Críticas
Não gosto muito de ficar batendo, atacando e criticando a atuação da polícia nessa espécie de guerra civil contra o crime organizado à qual estamos submetidos diariamente.
Tenho ciência e concordo que existem alguns equívocos e excessos no "modus operandi" da nossa PM.
Entretanto, não é justo a população, a imprensa e toda a sociedade civil organizada jogarem pedras apenas para um lado em detrimento do outro.
Afinal, o tráfico continua matando cada vez mais jovens, velhos, negros, brancos, mulheres, homens, gays, deficientes, sem qualquer tipo de escrúpulo.
Dentro desse contexto, o maior culpado, na minha opinião, é o estado brasileiro, que sempre foi ausente em várias esferas sociais, incluindo educação, moradia, saúde, lazer e segurança pública.
" SER PAR "
Melhor ser par, com todo o burburinho
das críticas vorazes, sem noção,
dos erros detestáveis de opinião,
do que seguir a estrada, aqui, sozinho!
Se há preconceitos vindo em contramão,
eis que o problema posto em desalinho
é só de quem provar, quer, deste vinho
que só provoca o caos no coração.
O amor quebra barreiras, isto é certo,
e encara o mundo inteiro, a peito aberto,
sem medo do que digam ou que pensam…
Com todo burburinho, bom ser par,
fazer, de uma paixão, seu terno lar
e desfrutar, do amor, tudo o que é benção!
Enfrente desafios e críticas com resiliência e confiança. Siga em frente sem medo de ocupar seu espaço e fazer valer sua voz. Ninguém pode apagar o brilho de quem conhece sua própria força.
Depois de muito levar pancadas, ser acusado, criticado,
a gente resolve não se importar mais com quem bate
e se dedicar a alguém que, com apenas um sorriso,
consegue curar nossas feridas.
A escola tem abandonado a formação humanista e crítica, cedendo ao pragmatismo do mercado e negligenciando a educação moral.
" PERSEGUE "
Persegue-me o olhar, discreto ou não,
de críticas composto em sua essência,
disposto ao julgamento sem clemência
e pronto para dar condenação!
Se, eu, alvo sou aqui dessa imprudência
sinal que estou bem forte e vivo, então,
e não vesti, ainda, o meu caixão,
mas sigo a poetizar essa existência.
Bem visto ou não bem quisto, estou na luta
deixando a minha marca na disputa
que há de permanecer à eternidade…
O olhar que me persegue me desculpe,
mas nada vale a ideia que ele esculpe…
E ainda terá de mim (verás) saudade!
Quando uma cobrança ou crítica...
Quando um reconhecimento ou elogio...
Tiverem o mesmo significado para você.
Ao mesmo tempo, com o mesmo peso ou a mesma importância...
Nesse dia, você entenderá o que significa felicidade.
Esse breve momento de sucesso sincero que poucos podem perceber. É exclusivamente seu.
É quando a gratidão não pode ser friamente pensada, e sim, naturalmente praticada como a naturalidade necessária de respirar.
A idealização finaliza o que nem chegou a começar; por vezes a crítica realizada ao outro é o reflexo de si mesmo .
O autonhecimento é um passo difícil de ser iniciado , mas pode ser o caminho para entender que tipo de relacionamento a pessoa está procurando.
Não existe pessoas perfeitas , mas sim pessoas com qualidades e defeitos, que estão em busca de sua melhor versão.
Ainda bem que somos mutáveis!
Raízes do Futuro
Criticam os homens da geração presente,
dizem que faltam pulso, honra, ser decente.
Mas antes de apontar o dedo, julgar, ferir,
é preciso olhar pra origem, onde tudo vai surgir.
Lá no berço da infância, no colo do lar,
é que o homem começa a se formar.
Mas se a mãe não ensina o que é limite e valor,
cresce um menino sem rumo, sem amor.
Antigamente, bastava um olhar severo,
um castigo firme, um exemplo sincero.
Hoje se vê rebeldia com aplauso e sorriso,
como se respeito fosse algo indeciso.
Educar não é calar com violência ou dor,
mas é mostrar com firmeza o que tem valor.
Ser homem não é gritar ou impor poder,
é saber o momento de calar, de entender.
Mãe que protege em excesso, sem direção,
acaba por moldar uma geração
que teme esforço, foge de cobrança,
e troca maturidade por pura arrogância.
Mas há esperança, sim, em meio ao caos,
se mães e pais forem guias reais.
Educar é amar, mas também é corrigir,
é preparar pro mundo, e não só iludir.
"Vamos começar a fazer a Crítica Reversa? Ao invés de criticar, podemos falar uma qualidade de uma pessoa?"
Só conseguiríamos avaliar o ser humano em toda a extensão da sua bizarrice, com uma lupa crítica de extraterrestres de outras galáxias.
Mulher nenhuma tem que reprimir a sua essência pra atender exigências críticas de macho escroto. Nem sempre existe algo errado nos seus hábitos, no jeito que você age, fala ou se comporta, às vezes, o erro está na forma distorcida que te olham. Não se diminua, inferiorize, se culpe ou se julgue só por causa da forma errada que te vêem. Existem olhares feios e incapazes de ver beleza até em uma flor, imagina em você. Sempre que achar que precisa mudar, mude, a vida é feita de mudanças, mas mude por você e não para agradar pessoas maldosas, desprovidas de bom senso, empatia e amor ao próximo.
