Criador
A natureza era poesia, pincelados pelo Criador com rimas em cor e amor, aí veio o homem e resolveu pintar a natureza morta e os versos até hoje borram a aurora com lágrimas de dor...
AS MUSAS E A ETERNIDADE DO ESPÍRITO CRIADOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Desde os primórdios do pensamento helênico, a humanidade buscou compreender a origem da beleza, da palavra e da ordem que sustenta o mundo sensível. Nesse anseio inaugural, surgem as Musas, filhas de Zeus e de Mnemósine, a Memória, como figuras arquetípicas que não apenas inspiram, mas estruturam o próprio ato de pensar, narrar e criar. Elas não são simples personagens mitológicos, mas manifestações simbólicas do elo profundo entre a consciência humana e o absoluto invisível que rege a arte, o saber e a transcendência.
Segundo a tradição antiga, Zeus uniu-se a Mnemósine por nove noites consecutivas, gerando nove filhas cuja missão seria impedir que o esquecimento devorasse os feitos humanos e divinos. Essa genealogia não é acidental. A memória, elevada à condição divina, torna-se o ventre da cultura. Nada que é belo, verdadeiro ou grandioso subsiste sem ela. As Musas, portanto, não criam o mundo, mas o preservam pela recordação ordenada, pelo canto, pela narrativa e pela forma.
Calíope, a de voz bela, preside a poesia épica e a eloquência, sendo a guardiã das grandes narrativas fundadoras. Clio vela pela história, não como mera cronista dos fatos, mas como consciência do tempo e da responsabilidade moral da lembrança. Erato inspira a poesia amorosa, revelando que o afeto também é uma linguagem sagrada. Euterpe concede ritmo e harmonia à música, expressão sensível da alma em movimento. Melpômene governa a tragédia, ensinando que o sofrimento possui dignidade estética e valor formativo. Polímnia guarda os hinos e a retórica, unindo o sagrado à palavra ordenada. Tália, em contraste fecundo, representa a comédia e a leveza que humaniza a existência. Terpsícore rege a dança, símbolo da integração entre corpo e espírito. Urânia, por fim, eleva o olhar ao céu, fazendo da astronomia uma ponte entre o cálculo e o assombro metafísico.
Do ponto de vista psicológico, as Musas podem ser compreendidas como estigmas da criatividade humana. Elas personificam impulsos internos que emergem quando o intelecto se harmoniza com a sensibilidade. O artista, o pensador e o cientista não criam a partir do vazio, mas de uma escuta interior que os antigos chamavam de inspiração. Nesse sentido, a musa não é uma entidade externa que impõe ideias, mas a expressão simbólica de um estado de abertura da consciência ao sentido profundo da existência.
Filosoficamente, as Musas representam a recusa do esquecimento como destino. Em um mundo marcado pela transitoriedade, elas afirmam a permanência do significado. Cada obra de arte, cada poema, cada investigação científica torna-se um gesto de resistência contra o caos e a dispersão. A tradição ocidental, desde a Grécia clássica até a modernidade, herdou delas a convicção de que conhecer é recordar, e criar é participar de uma ordem mais alta.
Na contemporaneidade, embora o culto ritual às Musas tenha desaparecido, sua presença permanece viva. Elas sobrevivem nos museus, nas academias, nas universidades, na linguagem cotidiana que ainda fala de inspiração e gênio criador. Persistem como metáforas vivas da necessidade humana de dar forma ao indizível e sentido ao efêmero. Mesmo em uma era tecnológica, continuam a sussurrar que não há progresso sem memória, nem inovação sem raiz.
Assim, as nove filhas de Zeus não pertencem apenas ao passado mitológico. Elas habitam o íntimo da cultura, sustentando silenciosamente a ponte entre o caos e a ordem, entre o instante e a eternidade, lembrando à humanidade que toda verdadeira criação nasce do diálogo profundo entre a memória e o espírito.
