Crônicas de Amor
Cortaram minhas asas...
Eu era livre, sonhadora, romântica
e me apaixonei...
Achei que era amor
Mas era ilusão...
Não queria acreditar
Insisti, aceitei migalhas...
Fiquei, me tornei mãe...
Achei que agora ele
Fosse me amar...
Mas ele cortou minhas asas
e me prendeu
Junto com meus dois passarinhos
E eu fiquei lá pressa por eles
cuidei, amei me sacrifiquei...
Tentei reagir muitas vezes
e me libertar
Mas era agredida
fui ficando cada
vez mas fraca e
mesentindo incapaz
Perdi minha identidade
Foram anos assim...
Mas mesmo pressa
no sofrimento na dor
Não deixei de cantar
Meu louvor chegou a Deus
Que veio ao meu encontro
Nos socorrer,
Curar minhas feridas
Nos libertar...
Ele me disse:
Te dou novas asas
Asas espirituais
que nada , nem ninguém
Poderiam tocar.
Venha! Não tenha medo.
Eu vou te segurar.
Vc é livre para voar...
Amor & Romantismo...
A humanidade geme, chora e sofre a dor de um tempo distante. Uma saudade que não cessa de gerar decepções nos corações. Neste tempo, os homens eram Cavalheiros e tratavam as Mulheres como verdadeiras Damas. Algumas Damas eram chamadas de Musas e Divas; o que denota o quanto eram amáveis e amadas.
Nesta época, o amor se traduzia na escrita romântica, no retirar o casaco feminino, no puxar gentil da cadeira para sua amada, e ofertar-lhe um buquê de flores à mesa. Estes são alguns exemplos de deferência que o Cavalheiro oferecia à Mulher que amava.
As flores ofertadas pelo Cavalheiro à sua Mulher expressavam seu profundo amor que nutria por sua Musa encantadora.
Atualmente, Homens e Mulheres se ressentem da falta do romantismo. Ambos sentem uma enorme saudade de um tempo em que tinham prazer de demonstrar seu amor em público.
Neste tempo, o romantismo reinava soberanamente. Hoje Homens e Mulheres sorvem o cálice da saudade amarga, cruel e doída das manifestações românticas. As quais ainda sobrevivem, mas somente nos poemas, poesias escritas ou gravadas em vídeos, ou áudios.
Agora o amor está entubado e respira por aparelhos na UTI dos corações lúgubres; e, não existe nenhuma garantia de vida.
Todavia, é necessário dizer: se o romantismo morrer, o amor também morre. E, se o amor morrer, alguém escreverá numa lápide:
“Aqui jaz o amor”.
Pense nisso...
O amigo Valdemar Fontoura
À MORRER
Meu amor por você...
Como poderia o descreve?
Talvez em uma carta romântica
Te comprando a cidade perdida de
Atlântida
Ou até nas entrelinhas que estamos criando
Versos vamos traçando
E amor? Demonstrando
Talvez eu pudesse te comparar a
Uma estrela cadente
Tão bela e reluzente
Como uma
Te comparando com os quadros de Van Gogh?
Com o outono?
Mas...
Na realidade
Você não é nenhuma dessas coisas
Você é um campo de rosas perdido, um
Vale perdido e abandonado
Vale na qual contém as mais belas flores,
E também as mais letais,
Flores na qual eu poderia sentir o belo cheiro
De todas, mesmo que sem querer
Eu me espete na flor errada
E vá a morrer
Li mensagens de vários idealistas românticos e percebi que todos eles sofreram com o amor pois eles não eram correspondidos.
Então resolvi eu mesmo fazer o meu poema de amor a você pois sei que o irei descrever agora e simplesmente o mais lindo e puro amor.
Um dia quando mais jovem eu quis uma rosa para amar lhe encontrei.
Desejei a mulher mais linda e hoje a tenho.
Pedi que eu tivesse um amor verdadeiro e tenho ele ao meu lado.
Assim então posso dizer feliz daquele que tem o amor e ainda sim pode fazer um poema mesmo estando amando sem precisar fazer um poema de amor platônico.
Eis que eu amo você e sempre vou te amar.
A rosa 🌹 mais bela do meu jardim,a mulher mais maravilhosa e intensamente gostosa.
A minha esposa e uma mulher sensacional te amo.
HORA MARCADA
Um amor que já nasceu predestinado
Pra ter emoção, paixão e romantismo
A quem sempre se teve sem egoísmo
Inspirando sempre e sempre ideando
Num sentimento abrasado, desejando
Tendo no coração agrado e idealismo
Sem nunca chorar ou haver um cismo
Na sorte da ventura, assim, venerando
Esse que fica, que na sensação é amor
Tanta luz a brilhar e tanto é a seu favor
Da poética mais linda dos versos meu
Tem hora marcada, e tem a saudade
Sede tão cheia duma doce felicidade
É, somos nós, apenas nós, você e eu...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG – 22/07/2021, 09’35”
Sobre amor não correspondido.
