Descartável
Um jovem e o mestre
Um jovem perguntou a um mestre: mestre o que está acontecendo com o amor de hoje que parece inexistente, as vezes frio e descartável? O mestre respondeu: meu jovem, o amor é algo inexplicável, nem sempre o amor aparece por causa do medo de amar; outras vezes o amor torna-se descartável por falta do devido valor recíproco; em outras ocasiões o amor foge ou se esconde que nem polícia e ladrão. O amor é o que nos move. O amor sou eu, o amor é você, nós somos o amor. Portanto, não podemos fugir do amor nem esconder e muito menos ter medo de amar. Se somos o amor como fugiremos de nós mesmos. As relações duradouras são exemplo de que o amor está presente enquanto que as relações promíscuas nem esperam o amor nascer.
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Eu me sinto vazio, vagando por essa imensidão de oportunidades e sentimentos, eu ainda me sinto vazio. É como se me apertassem como uma pasta de dente e falarem: "Ops, está vazio." E descartarem, como se eu não existisse mais, como se as minhas dores não fosse realmente válidas, como se eu tivesse sofrido pouco, como se eu tivesse sentido pouco, mas afinal: O que eu sou? Se sou descartável, o que eu sou?
As vezes odiamos ser usado
As vezes procuramos ser usado
As vezes amamos ser usado
Eu particularmente estou procurando e sei que vou amar ser usado por você, mesmo sabendo que depois das 12 horas você some.
De que adianta viver, se não somarmos com os demais indivíduos, haja vista não sermos auto suficientes? Se não somarmos com o meio social, não passaremos de mero objeto do destino, desprezível e descartável.
