Criação e inspiração
A CRIANÇA QUE HABITA EM NÓS - SENSAÇÕES
(Peça para alguém ler para você)
Hoje aqui eu convido você
A viajar comigo nesta história.
Esvazie a sua mente
Feche os olhos e apenas ouça
Minha voz suavemente.
Pronto, voltaste a ser criança.
Aproveite, não há mais ninguém em volta
Só você e sua velha infância
Ali no cantinho, veja!
Quanto brinquedo empilhado.
Há um que você gosta mais.
Dá pra ver.
Vá pegá-lo!
Uau! que bela recordação!
Há quanto tempo você não brincava?
Não recordavam-lhe as boas lembranças?
Sensações de criança
Que se foram e não voltam mais.
Aproveite, ainda estamos aqui.
Quanta inocência e rebeldia!
Você foi travesso um dia.
Quanta calmaria
E ansiedade para brincar
Como se o tempo fosse só seu
E o mundo girasse ao seu redor
Como se não houvesse problemas
E a dor fosse uma só,
A de ralar o joelho,
De arrancar o tampão do dedão,
De bater a cabeça ou levar um escorregão,
Mas não importa.
Tudo passava, você chorava,
Se encantava de novo e ia...
Quanta alegria!
Eu acho que toda infância nos remete a um pé de manga,
A um grupinho de amigos doidos,
A um clubinho, algumas construções vazias
Que serviam de labirinto para brincar de polícia e ladrão,
A uma cozinha pequena, porém limpinha,
A vó gritando e fazendo o almoço,
“Come tudo menino: - ‘tô’ de olho.”
O banho de chuva gelada, na lama ou na calçada,
As brigas com os irmãos,
A bola na casa da vizinha chata,
À noite, a mãe esperando você, com a varinha na mão...
Tudo era maravilhoso e tão simples.
Hoje como a gente aguenta?
Quantas virtudes eu tinha, quão sortudo era eu.
Desculpem-me quem não viveu assim,
Mas, pra mim, foi assim que se valeu.
Que saudade imensa de ver girassóis.
Hoje eu não vejo mais, é como se tivessem sumido,
É como se tivéssemos escondidos
Como a criança que habita em nós.
A DOR QUE EU CRIAVA
Por onde olho, vejo o mundo
No espelho refletindo minh’alma
E descrevo sem cortejos:
O que o íntimo do meu ser esbravejava
Era um buraco escuro.
Um palmo de distância separava
Meu corpo do paredão aceso
Que em fogo chamejava.
O que me deixava confuso
Era a incoerência de como ocorria,
Pois, se escuro estava,
Meus olhos não viam,
Mas meu corpo na dor sentia
E sofria a dor que era só minha,
A dor que eu mesmo criava.
Pena que a gente não escolhe
Com quem iremos conviver.
Ainda bem que o mundo é livre,
Junta pessoas para aprender
A dividir o tempo todo
E relacionar-se mesmo sem vontade
Pois, além da nossa compreensão,
Existe um ser divindade.
Soneto para Parintins
Minha terra é bonita
Outra terra igual não há,
É o melhor lugar do mundo
Pra viver e amar.
Se eu pudesse escolher
Um lugar para morar
Tenho toda a certeza
Que eu não iria te trocar.
No interior tenho o rio e a floresta
Criações, plantações, caça e pesca,
Na cidade tenho uma casa para morar.
O que mais posso precisar?
Só me falta uma palmeira
Pra cantar o sabiá.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
Deve haver repreensão de qualquer acção que pode criar corrupção ao coração.
Se há maior risco de contaminação do público, então a repreensão pode ser feita em público.
Palavras são conjuntos de letras semeadas num espaço, que se aglomeram e se juntam para criar constelações de ideias.
Colocar toda nossa expectativa nos humanos é assumir que todas condições estão criadas para no final sermos decepcionados, enganados e frustrados.
Todos querem trilhar o melhor caminho;
difícil é manter-se firme quando os espinhos ferem, o sol castiga e o horizonte já não se mostra.É então que os valorosos se revelam.
O Eco do Punhal de Vidro
Há perguntas que nascem com dentes,
Criaturas pálidas trancadas no sótão da mente.
Não as soltamos porque o silêncio é um cobertor,
E a verdade, nua, tem o hálito podre do terror.
Pois saber o "porquê" é, muitas vezes, aceitar
Que o castelo de cartas nunca foi feito para habitar.
Vale a pena o risco?
