Cuidando do meu Jardim
Lembro como hoje ao luar, ouvindo nos teus versos, a melodia da tua voz em meu silêncio, comparando-me à luz que banha o mar, naquelas pedras.
Embriagados de amor, de vinho, de tempo.
Minha pele arrepiando-se ao teu olhar,
fundos abismos onde me perco e encontro luz, teus olhos são espelhos do meu ser,
e neles vejo o que jamais esqueço.
Impossível apagar tua expressão,
o sorriso que desenhaste em mim,
impossível esquecer-te, mesmo agora,
quando a noite me lembra o teu jardim.
Hoje te busquei-te nas esquinas do vento,
nos reflexos da lua sobre o mar,
mas só encontrei o eco da tua sombra,
um vago rumor que não pude tocar.
Talvez nunca tenhas existido,
senão na perfeição dos meus delírios,
um sonho que teceu minha alma,
e agora se desfaz em devaneios.
Sonhos não são reais, eu sei,
mas carrego teu nome na pele,
na memória que não se apaga,
no verso, um apelo de saudade que nunca se revela.
Senhor, dá-me a esperança
para vencer minhas ilusões e tristezas.
Planta em meu coração
a semente do amor.
Ajuda-me a fazer feliz
o maior número de pessoas possível,
para ampliar seus dias risonhos
e abreviar as noites tristonhas.
Não me deixes ser cordeiro diante dos fortes,
nem leão diante dos fracos.
Dá-me o dom de saber perdoar
e afasta de mim
todo desejo de vingança.
Senhor Jesus Cristo,
ilumina meus olhos
para que eu veja os defeitos da minha alma
e venda-os
para que eu não comente
os defeitos alheios.
Retira de mim a tristeza, Senhor,
e não a entregues
a mais ninguém.
Enche meu coração
com a divina fé,
para sempre louvar o Teu nome,
e arranca de mim
o orgulho e a presunção.
Muito obrigada, Senhor Jesus Cristo,
por me amares tanto,
mesmo sendo eu tão imperfeita e pecadora.
Esta humilde oração
é tão somente para Te agradecer.
E tudo o que Te peço é que,
mesmo quebrantada,
aumentes a minha fé
e faças de mim
uma mulher segundo Tua vontade.
Amém, Senhor Jesus. ✨
Hoje meu coração quis falar em versos, do amor que sinto por você minha menina, minha Manuella. Não apenas com palavras, mas com todo o amor que vive em mim desde o instante em que te vi pela primeira vez. Tu chegaste como um sopro de luz em minha vida, como uma flor que desabrocha no jardim do tempo, e desde então, meu mundo nunca mais foi o mesmo.
O teu sorriso é o meu amanhecer. Ele ilumina até os dias mais nublados e me faz lembrar que, mesmo nas tempestades, existe sol esperando para brilhar. Em ti, encontro a delicadeza das pétalas, o perfume suave da manhã, e a ternura que faz da vida algo mais bonito e leve.
Cada gesto teu é uma poesia escrita no vento, e tua face, ah, tua face é como pintura divina, moldada com o toque da própria criação de Deus. Cada traço teu é uma canção que embala meu coração, e cada olhar teu, um verso de amor que o universo escreveu só pra mim.
Teus olhos, minha menina, são lagos encantados, onde a verdade dança e o brilho da tua alma reflete tudo o que há de mais puro. Mesmo quando o mundo parece escuro, é esse brilho que me guia, que me ensina o caminho de volta para o amor.
Em mim há tanto amor, tanto encanto, que às vezes transborda. Guardo-o inteiro para ti para proteger teus passos, para enfeitar o caminho que escolheres seguir. Quero que saibas que não importa onde a vida te leve, sempre haverá em mim um abrigo, um colo, um lar.
Tu és meu milagre, minha estrela, minha flor. És a razão mais doce da minha existência. E enquanto houver vida em mim, haverá amor um amor eterno, profundo e silencioso, que te acompanhará mesmo quando meus braços não puderem mais te alcançar.
