Delírio
Que sorriso lindo,
és uma mulher adorável,
tens um corpo divino,
um valor inestimável,
uma amostra de um paraíso
que por mim, é bastante almejado,
quero estar contigo e sermos abençoados
com nossos sentimos recíprocos,
intensos e cada vez mais vivos,
isto, talvez, seja apenas um delírio,
mas se Deus permitir, não será algo impossível.
Envolvida numa túnica de sonhos,
caminho pela sombra, sem ruídos,
passos leves para não acordar a alma,
pois adormeci nela um pranto dolorido
Sigo assim em delírio e devaneio,
temendo que ouçam os lamentos,
ocultando a dor em murmúrios vagos,
buscando o amor, pois nele ainda creio.
Tenho o olhar
Perdido no espaço
Mas preso ao seu corpo
A necessidade de te possuir
Rasga meu peito
Entumece meus lábios...
O êxtase...
O delírio...
O sangue quente ...
Indicam que ainda há vida
Na morte do meu desejo
Eterno por você...
Malandro, desce do teu altar de vaidade…
No palco escuro da vida, onde o orgulho é ator, dança o malandro, confiante, num delírio sedutor.
Crê que o sangue de sua linhagem carrega a centelha, que apenas na sua casa nasce a chama mais velha.
Mas o mundo, vasto, ri dessa pretensão miúda, pois a sabedoria não se prende à herança desnuda.
Não é o ventre solitário que molda o engenho, nem o berço dourado garante o desenho.
Há estrelas em vielas, há luz em becos sombrios, há mentes que florescem mesmo entre os desafios.
Quem se vê dono do gênio, numa vaidade tão vã, esquece que o universo cria mais do que uma manhã.
O vacilo é pensar que a sorte tem endereço certo, que o brilho só repousa no teto do mais esperto.
Mas o destino, astuto, tece fios imprevisíveis, e a inteligência floresce em terrenos impossíveis.
Assim, malandro, desce do teu altar de vaidade, o mundo é vasto, e a vida, cheia de diversidade.
Nem só tua mãe, entre todas, concebe a centelha, pois o cosmos gera gênios sob qualquer telha.
Seu olhar me transmite tranquilidade;
Seu sorriso me traz leveza;
Seu toque me passa segurança;
Seu beijo me deixa viciado;
Seu abraço me faz amado.
