Dança
E nada mais precisou ser dito.
O silêncio falou por si só...
Na dança dos relacionamentos,
os afetos não resistem
à deslealdade e ao desamor.
Cika Parolin
Palavras dançam pelas linhas.
Pulam e festejam, por serem escritas.
Formam pares, dançam tango e valsa.
Mas poucos descrevem a profundidade.
Poucas mergulham sobre o mar de sentimentos.
De autores que as ditam, sobre os próprios consentimentos.
É uma viajem do auto reconhecimento.
Pois mal vistos, por sermos apaixonados.
Poetas usam rimas para sentimentos.
Letras para descrevê-los.
Palavras para a própria razão.
A pura e verdadeira sensação por escrito .
NOITE
Máscara noturna, carregada de amor.
Viaja com sementes cheias de calor
Plantando e dançando na noite de luar
Noite de amores saem para namorar
No velho toque sentimental
Afeto pela noite corporal
A fadiga da sensação
Cansa até o pobre coração.
Jogando o jogo
No canto de olho
O charme da noite
A chama acessa desse amor
Diabo de Saia
O Diabo me apareceu
E me convidou pra dançar
Eu que já tava meio chpado
logo meu pus a aceitar
Em extrema covardia
quis pagar por meu coração
Oh, isso não é coisa que se venda
que nem um pano de chão
Seu Diabo foi-se embora
arrastando fogo pelo calçadão
só ai é que eu fui ver
o tamanho do rabão
Em estado breve de lucidez
Me pus logo a pensar
Lembrei daquele corpão
Aquela mulata da Gamboa
que um dia a sorte eu tive de apertar
Oh, meu Deus do Céu
Desculpe minha traição
Mas to indo atrás
Do Diabo c/ rabão.
"A dança de quadrilha configura um sentimento de alegria através do corpo, tal como o Ser apaixonado sente o seu amor através do coração."
Que nunca me falte
Uma dança para me levar
Um forró para me animar
Um xote para me esquentar
Um xamego para me apaixonar.
Não adianta ter medo, nem timidez, todos nós um dia dançaremos essa valsa. Então que a música seja inesquecível.
SERÁ?
E o sol se põe a chover
a lua se deleita a chorar
as estrelas começam a dançar
o vento tenta borbulhar
a água do mar fica doce
o homem vira lobisomem
a mulher esquece a criança
a chuva se transforma em moeda
o galo não quer mais rinhar.
Fim dos tempos?
Que nada gente!
Pura imaginação minha!
Ensina-me a dançar
Vida, ensina-me a dançar
Toma-me pelas mãos
e corrija-me o passo
Tenho alma dançarina
Mas meu corpo insiste
em atravessar o compasso
Às vezes, acelero
Noutras, atraso
Às vezes, quero
Noutras, crio caso
Às vezes tropeço
Noutras, me afasto
Às vezes despeço
Noutras, me arrasto
Temo que a música termine
sem que eu tenha me ajustado
à sua cadência
Temo que alguém imagine
que eu tenha descartado
a minha essência
Não sei que ritmo seguir
Se o que toca no salão
Ou o que brota do meu coração
Pois o que minh’alma sente
nem sempre meu corpo consente
E o que o corpo implora
Nem sempre na alma aflora
Simplesmente me paralisou e depois me fez querer dançar.
Os olhos dele viajam nos meus com profundida e neles eu me perco.
Minha alma se enche de paz e o aconchego de seus braços tem sido o melhor lugar.
O vício de seus lábios domina meus pensamentos e sempre me leva a ele em instantes.
Única, incrível união de corpos, união de almas, simplesmente verdadeira demais para descrever.
Me leve ao paraíso,
Silhuetas esboçadas dançam na escuridão...
Entrando em minha vida, você roubou meu coração.
Este jogo é suicídio...
Você é assim, fora de alcance, uma estrela desaparecendo.
E ainda quando me olha, você me rasga, me separa.
Quando você flui por mim, me cerca da escuridão, e me traz luz.
Recordações pintam quadros como sonhos.
Só um sonho...
Quando fizemos amor, você encheu minha alma.
Me fez inteiro, e assistiu meus gritos.
Meu coração dolorido está flutuando em algum lugar...
Nós vivemos em fantasias,
Nós estamos vivendo em tragédia.
Mas me leve ao paraíso, me leve ao paraíso...
Me leve ao céu e me faça esquecer, que você nunca será minha...
Você está entre dor e lágrimas,
Entre meu amor e o medo.
Onde não se tem nada.
Sonhos secretos...
Sonhos que não vão se tornar realidade.
Tudo que quero achei em você.
Olhe em meus olhos...
Sinta a verdade de meus desejos...
Até que o tempo faça verdade de nós.
Vou esperar o desenrolar dos nós dançando...
Em meu vestido longo de algodão...
Com fitas de todas as cores em volta da cabeça...
Rodopio em giros suaves...
Vislumbrando um mundo de minha imaginação...
Onde só cabem perfumes e risos...
Não há nele...
Lampejos e nem dor...
Nem gritos...
E nem nada que tire o som harmônico de ventos e pássaros diversos...
Há uma imensidão de luz que toma conta de tudo...
Há verdes que se mesclam com tons que nunca havia visto...
Há também montes altíssimos dos quais já não tenho medo de beirar...
Na minha confiança de que não há perigo algum...
Deito-me na relva a olhar calmamente as nuvens...
Seus formatos e tamanhos...
Brincando de imaginar figuras...
Esse é meu momento mais relax para mim...
Quantas vezes eu...
Devo ter dançado...
Cirandas... Rodas... Valsas... Bailes...
Quantas vezes eu sorri...
Nessas minhas divertidas...
E inusitadas vidas...
Quantas vezes eu...
Tive sustos e me escondi...
Construindo esse eu...
Que se molda...
Na minha infinita eternidade...
Fico feliz em saber...
Que entre estas vidas...
Eu poli minha alma...
Com pessoas e não
Com desejos ou vícios...
Foram os diversos amores...
Que me motivaram...
A ser quem sou...
E a não ter medo...
Do próximo minuto...
