, este mundo,
Sem aviso, sem tempo para adiar.

Que a urgência não traga o lamento,
Mas abra os olhos para o agora,
Viver cada dia, cada mês, cada momento,
Antes que a luz se despeça e vá embora.

Na pressa dos anos que o tempo consome,
O segredo mais puro e real consiste:
Ver a grandeza no que não tem nome,
Pois no mais simples, a vida reside.

Marcelo HB

O detalhe irônico do estreitamento provocado pela neurose é que a pessoa procura evitar a morte, mas o faz anulando tanto de si mesma e um espectro tão grande de seu mundo de ação, que, na realidade, se isola e se diminui, ficando como se estivesse morta.


(Ernest Becker)

Não será a vida que irá me apagar, tampouco a morte que me trará o brilho, é o amor que faz cantar, rir e chorar, nosso tempo não estará muito distante, o que acalma a ilusão são, as verdades escondidas nas mentiras de amar eternamente...
(Patife)

A morte do poeta é como um sopro na escuridão que quebra o silêncio da luz, e traduz tudo que nada diz...
(Saul Beleza)

"Sem angústia.
Sem culpa.
Sem dor.
Sem morte.
Sem aflição.
Comigo Senhor,
sempre andarás..."
Amém!

☆Haredita Angel

"A morte para o espírito é aquele pássaro livre a voar fora das grades da vida!"
Haredita Angel
22.08.24

Mulher real...
Sem filtro
Sem medo
Nem do tempo
Nem da morte!
Haredita Angel
19.11.24

"Se a vida é feita de batalhas a morte é a batalha perdida!"
Haredita Angel
05.05.23

⁠Pelos filhos separados de seus pais — pelas Agendas, pela Morte ou pela Rejeição — rezemos ao Senhor!

⁠Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitos depressivos vivem à exaustão, de tanto morrer a prestação.

⁠Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…


De tanto morrer a prestação.


Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.


A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…


E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.


Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.


Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.

⁠Nas Estradas da Distração, quase sempre a Morte convida um Bobo pro mesmo Rolê.

⁠Nas áreas dominadas pelo Crime Organizado existe “pena de morte”; nas dominadas pelo Crime Desorganizado não existe “pena nenhuma”.


O mais inquietante dessa medonha constatação é que ela não exagera — apenas aponta, com precisão incômoda, o espaço que o Estado abandonou.


E, quando o Estado se omite, outro poder ocupa o espaço.


Um poder que não precisa de aprovação, debate, transparência ou legitimidade; só precisa que suas ordens sejam rigorosamente obedecidas.


Ali, quem cria a regra é o mesmo que julga, executa e pune.


E quando o legislador é também juiz e carrasco, não existe o medo de falhar, porque a falha fica sob o controle de quem dita o resultado.


No outro extremo está o Crime Desorganizado — o nome mais-que-perfeito para essa máquina estatal que teme até a própria sombra.


Parlamentares que deveriam reformar leis retrógradas hesitam não por prudência, mas por autopreservação.


Eles sabem que modernizar o sistema jurídico pode acabar tocando exatamente aqueles que o administram.


Eles têm medo não de criarem uma lei ruim, mas de criarem uma lei boa demais — uma lei que funcione, que alcance todos, inclusive eles.


E assim o ciclo se repete: onde deveria haver coragem institucional, há covardia política; onde deveria haver reforma, há adiamento; onde deveria haver liderança, há cálculo.


Nesse vazio interminável de responsabilidades, o caos se instala como desculpa, o improviso vira método e a omissão se disfarça de prudência.


Talvez o maior escândalo não seja o que o crime faz — mas o que o Estado deixa de fazer.


E o crime jamais se sustentaria sem a ajuda de parte do povo, sem a força ou a conivência do Estado e seu Braço Armado.

⁠Onde o Estado Paralelo atua, existe até pena de morte; onde o Estado finge atuar, não existe quase pena nenhuma.