Dedicatorias Educador de Infancia

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⁠A vida é assim ou a criatura cresce e amadurece ou desce e fica para sempre na infância esperando o alimento do seio.

⁠É difícil modificar hábitos, visões, audições e vivências que foram enraizadas na primeira infância.

✍️: Educação de berço, muito falada pelos sábios, é na verdade a educação na primeira infância. Depois disso é difícil desentortar o pepino. Pode dar muita instrução ao ser mas ele seguirá sem ética e educação.
✍️: Poderá até ser um bom profissional sem ética e moral no sentido ampliado da palavra.

O tempo/sonho


Correndo pela campina
tento alcançar a minha infância.
O céu já não é o mesmo
nem o vento, nem as flores…
Vou no dorso de um besouro,
mas, seu voo é tresloucado e curto.
de repente, veio um pássaro, e…


Poema de J.A.Lopes




Todas as Tardes
Eu sofri ao deixar minha infância.
Infância tem cheiro de colo, de carinho,
De cafune que a mãe insistia em fazer e você adorava, mas, dizia que não.
Infância lembra: chinelo de dedo arrumado com prego,
Banho na lagoa barrenta, brincadeira na enxurrada
Queria meus 10 anos, de volta,
Para me entupir de jabuticabas do fundo, do quintal do vovô.
Queria minha infância de volta, para subir,
No pé de jambo, árvore enorme e comer o último, aquele da ponta do galho.
Queria meus dias de glória, onde meu pai furava, a mexerica de casca dura, porque a força dos meus dedos não conseguiam.
Queria minha vitalidade, aquela de correr feito louco,
e ter um colo para pular e descansar.
Queria meus sonhos ousados, de ter um kichute novo,
e um Atare usado.
Saudade dos carrinhos de madeira,
Com rodas feitas, om carretéis de linha de costura,
da minha mãe.
Saudade do tempo, que eu acreditava,
Que o pior mostro era o bicho “papão”
Saudade da minha infância, onde tudo que importava,
Era sentar em um tronco caído e comer mexerica,
Ao lado, do meu pai até enjoar.
- Se hoje, pudesse voltar ao passado.
Seria sentado naquele tronco caído,
Comendo mexerica com bagaço, com os pés descalços,
Olhando sol se esconder atrás das arvores
Em minha companhia o homem mais forte do mundo.
- Meu Pai!

Que saudades daquela infância
Cabelos ao vento,


Correndo descalço pelas ruas de barro,
Sob os olhares dos moradores nas janelas de suas casas.


Hoje eu percebo que na mesma rua de minhas lembranças, o que eu vejo é medo e insegurança.


Triste realidade!

A infância, a adolescência e a juventude nos dão a falsa impressão de que temos todo o tempo do mundo. Mas, com o passar dos anos, a gente percebe que faltou tempo. E foi justamente nesse tempo que faltou que deixamos de fazer algo. Quando percebemos isso, já não temos mais tempo.

O dia estar chuvosso... lembro da minha infancia!!

Na presente dimensão, infância e juventude somos o futuro; na meia-idade somos o presente; e na velhice, ou melhor, na plena maturidade, somos o passado. Porém, inverte tudo na outra dimensão. Oba!

Chuva na infância, sol no futuro



Em um dia de chuva fina e céu fechado,
fui deixada, sem aviso, sem abraço,
com os olhos marejados e o coração rasgado,
vi meus pais partirem… sem sequer olhar para trás.


Tinha três anos e uma camisa laranja,
uma saia jeans e a alma em pranto,
o mundo tão grande e eu tão pequena,
perdida no tempo, sem um canto.


Fui criada por vozes frias, mãos distantes,
que diziam cuidar por obrigação.
Erguemos o lar entre irmãos sobreviventes,
com amor inventado na força da união.


Dia dos pais era só mais uma dor,
um desenho vazio sem destinatário.
Guardei segredos que pesavam demais,
num peito sem colo, num lar temporário.


Procurei amor onde não havia,
em rostos estranhos e toques vazios.
Mas hoje, enfim, encontrei abrigo,
entre braços que secam meus desafios.


E agora, à beira de um novo caminho,
sonho com filhos, com festa, com lar.
Prometo a eles o que eu não tive:
amor de sobra para transbordar.

