Depoimento de Boa Noite para um Namorado
Pelo retrovisor interno
eu vi os raios externos
de um sol tão distante
ao mesmo tempo envolvente
se pondo na minha frente...
mel - ((*_*))
À DESPEDIDA AO TEATRO
Um dia, quis ser ator de teatro
E voar tão alto
Onde não se pode enxergar
Quis ser filho pródigo da arte
Quis subir ao palco
E subestimar o mundo
Como criança infame
A concepção pecadora de enlear tal arte
Me valeu sorrisos irônicos
De cruéis comediantes
Que se esquivam em virtudes ensaiadas
Hoje o teatro vaia minhas pretensões
E eu, tão pouco mudado
Tenho apenas alto os meus sonhos
Interpreto na vida o trágico sentido
Que exaspera o pensamento
No porvir que é motejante encalço do silêncio
E deixa tolas as vaidades incessantes
Num remediar meus costumes inconscientes
Ah! minh´alma teatral e desonesta...
Quer ser arte e não ser artista
Quer ser fonte e não ser nascente
Ah! minh´alma teatral e desonesta...
Já me priva meu anseio
E padeço estupidamente
Numa cidade sem sonhos
O AMOR É COMO UM VENTO
Lá fora o vento sopra
Como se fosse o senhor do tempo
E dentro de mim é igual
Porque o amor é como um vento
Lá fora o vento sopra
Como o beijo que o amor precisa
Engraçado, dentro de mim é igual
Porque o amor é uma brisa
Lá fora o vento sopra
Sem que eu possa imaginar
E dentro de mim, eu sei
O amor é como o ar
Lá fora o vento sopra
Como se fosse em despedida
Mas dentro de mim há um suspiro
Porque o amor é como a vida
Tmlflexão!
Estava esperando o ônibus após mais um dia de trabalho, observadora notei um texto na camisa de uma pessoa que também aguardava o coletivo “GINCANA, TEMA SALVADOR AFRICA”, pelo que pude notar tratava-se de uma educadora, de um colégio particular (não convém citar nome) o fato é que relembrei da época em que trabalhei como coordenadora pedagógica e que por diversas vezes questionei a forma como as escolas inseriam em seus projetos, o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana; e lamentável que o corpo pedagógico de algumas instituições não entenda, o verdadeiro sentido da implementação da lei 10.639/03, o que vejo são pessoas totalmente descompromissadas com a essência do que esta lei provoca em questões de níveis sociais, não absorveram o sentido do que ela representa para todos nos, educando e educadores. Consciência negra não se aprende: ou se tem, ou não tem, mas algumas vezes esta adormecida dentro de nos, esta explosão pode ser provocada pela educação, educar, orientar, o encontro de você com o seu passado com o que te cerca e mostrar que fazemos parte de tudo isso, não somos meros espectadores de um passado ou de um continente, somos parte de tudo isso, o que de fato me incomoda é ver estes trabalhos, serem desenvolvidos como se estivéssemos falando de outras vidas, de outros povos extraterrestres, “estamos falando de nos mesmos”, porque estamos neste contexto o que vivemos hoje vem do passado, mas representa nosso presente, e se não trabalharmos todos os dias para combater de forma conscienciosa nossas praticas, arrancando de dentro a consciência negra de quem a possui, e mostrando a quem não possui o que e ter consciência, será palavras ao vento. Não adianta trabalhar uma vez no ano, um assunto tão complexo, tão absorvido de diversidade, e que dizem respeito a vidas, inclusive a nossa. Srs. Educadores Vamos arrancar esta consciência de dentro de nós, e aplicar todos os dias em nossas salas de aula, só assim modificaremos todo este contexto deplorável do racismos pai deste preconceito racial, numa demagoga democracia racial. Eli Odara Theodoro
El
Sintonize a antena da sua mente na estação da oração e seja beneficiado com um diálogo prazeroso que só um Deus tão maravilhoso pode lhe oferecer.
