Curva de Rio
Leve-me até a curva do rio
Leve-me até o fim de luta
Lave o veneno da minha pele
Mostre-me como ser inteiro novamente
Voe me em uma asa de prata
Passado o negro, onde as sirenes cantar
Me aquecer no brilho de uma nova
E soltar-me ao sonho abaixo
Porque eu sou apenas uma rachadura no castelo de vidro
Quase nada há para você ver
Para você ver .. ♥: D
CHALANA, MULHER E CANÇÃO.
Quero ser o rio vagaroso
Curvado, reto, nervoso.
Só para em mim navegar
Quero vê-la flutuando, em mim seu corpo banhando,
Tranquilo eu quero estar.
Por essas minhas águas mansas.
Te levar em segurança, apenas pra não se cansar.
Como mãos de rebojo d´água.
Embalo seu corpo por nada.
Só pra contigo ficar.
Menina chalana dourada.
Sou rio, sou sua estrada.
Segue seu rumo por mim.
Nos redemoinhos que faço.
No prazer, no abraço.
Fazer você revirar.
Envolvo seu corpo em meu líquido.
Da mais alta pureza, limpo.
Para nunca a tristeza chegar.
Depois de um dia frenético,
Dispor meu tempo acho ético.
A sua disposição.
Fazer-te carinhos em ondas.
No meio daquelas sombras.
Seu corpo transformo em mulher.
E da mulher que viraste,
Tem outra composição
Uma nota de anjo
Pra transformar em canção.
Dos fios de cabelos dourados,
Acordes ecoarão.
Por conta de um outro toque.
O toque do coração.
De um grito, gritado pra dentro
Sufoca a mata e o vento,
Como se fosse um meu.
Mas não usarei minha boca,
Nem mesmo qualquer instrumento.
Eu uso o que vem de dentro.
E uso os lábios seus.
Farei um arranjo de tudo.
Um canto calado, mudo.
Usando uma nota só.
Farei um arranjo de flores.
Com a melodia das cores.
Pro meu amor declarar.
Você já foi música outrora.
Estas de novo, aqui, agora.
Dentro de nova inscrição.
Chalana, mulher e canção.
Do fundo do coração.
Não é desejo ou paixão.
É um simples amor assim.
Venha, se jogue, acredite.
Sou rio de águas turvas.
De tantas retas e curvas.
Que só quer que navegues em mim.
29/08/2013 - 00:53
Edmilton Pedroso
" O rio que passa geme suas curvas
pilotando o infortúnio
primitivo, levado pelas correntes
desce a encosta e chora um véu
na ânsia de ser nuvem,
morre na praia
não sem antes
fertilizar o solo por onde passou...
Sentado sob uma pedra, ele olha o rio majestoso [Tapajós], com suas curvas e maravilhas, e fica pensando na vida. Carregando uma dúvida desde criança que aperta o peito desde sempre. E percebendo tudo que o envolta, todos os dias repetitivos, todo o tempo que passara [e passam] nos olhos tão rapidamente, parecendo o hoje que o abarca, ele ver várias reflexões...
- Qual a finalidade de tudo isso? Bilhões de pessoas que existiram, outras que ainda carregam seus caminhos para um aquém nada absoluto. E ele lá, observando o tempo passar a sua frente. O rio fazendo sua trajetória, sua rotatividade, como se fosse amaldiçoado para isso. No inverno, correntezas destrinchando vidas, no verão, águas quentes, sem sombras para aqueles que procuram relvas...
A pretensão dele desde crianças [adolescente] era a felicidade. Sem demagogia, mas já o conseguiu. Era conquistar um emprego dos sonhos, mas já o tem! Bens necessários, mas já alcançou! Ter um amontoados de diplomas, mas já os conquistou! Ele acha difícil acordar todos os dias sabendo que o que queria já fora conquistado. Procura-se uma razão, mas ela perdeu-se e com certeza, alguém irá encontrá-la em outros rios...
O sol começa a aparecer e ele pensa: - dei bastante amor, acredito que já amei também, não sei ao certo. Hoje, nesse momento, estou insípido, incrédulo e com o coração vazio. Não quero pessoas por perto. Quero ficar aqui, observando o voo das garças, ouvindo o cantar dos pássaros que hoje, não me sustentam mais os ouvidos. Que meus filhos reescrevam suas histórias, sem retóricas, apenas vivendo com esperança nos olhos, sem importar-se para os rios que, de quando em vez, aparecem sem bater a porta...
--- Risomar Sírley da Silva ---
Conheço cada curva do Rio de Janeiro, e nenhuma se compara com as suas, as suas eu nunca percorri.
Mais convenhamos, se eu fosse chamar de maravilhosa, intitulava você, pois, curva alguma se compara com as suas.
Você é única.
" A vida é como os meandros de um atraente rio, não importa a inconstância que haja, quanto mais acentuadas forem as curvas mais belos e longos serão os desafios."
" A vida é como os meandros de um atraente rio, não importa a inconstância que haja, quanto mais acentuadas forem as curvas mais belos e longos serão os desafios."
A vida é como um rio que corre devagar e se renova a cada vão um segundo, e se prestarmos bem atenção não dá tempo para olharmos o que está passando junto, a não ser que seja algo leve tranquilo e homogêneo que possa acompanhar o trajeto dessa correnteza, até onde possa abraçar algo maior como a imensidão do mar. Fora desse processo tudo fica para trás e esquecido nas curvas do que não se aproveitou. A vida é o agora, com ou sem o que se perdeu...
Kleber Abdul A-Nasr
Sejamos como os rios, não em uma trajetória retilínea que deságua, mas com curvas para podermos deixar coisas para trás, além de que também chegarão coisas para a nossa vida.
Eu presumo, usando um olhar atento que se trata de uma evidência consistente de um paraíso grandioso, espírito aventureiro, anunciação da vida, venustidade abundante, arte veemente, esculpida dedicadamente no amor, primazia impactante de curvas atraentes, cor intensa, pele reluzente, banhada por águas de vividade como o rio de fogosidade que há na sua essência, preciosidade farta, inspiração poética, fulgor na sua alma, bênção em demasia, onde a tristeza não se sustenta, o prazer se propaga, uma euforia esplêndida, mulher exaltada, uma descoberta fascinante, existência certamente rara.
