Criação e inspiração
Aceitando o que as estruturas externas nos disseram que precisamos fazer, demos o poder de nossas realidades e de nós mesmas a outros. É hora de contar uma nova história para as mulheres, e isso só pode começar com as mulheres.
Dignidade é ter um sonho forte, que te dá uma visão, um mundo onde você tem um lugar, onde tudo o que você tem a contribuir faz a diferença.
Eu Te Amo em Forma de Palavras
Você é a minha pessoa favorita no mundo. Bem clichê. Bem redundante. Mas não deixa de ser verdade. Você é a pessoa que eu escolheria para ir para uma ilha deserta. Você é quem eu escolheria para salvar em um apocalipse zumbi. Você é a minha pessoa, e tu sabe bem a referência. Eu sairia no meio da noite por você. Eu te ajudaria a esconder um corpo. Dividiria o meu rim. Não falo que dou a minha vida, porque você é ela. Você tem sido o único motivo que me faz ainda querer levantar da cama. Às vezes me perco em memórias, e fico relembrando as nossas histórias... Sabe qual foi a primeira coisa que eu percebi em você? O seu cheiro, tanto é que você já me pegou cheirando seu moletom na escola, mesmo antes de nos conhecermos. Você é uma pessoa encantadora, tem garra, tem brilho, é um doce, um verdadeiro bebê, só que bem grandinho. Tudo aconteceu de uma forma tão linda e natural, que é de emocionar. Você me mostrou como é ser amada, como é ter alguém para tudo, como é ser cuidada, como é viver. Você me inspira e me motiva a ser alguém melhor. O seu olhar, o seu sorriso, as suas mini covinhas imperfeitas se tornam perfeitas em você. Cada cicatriz, cada parte do seu corpo é perfeita. Eu tenho tudo gravado na minha mente. Desde as curvas da sua barriga, do seu pé, das suas bochechas, da sua cintura, desde todas as suas formas. Fico admirada com o jeito que você fala, que você gesticula, que você anda, que você come, que você dorme. Confesso e não nego que eu sou mesmo a sua fã número 1, um dia eu conquistei o direito de ser chamada assim, e de estar em uma das melhores posições da sua vida. Às vezes eu acho que te conheço melhor que você mesma. Depois de tudo isso, é improvável dizer que você não seja a minha pessoa preferida.
O DOMADOR DOS QUATRO VENTOS
O que querem de mim quatro ventos?
Escadear os meus brios?
Certamente que não me farão ficar nu diante dos meus próprios ossos...
Antes, sabeis que guardo garbos no banco da minha ancestralidade.
Onde vós não tereis mais o acesso como naqueles tempos em que roubardes os valores morais escondidos nas melenas dos meus velhos homens e mulheres de mim mesmo.
Sim, meus velhos de mim mesmo, pois se não foceis vós, os esculpidores deste meu eu de antes, o eu de hoje, não seria este ninguém dos meus ancestrais.
Vós sois os quatro ventos do caos, eu bem sei...
Vós sois diabólicos? Então, tanto quanto eu...
Eu que me caotizo inteiro, em busca dessas partes que me foram roubadas.
As perdi por conta dos mesmos ventos que eu mesmo sou capaz de soprar.
Tenho as minhas narinas livres e incendiadas pelo primeiro elemento que me ergueu da terra. Sim, eu era um pequeno e enorme ser capaz de causar ventanias tão intensas que mudaram os rumos de vós - oh quatro ventos.
Oh demônio, que vento dos quintos!
Oh Céus, oh Deus, oh deuses!
Que diabos de ventos são esses que me arrancam do meu lugar de conforto e me jogam em territórios tão fartos de mim mesmo...
E eu, o que farei, me farto de tempo e de espaço, e me eternizo nas quatro direções para então ser um domador dos quatro ventos?
Eis que agora vêm estes quatro ventos...
Lisonjear-me-ão estranhamente como se fossem meus velhos que se foram pelas ventanias dos tempos.
Que me doem estranhamente porque me cobram direções que não são minhas.
Que me arrastam para estranhos territórios que eu se quero conheço, que muito menos desconheço, exatamente porque são seus em mim.
E assim, vós, 4 ventos, me jogam para lá e para cá...
E eu, que me considero um causador de outros ventos...
Eu, que os enfrento com toda a minha estranha estupidez genuína que se quer é tão somente minha.