Com todo o amor que cabe em um coração de mãe,
Tua mãe, que te ama infinitamente. 🌷
Àquele que ainda habita em mim
Meu amado,
Esta manhã despertei com a alma tomada por tua ausência. O sol atravessava a janela em finos véus dourados, mas nada em mim se iluminava, pois a claridade não encontrou teu rosto ao meu lado. Acordei com a saudade aninhada em meu peito, como se ela tivesse se deitado comigo na noite anterior e decidido permanecer até o nascer do dia.
Te busquei em cada sombra do quarto, no silêncio da manhã, no perfume que a brisa trouxe. Mas tudo me respondeu com vazio. Como é cruel o despertar quando não se encontra o coração amado para repousar o olhar.
Ainda sinto tua presença, teu cheiro permanece em mim como sinal que não se apaga. A saudade dói como ferida aberta, mas também me recorda da intensidade com que amei e ainda amo. És a prova de que meu coração mesmo com medo, foi capaz de se entregar inteiro, sem reservas, como quem oferece um jardim ao vento, mesmo sem saber se o vento o acariciará ou o dispersará.
Se o destino for generoso, talvez ainda una novamente nossas estradas. Se não for, ainda assim guardarei tua lembrança como relíquia sagrada, porque amar-te foi conhecer a eternidade em um instante.
Hoje, ao abrir os olhos e não te encontrar, compreendi uma vez mais, que és e sempre serás meu abrigo, mesmo na distância.
E enquanto existir saudade, existirá amor e em meu peito, e meu amor é sinônimo do teu nome.
Com devoção e ternura,
tua Sam
Estranha Dança
Eu sou estranha, e o meu espelho sabe disso,
meus passos desenham labirintos
do meu modo de ser,
enquanto o mundo corre em fila indiana.
Minha música é feita de compassos
dos meus pedaços quebrados.
Carrego constelações desalinhadas,
tempestades que brilham, silêncios que ardem.
Meu caos é morada, não ferida
um fogo que aquece quando o chão some.
Eles dizem "seja reta", eu rio e giro,
minha dança é um mapa de cicatrizes vivas.
Ser diferente é como ter asas invisíveis
que voam mesmo quando o céu pesa.
Não me moldo, me reinvento,
sou feita de recomeços e perguntas.
Minha estranheza é minha armadura,
minha língua fala em raios, marés,
e idiomas que transformo em poemas.
Num mundo de cópias, ser original dói,
mas quebrei o molde antes de nascer.
Minha verdade é um animal selvagem,
não se domestica, só se entende.
Sou estranha, sim, e abraço esse abismo,
nesse meu lugar torto onde a luz é mais viva.
Aqui, onde os espelhos me reconhecem,
minha alma dança e nunca se despede...
Meu querido diário,
Hoje, mais um dia perdido em um mês qualquer, acordei com o ouvido desafinado e o rosto pesado demais para inventar qualquer texto motivacional, inflado de alegrias forçadas. Não tenho vontade de encher linhas de metáforas só para que entendam um cheiro, uma cor ou a tristeza de alguém que tenta disfarçar.
Estou exausta dessa estrada que eu mesma construí, dessa obrigação de dar sentido ao cotidiano. Cansada das declarações vazias nas redes sociais, onde o amor não é vivido, apenas encenado para virar assunto.
Estou tão sem forças que quase recorro a uma frase de Vinícius de Moraes só para dar um ar de profundidade. Mas também estou cansada da ideia de que um texto possa ser confundido com uma dose de álcool, que seja visto como revelação, que cada palavra precise soar como epifania, quando na verdade, as mágoas já aprenderam a nadar sozinhas.
Cansada de agradar a todos em troca de algo que nem sei nomear e que, de qualquer forma, não paga sequer o meu desodorante.
Meu celular parece feito de criptonita, minha capa vermelha anda desbotada, e já não tenho forças para sobrevoar o céu cor-de-rosa em busca de alguém para salvar.
Apesar do cansaço e da descrença nas pessoas, sigo preferindo a companhia dos animais, pois acredito no amor puro que eles oferecem. Mas também acredito em Vinícius, Clarice, Machado, Jorge Amado, Florbela, Shakespeare... talvez porque a literatura seja o último abrigo que resta quando o mundo insiste em me esgotar. Talvez seja apenas uma maneira mais bela e possível de viajar, exercitar a imaginação e alimentar meus sonhos.
