Corpo
A dança é a expressão do corpo em forma de arte, a resposta para muitos, a liberdade expressada em alguns movimentos, sentimentos vívidos que não são externados pela fala, mas através dos passos, do mais simples ao mais complexo, da leveza dos ventos a fortes ventanias, tudo em um raro equilíbrio entre a mente e o coração, vezes, elegante, outras, descontraído, ocasiões emocionantes, cada instante único e inconfundível, mundo fascinante, liberto e criativo.
Seja morada de bons sentimentos, trate como um templo o seu corpo, pois o tempo está cada vez mais escasso, todo instante deve ser proveitoso, portanto, que o seu coração seja casa para alguns e abrigo para poucos, um entendimento incomum bastante valioso.
A sua estrutura que relaciona lindamente corpo, espírito e personalidade, tem um lado que todos conhecem, um mínimo de sua expressiva e cativante singularidade, considerando a grandeza do seu intenso romantismo, da sua inegável poeticidade, o seu jeito impaciente, ansioso, engraçado, divertido, que muitos desconhecem e o amoroso, muito dedicado, do qual poucos são merecedores,
A sua grande beleza naturalmente admirável, atraente, que começa a partir da sua essencialidade e se estende até o seu rosto sublime, o seu olhar sincero, os seus lábios suaves, os seus cabelos longos e sedosos, seu sorriso espontâneo, radiante como um incrível girassol que consegue florescer mesmo durante o outono, após se desprender felizmente daquilo que deixou de ser relevante,
Um coração caloroso que pulsa de verdade num ritmo de amor, de uma paixão empolgante cheia de vitalidade, uma percepção mais completa que apenas os poéticos e aqueles com uma certa atenção são capazes de ter, o mais próximo da sua totalidade, principalmente, os detalhes mais importantes que não são visíveis, pois assim diz um certo livro "...o essencial é invisível aos olhos...", algo que acredito.
Sangue da veia
Corre no corpo
A mácula de ser esculpido.
Guiado pelos ventos
Sentimentos a flor de passarinhos.
A seiva da vida
Água viva
Que revela o passo
Recalcado o juízo
Saiu sem despedida
Na viagem veio o tempo.
A céu aberto
Que bom ver a plateia
Levanto a bandeira
Digo sou da pátria
Clamo o êxtase da pureza.
Do início até ao fim
Digo a vida é sempre assim.
Por: Emanuel Bruno Mota Veiga Andrade
Cala palavra
Fala gesto
Move corpo
Torto
Pira palavra
Gesto pára
Corpo sente
Frio
Cada palavra
Gesto fala
Corpo move
Quente
Se eu fosse razão
Não seria emoção
Se eu fosse regra
Não seria surpresa
Se eu fosse eterna
Não seria saudade
Doença viva
tenho uma doença e não se trata do corpo, está marcada na alma.
ela mata, todo dia eu morro, ela mata, mata ela.
tem dor, tem voz, grita grita.
só, para se ficar só, ela afasta.
perdi a razão não sei sobre a vida nada, sobre-viver, me mata, quero morrer queimada, renascer Florença.
quero viver sobre o que a de bom na fita da vida, quero gozar da vida e não ser mais uma vítima
Tu olhas com tanto desejo
Que o corpo arde em febre
E no torpor deste "BEIJO"
Não há gelo que não quebre!
Bela na singeleza do roxo,
do rosado, do amarelado.
Bela tulipando no lençol,
o corpo frouxo,
ao raiar do sol.
Bela de coração,
enamorado e sem razão.
Bela no rubro da flor,
suspirando de amor;
morrendo enfim,
pra nascer em mim.
(Tulipando)
No ensejo,
Quem resiste ao gracejo?
Tomado de sobejo,
No cortejo desse beijo,
O corpo arde no festejo
Do DESEJO.
Foi de tanto estilhaço,
O corpo, ao cansaço,
A batalha, ao fracasso
E nossos abraços,
Ficaram em pedaços
(Em pedaços)
Para tirar o bolor
Nada como o reboliço
De um bolero
Que bole o corpo, bole a alma
E faz o amor
Se aboletar na gente
Rosa, no canteiro,
Ouve um chamado...
Arrepios, no corpo inteiro,
Enquanto Cravo, canta!
E Rosa levanta,
Rodopia, se assanha...
Cravo acredita!!!!
Ela aceita e não barganha.
Rosa se agita!!
Cravo, seu amor,
De outra vida, ressuscita!
Que esse friozinho que nos arrepia o corpo seja igualmente capaz de aquecer ainda mais nossos corações!
Ela não se importa em viver infeliz contanto que continue a sorrir, que seu corpo pague o preço do luxo que tem o perfume dos lençóis.
Ela não se importa em viver infeliz contanto que continue a sorrir e encontre suas gargalhadas no embriagar do Moet e almofadas de plumas enxuguem suas lágrimas de tristeza.
Ela não se importa em viver infeliz contanto que continue a sorrir e receba as bênçãos do servo de deus que ignora seus pecados e bebe dos frutos do mesmo.
Ela não se importa de viver infeliz contanto que continue a sorrir e a mulher que julga seus pecados inveje seus bens e questione o valor de sua moral, embora no fundo ela só sorri pra esquecer que é infeliz.