Carreira singular
Nasceste com a missão de ensinar
Uma dádiva do nosso Criador
Escolheste essa carreira singular
Que baita orgulho! Tu és professor!
O médico, o advogado, o cientista
Todos eles já passaram por ti
Sob qualquer ponto de vista
Não é por nada que estás aqui
Enfrentas dificuldades diárias
Nos quatro cantos da sala
Desde as séries primárias
Trazes conhecimento na mala
Tu me motivaste a pensar
Sem ti, o que eu saberia?
Para sempre irei lembrar
Mestre, a mim tu és alegria!
O real papel da oração
nunca foi, inadvertidamente,
influenciar nosso Criador;
mas sobretudo,mudar
a natureza daquele
que ora!
Errar é humano!
Perdoar, idem...
Portanto, nunca delegues
ao teu Criador o que te foi
oferecido como um valioso
recurso ao teu
aperfeiçoamento!
A fé
em nosso Criador,
na força transformadora
sobrevindo da Verdade,
legitimam-se quando tanto a alegria
quanto a adversidade
inspirem igual
gratidão!
A esperança
bem antes de um confesso
sentimento humano, é suprema
prerrogativa do nosso Criador que,
conhecedor de nossas imperfeições
e fragilidades como seres em
lenta feitura - sabe Ele que tudo
no seu devido tempo nos
agraciará com luz do
entendimento!
... aos olhos do Criador
não existem grandes ou pequenas obras;
como não existirá o mais sábio, ora
transformado num incômodo contraponto aqueles que ainda penam por mais
consistentes respostas...
O que na verdade existe é o razoável
e necessário prescrito a cada espírito;
logo, que reconheças e viva
o 'teu' necessário!
... um,
entre os tantos
pressupostos que nos
assemelham ao Criador,
repousa na afabilidade e
senso realizador dotrabalho...
Pois assim, semelhantemente
manifesta-se a natureza
aos nossos
olhos!
... nunca lamentes
pelo fato de envelheceres!
Afinal, foi teu espíritoque rogou
ao Criadorpor mais tempo;
pela chance de mais
somares a tua
história!
... a vontade
do nosso Criador encontra-se
perfeitamente ajustada a nossaboa
vontade; nossosmais justosquereres - ao
quepor nóscompreendido e assumido
nos favoreça... aperfeiçoe!
Como afirmou o 'Mestre Nazareno':
"tudo é possível aquele que não
apenas crê", mas de questões e valores
que já se mostre capaz
de sustentare
viver!
... um equívoco,
acredito, sonhar com
paraisos distantes; quando
nosso Criador nos concedeu
a graça e competência
para edificá-los
aqui!
... o real
papel da oração,
nunca foi inadvertidamente
implorar ou persuadir o Criador,
devido as nossas insistentes teimosias
e confusões- mas,especialmente,
mudar condutas e presunções de
quem ora - a fimdeque os mais improváveismilagres
aconteçam!
... jamais
lamentes o fato de
envelheceres - afinal, foi teu
espírito que orou ao Criador por
alguns minutos a mais; mais uma
estação, talvez; pela chance de
somares um pouco mais
a tua estimável
história!
... seria
um capricho do destino;
ou, quem sabe, fruto da misericórdia do nosso Criador,
que continuem vivendo em nós, aquelesque um dia
partiram?
... nosso Criador,
jamais foi ou será severo juiz
ou algoz de nossas desfocadas precipitações - mas, fonte de misericórdia que nos reabilita mediante a graça dos
recomeços!
O criador nos deu a luz para que entendêssemos o significado da vida. Não entendemos e nem conseguimos enxergar a luz que habita dentro de nós.
Temos o dever de viver bem e em harmonia. O criador nos deu a vida para que cuidássemos e zelássemos dela, e do lugar em que vivemos. Nada será próspero sem uma boa semeadura. Temos este dever para com ela e para os que vierem depois de nós.
