Desejo Morte

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⁠Pode-se dizer que existo infinitamente. Estou aqui agora. E em todos os segundos entre meu nascimento e a minha morte.

A cada decolagem e descida, quando o avião se inclina muito para um dos lados, eu rezo por um acidente. (Clube da Luta)

Uma pessoa que não consegue perdoar esqueceu-se da grande dívida da qual foi perdoada. Quando você perceber que Jesus o libertou da morte eterna, você liberará os outros incondicionalmente.

Se até Jesus morreu, não devo considerar injusto a partida do meu semelhante, de modo a não permitir que ele faça sua transição em paz.

Somos soldados de nós mesmos.
A vida dá as batalhas mais difíceis aos soldados mais fortes.
Somos o exército de um homem só.
A vida é feita de lutas é por isso que somos todos soldados até o fim de nossos dias.
Vivemos, Sonhamos e Morremos.

⁠A guerra é um lugar onde jovens que não se conhecem e não se odeiam se matam entre si, por decisão de velhos que se conhecem e se odeiam, mas não se matam.

Desconhecido

Nota: A citação costuma ser atribuída ao piloto alemão Erich Hartmann, mas não há fontes que confirmem essa autoria. A frase contém uma ideia semelhante ao pensamento atribuído a Paul Valéry.

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Cansei!
De tentar não ser... E de ser e ter que ser.
De uma religião sem Deus, só de homens com critérios mercantis.
Da sociedade sem identidade humana, apenas com mecanismos que determinam cada um sem ser o que se é.
Do ‘outro’, desconhecido, desconhecedor do eu, se não lhe satisfaz ou beneficia.
Se cansa de sonhar... Felicidade, e mais algumas formas de ilusão defendidas como verdade e fonte de vida.
E o amor? Essa carência, fragilidade, necessidade e sentimento de posse? Às vezes inconstante, arriscado feito a caixa de Pandora? (...) Se cansa do imprevisível!
Cansei da mentira! Mas desconheço a verdade e, por isso, a mentira se tornar uma verdade. Ou aceita ou faça sua escolha!
Mas não cansei de Deus, porque é a única certeza que, se for uma verdade inversa, será quando nada mais será pesado... E então terei descansado!

Você não pode simplesmente me deixar.

⁠O fracassado não é aquele que desistiu de lutar, mas sim aquele que poderia ter ajudado e preferiu fechar os olhos.

Onde reina o mais absoluto silêncio não cabem mais flores, perdão, homenagens ou agradecimentos. Onde tem vida, tem barulho, tem críticas e contradições e é lá que cabe toda a nossa gratidão.

Quando um amigo morre, uma coisa não lhe perdoamos: como nos deixou assim sem mais nem menos, assim no ar, em meio de algo que lhe queríamos dizer ou – pior ainda – em meio do silêncio a dois no bar costumeiro? Que outros hábitos, que outras relações terá ele arranjado? Que novas aventuras ou desventuras de que não nos conta nada?

Mario Quintana
A vaca e o hipogrifo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

⁠Quando eu morrer, meu corpo vai parar de funcionar. Ele vai se desligar, de uma vez ou gradativamente. A respiração vai cessar, o coração vai parar de bater. Morte clínica. E um pouco depois, tipo, uns cinco minutos depois, meus neurônios vão morrer. Mas, nesse meio-tempo, talvez meu cérebro libere uma maré de DMT. É uma droga psicodélica liberada quando sonhamos, então eu vou sonhar. Vou sonhar mais do que jamais sonhei, porque isso é tudo. É a última descarga de DMT toda de uma vez. Meus neurônios vão disparar e verei um espetáculo de lembranças e imaginação. Vai ser uma baita viagem. Vai ser alucinante porque minha mente vai estar viajando pelas memórias de longo e curto prazo, sonhos se misturando com lembranças, e finalmente a cortina se fecha. O sonho que fecha todos os sonhos. O último grande sonho enquanto minha mente esvazia o depósito e então… acaba. A atividade cerebral cessa e não resta nada mais de mim. Nenhuma dor. Nenhuma lembrança. Nenhuma consciência de quem já fui. De que já machuquei alguém. De que já matei alguém. Tudo permanece como era antes de mim. A eletricidade se dispersa do meu cérebro até sobrar só tecido morto. Carne. Esquecimento. E todas aquelas coisinhas que fazem parte do meu corpo, os micróbios, bactérias e bilhões de outras coisinhas que vivem nos meus cílios, no meu cabelo, na minha boca, na minha pele, no meu estômago e tudo mais, seguirão vivendo. E comendo. E estarei servindo o meu propósito: alimentar a vida. Quando me decompuser e as minúsculas partes de mim forem recicladas, estarei em bilhões de outros lugares. Meus átomos estarão nas plantas, insetos, animais. Eu serei como as estrelas no céu. Aqui em um momento, depois, espalhadas pelo cosmos.

