Dedicatórias para finalistas pré-escola
Aprendi que devemos dizer toda a verdade. Tudo que sentimos. O que aconteceu e porque aconteceu. Dessa forma não haverá mal entendido e nem brecha para o outro pensar coisas que nunca existiram.
No outono, nos dias de frio que parece inverno mas que o sol brilha forte no céu azul, aprendemos que o nosso corpo sente o frio como resultado da perca de calor para o ambiente que está mais frio. Não há outra alternativa precisamos encontrar meios de nos aquecer e repor a nossa temperatura, caso contrário, podemos em situações extremas a que somos submetidos, até morrer de hipotermia.
Assim também acontece na nossa vida, por maior que seja a nossa fé e, por maior que seja nossa alegria em estar vivo, não há meios de sobreviver isolado do mundo. Ninguém sobrevive sozinho. É necessário termos amigos. Eles nos aquecem de esperança e nos repõe a ternura que o mundo nos retira.
E só assim podemos seguir.
Ode à Vida
Oh! Vida!
És um enigma que nos desafia
a experimentar e enfrentar,
aprender e evoluir.
Oh! Vida!
És uma dádiva,
uma escola de multiplicidades,
onde a individualidade permite
a troca de vivências,
e, infelizmente,
nem sempre somos capazes
de sermos aprovados...
Oh! Vida!
És uma biblioteca de oportunidades
e opções de leitura ( sem releituras) e interpretações mutáveis ou não...
Oh! Vida!
Livro aberto e, ao mesmo tempo,
manuscrito indecifrável,
onde escrevemos com tinta
de escolhas
e apagamos com lágrimas
de arrependimento...
Oh! Vida!
És mestra severa e mãe generosa,
que embala e, por vezes, sacode,
que acolhe no colo da esperança
e lança ao deserto das perguntas
sem respostas óbvias e claras
ao nosso entendimento limitado...
Oh! Vida!
És travessia,
ponte entre o que fomos,
podemos ser e o que ainda
ousamos ou não ser...
Oh! Vida!
És o sopro
que acende nossos sonhos
e o vento
que testa nossas raízes...
Oh! Vida!
És palco e bastidor,
és riso
que floresce sem aviso
e silêncio
que amadurece na dor...
Oh! Vida!
És o instante breve
que insiste em parecer eterno
quando vivido com presença,
e eternidade inteira
quando guardado na memória
do afeto...
Oh! Vida!
Entre quedas e recomeços,
ensinas, sem palavras,
que existir
é verbo em movimento,
é semente insistindo
mesmo sob o peso da terra árida
do mundo...
Oh! Vida!
Que eu te leia com coragem,
que eu te interprete com verdade,
e que,
ao final de cada capítulo,
eu reconheça,
(mesmo cansada...)
a tua sagrada e indomável Poesia.
✍©️@MiriamDaCosta
A vida é bela
O difícil é aprender a viver.
O segredo para uma vida plena é saber vibrar no percurso
Na caminhada para o lugar que for sempre há emoções...
Encontre-as!
ÚLTIMO SUSPIRO
Até o meu último suspiro em vida,
quero aprender a viver.
Quem sabe, não aprenderei sobre coisas que me faria viver,
pelo menos mais um dia?
Aprender e viver é uma ideia única.
Não se vive sem aprender,
e se deve aprender para bem viver.
Aprender a construir o destino,
destinar-se a viver bem.
Bem vividos os dias são bons.
Os dias são contados e corridos.
Segue-se vivendo e aprendendo...
Já que se morre aos poucos.
seguir em frente
o que passou, passou.
a vida é hoje
e ontem foi aprendizado.
o que houve foi superação
diantes do obstáculos vencidos
e mesmo perdendo alguma coisa
tudo serviu de exemplo.
na vida perdemos e ganhamos
faz parte da evolução
cada dia que passa
ficamos mais fortes!
Travessia
Nem todo fim
é uma perda.
Alguns
são portas
que aprenderam
a se abrir
para dentro.
Há despedidas
que não levam.
Devolvem.
Devolvem
o nome esquecido,
a face verdadeira,
a coragem
de habitar
a própria vida.
O fim
não apaga.
Transfigura.
Como a semente
que desaparece
para que exista
a árvore.
Como o inverno
que não anuncia
a morte,
mas a paciência
das flores.
