Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado
Ela vive dentro de mim. Ela entende meus problemas e quando estou perto dela, soluções são tão fáceis e ao mesmo tempo, tão bestas que sinto até ódio de não ter pensado nelas antes.
Ela anda de forma tão suave, que chega quase a deslizar pelo chão. Quando sorri, o mundo todo para para enfim poder ver um brilho mais forte que o sol. E quando sua voz sai de sua boca, o céu se abre, os pássaros sorriem, as estrelas se juntam e eu me encanto...
Ela mexe comigo. Não há como negar. Como se saísse do mar apenas para me conquistar, ela entrou na minha vida e nunca mais quero que saia. Pequena sereia, cante e me encante mais uma vez. Arrasta-me com sua voz para teus lábios e me prenda neles tão forte que não consiga nem mesmo respirar direito.
Pequena sereia, pequena joia rara.
Musa, flor do deserto.
Mulher, anjo.
Tudo
para
mim...
Muitas vezes me bate uma saudade dos velhos
amigos de infância, da minha terra, da minha
antiga vida. Saudades da inocência e da
esperança, saudade dos amores de infância,
saudade de sair correndo e gritando "quem
chegar por último é a mulher do padre!.". A
gente cresce e descobre que pega pega não é só
pega pega. Descobrimos que brincar também
dói, dói quando as pessoas brincam com nossos
sentimentos. Descobrimos que o mau não está
na cara de mau. Descobrimos que ser criança
era muito mais fácil. Descobrimos que crescer é
descobrir a vida e crescer é ver realmente que a
vida não é justa e que vemos humanos, mas não
humanidade. Num mundo onde presam pela
verdade, é tão descriminador ser você mesmo.
Quem me dera ser novamente criança.
Ao Meu Sempre Melhor Amigo!
Sabe aquelas fotos?
Elas te denunciam...
Tudo de bom que você sabe ser,
Tudo de negativo que você faz...
Porque você resolveu dessa forma,
Ser assim? Imagino que não sabe?
Acho que nem imagina...
O mal, a dor, o sentimento,
Que deixa em mim!
Queria às vezes envolver você,
Num abraço apenas,
Sem nada mais te dizer,
Pois das palavras já cansei,
Hoje o que me resta é desejar,
Tudo de bom e certo pra você,
È pedir aos anjos que te ilumine,
E que sua estrela logo brilhe,
Saia deste mundo que,
Você finge viver,
Mas que apenas te agride...
Que não mais você se irrite,
Com aquelas verdades que te conto,
E que absorva minhas palavras,
Não porque sou um sábio...
Ao contrário,
Até mesmo de sofista você,
Já me intitulou,
Mas por que eu te amo...
Daquele amor puro e terno,
Constante e eterno.
Amor, que mesmo estando longe,
Não nos separou.
sobre a música...
"Nos meus sonhos vejo a música como algo divíno, mas sempre que acordo vejo a musica em lugares sujos e de forma 'demoníacamente' angelical, isso de algum modo me acalma, pois percebo com o medo que estou vivo. Por isso quando componho, não componho para alguém (mesmo quando parece ser para alguem), componho para 'algo', esse 'algo' que às vezes nem eu entendo, que às vezes me dá medo de viver, que as vezes me conforta no sofrimento, que me entende quando fujo das teorias. Esse 'algo' nunca me cobra a perfeição, longe disso, só me cobra a essência da música para se sentir mais forte(e quando busco essa essência me sinto vivo e forte também), e quando me sinto mal, esse 'algo', me conforta com a mesma coisa que eu confortei-o quando tudo ao seu redor era dor, a música, louco ou não esse sou EU...
Quase me enganei totalmente...
No início era azul. Fiquei tão empolgado que não pude perceber a mancha cinza que havia por trás desse céu.
Quase me enganei totalmente...
Mas logo começaram a aparecer raios e trovões dando sinal de que viria uma tempestade.
Quase me enganei totalmente...
E por um lapso de sanidade pude iniciar uma observação mais profunda e imparcial desse "azul-cinzento".
Quase me enganei totalmente...
E finalmente comprovei, analisando pequenos gestos e alguns detalhes, que você, não passa de uma FARSA!
Somente o tempo para curar.
Tudo tem passado tão rápido que não consigo nem lembrar nossos momentos.
