Desabafo de um bom Marido
Tempos que não voltam mais
Sem arte fotográfica...
Um cenário inusitado...
Ilusório e gelado...
Estava alí...
Uma onça negra que rugiu...
Em um poema ofuscado...
Desafiando o meu imaginário....
Que aos poucos...
Vou descrevendo sem contradição...
Na paisagem...
Verde amarelo...
Turquesa e violeta...
O branco...
Fazia parte do palco coberto....
Nos recreios...
Ou em quermesses...
Pipoca e maçã do amor...
Quebra queixo e paçoca...
O tal cachorro quente....
Que muitas gente...
Chamam de kikâo
E se não me engano...
Sua origem é hot-dog...
Famosa salsicha com pão....
Garras afiadas...
Quantas vezes numa rua paralela...
Passarelas amarelas....
E suas donzelas....
Andavam de brincar...
Brincavam de correr...
Ah...
Lembrei...
Garrafas de plásticos...
Medalhas de aço...
Nessa brincadeira....
Lançavamos longe para atingir o adversário...
E a amarelinha....
Quantas vezes eu pulei...
Brinquei sim....
Passa a mão na mão....
Ou...
É esse(a)...?
Não...!
É esse(a)...?
Não...!
É esse(a)...?
Não....!
E por fim...
É esse(a)...?
Sim...!
O que você quer dele(a)...?
Oh susto danado que vinha na contramão.....
Bate logo na cara...
Que é melhor que um péssimo não...
Brincadeiras de crianças...
Brincadeiras de adolescente....
Isso era ser gente...
Ou eramos polivalentes....
Aquele filme do passado...
Eis numa TV da ilusão....
Esquecer da infância...
Não...!
Tudo se foi...
Mas na memória ficou....
Maravilhosos dias....
Riquezas que ficaram...
Não tinhamos brigas...
Não tinhamos magoas e nem rancores...
E de pernas pro ar aqui....
Revivi o que lá atrás ficou...
Nessas frases....
Umas fases que passaram...
Ou seja...
Tempos que a palavra chamada "Preocupação"...
Estava longe de existir....
E agora...
Só me resta poetizar....
Os dias de outrora...
E fechando os olhos....
Escrevi sem querer....
Os tempos passados....
Menos de uma hora...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Uma ópera tonalizada.
Uma história...
Uma década...
Ilustrei um palco...
Deixei colorido como o raio do sol e o verde gramado...
Na orquestra sinfônica....
Debrucei....
Alí...
Sem melancolias...
Uma ópera aconteceu...
Garganta afinada...
Esperei o momento certo...
Único e protagonista do show....
As coxias se escancararam ao público....
Encantei....
As varinhas...
Deslizavam nas cordas dos violinos...
A lua prateando...
Avisava a chegada dos anjos...
Sem suspenses e sem dramas...
Um terror fora da grama...
Mata verde rasteira...
Na fama...
A ópera ecoava...
Sem um pingo de receio...
O gladiador da garganta tonalizada se apresentou...
Sem tristezas...
Sem agruras....
Uma comédia pra se rir...
E o poeta...
Coadjuvante e com o olhar penetrante....
Dramatizou aquele show sem drama...
Suspendeu as amarguras sem suspenses....
E aterrorizou os corações sem terror....
Orcas marinhas ficaram mansas...
As gaivotas faziam parte do espetáculo....
Os albratozes...
Calados ficaram sem as vozes....
Na rota de fuga...
Ele encontrou todas as porteiras...
Tamborins e zabumbas...
Sem tumbas latejavam...
Romaria nos sertões...
Festa do Rei com emoções...
Arranquei risos e lágrimas...
Ditei sem ser ditador...
Cantei sem ser cantor...
Com ódio do inferno...
Fiz até o diabo sentir amor...
Sabia eu...
Quando o universo é do Pai...
E a ele o mundo se ajoelha...
Por que não mandar...
As trevas se afastar....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
MEU MUNDO
Eu habito um mundo de sonhos, aonde prevalece um romantismo bizarro e próprio para folhetins de moças dos anos 50! É um mundo,de franquezas que as vezes como um bisturi, fere na hora, para trazer alívio depois! É um mundo, só meu! Estranho mundo a causar estranhezas nas pessoas que vez por outra o visitam! Algumas ficam por um tempo e se vão, outras vem apenas de passagem! Passam olham, admiram mas não se cabem nele! Esse meu mundo, é cercado por todo um universo amedrontador, de gente que não fala a minha língua, que não olha o que eu olho e que zomba do que eu penso, sinto e falo! As vezes penso estar sendo absorvido por esse universo, e com desespero luto ferozmente para retornar ao meu lugar, para a minha zona de conforto, e ali chegando, sorrio da cara de espanto e desdém daqueles seres, que não se conformam com o meu jeito de ser, e talvez, por não conseguirem assim ser também!
