Cronicas de Marta Medeiros Felicidade
THE UNFORGIVEN
a melodia é titânica e incinera
reverbera, pois é Metallica
e não importa a que ouvidos chegue
"o que eu senti, o que eu soube"
o que eu sei e saberei
não cabe em mim, nem nunca coube
foi profundo, atingiu e atinge fundo
eles dedicaram sua vidas
para conceber tal melodia
e agradar a todos, e a cada um
em cada noite, a cada dia
o que eu diria?
o imperdoável
é não apreciar
inquestionável melodia
NEM TÃO INCOMUM
meu senso não é comum
pois o comum destoa
deste incomum que sou
dos incertos pensamentos
tal qual dos sentimentos
todavia
nem tão incomum eu sou
se assim eu fosse
seria o que queria
e escreveria
o mais belo soneto
a mais linda poesia
“a folha branca
pede-lhe a inspiração:
mas, frouxa e manca,
a pena não acode ao gesto seu”
assim bem disse, e quis
um espanto de Assis
não o santo, mas o poeta
CONCRETO
sinto na pele
o toque
frio
tenaz
concreto
meu corpo sucumbe
mas não o coração, que sem noção insiste
tampouco a mente, que brava mente resiste
na sensação de um tempo estagnado
não mais suporto esta pressão
que só aumenta e atormenta
tempo, por que não passa?
venha logo e me leve deste inferno
por que esta eternidade?
será esta sua última maldade?
ah, não mais importa
pois agora eu realizo
meu iminente e certo fim
neste eminente instante
que, de agora em diante, será eterno, constante
minha mente inebria-se
e se entrega ao coração
que pulsa lentamente
e mantém a mente tão lenta quanto vazia
solto meu último suspiro
e, assim, não mais respiro
esmagado, morro sozinho
sob o peso do concreto
quisera eu não houvesse peso
quisera eu fosse abstrato
ONE SMALL STEP FOR MAN
uma bota e a notável marca
marca fundo a humanidade
pr'além deste pequeno mundo
pra outra realidade
pisa em solo macio cinzento
e aprofunda o conhecimento
no silêncio de tal momento
nasce um grande sentimento
ao vento que não existe
deixa sulcos na história
mas a glória é questionada
e faz do grande um grande nada
ao descrente da vitória
a conquista é ilusória
e a chegada daquele homem
é como história de lobisomem
UMA AUTOANÁLISE PSEUDOPOÉTICA
é de se concluir, pseudopoeta
que és um ignorante convincente
és iniciante numa arte em ti inexistente
o sonho diletante é de ti assim distante
no importante divagar, és inteiro devagar
e, de tanta divagação, vago sempre estás
não dominas a arte que te abomina
quando esvai por entre toscos dedos
os segredos da alma feminina
POEMA SAR(CÁUSTICO)
ah, essa vida
bandida confusa
matreira e atrevida
quase sempre obtusa
me joga num vaso
daqueles sem flores
e revela o descaso
imerso em odores
sem terra, nem chão
afundo em meu mundo
sugado no vão
do seguinte segundo
eis a descarga
que a vida me deu
tão triste e amarga
assim me fo…
SENTIMENTO OSCILATÓRIO
O sentimento é oscilatório
deveras mutante
fúlgido que cega
por vezes dissonante
mas nunca peremptório
É onda que não traz brisa
da qual pouco se aproveita
Pérfido vai e vem
embaralha a mente estreita
e nela catalisa
É volúvel, mas não volátil
Sucumbe, posto que frágil
Exorta o que não presta
Não importa se molesta
E faz de nós
algozes de nós mesmos
ESCURIDÃO
Perdido na escuridão da minha própria mente
perambulo entre meus infinitos pensamentos.
Nada vejo e nada ouço, mas sinto a presença.
E assim vagueio, desprovido de sofrimento.
Mesmo que inerte em tal febril momento
anseio um alento para esta travessia.
Em vão, procuro sua cálida alegria.
Sequer uma centelha de esperança.
Nada alcança ou acalma esta alma.
Caminho sem destino certo
e desconheço se está perto.
Tudo parece assim distante
e ainda foge num instante.
As palavras se consomem.
Os versos somem.
Chego, enfim
a este fim.