Eu os enfrento com os meus próprios temporais, porque os identifico como uma afronta, exatamente para escadear os meus brios.
Que importa isso...
Eu posso desenvolver outras honras ocultas e escondê-las de vós na minha ancestralidade inseminando todos os óvulos da minha própria curiosidade com o meu modo de bajular os meus próprios estranhos sagrados e a minha capacidade de construir deuses em larga escala.
E quando vós menos esperardes, surpreendê-los-ei na curva dos ventos, e amansá-los-ei com o meu próprio canto, com o meu assovio misterioso grifo, ou um sátiro divino da floresta que veio para inseminar ideias em larga escala.
Quem sois vós? Quatro ventos? Sois os versos, as rimas das quatro direções?
Pois saibam que eu não vos temo, bajulem-me o quanto quiserdes.
Porém, cuidado, evaporo-me, e transformo-me em essência.
Eclipsar-me-ei dentro do meu próprio bojo de ancestralidade, e incorporar-me-ei a vós, 4 ventos, e vos contaminarei com o meu próprio veneno de Eva e da Adão, de caos e de cosmo, do bem e do mal, herdado do meu Eden.
Eu sou o cupido do pecado sagrado que balança vos balança, oh quatro ventos que sois eu em movimento.
E num instante qualquer eu vos falo das coisas que eu sei de milhões de anos atrás e cavalgo em cada um de vós como um verdadeiro cavalariano, o ogum que sou.
Amanso-vos, um-a-a-um, em mim mesmo...
Só por amá-los de alguma forma estranhamente platónica.
Pois vos nego enquanto a minha inconsciência vos atrai como se fosseis meus próprios fósseis.
Será que vós sois realmente os velhos homens e mulheres que estão a roubar-me brios ou afagos?
Ou porque vós sois EU também...
Agora, amansados, devolvam-me os meus brios.
Estes brios são de meus velhos homens e mulheres por quem eu sinto muito!
Vós sois os quatro ventos, eu sei...
Muito prazer!
Raras as vezes eu vos rezo, normalmente sempre que me transformo em fogo e vos aqueço com a minha capacidade de me incendiar inteiro de essências combustivas o suficiente para queimar as quinquilharias dos resíduos produzidos pelos meus cárceres privados.
Quase sempre faço isso sem perceber e muito menos sentir o cheiro da fumaça daquilo que queima e que se transforma em minerais novamente nessa loucura incrível que é existir plenamente.
Eu sou a ventania!
Vós sois os quatro ventos, sim, eu sei...
Mas eu sou a ventania os redemoinhos na cabeça do meu próprio sagrado, que ondula os meus próprios brios.
Eu sou o sinal avesso, o que deixa claro que não cabe...
Sou aquele enorme redemoinho nas cabeleiras do meu próprio deus
Sim, sou eu, sou capaz de girar todas essas coisas, desde o caos até ao cosmo.
Eu sou o domador de ventos!
Sim, sou domado pelos ventos, pois eu sou todos estes homens e mulheres de mim mesmo.
Eu sou esse todo!
Eu sou tudo!
Eu estou cavalgando nos quatro ventos, mesmo que dilacerado em quatro partes, quatro corpos e que cada uma dessas partes esteja em uma das quatro direções.
Eu juntarei cada uma dessas quatro partes, agitando os meus quatro elementos dentro de mim mesmo.
Sim, farei grandes agitações, pois o meu destino é retornar ao centro, inteiro, com todas as partes de ancestralidades de mim que foram arremessadas às quatro direções.
O centro cósmico é o meu lugar!
Não serei mais apenas esse fogo louco que sou!
Serei um grande aglomerado de forças!
Uma junção de Fogo, de Terra, de Água e de Ar que serei!
E como uma graça de um deus que eu mesmo criei ainda quando eu era o meu próprio ancestral, meu velho, minha velha, eu explicarei o meu próprio “bio”, pelo meu próprio “brio” ou não me chamo domador dos quatro ventos...
Voltarei ao núcleo de onde eu me originei sozinho, assim como os meus velhos homens e mulheres de mim mesmo!
Todos como pobres demônios originando-se para se dilacerarem e serem arremessados nas quatro direções, e contarem com a boa sorte de possíveis bons ventos.
Meu pobre destino que ironia mais incana e essa?
De tanta dor pela minha própria dilaceração, mais tarde eu mesmo criei um deus que deveria me adorar...
