De Jovens para Velhos
💎 Sina 💎
Depois do abraço
Das lágrimas
Nos sentamos
Como dois velhos amigos
E fomos nos conhecer
Eu uma professora dedicada
De Educação Física
Adoro malhar, correr
Dançar, nadar
Stuart
Criado em instituições
Não sei nada sobre
Meus pais
Mas sempre fui estudioso
Nem sei meu verdadeiro nome
Esse foi opção minha
Interpretar um dom
Acho que sempre penso
Que minha vida era algo
Que assisto passar
Namorei algumas atrizes
Mas sempre acostumado
A ser só não consigo
Me relacionar
Tenho dificuldades
Gosto de ser só
O seriado ganhou
Repercussão
Devido o tema da violência
O autor foi muito feliz
Parece tudo muito real
Uma linguagem atual moderna
A critica aplaudiu
A Netflix comprou
Só não contavam com
A minha doença
E nem eu
Daí como a minha vida
Parece um filme
Quis fazer um desconhecido feliz
Mas hoje na verdade
A felicidade é minha
A garrafa
Você
As forças divinas
Me provando que
Eu tenho chance
De ter uma vida real
De verdade
Pergunto ao Stuart
Nunca quis saber dos seus país
Ele diz que sim
Mas novamente teve
Medo de ir atrás
E sofrer outra rejeição
Entendo seus motivos
Mas você precisa
Tentar
Ele está cansado
Sugiro que vá se deitar
E penso
Após cirurgia
Temos algo a resolver
Antes de eu sair da sua vida
Quando vamos viver de fato?
Alguns ainda vivem aprisionados ou, em velhos conceitos, ou permanecem estigmatizados.
Estão enlouquecendo aos montões, os que querem viver pra sempre. Quando vamos viver de fato?
Alguns ainda vivem aprisionados ou em velhos conceitos, ou permanecem estigmatizados.
Estão enlouquecendo aos montões, os que querem viver pra sempre. E, pra sempre, sempre acaba.
E! Pra sempre, sempre acaba.
O PORQUÊ DO VOO
Vejo-me voando, teto alto
acima das nuvens pardas
e dos velhos sentimentos
mas percebo nos voos de meu ânimo
a degeneração, o peso das asas.
Ainda assim, sigo decolando
arremetendo-me no abismo
de meus intentos por quem
sempre arrebatou meus sonos.
Não obstante, sinto-me brando
no espaço vago, finjo-me quedo
a mente flutua em ar fresco
resfriando os frenesis inúteis.
Imagino-me planando, guiado
por uma águia, ave invejada
altiva que orienta-me o descortino
a alguém que tenho como fito.
Mesmo que não esteja por perto
ou no além do amanhã, no imponderável
que pode ser a plena existência ou o nada
o nada exterminador dos sentidos
que ainda me habitam, antes do fim.
São estes sentidos que me transmitem
a certeza, de que, diante do depois
nesta viajem paradoxal, nada dar-se-á
pois quem almejo, lá não estará
e se este for o destino que pressinto
estará longe de ser meu desiderato.
Tempos Idos
Ainda uso a coroa de espinhos quebrada
Lembrando-me dos bons e velhos dias
Aqueles que tivemos durante a jornada
Antes de nos perdermos por estas vias.
Me diga, por favor, o que aconteceu?
Estou acabado e tomado pela dor.
Se o homem que fui se perdeu
E restou somente este triste trovador.
Tentando recuperar meu velho amor,
No labirinto secreto do esquecimento,
Me calo em meu próprio rancor
E me guia somente um pensamento:
No brilho dos teus olhos, como arrebol
Eu sempre te amarei, faça chuva ou sol.
Quanto mais velhos ficamos menos humor mostramos, porque fica impossível rir da mesma piada todas as vezes.
E cada passo, e cada trilha que eu percorri
Cada um deles sempre pareciam trazer pra mim
Velhos desejos, devaneios que eu não superei
Desenterrando cada sonho que um dia eu neguei
- Velho Eu
FELIZ 2020
Anos velhos e novos
Momentos que se foram, dias vividos
horas passadas,tempo usado em tantas
coisas feitas.
Tudo tem um começo meio e fim, assim
são os anos, as amizades, os sonhos,
e amores tidos.
O bom de tudo é aonde fomos úteis.
As falhas, que nos seja permitido
corrigi-las.
vamos construindo, e ao mesmo tempo
refazendo.
Ano novo como dizem, não há.
Há sim o inicio de novos dias, que sem
bem usados, nós poderemos cobrir as
falhas dos dias anteriores,ou como queiram
do ano que passou.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista (Aclac)
Membro Honorário da A.L.B / São José do Rio Preto- SP
Membro Honorário da A.L.B / Votuporanga - SP
Membro da U.B.E
Almas em conchas:
Vivemos como almas,
dentro de conchas,
presos em bolhas,
cultuando velhos traumas.