Partamos do princípio que para haver amor romântico, é necessário um conhecimento muito íntimo do ser amado.
Quando uma pessoa conhece outra que lhe atrai, talvez se apaixone logo de início ou com o passar do tempo e a convivência. Porém, por mais íntimos que, como amigos, essas duas pessoas possam se torna, o sentimento de paixão é apenas isso, uma paixão e não amor.
Quando você se relaciona com alguém a nível de amizade, mesmo estando apaixonado, o que você tem é um amigo, e é por essa personalidade, por esse amigo, que você está apaixonado. Caso você comece então a se relacionar a nível amoroso com tal pessoa, talvez essa nova personalidade, que passou de amigo para ser amado, não seja bem aquilo que você esperava.
Sendo assim, em uma primeira situação, onde você está apaixonado, mas nunca passa do nível de amizade, você não pode dizer que sente amor por tal pessoa, afinal você não a conhece como ser amado, apenas como amigo. Assim não há amor para não ser correspondido. Já em uma segunda situação, onde o relacionamento progride para amoroso, há o namoro, noivado ou até casamento, então o amor foi correspondido, e mesmo que em dado momento o relacionamento acabe, um dia houve amor recíproco, correspondido.
Ainda em uma terceira situação, caso haja por exemplo o namoro, mas o ser amado não é aquilo que você pensava, não é possível dizer que houve amor. Você estava apaixonado por determinadas qualidades que a pessoa tem como amigo, mas que não mantém como ser amado.
Por tanto, não penso que exista amor não correspondido. Todo amor, por sua própria existência, tem que ser correspondido, caso contrário nunca progride de uma paixão para um real amor.
Finalizando, uma paixão pode não ser correspondida, mas uma vez que exista amor, esse sempre será correspondido.
Como diria os medievais, o amor romântico é uma doença da alma. Mas nem todo mundo sofrerá da "maldição de amor”.
Muita gente morre sem saber o que é essa “doença”, pois o amor só chega àqueles que tem coragem.
É preciso muita coragem pra viver a experiência de abrir mão de si, da própria individualidade, para compartilhar a vida ao lado de outrem.
Mas se de fato, o amor é doença da alma, quero eu adoecer uma vida inteira.
Para quê caçar intriga, arrumar briga, procurar saber se é amor ou é paixão!?
Se tem romantismo ou não?
Se o jeito que eu amo, te amar e ter você...
Nos deixa sem ar e sem forças para nos mexer depois do prazer.
É desse jeito que eu te amo, na intensidade e na exclusividade do amor que fazemos.
Coisas” do amor
Sentir amor por alguém, no sentido romântico e estrito da palavra, é uma “coisa”.
A forma como esse sentimento se manifesta e é percebido por cada indivíduo é outra “coisa”.
Disseram-me um dia: “o amor não segue script.”. Não mesmo!
Uma terceira “coisa” é certa: a relação amorosa só “funcionará” se houver reiterados acordos de vontades.
Leticia Bravo @febredoquesinto
O Amor romântico.
O amor romântico, é algo que acreditamos, usamos ele para fazer com que a vida tenha sentido , para criarmos espectativas, sonhos, para termos a esperança que a vida é, ou pode ser linda.
Mas no final, O Amor romântico, simplesmente não existe, ele é apenas algo que criamos para termos "paz" em nossas vidas.
AMOR=DOR.
Devaneio de amor
Romantizar a vida
Romantizar as escolhas
Romantizar o sorriso
Romantizar as palavras
Às pessoas andam tão vazias
Que o romantismo tornou-se brega
O afeto sem graça
O amor uma tolice
Fracos e sem graças andam enfileirados
Ó forte como tú és insano
Ainda dizes por aí com orgulho sobre seu pensar
Bate no peito como um gorila
Até os animais ferozes sabem amar,
Mas está você aí, urgindo como um leão
Amedronta quem tenta se aproximar
O toque te assusta, não permite o contato
Ah ... Quanta solidão!
Esse peito carrega o pesar da desilusão.
Quantas pedras no caminho
São muitos os fantasmas que te enlouquecem
Afugentar é tudo o que sabe fazer
Fraudulenta memória
Enganadora explosão
Vazio de amor e cheio de dor.