Esperava mais de mim; mais esperar o que de quem não pode mais aguardar por nada.
E ser muito rápido para um sentimento tão nobre e belo seria e é hipócrita de mais.
Então melhor é solidão. Esperar a felicidade alheia.
Te amo e espero que ame sempre e que as dores sejam bençãos de aprendizagem.
Torço por voce e fique bem. Como as estrelas, a lua e o sol estão nos seus devidos lugares.
Em um sopro tudo se apaga
Mesmo que algo reacenda
Meu sofrimento permanecerá oculto
Bem longe do seu olhar bondoso
Onde sempre existe algo incomodando
A perfeita harmonia de seu julgamento
Não há tempo de compartilhar
O que ninguém quer olhar
No encontro de uma Constante - Sofrimento oculto
Poderia lhe comparar com cada maravilha do mundo
E lhe exaltar o máximo possível
Não que fosse mentir
No entanto você é única, e por isso
Apenas posso comparar sua importância
À vontade que tenho de ser importante para ti
De tudo que poderia lhe dizer
Apenas lhe deixo meu olhar
Meu silêncio com meus sentimentos
Não que seja desperdício lhe falar
Apenas quero lhe dar um momento
E não palavras
No encontro de uma Constante - Poderia
Se tudo tiver que acabar
Se o motivo é o orgulho
Se sua felicidade depende tanto de mantê-lo
Então não me aproximarei
Cortarei a noite em silêncio
Procurando um caminho
Não para casa, mas algum lugar, onde minha culpa
Seja um pouco mais inocente
E meu orgulho será saber
Que apesar de todos os muros
Eu lutei, enquanto acreditei
E mesmo acreditando
O melhor é partir
Porque há coisas que o orgulho
Impede de reconstruir
No encontro de uma Constante - Orgulho
Há tantos medos
Tanto amor em acreditar
Que tudo pode mudar
Que o agora de hoje é diferente do de ontem
Sempre vi em seu olhar
O desejo de fé
De querer ir além
Mesmo que não saiba da importância
De todas as verdades
Agora o que importa é isso
Não trair a mim
E deixá-la partir
No encontro de uma Constante - Agora
Existe um sentimento que me faz falta
Aquele de cuidar mais de mim
De dançar na minha própria festa
De fazer diferença em todos os meus momentos
Sempre espero em vão que alguém vá entender
Ter um pouco de compreensão
Que esse desejo ainda machuca, mas não contém dor
Não vou traduzir esses momentos
É tão claro, tão calmo
Que não quero apressar
Apenas vou embora
Essa dor já não me machuca
No encontro de uma Constante - Vontade sem desejo
O Cinema Silencioso
de Sylvio Panza
Na época do cinema mudo e preto e branco os diretores e atores, assim como todos os envolvidos na produção de um filme, tinham que superar estas deficiências técnicas para conseguir transmitir emoções ao público.
Sem tecnologia para captar as vozes dos atores e os sons do ambiente, muito menos sincronizar uma dublagem, as filmagens recorriam ao uso de legendas que se tornaram marca registrada daquela época. Algumas salas colocavam um pianista para, conforme a sua habilidade, sincronizar melodias e sons ao andamento da história.
As maquiagens e figurinos também tinham que considerar os tons de cinza, o preto e o branco no resultado final das filmagens. Já os atores precisavam atuar como mímicos, o que tornava ainda mais complexa a arte de contracenar. As sequências dos roteiros, por sua vez, tinham a missão de cadenciar o ritmo da história para não deixá-la monótona e manter o interesse da plateia.
É verdade que exisitiam, como era de se esperar com tantas dificuldades, filmes de péssima qualidade também naquela época. Mas grandes obras primas foram produzidas e são referências até os dias de hoje.
Os grandes atores e filmes desta época do cinema em preto e branco podem nos inspirar, em qualquer área de atuação, na tentativa de aproveitarmos toda a tecnologia que dispomos com os mesmos cuidados, técnicas, arte e garra daqueles que não dispunham de tantos recursos e criavam obras maravilhosas.
No encontro de uma Constante - Suma com as perguntas (trecho)
Quando eu te vejo
Todas aquelas respostas
Permanecem sem perguntas.