Às vezes, a gente precisa ser mais compreensivo com as pessoas, sabe? Saber ouvi-las sem críticas e sem julgamentos. Apenas ouvir e mostrar que elas podem contar com você.
Algumas pessoas carregam bloqueios e traumas do passado ou do presente, e muitas das vezes não sabem o que fazer. Passar essa empatia e segurança pra elas é muito importante. Isso vai ajudá-las a ter força pra vencer esses problemas.
Isso vai manter uma relação familiar ou amorosa saudável e duradoura.
Resenha Crítica: O Banquete, de Platão
Por João Moura Júnior
O Banquete, de Platão, é um dos diálogos mais conhecidos da filosofia ocidental. A trama se passa em uma espécie de reunião festiva, onde sete personagens se revezam em discursos sobre o Amor (Eros). Entre eles estão Fédro, o primeiro a falar; Pausânias, que distingue entre dois tipos de amor; Erixímaco, que tenta dar um tom médico e universal à força do amor; Aristófanes, que apresenta um mito cômico sobre as “almas gêmeas”; Agatón, que entrega um elogio poético; e, finalmente, Sócrates, que, como de costume, desconstrói as falas anteriores para apresentar uma visão filosófica mais profunda, supostamente ensinada a ele por Diotima, uma mulher sábia. Por fim, chega Alcibíades, já embriagado, elogiando Sócrates de maneira apaixonada, revelando mais sobre o filósofo do que sobre o Amor em si.
Apesar do prestígio da obra e de seu lugar cativo nos estudos filosóficos, é importante pontuar críticas que raramente são levantadas. A primeira delas é o cenário: um banquete regado a vinho, onde os discursos, embora inicialmente bem intencionados, em muitos momentos se perdem em devaneios. Homens embriagados discutindo sobre um dos temas mais complexos da existência, o Amor, pode até parecer provocador ou ousado, mas resulta, na prática, em falas que mais se aproximam de vaidades infladas do que de sabedoria autêntica.
É evidente que há momentos de beleza literária e até reflexões profundas, principalmente no discurso socrático. Diotima, por meio de Sócrates, apresenta a famosa escada do amor, uma jornada que vai do amor físico ao amor pelo saber, até alcançar a contemplação da Beleza em si. No entanto, esses momentos são precedidos e sucedidos por falas que, muitas vezes, parecem desconexas, repetitivas ou baseadas em achismos emocionais. A embriaguez que se intensifica ao longo da obra simboliza, de forma irônica, o quanto a razão pode ser abandonada facilmente em meio à celebração, algo que deveria soar como alerta, mas é romantizado por Platão.
Outro ponto a se considerar é a completa ausência de vozes femininas reais. Diotima é mencionada, mas não está presente e, ao que tudo indica, pode até ser uma criação retórica de Sócrates. A filosofia, nesse contexto, é apresentada como um clube masculino, fechado, elitista e orgulhoso. A experiência amorosa feminina, assim como outras perspectivas não contempladas (como as do povo comum, os marginalizados ou os mais jovens), são ignoradas. Isso empobrece o debate, que poderia ser mais contagiante e mais conectado com a realidade da sociedade.
João Moura, ao ler O Banquete, compreendeu os fundamentos filosóficos do diálogo, especialmente no que tange à elevação do amor como impulso para o conhecimento e a verdade. No entanto, ficou com a sensação de que a obra é mais celebrada pela forma do que pelo conteúdo. A retórica, o estilo literário e o carisma dos personagens encobrem uma fragilidade conceitual: o discurso filosófico sério cede lugar a um jogo de vaidades, elogios mútuos e declarações etílicas.
A filosofia, para ser útil e transformadora, precisa estar enraizada na experiência concreta das pessoas. Deve surgir não em jantares refinados ou apenas em academias fechadas, mas nos becos, nas praças, nos ônibus lotados, nos corredores das escolas, nas conversas com quem vive à margem do pensamento acadêmico. Deve ser questionadora, mas também acolhedora. Deve incomodar, mas também inspirar. E acima de tudo, deve respeitar a lucidez, não se deve discutir o Amor (ou qualquer outro tema essencial da existência) sob o efeito do vinho, nem com o ego mais inflado que a razão. Com isso, cito quatro frases com o mesmo sentido, para que complemente o entendimento:
“A embriaguez enfraquece o compromisso com a razão e abre espaço para discursos sem clareza ou profundidade.”
“Sob o efeito da embriaguez, a razão perde o protagonismo, e o discurso se torna refém da emoção e do impulso.”
“A embriaguez desfoca o olhar racional, permitindo que a vaidade e o desatino ocupem o lugar da reflexão lúcida.”
“Quando a mente se turva pelo vinho, a razão é deixada de lado, e o pensamento se embriaga junto com o corpo.”
Assim, O Banquete se torna mais um retrato de sua época do que um convite atemporal à reflexão. Seu valor histórico é inegável, mas seu conteúdo deve ser lido com criticidade e contextualização. Afinal, como disse João Moura: “A Filosofia precisa se levantar da mesa do banquete e caminhar até onde a vida realmente acontece.”
"Nem sempre, mas às vezes, a crítica é o resultado de uma incapacidade de produzir, ou de uma defesa contra a própria inferioridade.”