É preciso
deixar de ser
para continuar
existindo.
Porque a vida
não nos salva
do fim.
Ela faz dele
uma ponte.
E toda ponte
é feita
para ser atravessada.
No outro lado,
não espera
alguém diferente.
Espera
alguém
que finalmente
teve coragem
de nascer
outra vez.
O amor verdadeiro nunca desaparece, apenas aprende a sobreviver na forma mais dolorosa da eternidade: a lembrança.
Lavo a mão de todo mundo, quando chega a minha vez acaba a água Sempre assim, aprendizado de hoje: Ser bonzinho demais só irá te servir de escada pra alguém alcançar algo, então não é questão de ser Ruim ou desumilde, mas daqui pra frente só vai beber da minha água quem passou sede comigo..
As crianças amam em primeiro lugar a si próprias, e apenas mais tarde é que aprendem a amar os outros e a sacrificar algo de seu ego aos outros.
A Geografia dos Que Não Sabem Viver
Nunca aprendi a viver.
Talvez ninguém tenha aprendido.
Talvez chamemos de existência
a longa repetição de gestos
que fazemos antes de descobrir
que não levam a lugar algum.
Nasci tarde demais para a esperança
e cedo demais para o esquecimento.
Desde então,
habito uma espécie de intervalo.
Não pertenço às ruas,
mas também não pertenço ao silêncio.
Sou hóspede de lugares
que desaparecem quando alguém acende a luz.
É ali que resido:
entre o eco de uma voz
e a voz que já não existe,
entre a sombra de um corpo
e o corpo que partiu,
entre aquilo que desejei
e aquilo que tive medo de desejar.
Há uma crueldade particular
em continuar vivo
quando já não se espera nada da vida.
A esperança, quando envelhece,
não se transforma necessariamente em desespero.
Às vezes transforma-se em hábito.
E há hábitos mais difíceis de matar
do que qualquer esperança.
Carrego dentro de mim
uma cidade construída sobre ruínas.
Cada rua conduz a uma ausência.
Cada janela dá para alguém
que não voltou.
Cada quarto conserva o cheiro
de uma coisa que terminou
sem jamais ter começado.
É estranho perceber
que podemos sentir saudade
daquilo que nunca tivemos.
Talvez seja essa
a forma mais pura da melancolia:
sentir falta
de uma vida que nunca nos pertenceu.
Meus desejos também envelheceram.
Já não gritam.
Já não imploram.
Permanecem no fundo de mim
como moedas enferrujadas
no bolso de um homem morto.
Ainda posso tocá-los.
Ainda posso senti-los.
Mas já não consigo gastá-los.
Desejo o amor
como um condenado deseja a liberdade:
não porque saiba o que faria com ela,
mas porque precisa acreditar
que existe uma porta.
E talvez não exista.
Talvez todas as portas sejam apenas
formas arquitetónicas da nossa ilusão.
Talvez a liberdade seja
o nome elegante que damos
ao intervalo entre duas prisões.
Por isso permaneço.
Não por coragem.
Não por fé.
Permaneço porque até o abandono
exige uma certa perseverança.
A noite me conhece pelo nome.
As sombras já não me assustam.
Elas aprenderam a conviver comigo.
Às vezes sentam-se ao meu lado
e não dizem absolutamente nada.
É a conversa mais honesta
que já tive.
Então penso:
e se a vida nunca tivesse sido feita
para ser compreendida?
E se compreender fosse apenas
mais uma maneira de destruir
o pouco mistério que nos mantém respirando?
Talvez eu não esteja perdido.
Talvez não exista lugar algum
para onde voltar.
Talvez esta sensação de estar ausente
seja a única forma de presença
que me foi concedida.
A madrugada chega.
O mundo começa novamente
a fingir que amanhã importa.
Eu permaneço diante da janela.
Lá fora, alguém ri.
Um carro desaparece na esquina.
Uma mulher fecha as cortinas.
Um homem acende um cigarro.
E por alguns segundos
tudo parece absurdamente vivo.
Então percebo uma sombra atrás de mim.
Ela não estava ali antes.
Não me viro.
Porque existe uma pergunta
que passei a vida inteira evitando:
se tudo aquilo que perdi
continua vivendo dentro de mim...
então quem, exatamente,
é que está vivendo
quando eu já não estou?
