Dedicatorias Educador de Infancia

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Sabe aquele tempo que a gente lembra com uma certa nostalgia: amigos de infância, o céu estrelado, olhar apaixonado, amarelinha na calçada, estudar um dia antes da prova e ainda tirar nota alta, pois é, bons tempos... Um dia a gente cresce e acha que sabe tudo, que agora sim vou ser feliz, ter uma casa, um carro, um bom emprego... uma pena que a gente demora tanto tempo para perceber que bom mesmo era sentar na calçada e olhar para o céu, imaginando os monstros que as nuvens formavam... bom mesmo era rir de tudo sem grandes preocupações, com a inocência que só uma criança traz no olhar... bom mesmo era curtir estes momentos tão especiais, tão cheios de sonhos, de fantasias, de esperança, tão perto de Deus.

Ouço passar o vento e ele me traz recordações da infância. Que saudade daquele tempo onde tudo era tão simples, tão inocente. Ah menina! Se hoje pudesse voltar e te dar um conselho, diria: acalma-te, escuta o vento, diminui o passo, caminha sem pressa e vai de encontro a tua felicidade.

Infância cabocla 2


Nas várzeas do Amazonas fui criado,
Numa comunidade ribeirinha.
Lá minha família criava gado
E no tempo que a enchente vinha,
Pra terra firme até gente ia morar,
Até a água começar a baixar.


Desde cedo aprendi a nadar,
Segurando no casco, a bater o pé.
E o rio sempre a me ensinar,
Que eu sou da várzea, cria do igarapé.
Brincando de manja a gente nadava
E o medo das águas logo acabava.


Fazia cavalo com palha de bacabeira
Jogava pião no terreiro de chão
Bolinha de gude, a mira certeira
Futebol no campinho era só emoção.
Subia na goiabeira pra comer fruta madura
E apedrava nas mangueiras pra colher muita fartura.


Mas nem tudo era só brincadeiras,
O trabalho começava cedo
Meus irmãos tiravam leite das vacas leiteiras
E andavam a cavalo sem medo.
À tarde no curral prendíamos o gado
Plantávamos milho, jerimum e melancia no roçado.


Ah, minha doce infância cabocla!
Que o tempo levou, mas na lembrança ficou
Um gosto de infância que não sai da boca,
Tesouro tão raro que o peito guardou.
Ah, que saudade das brincadeiras!
Da vida singela, porém verdadeira.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias

A ausência de amor na infância não condena ninguém ao vazio, mas pode ensinar a alma a amar com medo.

Feridas emocionais da infância silenciam afetos que deveriam florescer naturalmente.

Duas Raízes, Um Mesmo Encanto


Hoje o dia ganhou perfume de infância,
daquelas tardes que aquecem o coração
sem fazer barulho.


Laís chegou com doçura serena,
Nicole veio junto, iluminando o instante —
e nos dois nomes mora a mesma raiz antiga,
nascida do grego, como um laço invisível
que também revela o milagre de serem gêmeas:
graça, povo, vida… e vitória silenciosa.


Duas luzes iguais
e ao mesmo tempo únicas,
meigas no olhar,
tímidas como flor que desabrocha devagar,
educadas no gesto,
inteligentes no silêncio que sabe escutar.


Brincam como toda criança deve brincar,
correm, riem, inventam mundos,
mas guardam dentro de si
uma calma rara,
de quem já entende a beleza dos detalhes
antes mesmo de crescer.


Há nelas um dom bonito:
falar sem ferir,
ouvir com carinho,
organizar ideias como quem organiza sonhos.


Parecem já caminhar
na direção de futuros luminosos —
boas profissionais,
filhas orgulhosas,
netas que abraçam a vida com delicadeza,
mulheres sábias…
sem nunca perder
o brilho dos olhos,
o sorriso aberto,
nem a alegria que dança no rosto.


E eu, que hoje as conheci,
guardo em silêncio uma certeza doce:
existem encontros
que não fazem barulho nenhum,
mas deixam o coração
mais bonito para sempre.

Existe nela um mistério sagrado,
De quem guarda a infância numa mão,
E na outra, o escudo bem forjado,
Para proteger sua própria direção.⁠


----------------Eliana Angel Wolf

Muita gente adulta ainda toma decisões para não desagradar fantasmas da infância.

Sabiam que já fui Deus? Na minha infância: sorria, corria na chuva, tomava banho de rio, brincava com os animais. Se isso não é ser Deus, não sei o que é ser um.

Não chore pela infância que passou, pela mocidade que se perdeu, pelo amor que se foi, pelos sonhos não realizados e pelas mágoas e feridas não curadas.

" O Riso que Era Canção."

Nas memórias da infância, o seu riso era uma canção,
Com você, meu irmão Márcio, tudo era sempre bom.

Guardo a sua triste partida para Londrina com afeto,
A cor da mochila, o adeus, um vazio no peito.

O tempo passou, mas o amor de criança ficou,
no inconsciente guardado, a saudade não apagou.

Obrigada pelas melhores lembranças de infância,
Que ficará para sempre em minhas memórias.

Parabéns, Márcio! Que a vida te dê o melhor:
Saúde, alegria e amor, num laço de luz e de cor.
Hoje e sempre.

Nos dias de manhãs frias


Nos dias de manhãs frias, lembro-me dos tempos de infância, que eram cheios de abundância.
Os dias de manhãs frias me trazem muitas nostalgias, de quando minha heroína era só minha.


Os dias de manhãs frias me fazem sentir falta da minha mãe, minha rainha cheia de alegria.
Os dias de manhãs frias me fazem sentir saudades do seu amor e de sua doce harmonia.


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides

Infância bem brasileira
debaixo do pé de Urucum,
abrindo as cascas,
estalando as sementes,
sorriso genuíno sem
ser entre os nossos dentes.


A alegria de criança arteira
cantando e separando
o que era para brincadeira,
e o que ía para tempero
das mães, das avós, das tias
e para as nossas vizinhas.


O fogãozinho era revezado,
e era o celebrado brinquedo,
os perigos eram conhecidos,
vivíamos quase sem medo,
não tínhamos nem mesmo
vontade de guardar segredos.

Cheirinho de café e de terra molhada
Nostalgia tem gosto de infância: fogão a lenha, risada de vó e chuva batendo no telhado.

o ciúme é a infância do amor

O natal tem cheiro, tem gosto, tem sabor de infância... Infância logo lembra-nos da inocência e inocência lembra-nos da esperança.
Então que seja essa a magia que nos conduza a um Natal cheio de alegrias, Paz, Amor e Compaixão.
E que jamais nos esqueçamos de ser um pouco criança, na humildade, simplicidade e perseverança.
Nos encaminhando para o melhor que podemos e devemos ser.
Um belo, alegre e Feliz Natal!

Pipa colorida
Dança livre pelo céu
Infância que volta.

Lu Lena / 2026

GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)

Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.

Lu Lena / 2026

​INFÂNCIA

​Terra molhada,
Chão batido da estrada...
Vem o petricor.

​Lu Lena / 2026

"A regra é simples, como nos livros de matemática da infância:
você pertence ou não pertence.
É ciência."