Hoje meu amor foi embora, levou com ela meu coração.
Não estamos mais juntos há algum tempo, a distância e mais alguns motivos nos separaram. Mesmo assim, eu amo muito ela, sinto saudade do seu abraço, do seu olhar, dos seus gestos, da sua voz, do seu beijo... de tudo. Nosso relacionamento durou pouco, mas foi o suficiente para fazer eu me apaixonar por você. Você foi a única mulher que me mostrou o que é o amor de verdade, me fez dar mais valor as coisas, me fez amadurecer.
Minha vida ultimamente está tão sem graça, está sem cor, sem ânimo, não sei o que fazer. Perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida, eu perdi absolutamente tudo o que tinha, e até o que não tinha. Não tenho sinceras desculpas quanto a tudo isso, minha vida tá um caos, eu não suporto mais sofrer, eu tenho pensamentos absurdos, e cheguei a tal conclusão de querer morrer, eu não sei dizer uma definição certa, eu não tenho um motivo tão óbvio para isto, eu só não suporto mais, desabei, caí, fraquejei… Não aguento mas e quero dar um basta nisso… Sabe aquele momento que você olha em todas as direções, vê multidões de pessoas, mas você está só, em meio a multidão? Eu gritava, ninguém me ouvia, eu chorava e ninguém enxugava minhas lágrimas, nem sequer perguntavam como eu estava, apenas me ignoravam, era como se eu não existisse… Por dias comecei a acreditar que eu fosse só um fantasma, uma alma penada, perambulando pela terra, sem rumo, sem chão, sem um propósito de vida. Então tomei essa decisão, sei que muitos irão me julgar, me mandarão ir ao inferno, mas eu não sei o que vai ser de mim daqui pra frente, não sei para onde vou, eu não sei nem aonde eu estou nesse absoluto momento, eu por diversas vezes tentei firmar meus pés no chão, mas era como se eu estivesse me afogando, procurando terra onde não tinha… Então, chegou a minha hora. Peço desculpa a todos, não pude significar nada na vida de ninguém… Agora minha alma caminha livre, calma até o infinito, até o além… Até o eu sei lá para onde… Como meu último pedido, peço que escrevam em minha sepultura, essa pequena frase: ''Aqui descansa eternamente aquele que nunca soube o real motivo da sua existência, que nunca soube o valor que tinha sua vida.''

Não gaste sua energia com ódio ou isso vai acabar matando você. Concentre-se em se manter forte.

Quando morrer, pedirei a Deus para ir, se eu merecer, pro céu dos cachorros, e não dos homens...

Um dia a gente morre, vai pro céu; e Deus dá então pra gente um par de asas pra conhecer o mundo inteiro!

Lygia Fagundes Telles

Nota: Trecho de carta ao também escritor Erico Verissimo, escrita em 9 de setembro de 1941.

Parabéns pra você

O parabéns no aniversário mostra claramente a dificuldade que um ser humano tem para viver um ano.

⁠"Eu parecia ter as mãos vazias. Mas estava certo de mim mesmo, certo de tudo (...) certo da minha vida e desta morte que se aproximava. Sim, não sabia mais nada que isto. Mas, ao menos, segurava esta verdade, tanto como esta verdade me segurava a mim"

⁠Ainda bem
que não morri de todas as vezes que
quis morrer – que não saltei da ponte,
nem enchi os pulsos de sangue, nem
me deitei à linha, lá longe.

Ainda bem
que não atei a corda à viga do tecto, nem
comprei na farmácia, com receita fingida,
uma dose de sono eterno.

Ainda bem
que tive medo: das facas, das alturas, mas
sobretudo de não morrer completamente
e ficar para aí – ainda mais perdida do que
antes – a olhar sem ver.

Ainda bem
que o tecto foi sempre demasiado alto e
eu ridiculamente pequena para a morte.
Se tivesse morrido de uma dessas vezes,
não ouviria agora a tua voz a chamar-me,
enquanto escrevo este poema, que pode
não parecer – mas é – um poema de amor.

⁠Depois que morre, todo mundo fica bonzinho!