Se pra tudo há um tempo, talvez haja tempo para rever o tempo que ficou, já à algum tempo, perdido no tempo !!
Um só caminho, uma só verdade, uma só vida, uma só Palavra, um só Jesus.
Quantos são os tipos de seguidores?
Vigiar, orar, acordar para a vida e não tolerar sequer um bocejo da carne. Pois o desejo é constante e o mal feito não procede do Céu. Sirvamos ao que está no alto monte.
E que, de modo algum, Ele se decepcione com o nosso trabalho.
Se temos respeito com os outros seres, nós vamos ser capazes de criar um clima de felicidade, harmonia.
O circo fechou mais cedo.
Era um palhaço lindo e engraçado por si só, não precisa nem falar para a graça se notar.
Um palhaço vivo em sua maquiagem que arrancava do público alegria com libertinagem.
Hoje a lona está dobrada e a cortina arrancada, o palhaço que antes gargalhava agora nem se quer brinca de graça.
O que aconteceu, palhaço lindo e engraçado, diga-me o que aconteceu ?
O palhaço de um circo que agora não é seu!
Meu Deus, o que aconteceu a eu... ?
Erroneamente se queixando dos planos de quem o riso lhe deu.
A menina levantou-se e aplaudiu quando viu o embriagado palhaço que um dia naquele circo de teto azul e branco existiu.
Ela sorriu, ele também sorriu.
Andou pela calçada e tombou já pela madrugada, olhou ao seu relógio, mas em seu braço não encontrara nada.
Nós dedos sim, lá estava o anel que ele tanto fez rir para tê-lo ali, a noiva acrobata que também tem um anel assim fugiu amargurada por aquele pobre palhaço esquecer da graça.
Hoje ele ri de si, pois da vida o palhaço lindo já não tem motivos pra sorrir.
Sair na rua gritando feito um retardado é fácil, qualquer um que tenha tempo e disposição pode, quero ver ir a uma seção eleitoral e na urna não fazer o mesmo.
"Dar atenção para quem não te dá a mínima...
Talvez esse seria um dos maiores erros da vida,Caso não houvesse a mentira como um dos maiores erros a se cometer."
Sem essa de borboletas no estômago. Aquela borboleta nunca foi minha, e voou para o corpo de um outro alguém.
A AMÉRICA LATINA PERDE MAIS UM ÍCONE
Se eu pudesse mensurar a grandeza de uma obra e de um autor que fez valer cada pensamento, cada palavra e cada ação eu diria que esse pensador foi Eduardo Galeano, não só pelas obras que escreveu e que embalou várias gerações, mas, pela coerência e visão de alcance em campo minado como foi e continua sendo até hoje a América Latina. É triste constatar que após mais cinco séculos a vida dos latino-americanos pouco mudou em sua condição de pobreza, exploração e falta de investimento.
Ninguém melhor que Eduardo Galeano no século XX conseguiu traduzir essa famigerada derrota em seu livro: “As veias abertas da América Latina”.
Logo na introdução dessa obra ele escreveu: “É a América Latina a região das veias abertas. Do descobrimento aos nossos dias tudo sempre se transformou em capital europeu, mais tarde em norte-americano, e como tal se acumulou e acumula nos distantes centros de poder. Tudo: a terra, seus frutos, e suas profundezas ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar foram sucessivamente determinados do exterior, por sua incorporação á engrenagem universal do capitalismo”.
