Depoimento De Mae Ausente
MÃE ESPECIAL
Ela não pode viver a vida do filho neurodivergente, mas é a extensão dela.
Lu Lena / 2026
O SILÊNCIO QUE ACENA 🌬️✨
(sempre quando olho para o céu)
Mãe...
Queria escrever algo, mas acordei com o pensamento solto e disperso de mim. Quando sinto esse silêncio fugidio, não consigo escrever nada, fico oca por dentro e bate um vazio.
É sempre assim. Em especial neste dia que, lá do céu, acenas para mim... 🕊️🤍
Lu Lena / 2026
Ser mãe é caminhar por um território onde o amor não tem medida,
onde o cansaço se mistura com o riso, e o coração aprende a bater do lado de fora do corpo.
É se redescobrir todos os dias… na escuta, no colo, na espera.
É duvidar de si e, ainda assim, seguir.
Ser mãe é não saber tudo, mas amar como se soubesse.
É aprender que há uma força silenciosa nas mãos que acolhem,
nas palavras sussurradas na madrugada,
nos olhos que dizem “estou aqui”.
E estar…
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Ser mãe não é dar conta de tudo — é dar colo.
É lembrar, todos os dias, que o tempo não volta,
mas o amor… ah, o amor permanece no que é simples.
Ensina o que não se compra:
a alegria de correr na chuva,
o encanto de olhar um passarinho bem quieta,
a leveza de um abraço sem pressa.
Não te culpes por não ser perfeita —
nenhuma mãe é.
Mas seja inteira nos momentos que importam.
As roupas se lavam depois,
os brinquedos se organizam depois,
a infância… não espera.
Então, sente no chão, ouça com o coração,
deixe que ele te ensine também.
Não te esqueças:
Ele será criança só uma vez.
E você, mãe… para sempre.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Mãe é casa acesa.
É colo que acolhe, oração silenciosa e amor que permanece mesmo quando o tempo passa.
Mãe transforma cansaço em cuidado e dias comuns em lembranças eternas.
Hoje, celebramos essas mulheres que fazem da própria vida um lugar de amor.
Feliz Dia das Mães!
Edna de Andrade @coisasqueeusei.edna
Amar, sorrir ,cantar, chorar,
A vida nos ensinar a viver, minha mãe dizia "a vida ensina", e ela ensina mesmo, tantas coisas aprendi com a vida. Acabei de ser vovó novamente, ninguém me ensinou, simplesmente a vida me ensinou. Eu fico vendo a minha netinha aprendendo a sorrir, aprendendo a comer, aprendendo a ver as coisas, e fico pensando no quanto é magnífico, no quanto a vida é fantastica. Então vamos aproveitar cada momento dela!
"Se o sangue de Jesus Cristo tem poder! Biologicamente este poder veio de Maria a sua mãe! Negar o sangue de Maria é negar o próprio Deus que se fez homem!"
MÃE A FONTE QUE INSPIRA
Poeta Brithowisckys
Mãe, tu és o sopro divino que me gerou,
o peito de amor que sempre me alimentou,
com suas santas mãos, meu corpo embalou,
sua proteção guiou meus primeiros passos.
Foi leoa ferina e guardiã que sempre protegeu,
a linda professora dedicada que me ensinou,
a médica que curava cada gotícula de dor,
Mãe, presença marcante que nunca se ausentou.
Em ti habita o amor divinal, incondicional sem medida,
força universal imensurável, que na lida diária nunca se fatiga,
ternura exemplar como a imensidão do mar que não se esgota.
Como raiz de uma centenária árvore frondosa que não se abala.
Que mesmo tendo asas, não impede que teus rebentos voarem.
a esplendorosa luz iluminando o longo e desconhecido caminho,
És o abraço forte que ampara e sempre consola,
És o impávido coração que nunca deixa de pulsar.
Mãe, que o universo a ti se curve, te reverenciando
Que o amor de Deus te credencie sempre a espargi virtudes,
Que a vida te cubra de bênçãos infinitas, pois em ti mãe,
se revela o milagre eterno, do amor sublime, sagrado e infinito.
MINHA MÃE
Minha mãe é alicerce
É a base, o meu pilar
É minha sustentação
Desde meu engatinhar
É o meu porto seguro
É a rigidez do muro
Que protege o meu lar
Parabéns, mulher! Você é guerreira, batalhadora, persistente, sonhadora. É mãe, filha e avó dedicada. Você se doa pro mundo e nem sempre recebe essa dedicação de volta. Mas saiba que você nunca deixará de ser um grande exemplo e motivo de orgulho para a sua família.
Carta à Minha Mãe
Hoje senti muito a tua falta, mãe.
Ontem também.
Os dias passam, mas
não apagam o reflexo do teu olhar protetor,
no caminho dos meus passos;
não esconde em mim a emoção
da tua eterna lembrança,
dançando nos espaços do meu relógio interior.
Suzete Brainer (Trecho do poema do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende).
O intelecto veio do meu pai, a sensibilidade veio da minha mãe.
Sou a mistura entre razão e sentimento
Mãe e filha não caminham juntas apenas nesta vida; elas seguem unidas além dos horizontes que os olhos alcançam, ligadas por um amor tão eterno que nem a morte encontra coragem para interromper.
(LilloDahlan)
Não suba montanhas para que o mundo te veja, mas para que você possa ver o mundo. A verdadeira maestria não reside em vencer caminhos tortuosos por orgulho, mas em trilhar o óbvio com tamanha presença que o comum se torne sagrado.
