Criança e Felicidade
Afinal
Do que sinto saudades, se dos tempos de criança
Onde mal havia tempo, pra pensar nos pensamentos, que no hoje me invadem
Mal sabia dos momentos, em que eu estava feliz ou vendo a felicidade
Sempre andava sorridente, curtia com os meus amigos
Sonhava por longo tempo, fugia da realidade
Tinha sonhos tão profundos, penetrava em outros mundos, nem me via nessa idade
Sofrendo o quanto eu sofro, em momentos de saudade.
Se eu quero não me lembro
Se eu vejo, não é verdade
Só me sinto em lamentos
Vejo assim minha eternidade
Se poetas são assim, mal sabia que eu era.
Tento expressar momentos,
Fujo a dor que me invade e a saudade que me espera.
Quanto tempo não me lembro, nem sei se faz mais sentido
Vivia só por viver e brincava com o perigo
Por palavras a dizer
Por momentos distraído, me via a te bater, como se eu fosse um bandido.
Só tenho a pedir perdão, são meus gestos mais singelos
Mesmo não estando aqui, é só isto que eu espero
Sei que não me esqueceria, como nunca te esqueci
Gravo em peito e na memória, o que me restou de ti.
Você, minha mãe amada, sempre esteve ao meu lado
Mesmo nas horas erradas, por você fui perdoado
Se alguém sabia mais, amar como tu soube
Só a Deus pertence isso, não penso em provar hoje
Ainda quero te dar, o orgulho que nunca dei
Só vivia por brincar, basquete e jogar bola
Nunca fui bom na escola, me arrependo quando lembro
Do que não aproveitei
Você sempre em voz tão mansa, que eu nunca entendia
Reclamava e ainda dizia, quando eu for ficará só
Não reclame pois um dia, isto vai acontecer
Chegado o tal momento, madrugada e sofrimento
Aos meus braços falecer.
Se eu pudesse dizer hoje, o quanto sinto por tudo
Você era o meu mundo e continuará a ser
Te amo minha mãe amada, nos veremos pela vida
Pela estrada percorrida, sempre estará comigo
E eu estarei com você!
Quando pequeno, na inocência e criança minha mãe vivia me dizendo que no fim do arco-íris existia um pote de ouro, e eu sonhava em viver imensidões com o que aquele tesouro me proporcionaria. Mas, infelizmente, por mais que às vezes ao aparecer eu corresse ao seu encontro, mais se afastava. Fui crescendo, hoje com 22 anos fui tomado pela sensatez, característica que é erroneamente valorizada, pois foi ela quem destruiu minha inocência de acreditar em tal conto.
Daí, hoje, ao ir pra um dos plantões do Projeto IUPI (Projeto Integrantes da Unidade de Palhaçoterapia Intensiva) esse arco-íris ressurgiu em minha vida; Trouxe consigo, brincando de "escorregador" um anjo disfarçado de criança, uma situação pela qual eu jamais sonhara. Com isso eu aprendi que sorrisos mágicos são capazes e curar dores da alma e, desde então como diz o poeta José Carlos da Silva: "A vida não é para ser contada pelo número de respirações mas, pelo número de vezes que perdemos o fôlego".
Sabe quem te faz feliz ? Ninguém sabe como eu .
disse uma criança com um sorriso e correu
ela cresceu na realidade aprendeu buscando sorrisos em sonho que disse um dia que era seu .
Como vejo, ouço e sinto Deus ...
Vejo Deus no sorriso de uma criança inocente...
Ouço Deus quando a chuva cai e escorre em meu telhado enquanto durmo...
Sinto Deus quando recebo um abraço afetivo que me aconchega...
Vejo Deus nos milagres acontecem que para mim não é mera sorte....
Ouço Deus nos agradecimentos, pedidos de desculpas e cumprimentos do meu dia a dia...
Sinto Deus quando me deito cansado depois de um dia corrido e acordo aliviado e com as forças renovadas...
Vejo Deus nas vestes ornamentais que compõe as cores dos lírios, rosas e flores que faz meu jardim alegre e colorido....
Ouço Deus na mais bela canção que soa com suavidade que me revigora trazendo alento...
Sinto Deus na essência suave de um perfume que me faz entrar em êxtase..
Nasci em 1990, na cidade de Salvador, no bairro de Nazaré, fui uma criança esperada e muito amada. Meu pai tinha adoração por mim, mas me foi arrancado muito depressa, não deixando em memória mais que duas lembranças de minha infância. Aprendi a ler com 2 anos de idade, através da minha mãe, que com toda paciência fazia colagens de letras em papel branco, recortadas de revistas no chão da sala. Enquanto isso, meu pai, motorista de carretas, passava o dia fora trabalhando, para levar o sustento da família.
Aos 4 anos, fui surpreendida com um fato que mudaria toda a minha existência. Meu pai almejando melhores condições de vida viajou conosco para o Mato Grosso com uma promessa de trabalho, que não se concretizou, e então na volta para a Bahia, em 1995, na cidade de Luz, em Minas Gerais, aconteceu um grave acidente: o ônibus em que estavamos retornando se chocou de frente com uma carreta desgovernada. Meu pai dormia em sua poltrona, sem o cinto de segurança, e foi arremessado, ficando preso entre as ferragens. Ficou em coma por 3 meses e voltou para casa sem andar e sem falar. A expectativa de cura dos médicos era 5 anos. Com o passar dos anos ele voltou a andar e falar, porém com graves seqüelas, perdeu a capacidade de raciocinar e memorizar os fatos, se tornou agressivo e inapto para trabalhar ou tomar decisões.
