Dedicatorias de Amor de Madrinha para Afilhada
Sim! Eu sou uma alma velha, cheia de cicatrizes que adquiri pelo caminho. E nessas experiências errantes, acumulei estórias e histórias, tragédias e glórias, e exibo com orgulho cada uma delas, pois, ou foram forjadas na dor ou no amor, e delas, formaram o homem que sou hoje: imperfeito, cheio de falhas, mas justo, capaz de reconhecer onde sou bom e onde preciso melhorar. A vida é um diamante bruto que requer lapidação do nascimento até o nosso último suspiro. E mesmo com todo o esforço, jamais seremos suficientemente bons, mas cabe a nós a obrigação de continuar esse trabalho dia após dia se quisermos manter o brilho.
Autor: José Luis de Lima Martins
24/04/2025 - 09:36 a.m
Quando observamos a prudência como uma análise crítica do inconsciente humano e da relação estabelecida com o outro, percebemos uma íntima ligação dela como um elemento regulador que, de certa forma, regula a dor. A prudência pode ser considerada uma virtude prática.
A prudência, nesse sentido, apresenta uma faceta de introspecção, na qual o indivíduo, ao olhar para as profundezas de si mesmo, percebe como sua posição em relação ao problema é determinante para o estabelecimento da dor. Nesse sentido, sua análise começa quando ele se implica na sua dor, deixando de ser mero agente passivo e tornando-se protagonista na construção de uma nova realidade psíquica.
No caminho da prudência, o indivíduo busca novos conhecimentos que lhe trarão uma nova perspectiva de vida sob outro ângulo. Esse conhecimento sobre o que é humano lhe permitirá atuar de maneira mais eficaz consigo mesmo, retirando a ignorância que o impede de entender sua complexidade como um ser espiritual.
Dessa forma, ao trazer para o consciente o seu inconsciente, ele se torna capaz de mudar sua posição frente ao problema. E, ao fazer isso, encontra a função reguladora que ameniza a dor por meio da prudência. Ao agir assim, muda sua concepção sobre o outro, pois também mudou sua concepção de si mesmo. Nesse novo caminho, já não é refém de emoções provocadas por situações externas, mas consegue nutrir boas emoções internamente, mantendo-se em equilíbrio e resgatando a noção de humanidade.
Afinal de contas, o amor é prudente!
Não, não foi por causa da busca de uma volúpia culpada e preguiçosa que ele começou a usar o ópio, mas simplesmente para abrandar as torturas do estômago nascidas do cruel hábito da fome.
Quem pode calcular a força reflexa da repercussão de um incidente qualquer na vida de um sonhador? Quem pode pensar sem tremer na ampliação infinita dos círculos das ondas espirituais agitadas por uma pedra do acaso?
Neste caminho observamos os fatos, a vida alheia, as paisagens; quando percebemos que ali mesmo estávamos construindo a nossa própria história. O tempo do agora é o que importa, tudo o que passou não voltará, não temos o futuro, somos o que somos.
Ao final da vida percebemos que o arrependimento se deu por aquilo que não fizemos, pelo que deixamos de realizar pelo medo da crítica, do insucesso. Os nossos passos devem ser firmes, deixando marcas para a eternidade, calcados em nossa essência. Os passos mais firmes são aqueles do presente, quando o vivemos intensamente, em total consciência.
Prefácio do Livro Passos Reflexivos, Memórias Eternas - Poemas.
A Bíblia nos ensina que se alguém nos ferir devemos orar por esta pessoa. Além disto devemos proferir palavras de benção e nunca de maldição, sempre falando bem dela aos outros. Por final, caso esta pessoa precise e necessite estejamos disponíveis para ajudá-la! É assim que amamos os nossos inimigos!
A recuperação da autoestima se constitui numa prioridade no processo de transformação do ser humano. A dor existente em alguma área da vida tem ligação intrínseca com o baixo nível de respeito por si mesmo ou amor próprio. Esta reconstrução permitirá a reconciliação do Eu, harmonizando o individuo com o seu universo, semeando humildade e gratidão, consequentemente culminando no equilíbrio emocional. Este novo individuo não aceitará se vilipendiar e muitos menos permitirá andar com alguém que o mutile emocionalmente.
JOSÉ LUIZ DE SOUSA NETO
PSICANALISTA
Um verdadeiro cristão tem por característica falar bem e enaltecer outro cristão, de maneira a promover o amor ao próximo. Não fala mal, não descaracteriza, mas leva em oração a súplica para que Deus conclua a boa obra em Cristo Jesus na vida do seu irmão.
Em uma relação, seja qual for a sua natureza, de negócio ou de relacionamento afetivo, duas coisas jamais podem faltar: respeito e dedicação! Caso não haja uma dessas, esta nem deverá começar. Quem não aceita comer migalhas, sentará para o banquete!
Ser conhecido enche o ego! Ser amado nutre a essência! O primeiro estado se preocupa com a reputação. O segundo estado se preocupa com o caráter. O primeiro é superficial, o segundo é profundo!
Chegar aos portais da vida é alçar a eternidade infinita aonde a contemplação e a energia formam a origem e o destino. A existência é a ocupação do espaço, a vida é a percepção do valor do imaterial. Ali na existência há resistência ao mundo, aqui na vida o fluxo é contínuo e harmônico. Ali na existência existem adversários, aqui existem irmãos. Ali na existência há competição e egoísmo, aqui na vida existe altruísmo e generosidade. Ali na existência há previsibilidade, aqui na vida existe lugar para o imprevisível e o inesperado. Ali o destino se impõe, aqui se faz escolhas em acordo com o propósito. Ali na existência sempre existe uma voz passiva, aqui na vida há protagonismo. Ali tem preço, aqui tem valor. Ali tem acumulação, aqui tem prosperidade. Ali tem ódio, aqui na vida tem paz. Ali tem mágoa, aqui na vida tem perdão. Ali na existência tem ingratidão e falta permanente, aqui na vida tem gratidão a um plano maior mesmo diante dos pequenos detalhes da natureza.