Questionar o destino é como polir o fio da navalha;
Se o corte mudar a vida, o que resta na batalha?
Uma alma nova, talvez, mas banhada em sangue e frio,
Pois certas respostas transformam o oceano em um rio vazio.
É o luxo da ignorância combatendo o vício de ver,
Enquanto o relógio mastiga o que nos resta de ser.
Temer a morte é o maior dos contrassensos,
Um ensaio fúnebre em nossos dias mais densos.
Se o fim é o ponto final já posto pela mão do tempo,
Por que tremer diante do sopro de um vento atento?
A resposta final já está escrita na pele e no osso:
Ela virá nos buscar, quer o abismo seja raso ou fosso.
Mas escute o sussurro que você insiste em abafar,
Aquela verdade que o peito não ousa confessar.
E se a resposta que você guarda, trancada e sombria,
For a única chave que encerra essa agonia?
Talvez o horror não seja o fim que a morte traz,
Mas viver uma mentira e chamar o cárcere de paz.
"A verdade é um monstro que preferimos manter faminto, sem perceber que, ao final, somos nós o seu único alimento."
Pai👑
No rosto as marcas de quem sempre lutou para dar o melhor aos seus...
Esse olhar firme,não mostra o tamanho do coração desse moço.
E por falar em tamanho, posso afirmar que o Amor que ele tem não dar para medir ou calcular.
Ele é o espelho de força, coragem e caráter inigualável.
E quanto a quem ele é de fato ? Ele é um herói para defender quem ama, um alicerce que sustentou e sustenta sua linhagem e ao mesmo tempo sabe ser guerreiro pois lutar e vencer não é para qualquer um.
Suas propriedades excede a feição cansada da lida , mas confirma em cada passo dado pois leva com ele resistência e AMOR! Te amo coração gigante, tu é o cara!
"Exemplo Cristóvão "
Em 11 de Abril de 2020.
Infância cabocla 2
Nas várzeas do Amazonas fui criado,
Numa comunidade ribeirinha.
Lá minha família criava gado
E no tempo que a enchente vinha,
Pra terra firme até gente ia morar,
Até a água começar a baixar.
Desde cedo aprendi a nadar,
Segurando no casco, a bater o pé.
E o rio sempre a me ensinar,
Que eu sou da várzea, cria do igarapé.
Brincando de manja a gente nadava
E o medo das águas logo acabava.
Fazia cavalo com palha de bacabeira
Jogava pião no terreiro de chão
Bolinha de gude, a mira certeira
Futebol no campinho era só emoção.
Subia na goiabeira pra comer fruta madura
E apedrava nas mangueiras pra colher muita fartura.
Mas nem tudo era só brincadeiras,
O trabalho começava cedo
Meus irmãos tiravam leite das vacas leiteiras
E andavam a cavalo sem medo.
À tarde no curral prendíamos o gado
Plantávamos milho, jerimum e melancia no roçado.
Ah, minha doce infância cabocla!
Que o tempo levou, mas na lembrança ficou
Um gosto de infância que não sai da boca,
Tesouro tão raro que o peito guardou.
Ah, que saudade das brincadeiras!
Da vida singela, porém verdadeira.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias
O melhor esconderijo pra um sorriso é a escuridão, pra um olhar triste que não enxerga o amor dentro do coração!
Leia sempre a Biblia, porquanto os homens precisam se alinhar com a mente criativa de Deus e avançar com sabedoria para Sua presença.
No esforço de me tornar alguém melhor, fui marginalizando partes de mim até que, sem perceber, deixei de reconhecer minha própria identidade.
Hoje começa maio.
Adentrar este mês sabendo-me protegida por uma força maior é o melhor presente de Deus. É assim que inicio maio: consciente de que as forças que me guardam são maiores do que qualquer mal desejado ou lançado contra mim.
E, com essa fé, acredito nas minhas vitórias. Nas pequenas, de cada dia, que não são menores em importância, pois tudo que vem de Deus é sagrado; e nas grandes, pelas quais meu coração anseia.
Começo maio assim, cheia de fé e gratidão, acreditando que o que é bom vem e permanece, e que o que é ruim se perde pelo caminho ou se desfaz por si só.
Meu foco para maio não está no mal, mas no bem que ainda existe e no que me pertence, que já está a caminho. Que a força da renovação deste mês me conduza ao que preciso, de forma leve e gratificante.
E que a força de Deus me proteja e me guie a cada dia, em cada passo do meu caminho.
Assim seja.