Mas tão logo criado, a criatura me exigiu adoração, servidão e me expulsou das minhas zonas de conforto, me proibindo de ter os meus próprios prazeres.
Oh céus que diabos que eu criei?
Se criei um deus, acabei criando também um diabo para que fosse por deus enviado a mim para me torturar?
Isso é profano demais!
Então eu dividi esse deus comigo mesmo lá no futuro.
Apostei na possiblidade de que esse meu deus também se tornasse tão divino como eu era.
E advinha, deus meu ganhou céus e terra, e eu me tornei a sua criatura.
Com o tempo esse deus se tornou minha grande inspiração, consagrando-se como divino tanto quanto o cosmo de onde eu me originei.
Esse deus saiu da minha própria carne, mas isso não foi de agora...
A minha carne lembra de tudo isso...
As vezes ainda sinto a dor da dilaceração que me ocorreu por conta dos invasores, os seres de outros mundos, infernos talvez, quando eu fiz a doação de órgãos para que deus fosse criado de mim mesmo.
Depois disso eu fiquei um ser que lagrimeja versos e poesias.
Será que é falta dos órgãos que me foram retirados para a composição de meu deus?
Ou será que é esse deus criado por mim mesmo que tem a capacidade de me inspirar?
Sim, eu não sei a resposta!
Meu Éden nunca mais deixou de ser um caos...
Parece que foi ontem que tudo isso aconteceu!
As vezes eu choro de saudade dessas partes dilaceradas em mim...
De uma coisa eu tenho plena incerteza; de meus ancestrais sobraram apenas estes pobres ossos resmunguentos que morrem de medo de perderem seus brios pelas travessuras e dos atrevimentos destes quatro ventos. Os demais, todos evaporaram como se nunca tivessem existido, como se fossem uma só essência, sabe, uma espécie de fragrância que acabou sendo atraída pelos cabelos ou pelos poros do deus criado, e desde então ele se tornou o criador de tudo.
Dizem por aí, nas esquinas do Eden que a força, a capacidade de criação de deus vem exatamente disso...
Dizem que é exatamente dessa essência dos meus ancestrais que tudo tem origem, que o tal deus é só rótulo desse aglomerado de amor que esses meus ancestrais sempre tiveram.
Reconheço-me forte e fraco com estes ossos e ao mesmo tempo com saudades dos amores ancestrais que evaporaram, como se não bastasse as dores da amputação de meus órgãos para a criação do deus.
Talvez seja apenas impressões de mim mesmo ou dos meus ancestrais, como pode doer um órgão que eu nem se quer lembro de ter?
O que mais me faz falta é a minha terceira visão, dessa eu acho que lembro sim, mesmo não a tento em mim, as vezes ela se revela e me leva a ver coisas de outros mundos.
Que isso fique aqui, cá entre nós, não se atrevam espalhar isso aos céus e terra...
Aqui por enquanto, falar disso é insanidade, estão novamente prendendo os que veem essas coisas, sim, e o tratamento a eles é de “chocar”.
Veja como é cruel nascer do acaso?
Recomponho-me quando caio em consciência de que essas partes arrancadas de mim serviram para criar um ser que se tornou divino.
Por isso sou a imagem e a semelhança de deus...
Foi de mim mesmo que ele nasceu.
Ele é o meu filho amado, o que virá de mim, depois que eu vencer os meus dragões e fazer com que os meus ossos possam também evaporar.
E lá nos cabelos ou nos poros de deus eu estarei oferecendo-lhe o melhor que há em mim...
Enquanto isso não chega, e nada chega ou basta!
Inquietação, é a profanação dos meus velhos homens e mulheres de mim mesmo, pois deles me sobraram apenas o que sobra nos ossos, ritos, mitos, crenças e doenças.
Dos bons nem ouvi falar, pois que nunca quiseram deixar qualquer rastro de existência ou de personalidades.
E eu que escolhi seguir a passos largos os exemplos dos meus próprios ossos.
Porque é tão difícil abandonar os meus brios?
Porque são ossos do meu sagrado oficio?
Acalento-me aqui, então, falando com os meus brios que nunca me abandonaram...
E quanto a vós, quatro ventos, fosseis os grandes percursores de tudo isso?
Pois bem!
Junto-me a vós recolho-me nas minhas esperanças de voltar ao meu centro.
Não mais como domador dos quatro ventos.
Talvez como domador das minhas próprias tempestades.