Vai mentindo para si mesmo
Nessa iludida devagaçao
Filosofando suas ideias
Escondendo o medo que carrega
Medo de se entregar
Medo de amar
Medo de ser sensível
Medo de se machucar
Bate no peito homem forte
Bate no peito seu orgulho
Bate no peito a arrogância
Bate no peito a crueldade
É mais fácil iludir
É mais fácil enganar
É mais fugir
É mais fácil desistir sem começar.
Romantizar para quê?
Não precisa de afeto
Não deseja companhia
É tolice se entregar.
Poesia de Islene Souza
UM LAÇO, UMA ROSA E UMA FLOR
Somos todos tão românticos
Quando sabemos o que é amor,
Quando descobrimos o porquê de ser bom,
Quando temos a teoria de que uma flor,
Por mais espinhos que tenha,
Continua atribuindo beleza e valor aos mesmos.
Somos todos tão românticos,
Esquecemos quem somos quando amamos,
Ficamos presos em um sentimento
E não gostaríamos de sair sem pedir.
Precisamos nos encontrar, nos levantar,
Para notar que perdemos tempo
Ou simplesmente veio a acabar.
Os sentimentos são obras da natureza,
Exploram a certeza de que somos fracos.
Atraem todos que se amam e destroem quem existe,
Sem notar, sem ver a dor.
Uma rosa, um laço e uma flor.
Vejo em seu cabelo um laço
Da cor de rosa.
Em seu vestido, um pudor cor de céu.
Me dá um nó na cabeça só de pensar
Que em meus braços não ficará.
Vontade de correr sem rumo,
Se, de olhos fechados, talvez nos últimos segundos,
Eu te veja, e você ficará.
O último romântico
Sou um poeta romântico,
Em meio ao caos da atualidade
Onde o amor é passageiro,
O falso é verdadeiro
E a desunião é realidade.
Sou um poeta romântico,
Em meio ao estranho século 21
Onde a moda é odiar,
Onde estranho é amar,
Onde lealdade é quase incomum.
Sou um poeta romântico,
Em meio a frieza do mundo
Onde gostar de alguém é ser emocionado,
Onde se apaixonar é errado
Onde o medo de amar é profundo.
Sou apenas um ser qualquer,
Com o dom de se reinventar
Esse é meu lado poético,
Meu eu lírico é discreto
Afinal, ser poeta é ir além do verbo amar.
Bom dia!
Que esta jornada seja permeada de amor e romantismo, celebrando não apenas a força e a sabedoria das mulheres, mas também sua beleza única e seu coração generoso.
Que cada passo seja um poema de respeito e admiração, embalado pela doçura do amor verdadeiro.
Que Deus ilumine cada gesto de amor e reconhecimento.
Agora começa a fermentar a revolução.
O amor que tanto em mim ardia, aquele romantismo do eu, da saudade do meu grande amor, transformou-se em protesto. Culturalmente continuamos os mesmos, na mesmice de como o mundo gira. Senhores do Engenho, Capitães do mato, Propriedade e Mercadoria. Não é história e sim a pura realidade. Estamos vivendo isso debaixo de nosso olhos. Basta você querer enxergar. Trabalhamos pelo nosso sustento, porque não temos nada a oferecer senão o nosso corpo e a nossa mão de obra. Não passamos de mercadoria que mantém o valor aquisitivo dos Senhores do Engenho. Até quando ficarás assim? Será só eu que enxergo? Escravizados pelo horário, regra, meta, status, diploma.
O amor que em mim tanto ardia transformou-se em protesto.
Não acho nada romântico, carinhoso e bonitinho alguém dizer que sofre ou sofreria pelo amor de alguém. Chega a ser parvo.
É muito incoerente dizer isso, levando-se em conta o que realmente dizem que é amor. Como se ações e sentimentos tão distintos (traição/fidelidade; tristeza/felicidade e bem/mal) pudessem compartilhar espaço em um relacionamento, fruto dessa incógnita chamada a-m-o-r.
Isso e uma tremenda bobagem. dizem que querem romantismo, dizem que querem amor verdadeiro. mas tudo que querem e uma grande lista de pré-requisitos
ele é perfeito? ele é Bonito? é medico? ele tem carro? Tem moto?
ela e bonita? ela e gostosa? é rica? já tá dando?
isso não é amor, é uma soma bem calculada de escolhas mercenárias;
Dinheiro acima de caráter, aparência acima de sentimentos, elegância acima princípios, nenhum gesto por mais real e Romântico que seja compensa mais que uma lista bem poderosa de credencias.
“Todo dia, morre um romântico na cidade.
A sua grande maioria, morre pela indiferença, uns de amor, outros de saudade.
Sinto, que aos poucos estou morrendo, morro pelas mãos da ausência, daquela beldade.
Rogo aos céus, para que ela não me mate.
Já não existe em mim, o pujar de outrora, aquele sentimento da puberdade.
