Crônicas do Cotidiano
Agradeça a sua origem.
Quantos de nós pedimos, mais do que agradecemos? Queremos que o universo conspire a nosso favor e, queremos que tudo seja da forma e da cor que achamos ser o belo e correto.
Ora, isso é um pensamento no mínimo sintomático, pois, quando desejamos ou pedimos que as coisas sejam, da forma que queremos que seja, estamos colocando nossas vontades acima das vontades alheias, e mesmo que estejamos querendo o bem, estaríamos nesse momento brincando de Deus.
As coisas são, como são, simples assim.
Não temos o controle das coisas e, muito menos das pessoas, então o que dirá das circunstâncias?
Imagine por um momento que você tivesse o dom de voltar no tempo. Ora, você poderia voltar e apagar as coisas ruins que aconteceram em sua vida. Mas, lhe pergunto, você iria se sentir bem com isso. Lhe respondo, lógico que sim.
Queremos sempre o melhor, queremos os quitutes da vida, não gostamos de sermos decepcionados, confrontados, ameaçados. Queremos o controle das coisas.
Aprenda, isso nunca vai acontecer.
Sempre haverá algo, um obstáculo, uma corrente que lhe arrastará para as profundezas.
Entenda isso, se compreender, você começará a buscar mais, aprenderá a relevar mais, a não dar importância às pequenas coisas, aprenderá a não potencializar o sofrimento. Começará então a se libertar.
Aprenda a agradecer.
Agradeça a seu corpo, agradeça a seus pais, agradeça a seus avós, agradeça a toda sua linhagem, pois se alguém desta não tivesse passado a prole, não estaríamos aqui.
Fazemos parte de uma grande corrente, então sejamos no minimo e em respeito aos nossos antepassados um elo forte.
Agradeça por tudo, incluse pelas coisas ruins.
Em tudo há um aprendizado.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
A culpa não é de Deus.
Lamentamos muito quando algo dá errado, muitos ficam se perguntando: Por que isso aconteceu comigo? Sou bom, minhas atitudes são boas, será que mereço esse castigo? Deus, por que está sendo cruel comigo?
Ora, Deus por ser a essência e origem de tudo, é extremamente perfeito, e se olharmos com calma vamos entender que Ele, não pode intervir nessas nossas questões. Se refletirmos começamos a talvez, compreender sua infinita sabedoria.
Em que pese os defensores do ateísmo e aos exegetas bíblicos, de uma forma resumida posso citar que: Somos criaturas, logo, temos um criador.
Dentro desse pensamento, quem nos criou, deu-nos a faculdade de fazermos nossas próprias escolhas e, consequentemente colhermos o nosso plantio.
Então por que coisas ruins, acontecem com boas pessoas? Simples, as coisas simplesmente acontecem. Não é porque você está sendo castigado ou abençoado, elas acontecem, somente isso. Alguém ganha na loteria, enquanto milhares não, mas, todos jogaram.
Querer pedir a Deus que lhe privilegie, seria admitir que Deus está a seu serviço. Será que isso não deveria ser o contrário?
Há um dito que diz: "O cemitério está cheio de boas pessoas e intenções."
Isso é verdadeiro e serve de alerta, será que estamos vivendo pensando somente em crime e castigo? Em recompensas e bênçãos?
Se assim estiver agindo, repense, não crie seu paraíso ou inferno particular antes da hora. Saboreie a vida, independente de suas agruras, abrace e aceite as coisas como ela são.
Se você for acometido por uma doença grave, isso não será castigo, você adoeceu, só isso.
Aceite, entenda o problema, use o dom que recebeu, levante-se.
Nesta pequena e insignificante passagem por esse planeta, pouco fazemos, pouco vivemos, e muito desperdiçamos.
A culpa não é de Deus. Se ele interferisse em todas as questões, como disse, ele seria o servo, e não o servido.
Deus não está a serviço, Ele, não é um prestador de favores.
Qualificá-lo assim, mostra nossa pequenez, mostra nossa estultícia, e mostra nossa arrogância.
Deus lhe deu a vida. Respeite isso, VIVA.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Você é especial.
Sim, você é, mas, somente reconhecerá isso, se aprender a ver que as outras pessoas também lhe são especiais.
Vivemos em um cotidiano em que pessoas entram em nossas vidas, nos ensinam algo por algum tempo e, depois saem, ou são substituídas.
Com quantas pessoas você já se deparou em algum lugar, e estas, lhe chamaram pelo nome, e você ficou perdido? Ora, chamar pelo nome, pode ser um indicativo de que você em algum momento, teve impacto na vida daquela pessoa.
Como somos acumuladores sociais, devemos aprender que todas pessoas, cada um a seu jeito, impacta nossas vidas e nós a delas.