TERRAPLANISTAS
eles têm um plano
tão plano como a mente
que perdeu a curvatura
planificar a pobre Terra
e enterrar a nossa esfera
eliminar o meridiano
e soterrar o paralelo
mas haja paciência!
depois do cogumelo
acabar com a ciência?
cadê o fundamento?
não existe coerência
e falta embasamento
é triste ver o sapiens
voltar ao neandertal
parecem todos aliens
em meio ao carnaval
CLARO QUE SÃO LOUCOS
- Albumina, é claro!
- É clara.
- Claro que é.
- Não, é clara... feminino.
- Sim... claro!
- Clara, caramba!
- Quem é Clara?
- Que Clara?
- Você falou várias vezes.
- Do ovo.
- Que ovo?
- A clara do ovo.
- Mas não tem nenhum ovo aqui.
- Claro que não, só a albumina.
- E cadê a albumina?
- Lá em cima.
- Em cima de onde?
- Na primeira linha.
- Mas lá não tem albumina.
- Do diálogo, Zé Mané!
- Ah, claro!
- Clara, meu! Não existe claro do ovo.
- Claro que não!
- Poxa, finalmente concordamos!
- Claro que sim!
- Ih, de novo não.
O PRECONCEITO
é superficial
é periférico
é frágil e visual
é aquele que por primeiro aparece
é a PELE que recobre o corpo
e que, pela morte, apodrece
O CONCEITO
é profundo
é o núcleo
é forte e fecundo
é aquele que por último aparece
é o OSSO que sustenta o corpo
e que, pela morte, permanece
MAR BRAVIO
Ondas bravas vem, ondas débeis vão
O velho pescador, Joaquim e seu irmão
Navegando o velho barco pesqueiro
Enfrentam a fúria de um mar traiçoeiro
Jovens que nunca navegaram
Ancorados ao avô que sempre amaram
Protetor, o velho os acolhe
Mas teme, pois sabe, o mar é quem escolhe
Enfurecidas águas castigam forte
Três vidas que vislumbram possível morte
A esperança recai na modesta embarcação
Que essa cumpra sua perene vocação
Sem descanso, o barco sobe e desce
Passando mal, Joaquim empalidece
Seu avô, segurando no timão
Guia o barco, atravessando o furacão
Não há alento nesse mar tão arredio
Três vidas que seguem por um fio
Nas mãos do velho pende o futuro
Para os jovens o fim é prematuro
Ondas fortes fustigam ferozmente
Resta apenas torcer, infelizmente
Para os jovens o medo é muito forte
Para o velho o medo é seu norte
O casco suporta a grande fúria
Resiliente, não aceita vil injúria
Aderna, mas segue flutuando
Navega, não se sabe até quando
O pânico dos jovens só aumenta
Parece não ter fim atroz tormenta
O desespero parece dominar
O que fazer, a não ser acreditar?
De repente, a tormenta desvanece
Para os três, a esperança resplandece
A vida desta vez se compadece
Noutra vez, quiçá, desaparece
O PAÍS QUE EU QUERO.
O Brasil que eu espero
é um Brasil de esperança
sem o choro da criança
e do amigo sincero
o país que tanto quero
tem que ter honestidade
tem que ter felicidade
quero um Brasil desse jeito
não precisa ser perfeito
mas que seja de verdade.
Quero um país sem maldade
que não tenha preconceito
que o valor do meu direito
não me sirva só a metade
quero ter a liberdade
ser feliz no meu espaço
dividir cada pedaço
sem ter distinção de cor
quero um Brasil do amor
do respeito e do abraço.
Pra que tanto!
Tanta gente brigando por dinheiro
roubando e matando o inocente
o esperto que se acha competente
é capaz de enganar o companheiro
já não se sabe o que é falso ou verdadeiro
ou pelo menos agradecer a quem merece
tantos favores que na vida a gente esquece
e não se esforça pra mudar esse conceito
pra que tanto orgulho e preconceito
se o destino final você conhece.
De que adianta se o carro é importado
e a casa mais parece um castelo
pra que tiras de ouro no chinelo
e a roupa de um estilista renomado
são poucos os que olham pro passado
e os que erguem as mãos e agradece
só a palavra de Deus te fortalece
e não existe ninguém assim perfeito
pra quê tanto orgulho e preconceito
se o destino final você conhece.
