Defendo meus Amigos
Por diversas vezes me achei grande.
Tão pequeno,
Tropecei nos meus próprios pés
Engasguei com a própria saliva
Acreditando ser o que não era.
Sou homem mortal de carne e osso
Humano, desses que voltam ao pó.
Fecho os olhos
Tudo esquecido
Numa terra
Distante dos meus sonhos
De vontades e intenções
Tudo perdido
Num lugar
Distante de mim
Uma viagem sem volta
Num amor sem fim
Que abraça a alma
Na poesia da vida.
Há livros meus que deveriam ter sido escrito muitos anos antes. Livros que deveriam ser reescritos. E... livros que eu não deveria ter escrito. Para que essa ausência tivesse, em relação inversa, mais significação que sua presença no mundo. Tenho leitores que ainda não nasceram – e, via de regra, é para eles a quem escrevo. Meus livros, publicados, já não me pertencem mais, mas a quem os lê e algum proveito tira disso, seja qual for.
Se eu não puder ter você comigo, nos meus sonhos eu vou te encontrar, nem que seja só por uma noite. O seu amor é a minha vida.
Decidi de uma vez por todas encerrar meus vínculos com uma época da minha vida que, apesar de ter me proporcionado bons momentos, hoje, apenas me traz memórias amargas. Uma nostalgia barata, lembranças de uma história que eu preferia que não tivesse acontecido. Por muito tempo, tentei mentir para mim mesma que eu estava no caminho certo. Mas no fundo, eu sempre soube que aquela história não era o que eu realmente desejava viver. E sim, se aquilo que eu realmente quisesse tivesse dado certo no passado, eu jamais teria escolhido viver aqueles momentos. Mas eu decidi me perdoar. Era tão jovem, fiz tudo aquilo que podia na época. Hoje posso ver que as pessoas, os momentos e as histórias que aquele caminho me proporcionou, não fazem nenhuma falta. Tento apagar todas as memórias de algo que eu jamais deveria ter vivido. Eu perdoo aqueles que fizeram com que essas memórias se tornassem amargas e, acima de tudo, perdoo a mim mesma. Finalmente, posso deixar o passado para trás. Não há espaço para nada daquilo no meu presente, muito menos no meu futuro.
Quando eu falo sobre meus sentimentos para você, te mostro, de corpo e alma, tudo o que você representa para mim. Eu tentei te esquecer tantas vezes, mas só de pensar em te tirar da minha vida, eu me lembro mais ainda. Pode ser que nosso presente esteja do avesso e nosso futuro não aconteça, mas no meu passado, tudo o que passamos está muito bem guardado. Eu sempre penso em você.
Eu gostaria de ver aqueles que analisam meus passos investindo essa energia na cura das próprias feridas kármicas, libertando-se de uma vez.
Eu conheço cada gesto seu...
Por muitas vezes mudei meus sonhos só para viver os seus, e de nada adiantou, pois sempre acordo sem ter você comigo.
Na névoa dos meus devaneios soturnos, sou o eco vazio dos risos noturnos. Marionete, sim, fui um dia, em gestos incertos, mas agora sou tempestade, em meus próprios desertos.
Rebeldia com causa, na alma se entrelaça, ergo meu ser, em desafio ao absurdo, não temo sofrer. Na escuridão profunda, vou além do plano. Sou o vazio, a negação encarnada, em meio ao caos, minha alma desolada. A marionete que um dia se libertou, do controle do destino, enfim se encontrou, despertou, se revoltou, é meu dedo do meio erguiado para o gepeto.
Leviatã indomável, grito corrosivo, nas profudenzas do meu ser. Anos passam, e ainda persigo. Nos mares da existência, desprezo os levianos, que ousem me deter.
Eu vou alcançar o lugar que almejo, mesmo que isso me leve anos. Você pensa que me matou, mas só me causaram leves danos.
Minha busca é insaciável, implacável, ferido, mas não derrotado. Eu sou como a cena do Thor chegando em Wakanda. Então, leve-me a Thanos. Na suposta arrogância insana, que venham os desafios, eu vou e mostro que sou a própria chama, pois sou imparável. Anos podem passar, mas eu persistirei, na busca incansável pelo que desejei. Alcançarei meu destino, a despeito do que inclusive pensei. Desafiando a esperança, dançando na dor, pensaram que eu sucumbia, que desvanecia, enquanto a cada dia só florescia. Aprendi com meu fardo, sou libertado, não estava rendido, dos escombros, renascido.