Os objectivos do Ser Humano neste mundo são evoluir em conhecimento, sabedoria, purificação, amor e capacidade de praticar o Bem, servindo Deus e o próximo.
A outra meta da condição humana a ter em mente, seja como homem ou como mulher, para os que escolhem esse caminho, é ajudar o cônjuge a desenvolver a perfeição daquelas metas, tornando o fardo do outro mais leve, a vida mais divertida, amparando-se um ao outro nos momentos menos bons.
O Mundo é um Moinho
Cartola
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
Carlos Drummond de Andrade
“Alguns, como Cartola, são trigo de qualidade especial. Servem de alimento constante. A gente fica sentindo e pensamenteando sempre o gosto dessa comida. O nobre, o simples, não direi o divino, mas humano Cartola, que se apaixonou pelo samba e fez do samba o mensageiro de sua alma delicada. O som calou-se, e "fui à vida", como ele gosta de dizer, isto é, à obrigação daquele dia. Mas levava uma companhia, uma amizade de espírito, o jeito de Cartola botar lirismo a sua vida, os seus amores, o seu sentimento do mundo, esse moinho, e da poesia, essa iluminação.
(Carlos Drummond de Andrade)
Nós que vivemos por verdade, por amor... Chegou o momento de tomarmos nosso lugar de direito no mundo, onde nós, magos, somos livres.
Então me pergunto: para onde vai tanto amor desperdiçado? Que triste. Mas pensando bem… o que pode ser pior? Um amor impossível, ou viver sem nunca ter amado?
Esse Olhar
Esses olhos castanhos em volta desse cabelo Cor de fogo
Me da fogo
Me da amor
Tampa o oco
E sem sem sufoco
Me da cor.
LEONINOS SOMOS
Leoninos somos
Chama que queima
Fogo que arde
Amor que invade.
Leoninos somos
Mar em fúria
Vulcão em tormenta
Paixão que alimenta.
Leoninos somos
Flor com espinho,
Abrigo e castigo
Mão boba e sorriso.
Leoninos somos
Presente
E corrente
E enchente
Que supera e alaga
As mentes das gentes.
Leoninos somos
Assim e assado.
O presente e o passado
De um futuro que chega
Por nós programado!
Nara Minervino.
Nunca desistirei do amor
Esse é o meu tempo de amar, de ficar mais doce,
apurar sabores, que vêm do fundo da alma, com sabor
de amor verdadeiro...
Eis que entro em plena safra de afetos, sumarenta,
perfumada de mim mesma, a perfumar a noite...
Nesta noite chuvosa, gostaria de ser mimoseada
com afetos... Não deixar de fazer pequenos agrados a
mim mesma... Presentear-me com amores possíveis...
Enquanto a chuva cai, lá fora, e o verão começa
a dar os ares de sua graça, gostaria de dormir e sonhar
com o amor, nem que fosse eu mesma a inventar
esse sonho...
Já que me faz tão bem amar, que eu possa sentir
esse amor, caminhar com ele e poder concretizar essa
vontade de amar... Gostaria de me dar esse prazer...
Olhando a chuva, que cai, penso que a vida é feita de amor, pois ele é fundamental, para que eu viva...
Quantas vezes, por conta de um desprezo, desistimos de nossos amores e cometemos um engano quando escolhemos recuar...
A decisão pode até parecer acertada, mas, logo depois, vem o arrependimento e a certeza de que jogamos fora a oportunidade de amar, obter a felicidade, naquilo que nos é importante. Afinal, desistir de amar é perder a luta sem, ao menos, tê-la enfrentado...
Muitas vezes, os problemas são mais ameaçadores do que reais. Portanto, não devemos entregar os pontos toda vez que algo não vai bem, correndo o risco de ficarmos parados e não amarmos...
Não podemos deixar as conjunturas nos fazer desistir de nossos amores...Temos que encontrar a solução para os problemas e continuar correndo atrás dos nossos apegos e não permitir que a vida passe em brancas nuvens...
Devemos enxergar a grandiosidade, que é a vida. Certamente, seremos mais felizes e entenderemos que amar á valiosíssimo e, portanto, vivê-lo é o que podemos fazer para agradecer o fato de podermos amar...
Quanto mais a gente busca o lado bom do amor, mais aprendemos e nos tornamos mais felizes. Pois, muitas possibilidades boas se abrem...Nunca desistirei do amor...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Sempre Amor" página 133
"DOIDA DE PEDRA"
O amor não viu a tua fulgurante beleza
De Aurora Boreal
Que ofusca as visões que contemplam teu semblante.
De deus belo.
Que atinge o âmago das almas apaixonadas
Perdidamente enamoradas
E nada dela tenho.
Não respeitou o odorífico frescor da tua pele.
De juventude que suscita desejos
De pertencimentos e afronta
A minha idade avançada.
E eu perturbada
Ruei às tontas tentando me aprumar, em vão.
Tão pouco mensurou as nossas diferenças.
A tua graduação
Elevada
Tua sumidade construída não por acaso
Em longo prazo
Entre livros e laboratórios
E a minha pouca, quase analfabeta.
Muito indiscreta
Vontade de te alcançar. Como seu eu pudesse!
Desfazer a abissal fenda
Que nos separa. Tu és A, eu quase Z.
Numa verticalidade de ABCD
Quando te amei...
Estava louca.
"Doida varrida"
"Doida de pedra".
