Delírio
Meu nome é um delírio voraz
As vezes pluralidade dos versos
Momentos da inquietude caótica do meu ser
Sou desastre, destruição em cada linhas tortas
Desse mundo perverso
São entrelinhas vasta dessa imensidão chamada dor.
Devaneio
Delírio vago
Entusiastas de sonhos, lembranças
Essa capacidade de imaginar, de cativar
Abraçar o novo sentido da vida
Envolvido de instantes singelos.
Sua presença me acalma e seu cheiro me leva ao delírio. Sua voz mais me parece uma melodia e seu jeito carinhoso me faz sempre repensar as variadas formas que se tem para expressar o amor.
Aqui fica um sentimento, abandonado dentre as cinzas de um dia frio. Um bjo na chuva, um delírio entre risos, sentimentos diversos e adversos, coragem foragida, medo evidente, pensamentos incertos. Quantos passam pela mesma situação, quantos querem ter-te. Oh! Me indaga está realidade, me entala essa vontade. Sem mais explicação, pois nunk se explica um coração....
Intuição não é maldição nem tão pouco delírio. É uma ação que não se explica, mas se reproduz com Luz a quem aflora sensibilidade.
DELÍRIO OU PROFECIA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Quando a sociedade recentemente revelada se assumir dividida entre caças e caçadores - porque o poder há de precisar de seus androides fiéis para entregar cabeças pensantes e desobedientes -, quero de antemão estar entre as caças.
Ainda que o poder me fosse grandemente favorável, minha consciência não suportaria que eu fosse um caçador. Com todos os terrores de ser ferido, amordaçado, entregue ao sacrifício, acho bem mais triste caçar, e assim sendo, ter que olhar nos olhos inevitáveis das presas, antes de consumar a maldade legalizada pela tirania oficial.
A ser verdugo e vítima dos meus semelhantes, entre os quais alguns afetos, inclusive consanguíneos, prefiro mil vezes ser vítima.
DELÍRIO TERMINAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Estou a ver
meu verbo haver.
Ponho a venda
e fico à venda.
Talvez dormente,
porque a dor mente.
Trago o fumo;
fumo que levo.
Não me peça
que pregue peça.
Então por ora
não é hora.
E a cerca diz
acerca disto.
A corda nunca
acorda em tempo.
Profundo é sempre
lá pro fundo.
Vá em cana;
cana de açúcar.
Corrente prende;
corrente leva.
Faz o bem
e faz bem feito.
Com raiva, mato;
o mato acalma.
Leio um livro,
me livro e voo.
Acento agudo,
macio assento.
Agora cedo
enquanto é cedo.
Deixo a cena,
que a mão acena.
Já não luto;
chega de luto.
Fiquei partido
por ter partido.
Tristeza à vista
e vista a prazo.
Dei adeus
pra ver se há Deus.
Doce Devaneio
Delírio doce,
Desejo desmedido,
Dança de dedos,
Do destino decidido.
Dom de delírio,
Dócil delícia,
Durmo desnorteado
De tua divindade fictícia.
Dama dos dias,
Donzela de dourado,
Desperto dizendo:
“De ti, estou dominado.”
Deitei dentro
Do drama do desejo,
Denso, dramático,
Dado ao teu beijo.
Dissolvo dores,
Deixo dúvidas,
Dou direção
Das delícias mútuas.
Dizer, decerto,
Demais:
Desde dezembro,
Dependo de ti, demais.
Você ficar no limbo do delírio de mudanças vai te adoecer. Aceite o momento ou mude de uma vez, o meio termo disso vai fazer você sentir culpa, tristeza, incapacidade.
Dentre elas,
mas bela desse jardim
Desse jardim!
É meu delírio da paz, tão linda quanto um lírio da paz.
Teus olhos feitos girassóis,
São lindos como os girassóis.
O vermelho sangue das rosas,
São encoberto pela jaspe da tua pele.
E a camélia do teu sorriso,
é o que irradia os dias nublados."
