Inspirado livremente em Victor Hugo... Aerton Luiz Lopes Lima
Inspirado livremente em Victor Hugo (tradição humanista), em releitura contemporânea.
Meus amigos, eu desejo, eu afirmo, eu proclamo!
Desejo que você ame, mas que ame de verdade, com convicção, com intensidade, com seriedade!
E que sendo amado, seja digno desse amor!
E se não for amado, que tenha força moral para superar, para esquecer, para seguir adiante!
E que esquecendo, não carregue mágoas! Não!
Porque a mágoa corrói, destrói, enfraquece o espírito humano!
Meus amigos, eu desejo que você tenha companheiros!
Companheiros de verdade! Não oportunistas! Não falsos!
Mas que entre eles haja pelo menos um, UM QUE SEJA LEAL!
E também, meus amigos, é preciso compreender:
a vida exige adversários! Exige oposição! Exige contraste!
Para que você saiba quem é, para que você compreenda seus próprios limites!
Desejo que você seja útil! ÚTIL À SOCIEDADE!
Mas não insubstituível, porque ninguém é absoluto neste mundo!
Desejo que você aprenda a tolerar!
Não a fraqueza voluntária, mas a falha humana inevitável!
E que você compreenda: cada fase da vida tem seu valor!
A juventude tem sua energia!
A maturidade tem sua responsabilidade!
E a velhice tem sua sabedoria!
Não se apresse! Não se desespere! Não se destrua!
Meus amigos, eu desejo também que você conheça a tristeza!
Porque quem nunca conheceu a tristeza não valoriza a alegria!
Desejo que você veja a realidade!
Que veja os injustiçados, os esquecidos, os que sofrem à sua volta!
Porque ignorar isso é negar a própria condição humana!
Desejo que você contemple a vida simples!
Um animal, uma árvore, uma semente!
Porque ali está a verdade da existência!
Desejo que você tenha recursos materiais! Sim!
Porque sem eles não há estabilidade! Não há sobrevivência digna!
Mas que nunca seja escravo deles! NUNCA!
E desejo, por fim, que você ame!
Que construa! Que permaneça! Que resista!
Porque se houver amor verdadeiro, consciência e dignidade…
então, meus amigos… não haverá mais nada essencial a desejar!