A mulher que nunca foi amada
Ela aprendeu a se vestir de silêncio,
a sorrir sem pedir colo ao mundo.
Guardou o coração como quem guarda uma carta que nunca teve endereço, e mesmo assim continuou acreditando que o amor saberia chegar.
Nos olhos, mora um pedido antigo,
desses que não fazem barulho.
Ela ama com cuidado, ama inteiro,
mas sempre por dentro,
como quem tem medo de quebrar o pouco que restou de esperança.
Um dia, alguém vai enxergar
o amor que ela sempre foi.
E quando isso acontecer,
não será sobre salvar
— será sobre reconhecer
que até quem nunca foi
amada sempre soube amar.
É cada uma, viu?
Agora eu estou rindo mesmo.
Já chorei muito.
Aprendi a pular os obstáculos e agradecer as conquistas, não perder meu tempo com quem não merece e principalmente valorizar quem vale a pena estar comigo.
Menos é+😁
zelo verde.
Existem pessoas que a gente aprende a guardar sem nunca ter assinado esse compromisso. Não existe promessa, não existe cerimônia, ninguém entrega nada nas nossas mãos dizendo “agora é sua responsabilidade”. Acontece antes. Num olhar pequeno demais para entender o mundo, num par de olhos verdes que ainda não conheciam a crueldade das coisas, e de repente alguma parte da gente decide que aquilo precisa chegar inteiro até a vida adulta.
Foi assim.
Antes de saber o que era proteger alguém, eu já queria protegê-la.
Talvez porque eu tenha visto cedo demais que nem todo lugar chamado de casa sabe ser abrigo. Enquanto algumas crianças aprendiam que os adultos eram aqueles que resolviam as coisas, ali se aprendia o contrário. Aprendia-se a reconhecer o peso de uma discussão pelo jeito que o silêncio vinha depois. A perceber quando alguma coisa estava errada antes mesmo de alguém dizer. A amadurecer não porque queria, mas porque certas coisas não deixam escolha.
E ela amadureceu cedo.
Talvez cedo demais.
Carregou coisas que não deveriam caber em alguém tão nova e, ainda assim, conseguiu conservar uma das coisas mais bonitas que alguém pode conservar depois de conhecer o lado difícil da vida: a doçura.
Isso sempre me impressionou.
Porque seria fácil endurecer. Seria compreensível fechar as portas, perder a delicadeza, deixar o mundo ensinar que sentir demais é uma fraqueza. Mas não foi isso que aconteceu. Ainda existe nela esse jeito doce, essa capacidade de se importar, de amar os animais quase como se eles fossem pequenos pedaços de um mundo que ainda vale a pena, de olhar para quem ama e se entregar de verdade.
E existe esse amor pelos irmãos também.
Talvez ela nem perceba o tamanho que isso tem.
Mas eu percebo.
Eu sempre percebi.
Talvez seja por isso que exista dentro de mim esse instinto quase absurdo de proteção. Tive que aprender a ter olhos de pai sem ser pai, cuidado de mãe sem ser mãe, e aquela vigilância silenciosa de quem sabe que alguma coisa preciosa está atravessando um lugar que nem sempre é gentil.
Eu não podia impedir tudo.
Mas queria.
Queria colocar meu corpo na frente de qualquer coisa que pudesse feri-la. Queria que certas palavras nunca chegassem até ela. Queria que certas noites não existissem. Queria que ela pudesse crescer sem precisar entender tão cedo coisas que ninguém deveria precisar entender cedo.
Só que o mundo não pede licença.
E talvez uma das coisas mais difíceis de assistir seja justamente perceber que alguém que você ama possui suas próprias tempestades.
Existem altas e baixas.
Dias em que tudo parece respirar melhor e dias em que a própria cabeça parece um lugar difícil de morar. Momentos em que aquela doçura aparece com força, em que ela se ilumina pelas pequenas coisas, pelos animais, pelas pessoas que ama, pela própria vontade de continuar sendo quem é. E existem momentos em que tudo parece perder o tamanho certo, em que sentimentos chegam como ondas grandes demais e levam consigo aquilo que parecia estável.
Eu gostaria de poder estar presente em todos.
Mas não posso.
Hoje existe distância.