Porque tratar tal mal o semelhante
pra Jesus não existe diferença
pouco importa, sua raça, sua crença
só o amor no coração é importante
a traição é uma dor tão degradante
mas um sorriso espontâneo enriquece
é ofertando a quem nos oferece
que assim a nossa vida terá jeito
pra quê tanto orgulho e preconceito
se o destino final você conhece.
Não sei porque alguém entorta a cara
quando cruza na rua com outro alguém
não enxergo diferença em seu ninguém
mas o respeito está virando coisa rara
a falsidade é um mal que nunca sara
e a amizade se desfeita entristece
o que custa uma mão pra quem padece
e muitas vezes a razão não faz efeito
pra quê tanto orgulho e preconceito
se o destino final você conhece.
Porque achar que tem um rei na barriga
e não olhar para o próximo com ternura
pois tão igual Deus criou a criatura
mas é difícil alguém ouvir uma voz amiga
o desrespeito, a discórdia e a intriga
no coração é algo que não aquece
peça baixinho que Jesus lhe estabelece
porque na vida todo mundo tem direito
pra quê tanto orgulho e preconceito
se o destino final você conhece.
- Cristão: Você precisa de Jesus para ir para o céu. Sem ele você não tem salvação!
- Pagão: Não quero ir pro seu céu. Por que eu precisaria de salvação, se não estou
perdido?
- Cristão: Sem salvação você irá para o inferno. Onde passará sua eternidade sem
Deus; em sofrimento perpétuo.
- Pagão: Então, ou eu aceito o teu céu ou vou para o inferno? Você se esquece que
existem muitos caminhos na vida, e o universo é muito grande; Talvez existam muitos
universos por aí. Muitos mundos habitados.
- Cristão: Mas a Bíblia só fala do céu e inferno. Não há mais que dois caminhos, o
da salvação ou o da perdição.
- Pagão: A Bíblia deveria ser um livro que fala sobre tudo no mundo? Sobre tudo no
universo? Um mapa talvez indique vários caminhos e trajetos, mas a Bíblia é apenas um
guia de rota. Lamento, Não estamos atrás do mesmo destino.
- Cristão: Você só pode ir por dois caminhos na vida. Não existe mais opção, e além
do mais, os idólatras são como feiticeiros aos olhos do Senhor. E não alcançaram a
salvação.
- Pagão: Me condena à um destino de sofrimento e castigo por ser livre? E porque
sou livre me ata em cadeias. Não tenho nada contra seu deus, nem contra você. Apenas
deixe-me seguir em paz na minha caminhada pela terra.
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CORDEL DE NOVELAS.
Belíssima. Despedida de solteiro
A próxima vítima. O rei do gado
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Sassaricando. O bem amado
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A sucessora. Vereda tropical
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Corpo a corpo. Direito de amar
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Pedra sobre pedra. O casarão
Terra Nostra. O mapa da mina
Dancin Days. A próxima atração
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Feijão maravilha. Gina
A gata comeu. Marron glacê
Anjo mau. Gente fina
Tiêta. Voltei pra você
Roda de fogo. Bambolê
Laços de família. Esplendor
Começar de novo. Renascer
Amor eterno amor.
Mandala. Vila Madalena
Torre de babel. Escalada
Deus nos acuda. Helena
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Eu prometo. A viagem
Viver a vida. Um sonho a mais
Vida nova. Irmãos coragem
A sombra dos laranjais.
América. Pátria minha
Paraíso. Tropicaliente
Gabriela. A Moreninha
Por amor. A vida da gente
Chega mais. Cama de gato
Beleza pura. Felicidade
Mico preto. Bicho do mato
O dono do mundo. Celebridade
Um anjo que caiu do céu
Fina estampa. Sete pecados
Dona Xepa. Barriga de aluguel
De corpo e alma. Coração alado
Baila comigo. Estúpido cupido
O amor é nosso. Passione
O noviço. O homem proibido
Tempos modernos. O clone
Quatro por quatro. Locomotivas
Louco amor. Pecado rasgado
Como uma onda. Água viva
Sol de verão. Corpo dourado.