Galeano exerceu e continuará a exercer um papel fundamental na conscientização dos jovens latino-americanos que buscam respostas para tanto sofrimento e discriminação perante o resto do mundo, é como se nascer na América Latina o indivíduo já carregasse uma cicatriz passível de investigação. Isso acontece porque segundo Galeno: “nos já nascemos perdendo”. E tudo isso resultou num fracasso, quando poucos ganham e a maioria perde ninguém ganha, porém, quem conta a história são os vencedores que por sua vez não precisam justificar “a ruina do pampa chileno do salitre, a floresta amazônica da borracha, o nordeste açucareiro do Brasil, as matas argentinas de quebrachos e certos povoados petrolíferos do lago Maracaibo”. Toda riqueza que Deus deu ao povo latino os espertalhões tomaram, mas não conseguiram minar totalmente a capacidade de luta desses povos. Perdemos uma grande preciosidade que se chama Eduardo Galeano, isso entristece a todos nós latino-americanos, contudo, ele nos indicou um caminho em suas obras, basta ler nas entrelinhas que as respostas estão todas lá, para que ele permaneça vivo em nosso meio devemos continuar estudando e pesquisando sua linha de pensamento, pois só manteremos nossa esperança de um dia ver a América Latina livre e independente. Eduardo Galeano escreveu vários livros e aqui citarei alguns são eles: “Bocas do Tempo”, “Os Nascimentos”, “Dias e noites e noites de amor e de guerra”, “Futebol ao sol e á sombra”, “O teatro do bem do mal”, “As veias abertas da América Latina”, “Os Filhos dos Dias”.
Sei que com a facilidade de consumo da atual conjuntura, dispersa o interesse dos homens em algo mais profundo, todavia, acredito que esse materialismo em excesso criará um vazio que levará os homens de volta á sua busca original que é o caminho do bem e do belo, e que o hedonismo moderno não é capaz de substituir. Essa nova era se esgotará em si mesma e os suicídios aumentarão cada vez mais até que o homem reencontre o Deus verdadeiro em estado puro e sem barganhas.
Amorável lembrança
Amorável e velha lembrança de um velho que ainda ama a esperança de voltar à mocidade, àquela bela idade onde se encontra com a felicidade, porém, com certa idoneidade, recheada de vaidade ao enamorar-se loucamente de uma beldade de sua idade. Na realidade um ano mais velha; aquela centelha qual incendeia a ilusão visionária de um futuro imaginário, assim sonha o expedicionário do amor ordinário. A vida havida torna-se irreverente e completamente diferente, porém, sem abalar o amor de dois viventes quase inocentes. Aquela novela dura também, quase, para sempre. Dois jovens inexperientes casam-se contentes, e pensam tocar a vida para frente. A fila anda e atrás vem gente decente e inocente, logo aquele calor arrefece de repente, nasce o primeiro rebento, pra arrebentar aquela paixão estonteante, para nascer o amor verdadeiro de dois irmãos-companheiros na evolução de se aprender a ser gente. Bem, nasce o primeiro e começa a guerra da sobrevivência real, a responsabilidade apareceu mal, mas a grande verdade está no condicional da vida, e o casal tem de se virar, enquanto, o segundo vem para habitar aquele particular mundo de luta desigual. Assim é o aprendizado do amor, como uma flor que desabrocha e vai murchando, enquanto, o mundo vai caminhando. O tempo vai passando e forma-se uma bela família com três filhos a encerrando, porém, vêm os netos, tão discretos após décadas a segurar a peteca. Assim o casal se separa, mas não se precipite em pensar no azar, não, foi àquela foice fatal a qual a todos espera na hora mortal. Ficou o velho na fila, é... Na fila... Ficou a sós, morreu José, Joaquim e até a forte Dalila... O negócio é ter fé na ciência da paciência em esperar, sempre amando, sem parar, e ir aparando as arestas que restaram desse arresto de vidas, aumentando as feridas desferidas pela vida, mas o amor fica a calejar mais a dor tão doída movida pela lembrança querida, pela qual até parece uma ressurreição real a revivificar a vida do amor incondicional.
Apesar do velho até hoje nada entender desse amor, seja como for, continua a esperar...
Ei... Meu amor me espere, por favor, um dia hei de chegar para amá-la com ardor.
jbcampos
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