O amor é como fogo, e quem não o alimenta, vai perdendo seu calor, a sua claridade.
Talvez, já não exista mais o brilho no olhar, talvez nossos corpos, já não mais baile ao som da valsa, da intensidade.
Sei que sangro, e ao coração que ama, fazer sofrê-lo, é maldade.
Aquele beijo, que a tempos me ressuscitaria, hoje, parece-me, rouba a minha vivacidade.
Hoje, encontraram meu corpo, frio, sem alma, sem ela, normalidade.
Hoje, estou morto, pois todo dia, morre um romântico na cidade…”
A essência do amor neste mundo é mais romântica do que fraterna. As pessoas passam a vida sonhando em encontrar um grande amor, perseguem esse sonho, alimentam obstinadamente a esperanca de um dia realizá-lo, inclusive a própria sociedade vende a ideia do amor romântico como uma das coisas que uma pessoa deve ter em sua vida para ser considerada uma pessoa feliz e realizada. É tanta energia canalizada no amor romântico que nem damos conta de que acabamos negligenciando o amor fraterno. Uma coisa que não percebemos ainda é que a verdadeira essência do amor é fraterna. Amamos errado, não sabemos amar, vivemos tão somente em busca do amor romântico, não sabemos do amor a sua real essência e fatalmente passaremos por esse mundo sem saber amar ao próximo como a nós mesmos e como aos nossos entes queridos.
Acredito que a essência verdadeira do amor é mais fraterna do que romântica. Não nego a importância do amor romântico, ele é necessário para a perpetuação da espécie, também através dele as pessoas podem conquistar uma melhor versão de si mesmas se tornando mães e pais(claro que não é algo unânime, nem todo mundo aprende com essa experiência) dando origem a um outro tipo de amor, um amor mais sublime, generoso, abnegado, com rompantes de altruísmo, principalmente no caso do amor materno. O amor romântico tem sim sua importância e utilidade, mas não é o único tipo de amor que deveria importar. O mundo precisa de fraternidade, um sentimento mais desintetessado que promove uma união genuína entre as pessoas. Temos demais amor por interesse, o grande desafio da humanidade é despertar para o amor fraterno.
O amor romântico nasce de uma atração, uma inclinação geralmente mútua, uma motivação pessoal entre duas pessoas, aquela pessoa tem alguma coisa que desperta o interesse da outra e vice-versa, algo que pode envolver o ego, a vaidade, mas também a admiração, um amar que espera correspondência, que exige e tem também muitas expectativas, permanecendo até que não seja mais conveniente/interessante para uma das partes ou para nenhuma. Enfim, o amor romântico tem prazo de validade e quando acaba pode se transformar em ódio ou também em amizade. Para algo nos atrair geralmente está ligado à beleza, ao que agrada, convida, seduz, é muito mais fácil amar o que nos desperta o interesse, difícil mesmo é amar o que nos é indiferente, o que nos causa repulsa, o que não nos atrai nem nos remete à beleza. Amar apenas o que convém não é saber amar porque é um amar muito confortável, egoísta, por outro lado se desafiar a amar o que não nos diz nada ou desagrada é grandioso pela generosidade, pelo desinteresse envolvidos porque o amor fraterno é um amar sem conveniência. O mundo precisa demais de tolerância, de compreensão, de respeito, infelizmente não é com o amor romântico que iremos alcançar. Afinal, o mundo está saturado de amor romântico e seguimos cada vez mais afastados do sentimento de união, de solidariedade, de respeito, de tolerância que fazem parte da fraternidade.
O Tropeçar de Bico
Há quem diz que o amor não se vê com os olhos, mas com o coração.O amor romântico é como um traje,um coração feliz, um resultado inevitável de um coração ardente de amor, que como não é eterno, dura tanto quanto dura. Embora rasgado, não há de ser menos do que sempre foi, talvez, um pouco amassado, e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, àquele que se faz de nós e rearticula o adormecido momento que se esfacela, surge o corpo real sem a figura complexa da pessoa que se diz humana, em que o vestimos.
O amor romântico,embora como quando pego e consulto Machado,cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar. A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande, portanto, é um caminho de desilusão, talvez um caminho onde os calçamentos são sintéticos e o andar andrajo se dilui.
Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, decide atribuir dentro jarro tapado ao qual escutamos o balançar de uma corrente de ar, tecer constantemente nas cortinas de véu perante àquele moinho, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove e enriqueça a pele por ele aquecida e por dentro o espectro, talvez o aspecto da criatura por eles vestida.
O prazer do amor é amar e, sentirmo-nos mais felizes pela paixão que sentimos do que pela que inspiramos e, só se ama o que não se possui completamente.