Provavelmente for exatamente isso que o meu deus tenha feito tão rapidamente!
Farei isso então!
Serei como um ogum de mim mesmo!
Vencendo os meus próprios dragões.
Salve os quatro ventos!
Autor: Pedro Alexandre
26 de agosto de 2021.
As palavras se perdem no momento ninguém sabe aonde se perdeu...
pois a dor é parte da solidão,
na imensidão procuramos um sentido para o caos...
a eternidade parece pequena diante devastação do sentimento...
as pessoas morrem somem nada parece sumir realmente...
o esquecimento é um vale de vaidade...
tudo passa por um momento que foi marcado nas profundezas da alma e o espirito clama nos vales procurando uma luz que dará o consolo...
o alivio nunca será o bastante pois as magoas são profundas....
sentir...
porque devo sentir...?
pois não compreendo...
Há algum sentido para que eu sinta algo dentro de um mundo vazio sem vida...
se não acrescentar nada o que posso fazer apenas lamentar...
pois desligar dos sentimentos é dom que tenho...
provavelmente nem me lembre quem é você no exato instante que desligo...
a solidão faz isso essa pessoa... acha que devo algo kkkk... quem é você mesmo??/? e isso faz algum sentido????
pois o espaço vazio que deixou se completou com outra coisa melhor ué...
pois não á motivo para continuar algo que me vai fazer sofrer sem motivo algum! apenas um sofrimento a menos...
se não representa nada não é nada apenas um caos a menos que devo deixar num passado esquecido...
nada nem ninguém vai mudar isso em mim... essa uma verdade que carrego.
as coisas ficam melhor quando deixamos ir e tudo segue seu rumo mesmo que seja para o abismo sem fim...
nada mudará se você não mudar! diante da dor....
A sujeira do mundo nos tornamos mudos...
Diante o momento nós estamos mortos para vida...
E tudo está acontecendo...
Diante nossos sentimentos perdidos para aqueles que acordam diante o medo...
No profundo momento que passamos muitas vezes na solidão eterna...
Vemos tudo afundar sobre as promessas e dizeres falsos...
Sério mesmo que o amor é abatido desta forma?
Ser obscuro que desbrava as veredas de nossas almas...
Ao som de um berrante se diz presente nos momentos que guardamos a verdade que nos habita muito além dos montes verdes...
No profundo horizonte que inspira os sonhos que desejamos e amamos... Por muito tempo esteve guardado no profundo do coração.
O respiro em momento pois amor é último suspiro de vida...
Muito além de ser amado é estar perto da eternidade para sempre.
Uma ordem foi gritada.
Amai-vos uns aos outros...
Mas entenderam... Armai-vos uns aos outros... Geramos a disputa.
A capacidade de nos Amarmos
uns aos outros vai da medição sumária de quanto nos favorece. Somos mais eloquentes no convencimento do Armai-vos
uns contra os outros, uma vez que estamos sempre em auto defesa.
Uma coisa nesta cidade é certa: quando tudo começa a parecer igual, é aí que você é apresentado a algo que jamais imaginou.
A dor existe para estimular a nossa ação. Se não doer, o ser humano não se move e caso você não tenha ainda a vida que merece e que sonha, não se mover é um risco eminente de continuar como está!
Você é meu cachorro. Eu faço coisas para você. Mas você me ajuda com o meu dia. Você protege o jardim, a casa, aliás, a vizinhança toda. É meu bichinho de estimação. Mas também é meu melhor amigo.
Escrever sobre alguma coisa, requer emoção.
Os escritores não acordam do nada e escrevem simplesmente por que são pagos para isso.
Tem que haver uma inspiração, um sentimento.
Às vezes a mistura de tudo, um pouco de descontentento, um pouco de tristeza, um pouco de alegria, um pouco de amor, um pouco de ódio, mas precisa ter muita paixão pelo que se escreve. Só assim você transmite a mensagem a quem lê. Escrever por escrever é melhor que não tenha escrito nada!
É sobre isso! Seria melhor se não tivesse escrito nada!
O mundo nos proporciona muitas felicidades ilusórias, mas, às vezes não nos damos conta de que verdadeira felicidade está em nós. O nosso Criado nos deu a chave da vitória. Então, faça um bom aproveito dela!
Tenho comigo sonhos pluralizados,
Todos os dias acordo miragens,
Encho jazigo vazio de esperança,
Respiro euforias como criança,
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