Sabendo disso, pergunto, como você quer impactar ou marcar a vida de alguém?
Como você gostaria de ser lembrado por estas pessoas?
Quando digo que você é especial, é porque você tem esse dom de impactar a vida das pessoas.
Se você pode impactar, que seja no mínimo com algo positivo.
Há uma canção de Oswaldo Montenegro, A Lista, que retrata isso muito bem.
" Faça uma lista de grandes amigos. Que você mais via há dez anos atrás. Quantos você ainda vê todo dia. Quantos você já não encontra mais..."
A vida passa muito rápido. Por isso, marque positivamente sua passagem.
Nada você irá levar desta vida, mas, com certeza, irá deixar.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Massako
É fácil ser otimista?
Não, não é.
Vivemos cercados por mazelas, problemas dos mais diversos e, isso nos afeta.
Toda negatividade existente, tende a criar em nós, uma barreira que visa em um primeiro momento nos proteger.
Só que essa barreira, nos isola para o mundo a nossa volta. Ficamos menos receptivos, ficamos presos em nossos conceitos, aprendemos a não ouvir os outros, começamos a desconfiar de uma boa ação, pois sempre achamos que há um interesse por trás. Enfim, criamos barreiras que impedem que nós acreditemos nas pessoas e, até mesmo, a duvidar de nós.
Ora, pessoas são pessoas, possuem algumas qualidades, alguns defeitos. Por isso, elas irão lhe agradar em um tempo e, desagradar ou desapontar em outro.
Entender que somos seres frágeis e dependentes, principalmente no campo emocional, não nos torna mais ou menos ser humano.
Você se tornará um ser humano ruim, se colocar barreiras em tudo. Pois se você se tornar um ser isolado do mundo, começará a se achar que ê uma joia rara, e, pelo seu comportamento, se tornará mais um ser, menos humano.
Derrube suas barreiras, ouça o que as pessoas têm a dizer, e depois de muito ponderar, se concordar, parabéns. Se, não concordar, parabéns também. Mas, isso deve ser feito, após uma ponderação, não antes.
Se você começar a derrubar as suas barreiras, se permitir encontrar seus momentos de alegria, ou, quem sabe de felicidade. Você começará a acreditar mais em si, e com certeza, o otimismo virá.
Não tente ser otimista pelo resultado alheio. Antes, acredite que a mudança está em si e na sua percepção de vida.
Acreditar e confiar, são elementos chave para o otimismo. Descrédito e desconfiança, sempre serão seus antagônicos.
No íntimo de sua razão e de seu coração, você aprenderá a tomar e a viver essas decisões. Não tenha medo.
Acredite.
Pense nisso.
Paz e luz.
Ilumine seu dia.
Humanos vs Animais.
Se colocarmos em uma escala evolutiva, afirmaremos que o homem, dotado de inteligência está a frente dos animais.
Agora pense, se analisarmos as necessidades de cada ser vivo, poderemos resumir em: alimento, proteção e procriação.
O homem visando a atender essas necessidades, ele cria, inova e transforma as coisas ao seu redor. Fazendo isso, ele começa a ficar preso em sua criação, e totalmente dependente dela.
A partir dessa dependência, o homem coloca valores nas coisas criadas e começa a escravizar o outro homem.
Os animais ao contrário, apenas vivem. Nos por sermos superiores, olhamos para eles apenas como uma espécie a ser domada, estudada e até mesmo destruída.
Nossa superioridade faz com que criemos divisões entre nós mesmos. Ora, o mundo seria muito melhor se não houvesse essas divisões, o que é humanamente impossível, neste estágio.
Humanos estão acima dos animais, e acima de si mesmos.
Nossa vida é ínfima, em uma cronologia temporal, nascemos de um ventre materno, e nos primeiros momentos, somos alimentados e protegidos pelos nossos genitores, tal qual os animais. Quando começamos a tomar conhecimento das coisas, nossa vida, a partir daí, será somente para a aquisição de algo, visando algo, em torno de algo. Em resumo, você não viverá até os fins de seus dias.
Ser básico em um mundo como o de hoje, é missão quase impossível, nisso, os animais nos superam.
Eles dão exemplo de sobrevivência e sem toda essa loucura que criamos, apenas vivem.
Assim sendo, desprenda-se um pouco, seja mais natural, olhe para si mesmo, e se questione: O que realmente você precisa para viver, e ter mais tempo para viver para você?
Pense nisso.
Paz e luz.
Ilumine seu dia.
Você e o Estado.
Somos seres sociais, isso é um fato. Somos integrados em uma sociedade que exige de nós uma participação que pode acontecer de forma direta ou indireta. Essa integração social, faz com criemos uma dependência das outras pessoas que também desfrutam dessa mesma sociedade.
