Curtindo Minha Liberdade
Minha liberdade é a minha morada. Sempre que sigo as instruções, permaneço o tempo necessário para não fugir as regras.
MINHA MORADA
A escrita é a minha liberdade. Aqui, fiz morada. Aqui, tudo posso quando o espírito se liberta. Aqui, vivo em harmonia com o Universo e em cada passo um tempo que determina minha busca. Aqui, meus sonhos são realizados, minhas emoções afloram e meus momentos se tornam inesquecíveis. Sou parte de um contexto onde tudo se encaixa perfeitamente. Decidi, que é aqui que quero ficar. É aqui que vivo e renasço a cada instante e que minha luta por um espaço nesse planeta, se materializa e se torna único quando conectada.
Minha liberdade se compara com a da água. Ela ultrapassa os obstáculos, sem se importar com a dor e consegue chegar ao seu destino sem cicatrizes.
... e sem querer
contrariar os libertários de
ocasião, confesso que a minha
liberdade, paradoxalmente, vem acompanhada dealgemas:
das sólidas algemas do
bom senso!
Nunca parei uma caminhada por que alguém, disse; isso ou aquilo!? A minha liberdade me permite ter bom senso, e uma busca incansável pela sabedoria. Nunca permiti opiniões na minha vida, só sugestões, e olhe lá!
Minha liberdade é limitada apenas pela minha natureza divina. Consequências são apenas meios de acordar essa natureza.
Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão. Que às vezes se extasia como diante de fogos de artifício. Sou só e tenho que viver uma certa glória íntima que na solidão pode se tornar dor. E a dor, silêncio. Guardo o seu nome em segredo. Preciso de segredos para viver.
Gosto dessa minha liberdade de poder escolher entre o certo, o errado e o duvidoso. De poder dizer não quando o que você mais gostaria de ouvir é um sim.
Ri alto quando algo é bizarro; Soltar um "vai tomar no cú!" quando algo ou alguém me deixa na raiva.
Gosto da liberdade de querer a liberdade mais e mais e mais..
Odiar bife de fígado, ter pavor de barata, amar batata ruffles de salsa e cebola, arrotar depois de um copo gigante de toddy, só dormir depois de ter cochilado uns 10, 15, sei lá.. 20 minutinhos no sofá depois de começar a assistir aquele que parecia ser um filmaço.
Eu gosto de tudo isso e mais um pouco. Gosto de poder gostar das coisas incertas, das coisas estranhas, das coisas normais, das coisas que tornam semelhante ou diferente de outros. Gosto de ser plural e ao mesmo tempo singular.
Gosto de gostar, de não gostar, de desgostar, começar a gostar..
Gosto dessa liberdade de poder usar, abusar e praticar o verbo "gostar".