Pensaram que eu tombava, que estava condenado, mas apenas feriram a superfície.
Na escuridão do abismo encontrei meu refúgio, onde o mundo treme e outros temem entrar, é lá que encontro minha verdade. Onde outros não ousam eu vagueio, minha liberdade floresce, enquanto outros se perdem, minha alma engrandece. Assim como Harry, no sussurro das cobras, nas estranhezas do mundo, encontro minhas obras.
A liberdade reside onde outros não ousam pisar, eu escolhi o caminho da serpente, foi no abismo que encontrei a força para criar.
Sussurros do passado me assombram.
Quando o mundo foi dormir, fico com nada além dos ecos de meus gritos silenciosos, em um anseio por um doce esquecimento.
Ninguém entende a minha dor, nem sabe o que se passa em meu interior. Sou um estranho em um mundo sem amor, e a solidão é o meu único senhor, a solidão se torna minha única amiga.
Despindo-se das amarras e das convenções.
A mente mergulhada em trevas, e o silêncio dos sonhos que se esconde entre os escombros.
Os relógios marcavam o tempo, e o som ecoava por toda a casa, enquanto eu pensava em meu destino, e em como a vida pode ser tão escassa.
Mas não, eu não temo a morte, pois a vida já me matou, e várias vezes.
Ela sabe dos meus esconderijos
Ela sabe onde me encontrar
Ela sabe onde se esconder
Ela sabe onde me enfraquece
Ela sabe não permanecer
E mesmo assim nunca deixar de estar sempre perto
Eu tenho medo dos meus abismos, e creia, não é por não saber o que existe dentro deles, é exatamente pelo contrário.
Arrepiou-me da cabeça aos pés
Como um sussurro
Passou por cada parte do meu corpo
Invadindo meus sentidos
Deixou-me a pulsar
Desejando o querer
O som que eu gosto
O som que sempre gostei
Faço repetir aos meus ouvidos
Como um acalanto ao coração
Como um reviver
Como trazer a presença
Mesmo que distante
Antes de eu tocar num pincel, eu já havia mergulhado meus olhos nas melhores obras já vistas.
O pássaro que voa tranquilamente; o sol que sai de casa de manhã, banhando o mundo com seu perfume gostoso de quentura; assim como também o canto dos pássaros em minha janela, toda vez que a abro para servir como porta-voz de doces vozes melodiosas.
Eu gostaria de guardar cada traço dessas lindas imagens em algo além do que apenas em meu coração, mas uma câmera digital é rápida demais, pois faria com que a missão de capturar o belo fosse ligeira como um trem — e o que desejo é me sentar num canto qualquer desse mesmo trem, (não mais em movimento) e sentir contra o corpo o mesmo vento que não pôde ser pintado naquele trem apressado.
Olho para uma foto que tirei de uma linda paisagem, mas não sinto seu calor.
Olho para a mesma imagem numa tela coberta de tinta e, no mesmo instante, meu coração se aquece.
De imediato...
Posso compreender que meu vento não está no mundo lá fora, ele já mora aqui dentro de mim.
Para fazê-lo sorrir, devo olhar para os únicos palhaços que conseguem pintar dentes reluzentes em meus lábios.
Dito isso, sentada numa cadeira do vagão, olho pela janela e vejo o circo acontecer diante de mim, com apenas a dança da gaivota e o vento seguindo o som do compasso do trem apressado.
Já é quase 5 da manhã acordei triste a te procura nos meus sonhos você sempre alegre e dizendo o quanto me ama queria eu ter a sorte de te-la em meus braços a mulher dos meus sonhos minha amada está longe dos meus braços a saudade invade minha alma faz chorar uma coração que te pede implorar seu amor seu que muitas coisas vão querer nos separar mais tem deus por nós é um anjo cupido la no céu a te orientar a não desistir desse amor tão lindo que em seu coração brotou e que regarei com todo amor que tenho em mim te amo verdadeiramente e eternamente para você minha amada