Nós comemos, bebemos, vestimos, enfim, tudo que fazemos tem a participação de algo ou de alguém. Alguém produziu, alguém fez e nós partilhamos ou desfrutamos. Essa troca existente entre os seres, faz com que a sociedade se mantenha, como a engrenagem de um grande relógio. Todas as peças têm uma função, todas trabalham em conjunto para o funcionamento ininterrupto da máquina.
E como a sociedade não é tão homogênea em razão das diferentes formações pessoais e culturais, essa sociedade, entendendo isso, delega parte de seu controle, criando o estado.
Em cada país o estado fornece algum tipo de controle, visando em um primeiro momento a perpetuação e o desenvolvimento daquela sociedade. Esse controle é muitas vezes consuetudinário, o que acaba por ser absorvido pela maioria ou a totalidade daqueles que vivem sob aquele estado. Temos leis, decretos, normas, atos, enfim, uma infinidade de mecanismos de controle que nós mesmos acabamos criando e por consequente empoderamos o estado.
Com esse poder, o estado se torna maior que o indivíduo e ouso a falar que dependendo da situação, maior ainda que seu próprio povo. Basta vermos os grandes massacres, misérias e fomes, produzidos em nome do estado através da história.
Ora, perante o estado, muitas vezes agimos e somos tratados como semoventes. Criamos algo que pela nossa falta de interpretação e inércia, aprendemos a temer. E tememos justamente por não entender que o estado é cria nossa, é nosso filho. Nós o fazemos, nós o criamos, nós o alimentamos.
Abrimos mão de nossa individualidade para nos somarmos ao todo, mas, neste processo, acabamos por criar uma dependência doentia, na qual não conseguimos dar um passo, sem este estar sendo ditado por outros.
Basta acompanharmos os noticiários que veremos que o ser humano ficou para trás. Discutimos ainda, em pleno 2020, questões que provam que a nossa sociedade pouco evoluiu. Discutimos questões como: gênero, raça, crenças. Penso que todas essas questões em uma sociedade evoluída, deveria fazer parte apenas nos anais históricos. Talvez por isso ainda precisemos que alguém nos dite o que fazer e o que comer.
Somos extremamente motivados pelo todo, e perdemos a capacidade de pensar por si mesmo. Não distinguimos mais o certo e o errado. Nas trágicas coisas talvez, mas, nas coisas simples do nosso cotidiano, preferimos que alguém dite o que nós devemos fazer. A modinha virou moda, que virou conceito, que virou verdade, que mudou sua vida.
Partindo do princípio que devemos ser todos civilizados, penso ser estranho quando normas reguladoras me dizem o que posso ou não posso fazer. Fato, tal situação não se aplica a quem vive a margem social e não consegue ter convivência com outros seres humanos. Neste caso toda regulação e restrição, ainda será pouco. Aos humanos, humanidade.
Neste momento você poderá achar que estou me considerando um ser acima da lei e da média. Mas, a questão não é essa. Se você sabe quais são suas obrigações sociais, se precisar ser cobrado a todo instante sobre elas, logo, podemos concluir que: ou você não sabe, não internalizou ou você a quebra continuamente.
O estado regula aquilo que nós damos para ele regular, simples assim. Quem manda em sua vida? Você ou o estado. Lhe digo que é o estado. De tanto empoderarmos o estado, fizemos dele nosso pai, ou mãe se preferirem. O estado lhe diz: Use cinto de segurança, senão você poderá se machucar, use capacete, senão você poderá se machucar. Se cuide, senão te puno. Ora, essas questões nem sequer deveriam fazer parte de uma lei em um mundo civilizado. A própria consciência do ser humano, deveria entender que para sua proteção individual, essas ações são necessárias, independentemente de uma norma regulatória.
Poderão aos gritos dizerem: Ora, não evoluímos a esse ponto, precisamos de regras senão a sociedade desmorona.
Observem o quão essa afirmação é perigosa: “Precisamos de regras”. Quando afirmamos isso atestamos nossa animalidade. Mostramos que como seres humanos, temos que ser domesticados, adestrados, senão não conseguiremos viver em sociedade.
O estado que criamos não é nosso porto seguro, antes, é a coleira que nos mantém presos, é o forcado que impede que atravessemos a cerca.
Quanto mais você evolui como ser humano, menos você necessitará do estado. Quanto mais você evolui, mais clareza sobre as coisas você consegue ter. Assuntos antes polêmicos, se tornam simples. Assuntos simples, viram poeira ao vento. Questões que hoje ainda enchem salões como: aborto, racismo e homossexualidade, perdem a importância, pois para um ser humano, a raça, o comportamento, o trato da vida, são apenas questões individuais e devem ser respeitadas por cada indivíduo.
