Cristianismo
De fato, o ateísmo, particularmente em suas formas militantes, é realmente uma estrutura metafísica muito perigosa para uma sociedade. (...) Não temos, não acho, um sistema ético evoluído. Não compro a ideia de que a evolução por si só nos torna morais. Ela pode modificar o comportamento, mas há muitas evidências de que, no estado bruto, quando as restrições da civilização desaparecem, nos comportamos da maneira mais selvagem uns com os outros. Acredito muito que, com a sabedoria herdada de uma religião de dois milênios, temos uma estrutura muito boa para trabalhar.
A santidade da vida humana é uma noção judaico-cristã que pode muito facilmente não sobreviver ao desaparecimento da civilização judaico-cristã
Os Fundadores não eram realmente superortodoxos. Eles eram todos nominalmente cristãos, mas não passariam no teste decisivo para muitos evangélicos hoje. Mas eles concordavam absoluta e enfaticamente que você não pode ter uma sociedade livre com uma constituição como a que eles criaram, a menos que você esteja tentando governar um povo religioso. Se você não tem religião como força controladora, então os tipos de leis que temos não poderiam funcionar.
Em última análise, a base de quase tudo que pensamos, em seu cerne, é teológica. Acho que você vê isso muito claramente na questão do humanismo: a ideia de que os humanos têm um valor particular é fundada em uma ideia teológica. Tentativas de sustentar essa ideia sem a teologia que historicamente a sustentou parecem ser totalmente falsas e fadadas ao fracasso.
Nossa Constituição foi feita para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada ao governo de qualquer outro.
Uma das maneiras interessantes pelas quais podemos ver aonde isso pode levar é nas franjas selvagens do movimento ambientalista no momento, que está dizendo: “Na verdade, bem, os humanos não são especiais. Eles não apenas não são especiais, mas são uma praga, e há humanos demais. Há muitos de nós. Somos um tipo de asteroide biológico que está causando uma grande extinção no nível da extinção que exterminou os dinossauros.” Há uma razão pela qual, nas franjas mais sombrias do ambientalismo, ele se transforma em nazismo.
A razão pela qual tão poucas pessoas agem como cristãs é porque elas não pensam como cristãs. Comportamento é resultado de valores e crenças. Pensar biblicamente sobre questões da vida deveria ser o resultado último de um viver biblicamente em sociedade.
Ser cristão é deixar que o amor de Jesus nos transforme de dentro para fora, buscando viver com compaixão, perdão e humildade em meio aos desafios do dia a dia.
No meu tempo, cristão não usava bermuda, nem short, nem brincos, nem tatuagem, nem roupas modernas e nem cortes de cabelos da moda, a Bíblia embaixo do braço, não andava com ímpios, não jogava futebol e nem Loteria, não falava gíria, a igreja clara com luz acesa e nada de chapéu.
A questão não é machismo e nem busca de igualdade. A questão é que o Apóstolo Paulo orientou que na igreja as mulheres permaneçam caladas. As igrejas tem que seguir isso que está no Novo Testamento ou ir contra a Bíblia (igrejas modernas e líderes rebeldes vão contra).
Paulo de Tarso chegou atrasado, quando viu o Messias já tinha chego e partido, e ele esperava a volta dele, sendo que veio o general Tito Flávio vespasiano destruir o templo e o judaísmo no ano 70 d.C., as Igrejas são seitas híbridas do judaísmo, uma criação humana fajuta.
Ser um cristão não significa apenas viver com Cristo, ou ser parecido com ele, mas ter ele vivendo em você.
Frenquentar a Apple não faz de você um iPhone. Visitar o McDonald's não faz de você um Duplo Bacon. Frequentar uma denominação não faz de você um cristão.
A ameaça da não salvação de Deus está longe de ser um ato de amor cristão. Mais afasta do que aproxima. Existem incontáveis pessoas que não entendem que o verdadeiro cristão não é, e talvez nunca consiga ser perfeito. Aquele que segue a Jesus certamente erra, mas erra sem a intenção de errar, por um descuido, por ser humano e falho, como todos os outros. O grande problema não está em ser falho, e sim, em falhar propositalmente, tendo a consciência disso. Quando temos Jesus como referência de vida, não nos tornamos perfeitos, mas sim seres humanos que buscam a cada dia renunciar seus erros, embora o desejo de errar e fazer o errado ainda possa existir. Ser cristão é sobre construir o pensamento que diz: "Se tenho a escolha, nesse momento, de ser bom, talvez não tenha sentido escolher não ser, se essa escolha é mais uma semente que vai trazer futuras boas colheitas. Escolher errar por pura consciência é um retraso da minha evolução cristã."
Estudos sugerem que crianças criadas em lares ateístas tendem a demonstrar maior empatia e altruísmo em relação aos outros, desafiando a ideia de que a moralidade depende exclusivamente da religião. Isso indica que valores como bondade e compaixão podem ser cultivados com base na ética racional, no exemplo familiar e no respeito mútuo, independentemente de crenças sobrenaturais.
A medicina está passando por uma revolução científica silenciosa que, no futuro, poderá redefinir a maneira como entendemos a vida e a humanidade. Isso significa que o que significa ser humano não será diferente de ser um hard drive. Se sermos comparados com macacos tira os religiosos do sério, não posso imaginar a reação quando descobrirem que somos hard drivers.
O ateísmo vem sofrendo mudanças rápidas nas últimas décadas. O termo ateu é antigo: os cristãos já foram chamados de ateus no passado, na Grécia quando o cristianismo ainda era uma religião marginalizada. Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor (Paulo Freire), resume bem o que ocorreu com o cristianismo. Depois de sofrerem nas mãos dos gregos e egípcios, eles se tornam por mais de 2.000 anos os opressores, usando o termo ateísmo contra outros, o que lhe foi feitos antes.
O utilitarismo propõe uma abordagem diferente, baseada em maximizar o bem-estar e minimizar o sofrimento. Diferente do cristianismo, o utilitarismo não romantiza o sofrimento, como necessário e divino, como algo inevitável.
