Da Solidao Cecilia Meirele
Esse sou eu ou não?
Pequenas gotas de solidão,
Em grande emoção,
Emotivo sem sentido,
Em um pequeno sorriso,
Grandiosos são,
O enigma do coração.
A onde eu errei,
A onde eu falhei,
Como posso sentir
E consegui ser feliz,
Se todas as dores
Vem de dentro pra fora
A onde tudo aflora.
Eu só quero entender,
Os meus sentimentos
Eu só quero entender,
Os meus desejos
Eu só quero entender
Os meus conflitos
Eu só quero entender!
Nos teus olhos negros, enxergo sua solidão, sua dor.
Em teus lindos cabelos, vejo o caos que habita sua vida.
Viajo eu na escuridão dos teus amargos olhos negros.
Me perdi em meia a tamanha escuridão.
Me encontro cego, a única coisa que vejo são desenhos de seu belo rosto.
Estou perdido demais em você para enxergar outra coisa..
- O quão inocente eu era, achando que conhecia o amor.
Sua sombra me persegue.
Sua voz me encontra.
Seu olhar me traz vivo.
Mas..
Sua ausência me destrói.
- Conhecendo a dor de amar novamente, percebo eu, que ainda tenho muito a aprender.
O medo que me consome
Em meio a solidão se fez um homem,
Imperfeito e com pouca razão
Não defende Bandeira e nem nação,
Um pobre valente e destemido sonhador
Um escravo liberto que sente Falta de seu senhor,
Seu legado o assusta porque o faz eterno
Pro futuro só pensa no presente singelo,
Esse medo danado que o faz gritar
Não o permite a vida e nem o amar,
Dessa vida espero o eterno pensar o meditar profundo e o contínuo sonhar.
ROBSON SEVERO
Labirinto
Eu me perdi em mim mesma
Em um labirinto de solidão e defeitos...
Eu não consigo enxergar a luz do futuro apenas os vultos do passado...
No final do labirinto não há uma saída,
Não há uma porta,
Há apenas um espelho.
Vivemos num tempo em que sentimos cada vez mais solidão e os loucos se sentem cada vez mais acompanhados.
Acaso sereis suficientemente filósofos para me fazer esta objeção? (...)
Escolhei a BOA solidão, a solidão livre, frívola e ligeira, aquela que vos dá o direito de permanecerdes bons, num sentido qualquer(...)
O cinismo é a única forma sob a qual as almas torpes tocam ao de leve no que se chama sinceridade. O homem superior deve apurar o ouvido perante qualquer variante do cinismo, felicitar-se de cada vez que ouve IDIOTICES do FARSANTE despudorado ou do sátiro científico (...)
Para um homem dotado de profundo pudor, os destinos e as decisões delicadas escolhem caminhos por onde poucos transitaram e de cuja existência nem os seus mais íntimos confidentes devem ter conhecimento(...)
Devemos livrar-nos do mal gosto de querermos estar de acordo com muitos(...)
Aquilo que pode ser comum tem sempre pouco valor. Em última instância tudo deve ser como é e sempre foi. As coisas grandes estão reservadas para os grandes, os abismos para os profundos, as delicadezas e os arrepios para as almas delicadas e, de um modo geral, tudo o que seja raro, para os raros.
"Há uma solidão no meio das cores...
Nos sons, no sentir, no calor e no frio, nas flores...
Um olhar gigante que nos apequena em inexplicáveis dores...
Viaja no brilho das estrelas... na noite escura...
Pulsar de quem já foi, irá ou ainda está!
Vista de gota a refletir o céu sob as águas do mar!...
Há uma solidão nos sonhos...
Que só termina com um aroma doce que acaricia nossa alma!"
Durante os momentos inevitáveis de solidão forçada minha mente viaja a velocidade da luz por tempos passados e futuros, pelo que foi e pelo que poderia ter sido.
O ontem e o amanhã se fundem numa amálgama de tristezas e alegrias tão intrinsecamente ligadas que nem em mil vidas alguém seria capaz de desembaraçar.
Navega a lua no leito escuro,
minha fúnebre solidão ilumina
com a luz sublime do teu olhar!
Do livro: Vícios e Ideais.
“Vida de solidão”
Ó! Vida, ó, mundo
Vida, que só tenho incertezas…
Mundo Feito de teatros…
Rumos diferentes devemos tomar?
Será melhor!
Seguir sozinho o meu caminho, és o meu destino!
Estou cansado do mundo!
Cansado do viver!
Cansado da chuva que cai do céu…
Mas em meu corpo resiste em não toca…
Cansado do Sol, que para mim já não brilha como antes…
Cansado das Estrelas, que no céu já não vejo mais…
Ó! Vida vazia e solitária!
Cansei, desisti, parei.
Tentei sorrir!
Mas única coisa que consegui foram lágrimas.
Por uma, vida cheia de solidão…
Nos teus braços, encontrei abrigo.
Não mais sinto solidão,
pois agora estás comigo
és o dono do meu coração.
A agonia do presente, vem deteriorar,
O agudo do silêncio, preenche a solidão,
O cheiro do vazio exala no ar,
O sentir do nada, corre o coração,
Um orvalho de esperança faz acreditar,
Numa vida passageira, pra jogar ao chão,
O calor do momento, que outrora irá passar,
Demasia incompreensível; coisas em vão,
Anomalias sintéticas, virão a meu lar,
Conteúdos vazios, em exposição,
A pele crua, começa a sangrar,
Significância em decomposição.
Noites em claro,
Dias em vão.