O nosso mal, é que importamos demais com o alheio, opinando sobre como os outros devem conduzir suas vidas, e esquecemos que pessoas não são marionetes de nossos desejos e vontades. Muitas vezes queremos o melhor para a pessoa, mas, como saber o que é melhor para outra pessoa, sem se tornar ela? Usamos uma única receita para todos os males. Isso é no mínimo perigoso.
Você e o estado podem andar de mãos dadas, mas, não se esqueça, ele é sua cria, e não o contrário. Charles Chaplin, parafraseou: “Não sois máquina! Homens é quem sois! ” Pergunto, com tanta submissão e controle de sua vida, somos homens ou máquinas?
Pense e reflita.
Paz e bem.
A culpa é da palavra.
Não há nada mais apocalíptico do que o nascimento de uma palavra, para determinar possíveis males.
Me recordo quando na infância, carinhosamente era chamado aos berros pelos meus amigos por alguma alcunha ( Japão, japonês preto, índio) e, da mesma forma, retribuía aos apelidos, distribuindo outros.
Era comum, piadas sobre os diversos gêneros, raças, credos, nacionalidades, enfim.
Qual brasileiro nunca ouviu uma piada de português? Como também era comum, entre os meninos, a guerra de mamonas, o troca-tapas em algumas brincadeiras infantis como um tal de "garrafão". Era tapa para todo lado.
Mas, em determinado momento desta maravilhosa modernidade e evolução social, pessoas se sentindo ofendidas e, achando que esse comportamento era inadequado, fez gestar as palavras: bullying, estresse, depressão.
A partir daí, tudo ficou ofensivo e todos ficaram horrorizados com essas práticas. Destaca-se a hipocrisia do comportamento humano em detrimento a esses temas, como a mais pura qualidade do ser humano. Jornais, revistas, meios de comunicação. Denúncias das mais diversas saltaram ao alvorecer.
Bullyinólogos, estressólogos, depressólogos, mimissólogos. Todos empunhando uma bandeira contra essas ações, agora horrendas. Doentes gerando doença.
Que depressão, estresse, bullying podem levar a uma doença, tendo como resultado a morte, isso pode ocorrer. A exemplo, descobri a pouco tempo que o ovo, que também é um uma pequena parte, produto de amor dos galináceos, faz mal a saúde, parei de comer ovo, depois vi uma pesquisa na qual afirmava que o ovo faz bem, fiquei em dúvida, a dúvida gerou estresse, com medo de comer ou não, o ovo, se necessário ou não à minha saúde, fui parar no psicólogo, e após várias sessões, me encaminhou ao psiquiatra, que disse que eu estava depressivo, e me deu remédios. Graças a Deus, descobriram minha doença.
Falando em doença, que saudade de ouvir a simples palavra: "Virose, é só uma virose". Ou seja, toca o carro, se estragar a gente tenta consertar.
Hoje queremos ter um diagnóstico, um nome. Saímos felizes quando temos um nome de qualquer enfermidade. Eureka, #seiminhadoença.
E falando em eureka, descobriram a pouco que tem um vírus no Brasil desde novembro do ano passado. E que talvez, ele esteja há mais tempo aqui é há mais tempo ainda em outros países. Mas, aí veio alguém, o batizou e disse, você se chamará CORONA VIRUS, ou COVID-19, pronto, armou-se o caos.
Embora Deus no Velho Testamento condene a estultícia, a ignorância as vezes pode ser uma benção.
Pense e reflita.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Vontade, vaidade, ambição, loucura.
Quem nunca teve uma crise de Deus? Quem nunca quis que as coisas fossem diferentes de como elas são? Quem nunca acreditou ter a convicção e a razão das coisas? Será que é errado pensar ou agir assim?
Pois bem, em breve observação e para que possamos entender este pequeno ponto de vista que será demonstrado, peço que façamos uma analogia simples. Veja uma criança recém-nascida, ela é pura e frágil, totalmente dependente dos cuidados dos adultos que a cercam. E esses adultos, serão responsáveis por ensinar essa criança, sobre a vida, as dificuldades e facilidades que ela irá encontrar em sua jornada.
Ora, se pegarmos um recipiente vazio e limpo e, colocarmos coisas sujas dentro dele, o que acontecerá? Da mesma forma, se colocarmos coisas limpas e puras, o que acontecerá com esse recipiente? Assim somos nós, ou seja, somos produtos das mais variadas experiências, acumuladas no cotidiano, seja através da observação, da experiência prática ou até mesmo das influências recebidas por outras pessoas.
Em muitos casos, somos meros replicadores de ideias e conceitos, que já nos foram passados em tempo de outrora. Hoje, falta ao ser humano, uma maior capacidade de analisar os fatos sem ser movido pelas paixões. E é muito difícil, principalmente no campo comportamental, dissociar emoção e a razão, ou equilibrá-las.
