Democracia

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A democracia não transforma uma opinião em verdade; transforma a divergência em convivência.

A democracia necessita de cidadãos capazes de enxergar o outro como ser humano, inclusive como sujeito de direitos.

A democracia depende da possibilidade de cidadãos justificarem publicamente suas posições e de o Direito transformar o debate legítimo em decisão institucional.

A democracia se enfraquece quando a comunicação pública é colonizada por interesses que impedem a formação livre da vontade política.

A democracia precisa de instituições, mas também de uma cultura pública capaz de sustentá-las.

Uma democracia viva depende da capacidade de transformar conflito em argumento, argumento em deliberação e deliberação em decisão juridicamente legitimável.

A democracia não transforma a maioria em proprietária da verdade.

⁠"Democracia para mim é: Corinthians e Palmeiras dividindo as cervejas juntos, na mesma televisão. Ser democrático é: Torcer para o time que perdeu, vencer da próxima vez."
Agressão verbal ou física é: Pessoas sem caráter.

A Democracia é você ser livre para votar em quem você quiser, e não se deixar levar pelo grupo ou turma.

A democracia não é apenas um mecanismo de escolha de governantes, mas uma estrutura jurídica destinada a impedir a concentração ilimitada do poder.

A democracia constitucional vive da tensão permanente entre poder majoritário e proteção das minorias.

Cistenes, considerado o pai da democracia, e os atenienses que a desenvolveram, por certo, não imaginaram que se os bufões fossem eleitos a política se transformaria em circo.(Walter Sasso)

A democracia jurídica exige não apenas regras universais, mas condições sociais que permitam exercê-las.

A democracia constitucional exige participação, liberdade e instituições capazes de transformar direitos abstratos em possibilidades concretas.

"Tô pensando: - Uma parte do povo brasileiro pensa, que Democracia é brincadeira de criança mimada!"
Haredita Angel
12.05.16

A democracia falha quando o especialista precisa disputar credibilidade com o ignorante barulhento.

Poesia é uma forte ponte
à democracia,ela expande
a originalidade de quem lê.

⁠À luz da Democracia, sejam exemplarmente punidos, todos e quaisquer que tentarem contra ela, mas nunca com os métodos deles.


Que lhes sejam respeitados especialmente os direitos amplamente confundidos — por descuido, maldade ou capricho — com merecimento por Classe Social ou Bom Comportamento: os Direitos Humanos.


Que o Estado não desça ao nível dos que querem destruí-lo, leiloá-lo ou dominá-lo!

⁠Sou favorável à Democracia e contrário ao Conservadorismo, ao Patriotismo e ao Cristianismo igualmente Fabricados.


Não porque toda forma de Conservadorismo seja necessariamente ilegítima, nem porque amar o próprio país ou professar a fé cristã sejam, por si mesmos, problemas.


O que me inquieta, e muito, é outra coisa: quando essas palavras deixam de nomear convicções e passam a funcionar como Produtos Ideológicos cuidadosamente embalados para despertar medo, orgulho, culpa e até obediência cega.


Há um Conservadorismo que nasce da prudência, da experiência e do desejo de preservar aquilo que possui valor.


Mas existe também um Conservadorismo Fabricado, que transforma qualquer mudança em ameaça, qualquer questionamento em afronta e qualquer tradição em argumento de autoridade.


Nesse terreno, conservar deixa de significar cuidar do que merece permanecer e passa a significar simplesmente impedir que o mundo seja diferente.


Há também uma diferença entre amar um país e transformar o Patriotismo em instrumento de mobilização.


O Patriotismo Fabricado não pede apenas que amemos a terra onde nascemos; exige demonstrações públicas de lealdade, cria inimigos internos e externos e, muitas vezes, transforma símbolos nacionais em uma espécie de salvo-conduto moral.


Como se uma bandeira pudesse substituir uma consciência e um hino pudesse dispensar o Pensamento Crítico.


E há o Cristianismo Fabricado: não necessariamente aquele que nasce da fé, da espiritualidade e da busca sincera pelo Evangelho, mas aquele que é moldado conforme conveniências políticas.


Um cristianismo que fala muito de moral e pouco de misericórdia; que condena com facilidade, mas perdoa com dificuldade; que se preocupa mais em controlar comportamentos do que em interrogar a própria consciência.


Talvez o problema não esteja nas palavras — Conservadorismo, Patriotismo e Cristianismo —, mas na facilidade com que podemos esvaziá-las e preenchê-las com aquilo que desejamos que elas legitimem.


A Democracia, por sua vez, exige algo muito menos confortável: a possibilidade de convivermos com aquilo que não somos.


Ela não exige que abandonemos nossas convicções.


Exige que reconheçamos que nossas convicções não nos concedem propriedade sobre a verdade, nem autorização para retirar do outro o direito de existir, discordar e participar da vida pública.


Por isso, talvez seja necessário desconfiar das identidades que chegam prontas demais.


Daquelas que oferecem respostas antes das perguntas, inimigos antes do diálogo e certezas antes da reflexão.


Porque toda fabricação ideológica precisa de consumidores.


A Democracia, ao contrário, precisa de cidadãos.


E talvez a maior defesa da Democracia não seja escolher uma tribo para combater outra, mas preservar em nós mesmos a capacidade de pensar antes de pertencer, questionar antes de obedecer e compreender antes de condenar.


No fim, uma Sociedade Livre não é aquela em que todos pensam — ou acham que pensam — da mesma maneira.


É aquela em que ninguém precisa deixar de pensar por conta própria para poder pertencer.

Com tanta gente estúpida, a democracia é — por pura lógica — o coletivo de tanta estupidez.