Goiânia está longe. A vida mudou. Cada um está vivendo seus próprios dias, carregando seus próprios problemas, e eu não consigo mais estar perto de cada silêncio estranho, cada noite difícil, cada momento em que alguma coisa parece sair do lugar.
Mas a preocupação não diminuiu.
Ela só aprendeu a viajar.
Agora ela aparece numa mensagem.
Num “saudade ga”.
Num pensamento que surge do nada no meio do dia.
Na vontade de saber como está, mesmo quando ninguém disse que havia alguma coisa errada.
Porque certas responsabilidades não obedecem a quilômetros.
E talvez seja isso que a distância tenha me ensinado: eu não preciso conseguir salvá-la de tudo para continuar cuidando.
Existem batalhas que ninguém consegue lutar pelo outro. Existem dores que não desaparecem porque alguém ama muito. Existem momentos em que tudo o que eu posso fazer é permanecer disponível, lembrar que existe um lugar para voltar, uma voz que não vai julgar, alguém que não vai transformar uma fase ruim na definição de uma pessoa inteira.
Eu não quero que ela seja reduzida às partes difíceis.
Não quero que as baixas apaguem as altas.
Porque eu conheço a pessoa que existe entre uma tempestade e outra.
Conheço a menina que gosta de animais, que ama os irmãos, que ainda consegue ser doce depois de tudo. Conheço aquela parte que sente muito, talvez até mais do que deveria, mas que justamente por isso consegue oferecer um tipo de carinho que pouca gente sabe oferecer.
E talvez seja isso que eu queira proteger de verdade.
Não uma versão perfeita.
Não uma versão sem remédios, sem crises, sem dias ruins.
Quero proteger a essência.
Aquela capacidade de amar.
Aquela delicadeza que sobreviveu ao caos.
Porque algumas pessoas passam pelo inferno e voltam diferentes.
Ela passou por coisas que poderiam ter feito dela alguém frio, mas ainda existe ternura ali.
E isso, para mim, sempre foi uma vitória.
Às vezes eu volto naquela lembrança antiga. Uma criança pequena, aqueles olhos verdes, sem saber que alguém já tinha decidido silenciosamente que ela seria cuidada.
E talvez ela nunca tenha percebido o tamanho disso.
Tudo bem.
Algumas formas de amor funcionam melhor quando não fazem barulho.
Eu não preciso estar ao lado o tempo inteiro para continuar sendo abrigo. Não preciso aparecer em todas as fases para continuar fazendo parte daquilo que permanece. Existe uma parte de mim que continua em vigília, mesmo de longe, mesmo quando estou ocupado, mesmo quando tenho meus próprios demônios batendo na porta.
Porque existe coisa que a gente não abandona só porque cresceu.
Existe coisa que a gente não deixa de guardar só porque aprendeu que não pode controlar o mundo.
E talvez esse seja o verdadeiro espírito de quem nasceu primeiro: carregar uma espécie de radar permanente para aquilo que ama. Querer enfrentar monstros que nem existem ainda. Imaginar perigos antes deles aparecerem. E, mesmo sabendo que não pode impedir todas as quedas, continuar disposto a correr quando ouvir o barulho de alguma coisa quebrando.
Eu não posso blindá-la do mundo.
Ninguém pode.
Mas posso ser uma das poucas coisas que o mundo nunca precisará ensinar a ela:
que existe amor que não depende de distância, de fase, de humor ou de circunstância.
Amor que observa de longe.
Amor que espera.
Amor que não exige nada.
Amor que sabe que existem altas e baixas, dias claros e dias em que tudo pesa, e ainda assim permanece.
Porque, no fim, proteger alguém talvez nunca tenha sido impedir que a vida a machuque.
Talvez tenha sido apenas garantir que, depois de tudo, ela ainda tenha alguém olhando para aqueles olhos verdes e enxergando muito mais do que as cicatrizes.
Enxergando a doçura.
A força.
A menina que amadureceu cedo demais.
A pessoa que ama os animais, que ama os irmãos, que sente o mundo de um jeito próprio e que, apesar de tudo, continua aqui.
E talvez seja por isso que, mesmo de tão longe, uma parte de mim ainda permaneça exatamente onde sempre esteve:
de guarda
" Se a humanidade aprendesse a olhar para os infelizes não como derrotados, mas como viajores em processo de depuração, a ética social seria mais compassiva e a própria noção de êxito seria reformulada. "
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