Quando lá no título me reportei a “vontade”, falo da vontade de produzir, falo da vontade construtiva, da vontade em realizar algo em prol do bem-estar ou do bem comum. Mas, temos que tomar cuidado para que essa vontade, que é benéfica, não se transforme em ações e/ou sentimentos maléficos.
Tentarei ilustrar com um pequeno exemplo: Imaginemos que alguém ao assistir o noticiário, seja surpreendido com uma reportagem que traz pessoas passando por extrema necessidade, e aquela reportagem sensibiliza a ele. Em razão disso, ele começa a ter a vontade de poder fazer algo para aquelas pessoas, para amenizar o sofrimento delas.
Ele inicia em seus pensamentos, um plano de ação e, neste plano idealiza várias frentes de trabalho, seja uma campanha de arrecadação, um evento beneficente, uma doação, enfim. Até aqui, sua vontade em ajudar o próximo será com certeza salutar, benéfica e digna de louros e reconhecimento. Imaginemos o sucesso dessa ação.
Tendo as ações alcançado o seu objetivo e, com a demonstração do resultado positivo às outras pessoas, virão dessas os efusivos agradecimentos e elogios. E esses despontamentos positivos com certeza lhe farão bem e lhe trarão um conforto, mas, se esses elogios lhe “subirem a cabeça”, opa, problemas virão.
É possível que em decorrência desses problemas o doador comece a se achar como uma pessoa acima das demais, devido a sua ação de beneficência e, comece a acreditar que é o salvador da pátria, um ser iluminado que mesmo diante das dificuldades existentes, salvou pessoas em um momento de dificuldade, começa a ser escravo de suas ações e, a cegueira de seu comportamento o fará se fartar de vaidade. Essa vaidade fará com que esse ser não enxergue as ações de outras pessoas, ou se caso ocorram, sempre a sua ação será a mais necessária, a mais útil, e por que não a melhor. Torna-se um ser, caritativo por fora e para os outros, mas, escravo de si mesmo, torna-se dependente do brilho e dos aplausos e inicia uma busca frenética por reconhecimento.
Essa vaidade desmedida, se mistura com a ambição. Ambição, que apesar de dar frutos, podem serem estes oriundos de uma árvore ruim. Este ser começa a buscar formas para alimentar sua vaidade, entrega-se de corpo e alma, pois tal qual um vício, já não consegue viver mais sem os elogios, muitas vezes imerecidos, mas buscados a qualquer custo.
E as ações? Mesmo que pequenas, serão por ele exaltadas, como se essas fossem capazes de mudar o mundo em que vivemos. E quando se chega a esse ponto, podemos dizer que esse ser atingiu um certo grau de loucura.
Loucura essa que tem como remédio, os afagos, sorrisos e elogios de outras pessoas, fica esse ser dependente total do reconhecimento alheio. Acredito que já tenhamos conhecido alguém que fora acometido por esse “empoderamento” e não vive sem ele, em alguns casos é o famoso ser que “não larga o osso”, “não desocupa”, “não sai da cadeira”, ou seja, o tempo passou, e ele ficou preso nas alfaias das grandes virtudes pretéritas.
Um ser dominado pela vaidade, ambição e loucura, penso que facilmente possa ter crises de Deus, se achando superior as outras pessoas, acreditando que somente suas ações são as corretas e verdadeiras e, que o caminho a ser trilhado, deve ser traçado por ele, afinal ele é o norte iluminado.
Devemos ter cuidado sempre, e se possível, policiarmos nossas atitudes, revendo como as nossas ações estão ecoando em nosso ser interior. Temos que ter a lucidez de avaliar cada sentimento e saber qual devemos deixar florescer, e qual devemos tratar como erva daninha.
Concluo dizendo que somos seres alimentados pelas nossas próprias expectativas e ambições, elas de certa forma nos conduzem pelos diversos caminhos da vida. Lembrando que todos os dias colocamos algo em nosso recipiente e, prevalecerá o que de maior quantidade tiver. O ensinamento do Nazareno ao dizer que não se deve tocar trombetas diante de ti, nos é um ensinamento prático, ou seja, não é necessário que as ações sejam declamadas e cantadas em verso e prosa por si mesmo. Se busca reconhecimento, apenas trabalhe, e o faça em silêncio, não soe as trombetas, o reconhecimento virá de forma espontânea, natural ou até mesmo divina. Se não vier, não há problema, pois afinal, você estará trabalhando em prol de algo maior do que você mesmo e, sua recompensa certamente virá.
Quanto mais insegurança temos, mais possessividade criaremos.
O medo, a frustração, as decepções fazem parte de nosso dia a dia.
Sofremos com as perdas, e nos sentimos impotentes quando as nossas realizações não se completam.