Odair flores
Um dia, em um quase momento da minha não existência, um desejo a mim será proferido diante da minha única certeza: Morrer no frio e congelar o tempo para que nenhum abutre pudesse contemplar o meu corpo.
Quando o coração cansa e o inverno alcança a alma, os sorrisos ficam desbotados, feito um dia cinza qualquer, os olhos... vão perdendo o foco a visão vai ficando embaçada pela neblina permanente no campo de visão, o coração bate mais fraco como se o fluxo sanguíneo fosse um rio parcialmente congelado... aos poucos vamos ficando mais lentos, a cabeça lateja e a vontade de viver aninha-se lá no fundo em busca de calor. Quando o inverno alcança a alma é preciso força até pra respirar, eu sei... mas acredite você consegue, não se esqueça que você nunca está só Deus está sempre com você.
...Fique bem.
Vou ficar por aqui
É um misto de longe e perto
De estar não estando
De ver não vendo
De ter perto mesmo longe
Um longe irreal
Um longe que existe e não existe
Vou ficar aqui
Aqui me leva aí
De uma forma imperfeita
Mas presente
Essa presença que é marcante
Dia a dia
Esse negócio do virtual que faz o fisico latejar
O coração bater
A boca secar
A vontade tomar conta
Vou ficar aqui
Pois aqui é sempre aí
E o aí sempre está aqui
Sempre reciproco
Sempre cuidando um do outro
Sempre juntos
Sempre
Distância é um momento
Não um lugar
Nunca é um sentimento
Te amo
Se continuar lutando consigo mesmo e desacreditando naquilo que é capaz; um dia irá perder está batalha travada com você...
Como meu mundo é diferente
Tem um movimento
Em frente
Mas só movido a seu amor
A seu sorriso
A nossa vida
A necessidade de te mostrar
Me revelar
Te dar o que sou
De sermos
De estarmos
De sorrir junto
Só de sentar
Meu mundo mudou
De orbita
De rumo
De necessidades
Aprendi a confiar em alguém
Aprendi
Não é um mundo movido por sorriso
Idiota
Não
É movido por confiança
Por partilhar
Por sermos nele
O amor que temos um pelo outro
Tudo que sabemos quando o telefone toca
Que queremos quando nos vemos
Tudo que sentimos quando queremos dividir
Estar bem
Eu e você, você e eu
Te amo bom dia
Se um ciclo na sua vida, não deu certo não foi feliz porque insistir porque continuar, e porque não investir no algo novo, em um novo ciclo quê pode se dar a chance de ser feliz porqie enquanto uns se fecha outros se abre para novos planos expectativas não tenha medo do novo.
Tempo
Um dos mistérios que inquietam
Achamos formas de medir
De contar
Percebemos certas mudanças na gente
Nas pessoas
Nas coisas
Olhamos e vemos as coisas passarem
Quando nos deslocamos percebemos isso mais facilmente
Em um carro são esquinas a frente e atrás
Esse ir adiante
Esse movimento
Essa noção de que as coisas passam
Essa nossa parte que lembramos
Esse aspecto imaterial de se ver criança
Enquanto já estamos adultos
Isso de nomear quando se é pequeno de um nome
E de que agora maior outro
Como se fossemos diferente
Esse tal tempo
É da mesma forma para mim e para você
O limite do seu está preso a ele
Só somos vinculados a ele?
Acho que não
Mas enquanto ele está aqui
Prefiro ignora-lo
Prefiro pensar que não existe
A sua não existência mesmo existindo é boa
O que é esse tal de tempo
Não sei, não quero saber e se alguém souber
Não precisa me explicar
Estou muito bem sem ele.
"Em um mundo com tantas pessoas, me sinto mais só ainda, o tempo não para vida gira, e vai levando tudo embora, vão os dias as noites os beijos os abraços e nem que por um minuto pudesse parar, isso jamais ira voltar!
Me arrependo de tudo que não fiz das palavras que não disse dos momento em que se foram, tudo que tenho são só lembranças que tenho para preencher o vazio que há em mim."
Se seu beijo tem gosto de mar
E minha língua é um barco que navega
Para onde vão nossos olhos
Enquanto as bocas passeiam?
Eu vivo em um eterno
Estado de poesia
Durmo com o sol
Acordo com o dia
Pela manha
Peço à tia da padaria:
- Me vê um sonho
Às vezes a gente só precisa de um sorriso, aquele tipo de sorriso sincero que te acalma e te diz: Tá tudo bem, tá!
Seguro um pedaço de pão pingando azeite sobre a folha
Olhando de cima para ela como se quisesse dar-lhe forma
Criar para ela um corpo
- Consigo visualizá-la -
Chupo os dedos e pego o lápis
Escrevo no papel com gota de gordura
Minhas palavras tem fome
- Elas não são light
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