E quando a escuridão pousar em você
Sinta que estarei por perto
Mesmo não sendo o ideal
Serei a chuva que eliminará sua dor
A parte imperfeita que
Completará o quebra-cabeça
Que alguém ainda irá criar.
Desde o início
Planejávamos o final
Desde o início eu era uma resposta à deriva
Esperando que uma pergunta sua me completasse.
No encontro de uma Constante - Apenas eu olhando (trecho)
O início, um doce início
Onde queria apenas olhar para você
Ficando iludindo, não vendo nada
Nada além de um brilho que nunca foi seu
Não há mais dúvidas
De alguma forma é preciso ficar preso
Preso para não ir
Pois não há mais liberdade no seu mundo
No encontro de uma Constante - Apenas obrigado (trecho)
Apenas obrigado, é apenas isso que preciso ouvir
Saber que fiz algo certo
E quando ouço, é quando percebo
Vejo que há para onde fugir
Fugir para um lugar onde há uma realidade
Fatos que sejam melhores que minha imaginação
E mais real que o momento de agora
Não sei
Não lembro
Mas obrigado
Obrigado por fazer mais do que imagina
No encontro de uma Constante - O propósito disso tudo (trecho)
Pergunto-me, se você se pergunta
Mesmo elaborando respostas
Nunca irão ter suas perguntas
Não há acaso, nunca houve
Aquele dia à tarde foi uma brincadeira do destino
Em unir o que não pode ser unido
Quando me falou, que não sabia o porquê de estar ali
Eu logo soube que era uma brincadeira do destino.
No encontro de uma Constante - Eu te vejo (trecho)
Belo como a música que nos une
É seu bom dia, em palavras que posso escutar a melodia
Criando em mim sentimentos que não posso lhe contar
Digo frases soltas que juntas seria minha declaração de amor
Eu te vejo mais que posso imaginar, em cada detalhe
Mas meus olhos não podiam distinguir
O que você realmente sentia
E não há reação onde não há ação
Sem lembrar-se da primeira vez que te amei
E da ultima que lhe deixei
Eu vejo, que você nunca verá
Ou não quis ver
Que era tudo além
Que qualquer um queria imaginar
No encontro de uma Constante - Disposição
Isso é apenas o que é
Não tem como ser aquilo que imaginou que seria
Quando todo esse complexo se torna simples
Foi por causa de um passo de disposição.
E isso é apenas o que é
Não é apenas por imaginar
Muitas vezes é uma situação de disposição
De seguir a própria vontade sem esperar que ela tenha vontade.
E não preciso me declarar
Apenas gosto de sair melhor de que quando cheguei
Não sei quais sentimentos se vão
Apenas gosto desses que você me trouxe.
E isso é apenas o que é
Um pedacinho de momentos da vida
Com disposição para serem eternas
E nunca são pedaços regulares
Nunca dá para saber se será como o imaginado
E é tão simples como acordar e existir.
(trecho)
No encontro de uma Constante - Mais lembranças
Não há para onde ir quando tudo isso acabar
Dependendo do meu elo fraco
Entrelaçando dentre tantas possibilidades
Estou cada vez mais preso
Nessas lembranças, em uma situação sem fuga.
E se algum dia eu entender o que aconteceu
Não saberei se fará diferença
Pois tudo já acabou
Todo o sentimento se foi
Só fica a vontade de ter mais lembranças
Das quais possa lembrar sem chorar.
Tantas possibilidades e destruí-las por quê?
Por que procurar uma situação sem fuga?
Permanecer parado vendo o mundo girar
Vendo você indo para longe
Sem ter vontade de impedir.
Mais lembranças
Que mostram que fiz certo em fugir.
(trecho)
No encontro de uma Constante - Voz do silêncio
Eu sei tudo isso que estou contando
Porque no fim
Meu coração apenas escuta o silêncio
Todo aquele silêncio
E isso me perturba.
Feche os olhos, veja com o coração
A voz do silêncio
E diz toda a verdade
Sem que a verdade seja a mentira
E que a mentira não seja o abismo
Que separe todas nossas emoções.
Que meu desejo
Não se desespere
Nem se separe
Das palavras que tornou verdade
Essa ponte no abismo
Antes que o silêncio possa dizer
Quero falar
Porque algo precisa ser dito
Mesmo que tudo esteja claro.
(trecho)