16/08/2016
Resposta do ser amado"
Quando te afastas e vives em silêncio,
meu peito também se fecha, em defesa e receio.
Não nego tua falta — ela vibra nas frestas —
mas me recolho.
Me apago.
E o amor que grita em ti, em mim se cala.
Teu feitiço me toca, mas não me prende sozinho.
Quando caminhas sem me olhar,
eu também deixo de me mostrar.
Como um farol apagado, esperando
que o barco queira voltar.
Não sou labareda quando me deixas no frio.
Sou brasa quieta,
dormindo entre as cinzas do que fomos,
esperando o vento certo.
Mas se tua mão buscar a minha,
se teus olhos voltarem com sede de nós,
acharás mais que abrigo:
acharás um coração aberto,
um peito ainda teu,
um amor que não foi embora — apenas silenciou
pra não sangrar em vão.
Se vieres com ternura,
não precisarás perguntar se ainda és minha.
Sentirás.
Na pele, no olhar, no beijo suspenso entre o tempo e o agora.
Porque teu nome vive em mim —
mas só floresce quando regado de volta.
Teu encanto é chama,
mas só queima em dois corpos acesos.
Tua ausência é sombra —
e a minha resposta, o eco do que recebo.
Se teu amor renasce,
o meu desperta inteiro.
Com o mesmo feitiço,
mas só quando chamado.
Com amor,
ainda teu — Niklaus.
Eterno é o meu espírito que tão distante está do que realmente é,
mas, que na aurora da minha luz, anseia voltar-se para casa e colidir com a superioridade do meu ser, direcionando o que eu tiver de mais belo para todo o universo.
CARTA PARA MEU BEBÊ
Você chegou de repente caladinha sem deixar rastros de sua chegada.
Foi imprevisível, foi surpreendente e não deixou também de ser duvidosa sua origem, sua ancestralidade.
Trouxe medo, dúvidas insegurança
Foi mais que um presente, foi sim um milagre.
Fui lançada num mundo maternal,
onde nunca imaginei que teria a oportunidade de estar.
Mudou meu trajeto.
Tudo espontâneo.
Tudo de Deus.
Venha, te espero.
Quero te carregar no colo
Sentir teu cheiro.
Calar teu choro.
Velar teu sono.
Te ensinar a orar.
Me ensine um pouco mais o que é o amor e eu te farei se sentir amada.
Belo dia será quando você chegar,
Já terá um cobertor e carinho.
Seu guarda roupa já está pronto aguardando teu cheirinho para exalar.
Venha, te espero meu anjinho.
Placilene Rabelo
Carrega meu amor
Conduz as maresias
Rotas do navegar turbulento
Ecoa gestos amorosos
Mar das sensações
Horizonte dessa rota cativante.
Perdi meu filho
Sem chance de abraçá-lo
Perdi em mim
A fonte segura
De mãos pequenas
Que vinham
Me tocar
Meu filho
Nosso filho
Filho da eternidade
O amor
Compreendeu a dor
De nossa separação
Deus sabe
A verdadeira razão
De seu retorno
Meu coração
cheio de esperanças
Esta maré que renova a paixão
Executante de tempestades de saudades á espera de
Ouvir uma meiga voz dizer :"meu amor
...estou aqui... Voltei pra ti!"
Procurei a saudade...
O meu amor procurou a saudade que se escondeu...
Busquei passagens,
trilhas abandonadas... Encontrei
No fundo do baú desta paixão que já morreu...
fui lá...não achei quase nada só destroços..
Um coração despedaçado... Ilusões arrancadas...
Verdades que não foram ditas...
Lágrimas... E muitas mágoas ... desenganos
Segredos de sonhos passados...
Deixei plantados ali meus versos ...e pedi aos céus
Uma estrela cadente para pedir que a saudade volte pra
mim... para sempre!
É assim que te anseio amor...
Envolvendo-me em teus braços fortes...