Há uma parte dos Políticos que pode ser comparada a um vidro de cânfora (os mais velhos chamam de arcanfô) programado para abrir um dia após a realização das Eleições. Exala que ninguém vê mais nem o cheiro!
Extremo
Um jeito certo de olhar significa tanto que apaga as dores da alma, enxuga velhos prantos, mesmo um olhar vindo de tão distante... tenho tanto gosto assim no seu olhar, esse dito olhar dos mais bonitos, e infinito, terno e verdadeiro atravessado minha alma, percorrendo o meu corpo inteiro, feito os ventos passando, soprando vida. De todo os olhares do mundo, quero somente o seu, valendo tanto quantopara as suas palavras vindas da alma, que me afaga, acolhe, ilumina,devolve a minha esperança, longe vai jogar a tristeza, e se aproxima... mesmo com esse sol daqui, tinindo, seja o mais forte desse mundo, nem assim eu deixo de sonhar, de desejar você em mim, de ter o seu calor. Extremo, também num frio por mais que fosse intenso, nunca resfriaria esse fogo, essa minha paixão por você, muito menos o meu amor, eu sempre quis ter você, tanto naquele passado bem distante, e quero, como agora, amo você demais, com toda ternura, pacientemente, os meus sonhos são seus, seu também é esse amor puro e verdadeiro, você foi, e sempre será em minha vida, o meu melhor presente, não quero lhe perder, sem você a minha alma chora.
Rabisco qualquer coisa no papel
Remendos de ideias que li em livros esquecidos e velhos,
Empoeirados pelo tempo
Reescrevo idéias que vejo nos meus dias
Idéias que coadunam com os dias de outrem
Se misturam nas diversas matizes
E assim escrevo com sentimentos alheios
O alheio que por uns instantes é meu
O alheio que vejo pela janela da vida
Sonho e sinto o toque em mente
O alheio que não será meu, mas sim nosso
Velhos gibis
Quanto os gibis me entretinham? Demais!
Histórias de um mundo distante do real
A realidade confundindo-se à fantasia
Toda história inevitavelmente tem final
Seu nome, inesquecível, remete aos meus gibis
Aqueles quadrinhos infantis, um tanto cômicos
Tanto quanto foste infantil, sem o meu aval
Sua turma é toda fria, como você, é natural
Os velhos gibis alimentam a minha fogueira
Criada por eles mesmos, ingratos que foram
Nem ao menos deram "adeus", então que morram!
Enganaram-me por meses, foram uma besteira
Hoje são apenas restos que o lixo renegou
Que decepção, então, a quem muito os amou.
- Na cabeça de algumas pessoas , fazer amigos novos é virar as costas aos velhos ... enfim -.- , e assim descobre-se quem são as pessoas na realidade !!!
Voltar a ser vizinhos novamente, brincar no parque como nos velhos tempos. Retornar à rotina de poder te acordar com gritos pela janela, convidando-lhe a tomar café comigo, porque minha mãe fez pão de queijo, e eu sei que você ainda gosta. Retomar às conversas de papel pelo vitro do quarto, as duas da madrugada, como se aquilo tudo fosse necessário. Todos aqueles planos que construímos na casa da árvore, onde fingíamos sua existência, e não passava de um banco embaixo de uma imensa arvore, na qual remendávamos com nossos trapos velhos, e era o suficiente para que nossos sonhos se mantivessem guardados e protegidos. Vamos voltar, vamos voltar, amor. Você se lembra de todas as vezes que disse em meu ouvido, baixinho, que nunca me abandonaria? E iriamos ficar juntos para sempre? E aquele feriado que minha mãe me deixou dormir em sua casa, e nos aconchegamos em sua cama pequena, com suas historias de terror me amedrontando, mas no fundo eu sabia que com você do meu lado, não existia perigo, eu sabia da sua proteção. Não vá amor, não vá. Lemba daquele toque de lábios debaixo das cobertas, nosso primeiro descobrir, e apenas, olhe apenas, com nove anos, ou eram dez? Tinhamos a mesma idade, mas eu sempre ingenua, e você sempre meu porto seguro, minha inspiração ao escrever aquelas bobagens no bloco de papel cor-de-rosa que você me deu no dia dos namorados, onde brincamos em ser namoradinhos por um dia, mas nunca me atrevi a mostra-lo aquelas palavras. Eu sei que foi demais, e chegou rápido demais, ou tarde demais, eu não sei, você sabe, e sabe bem que não quero que vá. Achei uns versos soltos no criado mudo da ''nossa'' antiga casa, quando tudo que era meu, o pertencia. E dizia assim:
''Quando chegar a hora de ir embora
lembre-se de não se esquecer
daquela velha história
onde fazíamos parte
até você partir.''
Recordar.
Velhos piratas, sim, eles me roubaram;
Me venderam para navios mercantes,
Minutos depois eles me jogaram
no fundo do porão
mas minhas mãos foram fortalecidas
pelas mãos do todo poderoso,
nós avançamos nessa geração
triunfantemente