Todas as frustrações sofridas e sentidas podem nos encarcerar em nós mesmos.
Ficamos mais retraídos, aprendemos a desconfiar mais e começamos a ficar preso nas coisas que possuímos, e conquistamos ao longo do tempo.
Temos medo de faxinar nossa casa interior, jogando fora o desnecessário.
Acumulamos, e não nos libertarmos.
Para as coisas materiais, usamos o valor do bem ou o valor "sentimental" como justificativa, para não ter que jogar fora aquele excesso.
Para as questões pessoais, nossa insegurança fará com que fiquemos presos a relacionamentos que há muito já se findou, não se libertando dele.
Quanto maior a insegurança, maior nossa fragilidade, maior os nossos medos.
Entenda que tudo tem um propósito e uma causa primária.
A relação causa e efeito, permeia nossa vida.
Assim, você pode escolher e fazer a roda da vida girar a seu favor. Ter uma atitude positiva ante as adversidades, vislumbrar a luz na escuridão, ter o poder de refletir de forma sábia e serena, confiar em seu julgo, são, acredito, os construtores de um ser mais seguro e positivo.
Entenda também que as vezes é necessário, para subir a montanha, deixar todo o excesso para trás.
É do topo que conseguimos admirar a paisagem.
O valor das pessoas e o valor que damos as pessoas são distintos.
Pessoas possuem valor.
E esse valor é dado por si mesmo e pelas outras pessoas.
Você se valoriza quando se mantém firme na busca do saber, do desenvolvimento pessoal, e na harmonização com os outros seres.
Você valoriza as pessoas, quando as respeita, auxilia, e as trata bem.
E esse valor, funciona como um processo de troca. Se você é educado e zeloso com as pessoas, elas tendem a serem educadas e zelosas com você. Essa reciprocidade não ocorre na mesma intensidade, pois cada ser humano encontra-se em diferentes estágios de saberes e de desenvolvimento.
Essa diferença, é que mostrará o seu real valor.
Quantos de nós conhecemos pessoas que nos trazem paz, conforto e alegria? Ora, são somente pessoas, mas, você as valoriza, você reconhece que essas pessoas têm algo especial e, que estão em um nível acima do seu.
Quantos de nós também nos sentimos superiores a determinadas pessoas de nosso cotidiano?
Sim, sentimo-nos superiores, pois sabemos aonde nos encontramos na escala evolutiva.
Poderão me dizer que o sábio seria cultivar a humildade a ponto de não transparecer superioridade. Mas, a superioridade é dada pelas pessoas através do reconhecimento a você. Agora, sendo você, reconhecido como uma pessoa de maior valor, você não pode também se rebaixar, fazendo deste reconhecimento, um motivo para ser arrogante, autoritário e vaidoso.
Seja sábio, sabedoria se adquire.
Valorize a si mesmo não sendo estulto.
O conhecimento fechará as portas da ignorância.
Seu valor, começa com o que você se dá em si mesmo, e termina ma vitrine da vida aonde outros seres avaliarão.
Paz e bem.
Amanhã será comemorado o dia das Mães.
Confesso, fico procurando palavras para tentar descrever a grandeza que representa a força de seu significado. Como não sou capaz de tal proeza, falarei dos filhos.
Será que somos bons filhos?
Será que somos gratos em plenitude àquela que nos criou?
Será que respeitamos a mulher que cuidou, amparou, educou, que sacrificou sua vida pessoal, que chorou, e por vezes se humilhou em prol de sua cria?
Será que somos bons filhos?
Quantos filhos trazem na pessoa da mãe uma "empregada" para satisfazer seus descuidos e desejos?
Quantos filhos perdidos em suas ações errôneas não percebem o mau e o sofrimento que causam às suas mães?
Quantos filhos, maldizem sua própria mãe, esquecendo que se ali estão é por também, sua graça.
Filhos, alguns, não são gratos, e poucos em plenitude.
Filhos buscam o cotidiano para justificar suas ausências.
Filhos buscam justificar suas faltas e suas falhas, dando pequenos mimos, visando tão somente, diminuir a culpa de suas ações.
Fico imaginando, se não houvesse um dia que comercial é, quando homenagearíamos a mãe? Seria somente em seu aniversário? Ou com prantos em seu leito de morte?
A mãe tudo sabe, tudo acompanha, a tudo sente e, as vezes nervosa, triste e decepcionada, chega até mesmo a excomungar sua prole, mas, são palavras saídas da boca e não do coração. Essa mesma mãe é capaz de sacrificar sua vida em defesa de sua cria, as vezes ingrata e imerecedora. Será que somos gratos o suficiente por esse sacrifício?
