De Repente Nao mais que Derepente

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Por que será que a gente vive chorando os amigos mortos e não aguenta os que continuam vivos?

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

Para falar a verdade, nunca estive tão bem. Por quê? Não quero saber por quê.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Refúgio.

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- Desejo passar o resto da minha vida com você.
- Não, uma vida com você nunca será resto.

Recuso-me a ficar triste. Quem não tiver medo de ficar alegre e experimentar uma só vez sequer a alegria doida e profunda terá o melhor de nossa verdade. Eu estou – apesar de tudo oh apesar de tudo – estou sendo alegre neste instante-já que passa se eu não fixá-lo com palavras.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

O homem é livre para fazer o que quer, mas não para querer o que quer.

Arthur Schopenhauer
O mundo como vontade e representação (1819).

E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

Os inimigos não traem, apenas causam decepções. Só os amigos traem.

Eu não sentia nada. Só uma transformação pesável.
Muita coisa importante falta nome.

Quando não se tem nada, não há nada a perder.

Bob Dylan

Nota: Trecho da música Like a Rolling Stone.

Não sei quem inventou o salto alto, mas todas as mulheres devem muito a esta pessoa.

Conquistas sem riscos são sonhos sem méritos. Ninguém é digno dos sonhos de não usar as derrotas para cultivá-los.

Augusto Cury
O Vendedor de Sonhos

Onde não há lei, não há liberdade.

John Locke
LOCKE, J. Segundo Tratado Sobre o Governo Civil. Rio de Janeiro: Vozes, 1994.

De alguma forma, nunca consegui me ajustar na sociedade. Não gosto da humanidade. Não tenho o menor desejo de me ajustar, nenhum senso de lealdade, nenhum objetivo de fato.

A saudade não deseja ir para a frente. Ela deseja voltar.

O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono...
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente.

Mario Quintana
Quintana de bolso. Porto Alegre: L&PM, 1997.

Nota: Trecho do poema Jardim interior.

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O amor não é um deus, nem um mortal, e sim um grande demônio.

O que obviamente não presta sempre me interessou muito.

Clarice Lispector
A legião estrangeira. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964.

O mundo inteiro é um saco de merdas se rasgando. Não posso salvá-lo. Sei que nos movemos em direção à miragem, nossas vidas são desperdiçadas, como as de todo mundo. Eu sei que nove décimos de mim já morreram, mas eu guardo o décimo restante como uma arma.

A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que se acha.

Madrigal Melancólico

O que eu adoro em ti
Não é a tua beleza
A beleza é em nós que existe
A beleza é um conceito
E a beleza é triste
Não é triste em si
Mas pelo que há nela
De fragilidade e incerteza

O que eu adoro em ti
Não é a tua inteligência
Não é o teu espírito sutil
Tão ágil e tão luminoso
Ave solta no céu matinal da montanha
Nem é a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas.

O que eu adoro em ti
Não é a tua graça musical
Sucessiva e renovada a cada momento
Graça aérea como teu próprio momento
Graça que perturba e que satisfaz

O que eu adoro em ti
Não é a mãe que já perdi
E nem meu pai

O que eu adoro em tua natureza
Não é o profundo instinto matinal
Em teu flanco aberto como uma ferida
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.

O que adoro em ti lastima-me e consola-me:
O que eu adoro em ti é a vida!

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M. Antologia, Relógio de Água