De Repente não mais que de Repente
Perceber ausências...
de repente o mundo tão bonito,
não é tão bonito,
ausentes entes que se foram,
entes que partiram,
entes que não viram a lua vermelha,
o eclipse, o cometa, o apocalipse;
lhes beijo as faces em face do que posso,
eu posso amar o mundo e possuir mulheres,
que queres de mim...
se eu fosse alguma coisa, eu seria o óbvio,
óbvio é amar o que eu fosse,
se eu não fosse o lago a acolher libélulas,
mas elas não sabem... perceber ausências,
as tardes são mais longas do que eram antes...
antes que eu me esqueça,
como eu tenho me esquecido,
como eu esqueço de mim, esqueça.
De repente eu não acordo amanha. Onde estarão meus pensamentos, meus escritos e meus risos debochados, e esse meu dia que não veio, onde estará? Aquela estrela que não vejo mais brilhar, onde brilhará? Onde estarão meus amigos, a me lembrar? ou a me esperar, onde estarei para poder te contar que mesmo eu não acordando amanha estarei despertando em outro lugar...(Patife)
As vezes penso que não faço nada
E de repente vejo o dizer de coisas
Que não sei se causo, se mostro, se devoro..
Porque é de repente.E de repente eu sou tudo.
Sou aquele beijo meio sem querer
As distrações de um dia comum
Aquela cerveja gelada bebida pelo corpo quente
As imaginações do morder dos lábios.
A fixação dos olhos em forma de chamas
Você se queimou não foi?
Eu vi o quanto ardeu você me disse isso.
Você tem medo dos meus olhos
Das minhas mãos.Das minhas unhas.
Você tem medo de mim.
Porque quando eu digo uma coisa
Eu quero dizer outra.
E tudo sai em ambíguo.
E você me entende em cada palavra.
E você gosta desse duplo sentindo.