De acordo com a bíblia, Deus em sua infinita sabedoria, fez seu filho nascer do ventre de Maria. Isso, por si só mostra a sacralidade da mãe e o respeito que a ela devemos.
Reflitamos, será que somos bons filhos?
Eu, particularmente tenho minhas dúvidas.
As mães presentes e ausentes, só posso dizer muito obrigado e pedir desculpas por não termos ou estarmos sendo dignos de vossas bênçãos, mesmo as recebendo.
Reflitamos.
Feliz dia das Mães.
Inveja.
Nossas necessidades são aparentemente maiores do que as necessidades alheias.
Nossa vontade de querer sempre nos impulsiona para a busca de algo mais.
Nossa satisfação é em muitos casos efêmera e superficial. Vivemos a eterna luta da comparação. Ele tem a melhor casa, o melhor carro, tem mais dinheiro, aquele homem ou aquela mulher é mais bonita, enfim. Vivemos o dilema em cima do dito: A grama do jardim do vizinho, é sempre mais verde.
Ter necessidades e desejos é algo natural do ser humano, pois, chegamos ao estágio atual de desenvolvimento, superando as dificuldades existentes, e criando alternativas e produtos para vivermos melhor conosco e para com a sociedade que nos rodeia.
O que não podemos desenvolver em torno das necessidades que criamos é a maléfica inveja.
A inveja sempre nos colocará em situação de inferioridade em relação ao invejado. Ninguém inveja coisas ruins.
Ninguém quer desgraças para sua vida.
A inveja não carrega somente o desejo de ter, mas a frustração e a indignação pela pessoa que tem. A inveja faz com que o sentimento de inferioridade que se sente em relação a outra pessoa, faça o invejoso, nutrir sentimentos de raiva, desprezo e, em alguns casos, até ser capaz de lançar mentiras contra a pessoa invejada.
Veja que todas essas ações nos arrastam para um abismo sem fim. Temos que combater a inveja com esclarecimento e reflexão. Ora, se a pessoa tem algo, é porque ela conseguiu, simples assim. Se ela é mais bela, beleza é um conceito tão somente estético, mudando em razão da cultura e do tempo. Se ficarmos sofrendo com as conquistas alheias, jamais conquistaremos algo, ou se conquistarmos, nada nunca será bom.
A inveja impede de ver nosso próprio crescimento.
Todos nós somos grandes, cada um a sua maneira. Entendendo isso, vendo que através do esforço individual e do trabalho, seremos capazes de estarmos melhor e sermos melhor, não há porque querer estar no lugar de outro.
Nossos sucessos serão sempre medidos pelos passos que damos no caminho do progresso. E o caminho do fracasso começa na estagnação, na falta de vontade de aprender, de não viver uma vida satisfeita com o que se tem e com o que se conseguiu.
Reflita.
Paz e luz.
Massako. 🐢
Nosso comportamento determina nossas experiências.
Se sou uma pessoa irascível, insensata, tudo a minha volta, tomará este tom.
É impossível querermos que o ambiente em que vivemos seja de paz e harmonia, se estivermos cheios de negatividade e mau humor.
Se quero e busco experiências positivas, tenho que trabalhar nesse sentido. Tenho que mudar meu comportamento, tornando ele mais altivo e sereno.
As vezes ficamos presos aos rótulos que criamos para nós mesmos. Se quero fazer algo ou me tornar alguém diferente, tenho que agir diferente. As mudanças, como sabem, estão em nós, e não conseguiremos mudar se não abrirmos a jaula dos rótulos cultivados e imputados a nós.
Não há problema em mudar. Posso hoje gostar e ser reconhecido por algo que eu faço e, amanhã, mudar totalmente o rumo de minha vida. Afinal, a vida é minha.
Imaginem ficar sofrendo por conquistas realizadas no passado, impossíveis de serem reproduzidas hoje. Tal ação gerará sofrimento e muita frustração.
Não tenha medo da mudança, antes, seja feliz com a mudança que propõe em sua vida. Aceite, fique em paz com seu ser.
Se faz algo que lhe incomoda e que você já não suporta mais, se já sente incômodo ao rótulo que lhe é imposto, acredito, seja a hora da mudança.
Reflita.
Li uma frase que achei interessante. :" Se hoje houver tempestade, vou lembrar que ela servirá para limpar o ar que respiro".
Nossa vida sempre será repleta de tempestades. Passamos por problemas que parecem não ter fim. Mas, a cada obstáculo vencido, a cada conquista realizada, nos tornamos pessoas mais aptas e mais sábias. As tempestades vem e vão, e quão bom é após a tormenta. A paz que reina, sabemos, não será infinita, antes, apenas um breve intervalo para a próxima tempestade que se aproximará.
A vida têm essas nuances, a vida traz seus altos e baixos, por isso devemos aprender a andar com a devida cautela sob a chuva que cai.