Sinhá moça. Meu bem querer
Perigosas peruas. Vira lata
Senhora do destino. Quem é você
Zazá. Rainha da sucata
Fogo sobre terra. Bang bang
Porto dos milagres. Araguaia
Jogo da vida. Pacto de sangue
Era uma vez. Saramandaia.
De quina pra lua. Brilhante
Marina. Meu bem meu mal
Pai herói. Coração de estudante
Cubanacan. Paraíso tropical
Sinhazinha flô. Desejo proibido
O primeiro amor. Hipertensão
Partido alto. Sétimo sentido
Vale tudo. Insensato coração.
O outro. Anjo de mim
Morde e assopra. Padre Tião
Pé na jaca. terras do sem fim
Meu pedacinho de chão.
O cravo e a Rosa. Duas vidas
Te contei. Que Rei sou eu
O semiDeus. Fera ferida
As três irmãs. Sonho meu.
Poema: A figura
Um homem... Só é um homem.
Quando exibe sua sensibilidade austera.
Masculinidade...
Um homem... Só é homem.
Se souber viajar no templo de uma mulher.
Olhar,
Fisgar o seu tempo.
Segurar os ponteiros do relógio.
Olhar...
É sempre o olhar.
O olhar pode ser espaçado,
Enviesado. Mas é o olhar.
Mas o olhar enfrentado!
Há de ser insinuado,
E Jamais lhe será escapado.
O homem... Só é homem.
Quando souber viajar no templo de uma mulher.
E o olhar é sempre o olhar...
Sempre tem o desejo de mergulhar...
E ah! se não fosse o teu olhar.
Um homem...
Só é um homem,
Quando bebe na fonte,
Toda sua liberdade.
Soneto da beleza
Avistando a terra com a lupa.
Vênus o planeta mais brilhante.
Vai fazendo sua passagem...
Vai olhando enviesado.
Um quadro vai-se pintando.
A Lua em tom acinzentado
Um corpo vai abraçando.
Um calor vai-se aproximando.
Vai encostando-se à Lua.
Vai brincando de ser duas...
Vai assim acariciando.
Vai brilhando...
Vai chegando e cochichando.
Ohhhh Lua... Só estou te bajulando.
Soneto do ser
Ter fé...
Se regenerar a cada dia.
Amar a vida.
Fazer sacrifícios.
Agradecer pela fartura necessária.
Realizar sonhos.
Falar com os anjos.
Reverenciar Deus.
Cultura ancestral.
Deixar-se no templo.
Buscar a paz.
Tomar vinho.
Comer o pão sagrado.
Perdoar...
Amar...Viver.
Conhecer a sabedoria dos anjos.
Proteger-se.
Refletindo sobre a vida...
Descrevo a vida como uma escola, onde o tempo é seu mestre, as disciplinas são os acontecimentos, e como ocorre em toda trajetória escolar, cada disciplina tem um significado diferente para nós e de todas temos que passar por provas, algumas mais difíceis, outras maçantes, outras que são "água" e algumas que nos fazem, até mesmo, perder e repetir de ano. Somos matriculados por Deus, nessa escola, na qual só ele sabe as matérias que o tempo vai nos fazer passar. Nela conhecemos pessoas, criamos laços, nos apegamos, com algumas não nos identificamos tanto, outras compartilhamos todos os nossos momentos...aí de repente, vem a formatura de alguns "alunos" fazendo com que estes, deixem essa escola!! ahhh como isso nos faz sentir dor, saudades(algumas das disciplinas mais duras da vida)...aí vem o mestre(tempo) que nos faz lembrar de cada "aluno" que nos marcou de verdade e é assim
que vamos estudando para cada prova dessa... A alegria também é ensinada pelo tempo, essa talvez seja a matéria mas água com açúcar dessa escola! A trajetória que cada um vai passar nessa escola, só cabe ao pai que nos matriculou e a forma que cada um vai conduzir, cabe a cada aluno... A nós alunos ainda e simples mortais cabe, acreditar em Deus, pois como nosso pai, não foi a toa que ele nos matriculou e no tempo, pois sendo um mestre, ele saberá nos ensinar a passar por todas as dificuldades trazidas em cada disciplina...e assim vamos regidos todos pela disciplina que aprendemos e nunca podemos esquecer seus princípios básicos, essa se chama Fé!