Coisas inesquecíveis da nossa infância voltam à memória senil.

Eu sempre fui um garoto inocente, perdi minha infância em um sentimento de amor e loucuras.
Perdi-me em olhos sedutores e boca carnuda me dominando e mastigando meus sentidos.
Era inquieto o silêncio e seu corpo me alucinava em um feixe de luz e murmurava em meu ouvido fazendo-me arrepiar todo o corpo.
Entregava-me a felicidade, pois você é minha alegria e não posso viver sem teus carinhos e tua presença.

Amor que anda



Foi na infância que o vi nascer
entre encontros e mais encontros
mas o medo me fez reter
o sentimento não estava pronto

E a vida com sua magia
entregou cada um a sua sorte
mas nunca perdi aquela mania
querer e não ter com gosto de morte

Fui ajustando o quanto podia
minha vida seguia do jeito que dava
até que um dia, que tanto queria
Te vi e sabia que a hora chegava

Muita coisa passada,
tudo novo agora era
até que enfim a sonhada
do encontro à espera

Vinte anos separaram
não foi tranquilo aguardar
experiências outras me quebraram
mas seu amor conseguiu colar

Hoje olho para trás e pergunto:
como teria sido se desde então
o amor correspondido
mas não me entrego a razão.

Sei que tudo valeu a pena
pois pude me convencer
percorreria a mesma senda
desde me levasse a te ter.

"Eu percebi que a minha infância não foi a infância que eu queria, mas a infância que eu precisava, para aprender as lições da vida."

Aprendi desde a infância da forma mais dura, que nada nos pertence, por muito tempo verdadeiramente. A vida generosamente nos oferece mas sorrateiramente nos rouba tudo, sem ao menos deixar migalhas. Tenho medo de tempestades, ela nos tirou quase tudo, só me deixou três coisas, a vida, o shortinho surrado amarelo e meu gatinho de plástico, que tem seu rabinho mordido por mim, toda vez que estava com medo. A chuva levou me choro, também.

Bem-amada era a infância que se movera até mim.

⁠O sentimento de apego e de rejeição oriundos da primeira e segunda infância, tornam a vida de muitas pessoas insuportáveis na vida adulta. São raízes que devem ser arrancadas. Caso persista a dor do significante, todos os dias as ramificações deve ser cortadas na CEPA uma por uma até que se olhe no espelho e se possa dizer a si mesma: eu sou tudo aquilo que eu sempre quis ser.
Emília Bôto

Nostalgia


Tem dias,
Que acordamos nostálgicos
Recordando da infância
Alguns momentos mágicos
Da inocência
Assistindo Fofão e
a Turma do Balão Mágico.


Outros dias,
Vem a adolescência à memória.
Imaginando que um dia
Deixaríamos nosso nome na história.


Vem a vida adulta,
Descobrimos que ela é curta
Não temos o tempo ao nosso lado
Tem que arregaçar as mangas
Lutar, batalhar, levar de um modo leve
Senão você pira e surta.


Os pensamentos vem e vão
Como está aquele vizinho da infância?
Meus ex colegas de escola, como estão?
As turmas da adolescência
O pessoal do quartel
Como será que na vida, estão cumprindo seu papel?


Nunca terei todas as respostas
A maioria delas,
Pertencem ao passado
O presente não existe
Ao que escrevi isso
Já passou
O futuro, tão sonhado,
Alguns sonhos realizados
Outros apenas ficaram
Num pensamento idealizado.


O hoje, o ontem e o amanhã...
São apenas sonhos
De alguém ou
Pensamentos nostálgicos

⁠As vezes é bom dar asas ao pensamento e ir lá na infância e voltar vendo o filme de coisas que aconteceram contigo em alguns casos voce vai ri, em outros você vai gelar...

Ama

Vingança não te leva a lugar nenhum! Matar quem te fez mal na infância! Pai, padrasto ou outra pessoa não te leva a lugar algum! Se queres que Deus te perdoe, perdoa tu também! Tu que me estás lendo, lembra-te que Jesus morreu por ti, para te perdoar, sendo tu pecador, como pecador foi quem te maltratou! Ama! Não odeis! Essa é a vontade de Deus!