Covardia
"Desprovido de valores morais, o homem pós-moderno percebe a mansidão como covardia e a temeridade como coragem".
"Mansidão não é indiferença, neutralidade ou covardia; é fortaleza amorosa ante os inarredáveis reveses da vida".
"A covardia gera o ressentimento; o ressentimento produz o ódio cego; o ódio cego induz à maldade; e a maldade tem como conseqüência a cegueira da mente, a qual desumaniza uma pessoa e a faz perder a natural capacidade de ver a realidade em suas evidências mais gritantes".
Defender as nossas convicções é clara manifestação de resiliência; covardia é vender a alma por conta de projetos perniciosos em detrimento de valores e princípios morais.
"A ausência de conhecimento dá origem à ignorância; esta conduz à covardia, que se manifesta como medo. O medo, nascido da imaginação, forma com ela um caráter ilusório, distante da verdade."
"Onde o saber se ausenta, a ignorância floresce. Dela brota a covardia, que se esconde atrás do medo — um medo moldado pela imaginação. E assim, surge um caráter que é apenas sombra do que poderia ser."
"Sem conhecimento, vem a ignorância. Da ignorância, nasce a covardia. Da covardia, o medo — sustentado pela imaginação. O resultado? Um caráter falso."
"A falta de conhecimento gera a ignorância, que por sua vez leva à covardia. Esta, então, dá origem ao medo — um medo que depende da imaginação. Juntos, medo e imaginação formam um pseudo caráter."
O problema não está na fé, mas na covardia revestida de espiritualidade. Porque fé de verdade exige coragem: de pensar, de agir, de contrariar, de assumir a responsabilidade pela própria existência
COVARDIA (soneto)
Se, assim, de novo à minha emoção
Tocar, entediante, para o meu amor
Hei de revelar-lhe toda a sensação
Do coração, sussurrante e com dor
Pouco importa se for apenas ilusão
Não se faz surdo e cego este rancor
Pois bem, dói, não apenas na paixão
Nos suspiros, e tão cheios de temor
O soneto chora, ai! Sangra, se arruína
E, dentro do peito um vazio que arde
Fazendo de o amargo poetizar, rotina
Sôfrego... Suplicante... e tão aturdido
Me vem aquela fragilidade covarde
Fazendo o sentimento tão bandido.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13 maio, 2025, 05’06” – Araguari, MG
Não faço parte da sociedade atual, não sou dessa geração de um amor inexistente, a dor e a covardia andam juntas.
Sou de uma outra época, onde as mulheres eram agradadas com rosas e a escrita de cartas era comum. Pode criticar meus desejos do passado, mas jamais o futuro será passado.