Josy Maria 01/05/2026
Frases, textos e citações by Josy Maria
Proteger uma criança hoje é salvar uma geração inteira amanhã.
Mulheres de impacto não só lutam, elas garantem o futuro.
A negação da existência de um Criador, senhores, não nasce — como muitos pretendem fazer crer — de um rigor científico absoluto, de uma demonstração irrefutável. Não! Ela emerge, frequentemente, de um processo interno, psicológico, quase íntimo, em que o indivíduo, confrontado com a dureza da realidade, tenta reorganizar o seu próprio entendimento do mundo.
E quando essa realidade não corresponde às suas expectativas — quando a dor, a frustração e o infortúnio se impõem —, o que faz esse indivíduo? Em vez de questionar suas próprias limitações, opta por descartar a hipótese de Deus. Não por tê-la refutado, mas por não encontrar nela utilidade imediata.
Ora, isso revela um equívoco fundamental!
Pressupõe-se, de maneira absolutamente distorcida, que Deus deva funcionar como um servo das vontades humanas — um agente corretor de erros, um solucionador automático de problemas. E quando essa expectativa infantil não se concretiza, instala-se não apenas a descrença, mas, muitas vezes, uma postura agressiva contra aqueles que creem.
Mas vejamos com clareza lógica: a ausência de prova não é prova de ausência! Esse é um princípio elementar, que qualquer raciocínio minimamente estruturado deve respeitar. Da mesma forma que a fé não se sustenta exclusivamente em evidências materiais, a negação também não pode se arrogar o monopólio da verdade.
O que se observa, portanto, não é uma superioridade intelectual da descrença, mas, em muitos casos, uma projeção de conflitos internos — uma tentativa de transformar frustrações pessoais em posição ideológica.
E aqui está o ponto central: a fé, para milhões, não é ingenuidade. É estrutura. É força. É reorganização da própria existência.
Por isso, o que se exige — não como favor, mas como princípio de civilidade — é a simetria intelectual: que ninguém imponha sua crença, mas que também ninguém desqualifique a fé alheia como se detivesse uma verdade absoluta.
Porque, no fim, senhores, tanto a crença quanto a descrença caminham sobre o mesmo terreno: o da limitação humana diante do infinito.
Inspirado livremente em Victor Hugo (tradição humanista), em releitura contemporânea.
Meus amigos, eu desejo, eu afirmo, eu proclamo!
Desejo que você ame, mas que ame de verdade, com convicção, com intensidade, com seriedade!
E que sendo amado, seja digno desse amor!
E se não for amado, que tenha força moral para superar, para esquecer, para seguir adiante!
E que esquecendo, não carregue mágoas! Não!
Porque a mágoa corrói, destrói, enfraquece o espírito humano!
Meus amigos, eu desejo que você tenha companheiros!
Companheiros de verdade! Não oportunistas! Não falsos!
Mas que entre eles haja pelo menos um, UM QUE SEJA LEAL!
E também, meus amigos, é preciso compreender:
a vida exige adversários! Exige oposição! Exige contraste!
Para que você saiba quem é, para que você compreenda seus próprios limites!
Desejo que você seja útil! ÚTIL À SOCIEDADE!
Mas não insubstituível, porque ninguém é absoluto neste mundo!
Desejo que você aprenda a tolerar!
Não a fraqueza voluntária, mas a falha humana inevitável!
E que você compreenda: cada fase da vida tem seu valor!
A juventude tem sua energia!
A maturidade tem sua responsabilidade!
E a velhice tem sua sabedoria!
Não se apresse! Não se desespere! Não se destrua!
Meus amigos, eu desejo também que você conheça a tristeza!
Porque quem nunca conheceu a tristeza não valoriza a alegria!
Desejo que você veja a realidade!
Que veja os injustiçados, os esquecidos, os que sofrem à sua volta!
Porque ignorar isso é negar a própria condição humana!
Desejo que você contemple a vida simples!
Um animal, uma árvore, uma semente!
Porque ali está a verdade da existência!
Desejo que você tenha recursos materiais! Sim!
Porque sem eles não há estabilidade! Não há sobrevivência digna!
Mas que nunca seja escravo deles! NUNCA!
E desejo, por fim, que você ame!
Que construa! Que permaneça! Que resista!
Porque se houver amor verdadeiro, consciência e dignidade…
então, meus amigos… não haverá mais nada essencial a desejar!
A adaptação talvez seja a forma mais decisiva da inteligência; a inteligência acha o melhor caminho, mas a adaptação atravessa os obstáculos de qualquer caminho.