Eu quero mesmo é ser como minha mãe imagina e fazer o que minha mulher acredita que eu esteja fazendo.
Se você é filho de mãe solteira e não pode honrar seu pai por algum motivo, sempre honre a sua mãe para que tenha uma vida próspera e feliz.
No final de uma escuridão, encontrei a luz de um ser que me ensinou a viver. Mãe, obrigado por seus conselhos.
A trilha
Na noite mais fria que a montanha já contou,
uma mãe e seu filho seguiam o mesmo amor.
O vento cortava a pele, a alma e o coração,
mas havia um calor maior guiando cada direção.
A barraca era pequena diante da imensidão,
e o frio roubou o sono, mas não a emoção.
As estrelas testemunhavam, em silêncio e luz,
o amor mais puro da Terra seguindo sua cruz.
Às três da manhã, quando o mundo ainda dormia,
levantaram-se juntos, abraçados pela coragem que existia.
E cada passo na pedra, cada respiração no ar,
era uma declaração de quem escolheu não parar.
Subiram.
E a montanha os recebeu.
Não como visitantes,
mas como quem reconhece quem venceu.
Lá no alto, entre nuvens e o infinito azul,
o frio era intenso, mas o amor era mais sutil.
Daqueles que não fazem barulho nem precisam aparecer,
porque nasceram para permanecer.
Então veio a descida.
E com ela, o amanhecer.
O sol surgiu devagar, como quem tem medo de interromper
aquele encontro tão raro entre o tempo e o sentir.
A luz dourada tocou seus rostos cansados,
e o mundo inteiro pareceu ficar ajoelhado.
Pararam.
Um café quente fumegava entre as mãos.
E naquele instante tão simples, tão pequeno,
cabia uma eternidade de emoções.
A mãe tomou um gole.
Depois outro.
E pediu mais um.
Porque algumas felicidades são bonitas demais
para terminarem no primeiro gole.
O filho estava ali.
O sol estava ali.
A montanha estava ali.
E Deus também.
Guardando em silêncio aquele instante perfeito.
Anos passarão…
As trilhas mudarão.
As pegadas desaparecerão da terra.
Mas jamais do coração.
Porque o que ficou daquele dia
não foi apenas o topo alcançado.
Foi o amor caminhando lado a lado.
Foi o frio que virou lembrança.
Foi a luz vencendo a escuridão.
Foi uma mãe olhando para o filho
e agradecendo, em silêncio, pela bênção daquela companhia.
E foi aquele segundo café…
Que tinha gosto de amanhecer.
Gosto de conquista.
Gosto de saudade antes mesmo de acabar.
Mas, acima de tudo,
gosto de amor.
Daquele amor raro,
que não precisa de palavras,
porque aprendeu a ser eterno.
O Segundo Café
Naquela madrugada gelada de montanha,
uma mãe e seu filho caminhavam juntos,
sem saber que estavam escrevendo uma lembrança
que o tempo jamais seria capaz de apagar.
O frio era cruel.
Daqueles que atravessam a roupa, a pele e os ossos.
Às nove da noite, deitaram-se na barraca para descansar.
Precisavam acordar às três da manhã para continuar a subida.
Mas o vento cortava a escuridão com tanta força,
e o frio era tão intenso, tão absurdo,
que dormir se tornou impossível.
Ali, no silêncio da montanha,
quando o corpo implorava por conforto,
a mãe olhava para o filho.
E o filho olhava para a mãe.
Sem muitas palavras, encontravam força um no outro.
Quando a hora chegou, levantaram-se.
Congelados. Cansados. Desafiados.
Mas seguiram.
Passo após passo, pedra após pedra,
vencendo o medo, o cansaço e a própria vontade de parar.
Até que chegaram ao topo.
O Pico das Agulhas Negras estava diante deles.
O frio continuava impiedoso,
mas naquele instante já não importava.
Porque existem conquistas que aquecem a alma.
E nenhuma vista era mais bonita do que a certeza
de terem chegado juntos.
Na descida, o céu começou a clarear.
A escuridão deu lugar aos primeiros raios de sol,
que tocaram seus rostos cansados como um abraço.
Depois de uma noite quase insuportável,
o calor parecia um presente.
Pararam para tomar um café.
A mãe segurou a caneca com as duas mãos,
sentindo o calor voltar lentamente ao corpo.
Tomou um gole.
Depois outro.
E resolveu pedir mais um.
Talvez porque aquele café estivesse especialmente gostoso.
Ou talvez porque ela soubesse que alguns momentos merecem durar um pouco mais.
Porque naquele segundo café havia algo além do sabor.
Havia a gratidão por estar viva.
Havia a felicidade de ter vencido a montanha.
Havia a alegria silenciosa de dividir tudo aquilo com o filho.
Anos passarão.
O frio será apenas uma lembrança distante.
As dores da subida desaparecerão.
Mas a mãe jamais esquecerá aquele amanhecer.
Jamais esquecerá o sol aquecendo a pele depois da noite mais fria.
Jamais esquecerá o filho ao seu lado.
E jamais esquecerá aquele segundo café.
Porque, às vezes, a felicidade não está no topo da montanha.
Está no privilégio de viver a jornada ao lado de quem amamos.
E foi exatamente isso que aquela mãe levou para casa:
Não apenas a conquista de uma trilha.
Mas uma memória eterna com seu filho.
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