Teu amor... Meu abrigo das tempestades...
Que me refugia do frio... Protege-me dos ventos uivantes...
Tua lembrança quando estou só me acompanha e me faz sorrir...
Teu amor pra mim é tudo... Igual às ondas de um oceano
Grande forte... Violento... Conflitante
Mas qual uma chama ardente que toma conta de meu peito
E aquece a minha essência!
A música da alma ecoa adoçando
Nosso olhar marejado e carente de paixão
E a alma navega em ilusões... Em quereres intensos com
Sussurros... sentidos e apaixonados!
Soneto “Homens da minha vida”
Márcio, meu esposo, namorado e companheiro
Um pai presente, com carinho e dedicação
Homem simples, divertido e verdadeiro
Sua alegria nos cativa, pura diversão.
Márcio Júnior, meu filho primogênito, meu doce amor
Meu menino autista, cheio de sonhos, azul é seu mundo
A cada dia nos ensina o novo e pretende ser ator
É calmo, sereno, sincero e com olhar profundo.
Henrique Lui, menino parceiro, nosso segundo rapaz
Gosta de esportes, é dedicado, tranqüilo e espontâneo
Meu tesouro branco, é firme em tudo o que faz.
Emanuel Cauê, o caçulinha, de futebol, aos sete já era comentarista
É carinhoso, emotivo, às vezes tímido, questionador
Meu pacotinho de ouro, meu intenso flamenguista.
Tatiane da Silva Santos - Santarém PA
23/08/25
Soneto “Meus pais”
Alonso e Eunice (em memória)
Seu Alonso, meu pai conselheiro
Homem trabalhador, conhecido por “Meus Amigos”
Ajuda a todos, chama-os de queridos
Sustentou os filhos com o suor de pedreiro.
Dona Eunice, minha mãe educadora
Mulher persistente, intitulada “Minha Amada”
Orientou a tantos, pela educação foi obstinada
Sustentou os filhos com a função de professora.
Ele, eterno “vizinho”, sereno, flamenguista animado
Da família Tavares, cresceu no Acai do Lago Grande
Pai amável, tio carinhoso, esposo apaixonado.
Ela, eterna “diretora”, resiliente, franciscana empenhada
Da família Ferreira, cresceu no Atumã de Alenquer
Mãe incansável, tia inspiradora, esposa dedicada.
Santarém - Pará, 26/08/25.
Pela janela do meu carro
O sinal estava fechando e eu fui desacelerando. À minha frente duas motos já estavam paradas.
Na faixa de pedestres, indo para o lado esquerdo, atravessou um mulher muito bonita, corpinho de violão, daquelas que "param o trânsito".
Um dos motoqueiros não hesitou e levou automaticamente o pescoço e a cabeça para o lado esquerdo, acompanhando os passos da beldade. O outro motoqueiro logo em seguida fez o mesmo movimento e não perdeu a oportunidade de admirar aquela beleza.
E quem disse que homem disfarça essas coisas?
O mais interessante é que durante aquele pouco tempo entre sinal amarelo e vermelho os dois trocaram figurinhas.
Minha imaginação:
- Pô, cara, viu só aquela mulher como é gostosa?
- Pois é, ô mulherão!
Durante o papo um deles balançava a cabeça confirmando algo.
Acho até que já se tornaram melhores amigos.
P.S.: Vou começar a aproveitar essas histórias e criar contos do cotidiano. Rsrs
Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.
A primeira filha dela nasceu morta, porque meu pai deu um chute na barriga dela, já estava com 3 dias em decomposição. Tempo de parteira. A parteira já falecida D. Jesus, salvou a vida dela.
Ela nunca se saiu dele, por obediência ao pai. Como eu disse, ela é igual uma criança.
Em todos os nascimentos dos outros filhos, ela se escondia dele para não ser morta.
Pulava cercas altas, após ser torturada com abusos psicológicos e agressões físicas, á noite inteira. Fugia, mas sempre teve medo de tudo e do mundo!! Porque nunca soube ler, nunca soube lidar com a insegurança dela. Muito ingênua.
Então, ela sempre retornava.