Essas tempestades podem nos trazer infelicidades, nos deixar doentes, sem dinheiro, pode nos afogar em sofrimento.
Com um pensamento positivo ante a essas dificuldades, pensamos que após a tempestade, ficaremos satisfeitos quando essas dificuldades passarem. Mas, isso é falso, pois assim que paramos de sofrer por uma coisa, passamos a querer sofrer por outra.
Somos repletos de desejos e muitos destes trazem uma alegria efêmera. Por isso, acredito, que vivemos de tempestades após tempestades.
Tenhamos a consciência de que elas sempre estarão em nossa vida, que as tempestades, fazem parte de nosso crescimento, e que após a tormenta, além do ar que se limpa, pode haver o vislumbre do arco-íris.
As limitações que criamos dentro de nós dificulta a nossa capacidade de viver.
Ao acharmos que precisamos mais do que temos e mais do que somos, começamos a fazer comparações com outras pessoas nos colocando em situação de inferioridade.
Comparamos e desejamos além de nossas próprias limitações.
Essa comparação e esse desejo nos leva ao fracasso e, ao fracassarmos deixamos de receber e obter tudo o que a vida poderia nos agraciar dentro de sua própria realidade.
Nossas limitações e dificuldades estão em nós mesmos.
Superar essa estagnação entendendo que a vivência dentro de nossa capacidade e limitação nos tornará mais felizes não é tarefa fácil.
Mas, é uma tarefa, um exercício a ser praticado diuturnamente e que pode ser começado sendo grato pelas coisas que possui.
Para que suas experiências lhe leve ao crescimento, necessário é que a compreendamos como elas aconteceram.
Todo dia, uma nova experiência.
Viva o presente, aceite ele como é.
Não deixe sua mente flutuar nas comparações e divagações infrutíferas e sonhadoras.
Reflita.
Paz e luz.
A minha verdade ou a sua verdade.
Temos conceitos, ideias, opiniões, acerca de quase tudo.
Discutimos assuntos no qual muitas das vezes o que predomina é o conhecimento raso. E o pior, é que muitas vezes temos nossos conceitos como verdade absoluta.
É como uma discussão entre um ateu e um crente. Apesar dos argumentos de ambos os lados, nenhum deles aceitará o posicionamento do outro.
Ou seja, estão presos em seus próprios conceitos e não querem ver as mudanças e nem aceitá-las.
Aprender a ouvir, ler e pesquisar são formas de aumentar o conhecimento.
Quanto mais conhecimento, maior sua disposição em compreender as coisas e os fatos.
Assim, procure o conhecimento e quem sabe encontrará a sabedoria.
Quando as nossas crenças são ou estão abaladas isso é um alerta. E o fortalecimento delas está na busca do conhecimento e da reflexão.
Aceite, ouça, estude, analise, deseje o saber e silenciosamente compreenda.
Fomos nos habituando, de tal modo que passamos a pactuar com a tragédia, aceitando-a como cotidiano. Me espanta essa capacidade de acomodação da mentalidade, sua adaptação ao horror. Acredito que a gente possua um componente de perversidade que nos leva a encarar como normal esse pavor, a desejá-lo, às vezes, desde que não nos toque.
No nosso cotidiano existem batalhas que atravessam nosso caminho,independente de nossas escolhas ou não,não pense que é para lhe fazer sofrer ou por merecer,pense então que é para lhe fazer crescer,é uma prova que vencerá dependendo do seu desempenho,não fique triste se seu desempenho não foi como esperava ou não foi útil,pense que foi ganho de experiência,pois cada erro ,cada decepção ,cada sofrimento...é lição a ser aprendida na vida,continue seguindo em frente não deixe se desestimular tudo faz parte,futuramente você vai olhar para trás e ver o tanto que caminhou,lutou e venceu.
❝ ... em meio a correria do nosso cotidiano ... afazeres ... trabalhos ... esta rotina das nossas obrigações ... que seus olhos possam ter a calma de observar ... sentir ... e agradecer pelas pequenas delicadezas de carinho que surgem a todos os momentos ... detalhes lindos que amizades sinceras nos trazem ... gestos de muitas sensibilidades que tocam os nossos corações ... ❞
° ೋ ♡ ೋ ° A gente tenta apressar as coisas , o cotidiano nos faz querer a urgência de tudo , por muitas vezes achamos que os nossos problemas são maiores que os problemas dos outros ... porém é preciso ter serenidade, exercitar a fé e confiar , o tempo que Deus prepara para cada vitória é o que precisamos para aprender e evoluir diante das dificuldades ... é o tempo que precisamos para a humildade e a gratidão serem sentimentos verdadeiros em cada um de nós ! ° ೋ ♡ ೋ °
