Desejo Morte
Não será a morte da inteligência que ameaçará o homem, mas a possibilidade de viver sem precisar pensar.
A morte não é uma interrupção arbitrária da vida, mas o limite que confere à própria existência a urgência de ser vivida.
Temer a morte incessantemente é permitir que aquilo que ainda não aconteceu roube também o tempo que temos antes que aconteça.
“Temer a morte não deve impedir de viver.
Cada instante é uma chama única que não volta,
cada respiração, um presente que insiste em existir.
Não é na fuga do fim que encontramos sentido,
mas na coragem de sentir, sorrir, errar e amar.
Viver é aceitar que o tempo passa,
e, mesmo sabendo do seu fim, dançar na luz do agora.”
Altair M.da Silva
O reconhecimento, portanto, é postergado para além da existência. A morte atua como um filtro purificador: ela remove a ameaça prática da ação e transforma o indivíduo incômodo em um símbolo estático. Somente quando o herói deixa de ser uma força viva e imprevisível é que a sociedade se sente segura para ritualizar sua memória. Santifica-se o morto para silenciar o impacto que ele causava quando vivo, convertendo o tributo tardio em uma tentativa de reconciliação com a própria covardia moral do tempo presente.— Roseli Ribeiro, 2026
Eu espero que quando a morte chegar eu esteja pronto para partir, sentado à mesa com um livro de recordações, repleto de lembranças boas e outras nem tanto mas que foram necessárias. Eu espero que quando a morte chegar ela me encontre feliz por ter feito coisas das quais gostava e vivido com pessoas que amava. Que em meus últimos segundos de vida tudo tenha feito sentido e que o maior legado tenha sido valorizar a vida que me foi dada pelo Criador.
Escrevo sob corpos. Cada música é uma morte. Em todas, eu sou a vítima, deixando sobre o chão o meu próprio cadáver. Renasço como uma vampira, e sugo o meu próprio sangue para fazer da dor uma nova arte, enquanto gasto todas as minhas vidas, até que chegue o dia onde sol me queime, e não me deixe mais voltar a abrir os olhos. Quando terei escrito a última poesia, a última música e o último poema. Quando finalmente a dor cessará e não terei mais que morrer para me manter viva.
- Marcela Lobato
A morte não começa quando alguém deixa de respirar. Para aqueles que permanecem, ela se anuncia muito antes, nos pequenos silêncios, nos gestos interrompidos e na terrível percepção de que o tempo jamais nos pertenceu.
A morte leva aqueles que amamos uma única vez. A saudade, entretanto, encontra maneiras de levá-los novamente todos os dias
Seria o universo um ciclo infinito de nascimento e morte? Ninguém é digno de inveja e todos são dignos de pena.
Sim
Marcélio Sena
O tempo caminha sempre para frente, e o fim do tempo é a morte; nesse caminho, você escolhe: viver tudo o que sente vontade ou fazer tudo que os outros mandam.
Sobre o sono da morte, Inferno e Paraíso. Ninguém está no Inferno, quando a pessoa morre ela dorme. Quando Jesus voltar vai ressuscitar os salvos que dormem no pó da Terra. Se os mortos fossem direto pro Paraíso não precisaria Jesus voltar. O ladrão na cruz acordou no Paraíso.
porquê se prender à morte?!
porquê esperar dar certeza se isso só te atrasa?! faz e não existem consequências importantes.
o jeito perfeito não existe, você tem que se ajeitar agora,o mundo é de se adaptar,e o mundo está muito mais veloz do que antes.
E o mundo não quer saber de ninguém,quem ficou ficou,vive aquilo que você é,Superior.
Faz, faz e pega de todos os lados,fração ou bruto,lucra no mesmo,respeita.
acho que eu só deveria aceitar o meu processo,o processo dos outros é mesmo do jeito que está acontecer com eles,tudo o quanto acontecer
nas minhas andanças é só para mim,a luz que deram é só pra mim.Olhos fechado no meio deles,e quando eles pedirem instrução,um dia terei tempo,um dia terei tempo,deixa fazer o meu,e somente meu,o meu mambo.Agora não,agora não é hora pra mostrar.
As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.
Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.
Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.
Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.
Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.
Atraentes rosas negras,
lindas e misteriosas
com um ar de nobreza,
onde a vida e a morte se mostram, tristezas e amores
numa essência rara externada
nestas simples flores.
A Morte que fez O Amor Renascer
Por amor a nós, O Rei dos Reis foi coroado com uma coroa desagradável de espinhos. Sangue e suor foram derramados.
Por amor a nós, O Único Inocente foi condenado e seguiu por um caminho árduo de muita dor e sofrimento.
Por amor a nós, O Sacerdote Supremo se entregou sem hesitar como um cordeiro indefeso em santo sacrifício — algo que não se pode mensurar.
Por amor a nós, Cristo enfrentou o julgamento e a sentença que deveriam ser nossos: atitude complexa demais para nosso entendimento.
Por amor a nós, confirmou a sua Promessa, venceu a morte e ressuscitou; certamente, a maior bênção daquele que sempre nos amou verdadeiramente.
Por amor a nós, o vazio do seu túmulo mostrou que a Sua Presença permanece, que não estamos sozinhos neste mundo
Por amor a nós, Deus entregou o seu Filho Unigênito para que sofresse a nossa condenação, e ainda fomos agraciados por Sua esplêndida Ressurreição.
A Contrariedade que fez a Morte resultar na Vida
Nos seus últimos dias antes da sua ressurreição, Ele enfatizou que veio a este mundo para contrariar, e não para atender às expectativas. Considerando que através da morte — por muitos imensamente temida —, mostrou que a sua vida era muito mais forte.
Até lá, fez um trajeto árduo de dor e feridas que aparentavam fraqueza, mas que eram na verdade, a força do seu amor em evidência que misturava o seu sangue e o seu suor; o fulgor da sua determinação, sendo o Maior de todos sofrendo a pior humilhação.
A cruz representava sua condenação injusta sendo cumprida; entretanto, era e é o símbolo da nossa salvação que se cumpria naquele momento. Mesmo diante da nossa imperfeição, dos nossos inúmeros lamentos — o Sacrifício que não foi em vão.
Depois de sacrificar-se na crucificação, despertou nos incrédulos a ilusão de que havia partido de uma vez: mais um homem de carne e osso, frágil e impuro, sem nada de especial, apenas um moribundo que teve o seu instante final.
O vazio do sagrado sepulcro não significava, de fato, a sua ausência; todavia, o seu corpo tinha sido renovado, pois Ele havia ressuscitado de uma maneira plena para continuar o seu reinado após ter cumprido a sua promessa, provado o seu amor inconfundível e imensurável.
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