Depoimento De Mae Ausente
O sol é o pai
A lua é a mãe
As estrelas são os filhos
As constelações são as famílias
Os planetas são os parentes
O Universo é Deus
Feliz Dia das Mães!
Escrevo para você, que embora não seja minha mãe, é alguém que admiro profundamente pelo modo como exerce a maternidade: pelo amor, pelo cuidar, pelo proteger e pela entrega absoluta ao seu filho.
Parabéns por ser excepcional. Parabéns por todas as noites acordadas, sendo a mãe que cuida do seu pequeno com todo esforço e dedicação. Em especial a você, mãe de um ser que demanda cuidado e proteção constantes, e que se desdobra para amá-lo e ampará-lo em cada detalhe.
Você é a mãe que sabe que seu filho precisará de você para sempre — e, em vez de se assustar, encontra nisso uma força gigante. Mesmo com o coração apertado ou o nó na garganta, você segue um dia de cada vez, aproveitando cada momento como se fosse único, dando o seu melhor e amando sem medidas.
Passei para dizer que te admiro demais. Admiro a sua resiliência e o fato de nunca ter hesitado. Que eu possa sempre aprender com você e nunca deixar de me encantar com o seu jeito de ser.
Parabéns pelo seu dia! Você é imensamente amada
MÃE, até o próximo DiA das Mães!
Antes de partires e levares esse abraço anímico que se plasma na junção que transcende nesse anoitecer, leve minhas lágrimas de saudades e borrifique no orvalho o perfume de tua essência ao amanhecer, e terei a certeza que estaremos unidas para a eternidade mãe e filha num só ser. E em decreto é firmado que todos os dias das mães eu te chamarei lá do céu pra descer e me aninhar como um embrião novamente dentro de você...
Amor incondicional, só uma mãe sabe o quão grandioso é a reciprocidade dessa doação de carinho na pureza angelical de termos filhos especiais e sentir a intensidade desse amor...
Perder a mãe é perder o chão. A gente continua vivendo, mas sempre buscando a essência desse vazio que ficou no coração...
E é nesse autismo de vida parada, que só uma mãe enxerga seu mundo lá dentro de um vazio que se perde num sorriso iluminado disperso na complexidade de um tudo e do nada.
A criança que existe em mim desperta toda vez que lembro de minha mãe, e então, mergulho fundo na bolsa amniótica como se fossem um mar infinito e me firmo no cordão umbilical, e faço dele meu bote de salva vidas e ela sorri pra mim e vai me puxando pro céu...
Descobri porque nosso cordão umbilical é cortado na hora do parto, porque ao lado de nossa mãe tem um anjo que o pega e leva para Deus e por isso também que a gente chora, pois caminharemos por um mundo de pecado e transgressão onde a serpente está infiltrada por entre os escombros pronta para dar o bote, e por isso caminhamos nesse labirinto sem fim tentando achar uma saída e sofremos, porque olhamos sempre para o chão e nunca para o céu e é lá que está a saída desse labirinto. E o que tem o cordão umbilical a ver com isso? - Simples! é a corda que o Anjo entregou à Deus e que nos estende o tempo todo desde que nascemos para chegar até Ele...Então, não olhemos mais para baixo, a cordinha da salvação está no céu...
ORAÇÃO DA MÃE DE UM AUTISTA
Que Deus derrame suas bençãos e fortaleça a fé em nossas almas cansadas e enxugue as lágrimas de nossos olhos vermelhos de chorar, muitas vezes de sono e abatidas, mas ali firmes e fiéis ao teu desígnio o qual temos como missão zelar por teus filhos de luz, essências divina de pureza e virginais em suas almas terrenas, onde a caminhada é densa e o fardo pesado. Mas tu carregastes a cruz e vencestes o mundo. Nós (mães) o seguiremos...
Mãe de autista é viver constantemente numa roleta russa, a gente nunca sabe quando a bala vai acertar o alvo (Crises e surtos)
Mãe é quando as almas de todas elas se encontram e se plasmam num só corpo e num só coração e é por isso que nós mães entendemos e compreendemos até em telepatia o que sentimos, mesmo sem nunca termos nos conhecido.
MÃE...
Aprecio a paisagem translúcida no espaço
Ouço o bater de sinos na capela distante
Vento varre a cabeleira dos verdes matos
No céu, vejo cortejo d’espíritos viajantes.
Balanços das folhas, vultos acenam pra mim
Dogmas infundados entre a vida e a morte
Sopram ao meu ouvido, que isso não tem fim
Círculo vicioso e simbiótico lançado a sorte.
Prolixa e moribunda divago sem entender
Na oculta inflorescência a busca do amor
Lágrimas gotejantes, doridas de um sofrer.
Na lápide, vejo um poço árido que secou
Nas flores silvestres, o toque de teu ser
Saudade mórbida foi apenas o que restou.
Mater
Mãe, eis a causa de tudo
não haveria vida nem mundo
nem filho nem pai
não haveria luz, nem sombra
passado ou futuro
nem semente a nascer
nem um fruto maduro.
Mãe, concepção lírica dos poetas
para pra se criar o universo
poesia e música, fantasia e verso
natureza viva, a expressão discreta
da ilusão homérica de um mundo concreto...
Mãe, quem supor poderia
que se não fosse por ti
nada mais havia
nem amor nem paixão
nem sorte nem destino
nem velho nem morte
nem homem nem menino.
Mãe, amor superlativo, tu
perdoas sempre qualquer tirania,
vences todo ódio com um gesto meigo
teu abraço terno aquece o coração
A IGNORÂNCIA É A MÃE DA MEDIOCRIDADE
A mediocridade não é do homem. É, portanto, da causa que escolhe. Eu escolhi uma causa, que mesmo depois de décadas ainda a compreendo como tendo sido a melhor causa possível para um escritor abraçar. Se alcancei o meu objetivo? Respondo que não, pois a causa contra qual tenho combatido é a ignorância, em todas as suas nuances. Mas fiz o que podia, com os elementos com que pude contar até aqui. Está tudo escrito, formulado nos meus livros. No futuro, talvez, na verdade não posso afirmar, pode ser que as minhas teses de alguma forma, mesmo que simples, talvez em pequena escala sejam postas à prova, então é que saberemos se a luta que abracei valeu de fato a pena.
Evan do Carmo
**Se Eu Morresse Hoje**
Se eu morresse hoje, quem sentiria?
Minha mãe, com lágrimas que rasgam o tempo,
meus filhos, crescendo sem o calor das minhas mãos,
minha mulher, habitando noites longas e vazias,
dois ou três amigos, mais lentos no amanhecer da saudade.
E o mundo?
Seguiria, indiferente, como após a queda de uma folha.
Mas eu?
Eu sofreria o peso do inacabado:
poemas interrompidos, abraços que não dei,
a linha invisível que une início e fim,
cortada abruptamente.
Morrer hoje seria mais que ausência.
Seria um adeus ao que não vivi,
um vazio gritante do que não foi entregue.
E talvez, no último suspiro,
eu compreendesse que viver
é um texto sem fim,
escrito no escuro do tempo.
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