Corpo
A vida e a morte
Na morte o corpo na terra adormece
E a alma flutua no céu celeste
Ascentada no trono junto de Deus
A alma também se aquece
No coração de quem a alma não esquece
A vida se continua no todo e sempre
Para aqueles que a saudade sentem
E também para aqueles que partem
Somente em diferente aspecto
Porque um o invólucro perde...
Daí a vida e a morte, diferença se apresenta
Porque enquanto um num corpo se assenta
Se diz que vive no corpo vivente
E sem um corpo se morre ausente.
Aí que, se a vida pode ser um sopro
E a morte ser a eternidade...
Então é na morte que se vive de verdade?
"É no teu sorriso que minha boca quer ficar..
É no aconchego dos seus braços, que o meu corpo quer se esquentar.
O meu amor, só sabe se completar com você ..
E quer saber?
Você é tudo que eu preciso."
nunca o meu corpo abstracto
na sua infinita aritmética
encontrou a geometria da mão
que o elevasse ao quadrado
multiplicador da sua raiz.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "obtusidade no corpo")
quero a poesia alta e superior
a que se eleve acima do corpo
capaz de transcender a lucidez
como se o sonho da montanha
fosse mais importante e nobre
que a própria subida à montanha
uma poesia que não obedeça
ao circadiano ritmo dos homens
uma poesia portanto sem o ritmo
perpendicular da língua no céu
cheio de uma tonalidade viva
que não seja o azul celeste
quero a poesia que incapacite
os homens ásperos da terra
incapazes da vigília letárgica
de um astro que os queime.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "um cometa chamado poesia")
pai
não tenho memórias
desde que mostraram
a mortalha coerciva
cercando o teu corpo
pai
ouvia dizeres “é a fingir”
eu ria e dizia “é a fingir”
por isso todos acreditaram
que a minha extravagância
era um produto da loucura
pai
como se na aritmética
da vida que continua
e do tempo que passa
coubesse alguma lógica.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "aritmética do luto")
o corpo pairando
suspenso nu
fantasma sem cor
com forma de fantasma
candura obliterada
interrupção incomum
cadáver assombroso
terra inclinada na chuva
um poeta sobre uma poça
milenar
o sangue coagulando todo
vertical
a veia míope tocando o
horizonte
a vírgula expansiva da sua artéria
cavernosa
os pés, uma chaga infernal do
caminho
as mãos, um claustro negro de
silêncio
o poeta salta
o poeta corre
o poeta também ri
mas o poeta está morto.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "o poeta, o poema e o fantasma")
Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.
Quero poder sentir os teus lábios pálidos e frios. Quero estar ao lado do teu corpo doentio. Irei beijá-la no auge da tua agonia. Irei amá-la até os fins dos dias...
De certo, não seremos somente um nome.
Nem apenas um rosto transeunte na multidão.
Nem um corpo inerte em alguma esquina qualquer.
Ou tão pouco, uma memória empoeirada sobre alguma prateleira.
Não, não seremos...
Mas enquanto formos poesia, faremos a diferença.
Marcaremos vidas.
Juntos caminhamos em direção ao paraiso
Perco-me nas curvas do teu corpo encontro-me no teu sorriso
Fico hipnotizado sempre que sorris
E que para nós os dois haja um final feliz
O coração é feliz porque o corpo é saudável, a alma pura e a mente estável. Fora disso a felicidade se tornauma mera ilusão criada por regras.
que mãos podem fazer
desaparecer um corpo
não existe corpo
desaparecido
e existe
existem
corpos desaparecidos
américa
Não tenho um Espírito, sou um Espírito. Não sou um corpo que tem um Espírito. Sou um Espírito que tem um corpo.
Você deixou minha vida mais feliz , meu corpo leve , meus lábios molhados e meu coração apaixonado 😍❤️😘❤️❤️❤️
Assim como a inveja adoece e envelhece o corpo e a alma, tal como o ódio que aprisiona e oprime o espírito. Assim também são todas as emoções, pensamentos e desejos que não foram curados pela graça, e pelo amor de Deus e que nos deixam a cada dia com um vazio do tamanho de cada um deles.