Cresci ouvindo de todos, as qualidades de meu pai, embora ele estivesse na mesma casa que eu aos cuidados de minha mãe, eu sentia falta de afeto. Principalmente nas fases de adolescência e pré adolescência. Eu era quieta, magra, desengonçada, dentuça, ingênua e uma das melhores alunas da classe. Fui vítima de bulling em três escolas.
Na vida da minha mãe se instalou um quadro de depressão, que se intensificou na minha passagem da adolescência para a vida adulta, surgindo uma competição e difícil convivência entre nós. A carência e a falta de estrutura contribuíram para que eu fosse mal sucedida em meu primeiro namoro sério, aos 17 anos, me tornei uma pessoa insegura, infeliz, adquiri um bloqueio, que me prejudicou nos anos seguintes, mesmo depois do término.
Garanto a você, que apesar de ter enfrentado muitos problemas, tirei lições que foram primordiais para alcançar a maturidade.
Textinho criança!
A criança que há em mim não deseja brinquedos, grandes ceias, ela não busca apenas o afago, afeto, uma aventura ou emoções perigosas. Essa criança deseja algo mais e não apenas a mão estendida. Essa criança tem sede de amor, igualdade social e teme o futuro das outras crianças que perdem a inocência cedo demais. Existe em mim uma criança alegre, saudável e sorridente, mas percebe o desamparo. A humanidade está perdendo seus valores, as crianças não entendem os problemas complicados dos adultos, mas sofrem com as consequências. As crianças apreciam a oferta de amor, carinho, compreensão, mas conhecem a violência. Sentem medo do escuro, essa escuridão tirou a visão dos adultos, que em seus próprios medos reagem como crianças desamparadas. As crianças não culpam as pessoas por suas ações equivocadas, mas lamentam por todo o desamor imposto pela humanidade. A criança que há em mim é a mesma que há em você, devemos conservar essa doçura e não deixar que evanesça. Pois a cada decisão tomada, precisaremos da opinião de um ser de inocência nata. Estamos brincando pouco com nossas crianças e isso intimida a criança interior. Elas têm um único propósito, nos trazer felicidade. De todos os períodos, a infância é o mais perfeito, pois as crianças não possuem maldades em seus pequenos corações, somente encantos. Quando crianças têm seus direitos asseguras, elas são apreciadas e amparadas. No entanto, infelizmente os menores sofrem abusos e injustiças. Vulneráveis e inocentes tornam-se vítimas da maldade humana. A minha criança interior não deseja brinquedos, mas lamenta o fato de não haver possibilidade para sonhar.
'POBRE CRIANÇA'
O destino abraçara o pesar.
Filme à céu aberto,
estampando o prato bestial do meio dia.
Mãe à tiracolo,
sem colo para aquecer o frio matinal.
No ônibus milhares de fúteis paisagens.
Quatro da manhã e sete anos de pura espontaneidade,
sem tantas respostas,
o garoto fez-se homem de idade.
Não decorou ruas paralelas,
nem fadas.
O menino nascera do nada,
criança prodígio...
A vida era-lhe autêntica,
miragens.
Hoje microfilmes.
Turvos dias apenas!
O estômago embrulhara os ecos.
Risos soltos - projeções -,
sem foco,
reflexos.
Infância corroída nos aluviões,
perdido como pedras nos rios profundos.
Os dias não tinham porquês,
longe as expectativas,
tudo vinha meio sei lá pra quê...
Casa de palha.
Entulhos e panos ao redor de uma vida baldia.
Que chatice!
Hoje tem escola.
Mas a barriga ainda ronca.
Vazia de futuro
uma,
duas horas.
Sou mais meus carrinhos de latas!
Fico a Imaginar outros meninos,
fortes e fartos à vontade.
Fazendo trajetória,
futuro promissor...
Histórias sem leitores.
Quase nada mudou!
Apenas retrocesso,
do processo circular estagnando e definhando pessoas.
Sou da lama,
quem se importa?
Trilha sonora nas mãos,
faço lúdica às minhas memórias.
Atual leitor de um mundo melhor.
Ainda inventor,
correndo nas chuvas.
Íngreme em chamas,
utopizante em vitórias...
Quando bebê ou criança, a personalidade, as características, os valores, os erros ou os acertos devem SIM estar sob os olhares dos pais, que não devem, sob nenhuma hipótese, terceirizar essa responsabilidade ou permitir que "vizinhos" tomem para si a criação de seu filho.
Se joga, libera a criança que há em você. Vista-se da alegria que contagia, transformando fantasia em magia. Coloque o sorriso no rosto, calce as botas da felicidade e celebre por mais um dia de vida.
Imagine a cena de uma criança, sentada em um sofá de apenas um lugar, com uma laranja na mão, todos olhavam para ela, mas, de que importava?
Tudo o que ela queria estava com ela naquele exato momento, era praticamente impossível algo chamar sua atenção naquela hora.
Toda lambuzada, mas não importava, e é exatamente essa a melhor parte, a felicidade em pequenos detalhes.
Quando criança a alegria era banhar na chuva, correr descalço, apertar a campainha do vizinho, brincar na rua até o sono vir, lamber a vasilha com os restos do bolo, estourar plástico bolha e tantas outras brincadeiras que nos levava a felicidade. Quem dera se resgatássemos essa criança em nós e deixássemos as pequenas alegrias virar rotina e assim sermos felizes todos os dias.
Insta: @elidajeronimo
Uma criança é capaz de nos transportar a outro estado de espírito e nos fazer feliz mesmo quando estamos cercados de qualquer infelicidade propagada pelos demais seres adultos.
Ter uma criança e ser de uma criança é, definitivamente, fugir do perigoso e pernicioso mundo adulto por alguns instantes.
Esqueçamos as guerras e lutemos por uma criança feliz, pois só assim, erradicaremos uma legião futura de adultos incapazes de praticar a paz.
