Correr
Tanto faz pra mim se queres correr ou fugir de meu querer, se esconder por medo de amar ou se deixar levar com gosto de sentir-se capaz de despertar os instintos;
Nada pode atrapalhar o meu fluxo sensato que tem a certeza que serás minha em um pequeno e curto prazo;
Seu andar é a batida da perdição que me leva sem querer para lugares onde quer o meu coração;
O meu silêncio alimenta a sincronia de correr em direção ao amor sem se declarar ao certo;
Entrelaçando com os meus objetivos, abraço-os sem as dúvidas aparentes;
Porém o meu silêncio não define o que falo com os olhos;
Não quero ser a sua rota riscada para correr sem sono beirando as suas entrelinhas mal escrutas;
Como eu posso saber quando encontro os teus perdidos de lágrimas encontradas te oferecendo colo para cicatrizar as tuas mágoas;
Entrelaço os meus pensamentos tentando encontrar a coragem de direcionar os meus pensamentos a você;
Não perca tempo de correr ou até mesmo morrer por quem não merece se quer um olhar, pois não se sabe quem realmente é verdadeiro;
Nada para atrapalhar os sentidos que insistem acender as esperanças que nem sempre contrariam um sentimento incontrolável;
Com todo amor dedicado à você! Quando eu não mais poder correr atrás de você, espere me para andarmos lado à lado;
Se eu esquecer o teu nome, venha sorrir para mim e me ajudar a lembrar de quem você representa para mim!
Se eu não mais conseguir escrever os meus sentimentos para você, apenas sinta que o meu coração ainda pulsa por ti;
E saiba que mesmo velho, doente você sempre fará parte da importância da minha vida;
Não posso evitar com o peso dos meus sentimentos que não desaparece der repente, sem correr atrás de quem pilota sem licença;
Por você...
Eu dei as mãos ao impossível
Me desfolhei para correr esse risco
E com palavras buscar encantar
Para que algum dia você viesse me amar
Aparei a chuva com o meu coração
Deixei que o perfume inspirasse a canção
Amando a vida e construindo meu mundo
Dizendo aos meus sentimentos que você era meu tudo;
Os meus sentimentos são mesmo sinceros, se eu tiver que correr atrás... Irei até onde der, depois FODA-SE!
Estudante, vá andando no seu ritmo sem precisar correr e suba todos os degraus que precisa para chegar na linha chegada. E não abaixe a cabeça e nem se sinta menos que ninguém, pois todo professor já foi um "reles" aluno.
A única decisão que se toma na turbulência, sem correr riscos de arrependimento depois dela, é se manter agarrado ao Maior do que ela.
Hoje em dia não posso mais
Correr como eu corria
Se eu tentasse
Tenho certeza
Que com o tempo
Recuperaria o meu fôlego
Perderia esse jeito
Trôpego de agora
Não vejo razão pra isso
Não há mais com quem correr
Aqueles amigos partiram
Os meninos que corriam
Se foram todos embora
Não saem mais para brincar
Parece que me esqueceram
Inventaram uma brincadeira
de esconder
Em que a gente procura
E não encontra
Entraram num túnel
de onde ninguém sai
depois que entra
E eu fiquei aqui
Sentado à sombra da saudade
Privado da liberdade
de rir como a gente ria
E a cada amigo que partia
Uma parte da minha vida
Consigo eles levaram
Ou será que ainda estão lá
Esses pedaços?
Em cima de árvores que cortaram
Ruas de terra que asfaltaram
Bicicletas que enferrujaram
Nos planos que a gente fez
e eles não viveram
Pra cumprir
Foram viver em outros mundos
Outros planos, outros níveis
Às vezes eu os sinto aqui
Ninguém vê, só eu os vi
Pois hoje eles são apenas
Meus amigos invisíveis.
Aqui na minha mente
Creio eu
Daqui pra frente
A vida
Há de correr depressa
Acredite sempre
Porém, se um dia perceber
Que tua fé
é incapaz de mover a montanha
Acredite no vento
Esteja descontente, às vezes
Mas jamais se esqueça
Que pra todo descontentamento
Há limite
Acredite no mundo
Mas se lembre sempre
"todo mundo"
é muita gente
Pois, daqui pra frente
O tempo vai voar
Acredito eu
Que não seja o caso
Só de crer
Mas de crer, tão piamente
Que acho até que chego a ver
Enferrujadas, carcomidas
Corroídas pelos dias
As correntes que prendiam
Meus pensamentos
Aos dias de Sol
Felizes dias de Sol
De uma imberbe criatura
Que sonhava
Sonhava com dias de Sol
Que olhava pores do Sol
Até que o Sol se pusesse
E depois sorria, satisfeito
Mas a bem da verdade
Nem via direito
Quando o Sol se punha
Só depois de um tempo
Só depois de tanto vê-lo ir
Um dia percebeu
Quando o Sol voltou no outro dia
Que aquele que ia
Aquele jamais voltaria.
Edson Ricardo Paiva.
Durante o correr das horas
Aflição e pressa
e riso e rotina
A sombra das cortinas
desfilando pelas salas
E essa
Imensa mania de querer
Que as horas passem depressa
Durante o correr das Estações
A febre do ouro
O voo dos pássaros
Migrando pelos Céus
Trabalho, descanso,
desejos suprimidos
Sonhos reprimidos vão e vem
Intermitentes qual vagalume
E uma intensa aflição
Pra que se acabe
E que o mundo desabe
Como é de uso e costume
Durante o correr dos anos
Planos concretos
Corações que páram e disparam
Quase todos malograram
Silhuetas de almas
Desfilando calmamente
Nas inevitáveis despedidas
Durante o correr da vida
O tempo que corrói quase tudo
E uma inenarrável mania de querer
Sentir, ao menos por um instante
Aquela alegria cortante
daquele tempo
Que você tanto desejou
Que passasse depressa
Edson Ricardo Paiva
Preencher "vazios" com coisas superficiais é a mesma coisa que correr em círculos e querer chegar num destino ...
Você aprendeu a andar, correr e decolar para alçar vou como o avião no espaço, mas não deixe pra trás quem te deu a mão pra você dar os primeiros passos.
