Corpo
"Antes de ser um Deus precisei me entregar de corpo e alma,
precisei ser pequeno,viver sendo pequeno,fiquei maior mais não esqueci tudo o que aprendi sendo pequeno..."
Me lembrava das vidas que tive sendo de outras espécies,
e como cada espécie gostava de ser tratada...
"Trate os outros da maneira que deseja ser tratado"
Muito aprendi sendo pequeno,tendo outras formas,vivendo outras vidas...
"Descobri que a maior recompensa não é as riquezas,
mais o amor e a alegria de ver quem esta ao seu redor de bem com a vida"
"Descobri que sendo pequeno,pude crescer, atravessar as nuvens do céus,e chegar até as estrelas"
Ou acima delas...
Percepções
Percebo tuas mãos ainda marcadas em meu corpo
Sinto ainda teu perfume colado em minha roupa
Ouço teu pés no chão , caminhar sobre meu quarto
Ainda sinto tudo
Tudo em minha volta
Cada movimento , cada palavra
Dita nos nossos momentos de carinho
Lençóis amassados
Roupas jogadas
Em minha mente tudo permanece no mesmo lugar
Embora nosso quarto esteja todo arrumado
Mas fecho os olhos e ainda vejo
Nossa última noite de amor
Maravilhoso amor
Tantos delírios
Sussuros , gemidos
Tudo guardado aqui no cantinho dos meus olhos...
Eu te amo nos mínimos detalhes. Amo teu sorriso, amo teu corpo, teu cheiro, teus olhos, tua boca, teu jeito. Amo muito tua voz. Amo muito teu tudo.
Ao ouvir sua voz minha querida
Estremeci o corpo sem olhar pra trás
Sua voz mudou minha vida
E mudar é coisa que você sempre faz
Em um dia comum sem saber
Que existiam olhos tão lindos
Logo meu sonho foi de vê-los
Do meu lado fechados dormindo
Não conheci garota mais linda
Mas procurei a vida inteira
Se eu soubesse esperava sua vinda
Você ri de mim ainda brinda
Você diz que é tudo besteira
Mate a fome de minh’alma faminta
A felicidade invade todo o meu corpo, tentando encher minhas veias de ar puro e marcando-me o mais profundo que seja."
Aquele calor que invadia meu corpo
O despudor que controlava minhas ações
O amor que me fez ficar louca
O desejo impaciente de beijar tua boca
A vontade pura de me hospedar em tua vida
A delícia de ser tua
Passou feito ventania
Durou o tempo de um sonho
Uma noite enluarada
E terminou com a cama vazia
Mas agora, sem você
Sem você não sou nada
Ambição
Se eu pudesse alcança-lo,
Te tocaria com as mãos
Com o meu corpo
Com a minha alma...
Se eu pudesse,
Não te deixaria partir agora,
Apenas te tomaria o tempo,
Os sonhos, a liberdade...
Te faria livre...
Sem vícios, e ambições,
Me tornaria teu destino
Teus sonhos, tua razão.
Certamente, tudo passaria a ter sentido.
O sonho que trago,
A vida que levo,
E o amor que na realidade
Eu nunca tive.
Para muitos Jesus é como a pimenta, gostam da imagem até tatuam no corpo mas nunca provaram seu sabor!
“...E a pele de cordeiro cai por terra, mostrando o quão fétido é o corpo por de baixo da pele tão bela...”
Nunca imaginei, que a necessidade fosse tão enloquecedora, mas a mente anda lado a lado com o corpo, senão desespero era inevitável.
Angustias da vida cega e encenada.
A alma gritava em plena madrugada e o corpo sentia os espasmos constantes de uma dor brotando que germina em poros secos, desidratados pela servidão contida em ares de completa solidão, o momento era de lagrima que escorre pela pele fria, tudo me ligava à morte, a sensação asfixiante e o conforto estofado da imobilidade abaixo da terra, é triste pensar na inutilidade da mente, existir e não ser nada, ser o que não se quer, sendo aquilo que me tornam aquilo que me tornei, moldado por chuva acida lapidado por mãos que percorrem o corpo, rasgando, sangrando, cicatrizes internas e externas, repletas de angustias, preso a sensação de diálogos mudos, a mímica paralitica de uma falsa expressão contida, eu grito em mim, pois me falta coragem para gritar em ti o que é obvio, as pálpebras que fecham aos que existem, morrendo na escuridão forçada dos olhos, em cena muda declamo o que sou, por expressões vazias, em cubos planos imóveis e tortos, a mão tremula sobre o papel risca a folha virgem, cravando traços de uma existência corroída, a tentativa de ser o que se pensa existir, a falsidade humana, a falta de calor em mãos gélidas, laços estabelecidos facilmente rompidos, pela falta de sentidos, quem sente sofre, pois sentir é ser frágil, é o que some e não volta, pois o medo da entrega submerge nosso intimo e se instala por completo em nossos nervos, eu tenho medo, muito medo de me entregar, pois o abismo que me separa, e infinito e amedronta quem espia seu interior, meu silencio emite ondas que perseguem quem grita por vida, eu suplico por ar, pois é de direito meu o ato de viver, observar o que me cerca e memorizar o que me afeta e tudo me afeta, pois sofro de sentidos, analiso e concluo não haver respostas para o que procuro, as línguas cansadas, a pele pálida, o chorar de magoa, dizer que amo é de mais para quem ouve, pois o medo da dor e tão grande, que a distancia é obtida como necessária para quem sente o que nos obriga a ser frios, fracos, tolos, doentes da alma, suicidas naturais, um salto livre e nu sobre pedras pontudas, aguardando a queda ansioso pelo nada seguido de sangue e lagrimas, assim existo, sou matéria orgânica, que ao final, apodrece em meio sujo, o que resta de mim são traços, fotografias e memórias alheias, assim concluo minha dor, existo e não existo, E-X-I-S-T-O! A existência é natural, o sentido que é oculto, a procura desgasta, exige do corpo e da mente, revela e confunde, compreendo minha loucura como necessária e obrigatória presença em meus dias de angustia e caretice, verifico que a solidão me persegue, e eu aprecio sua presença, por motivo de força maior é natural a dor, mais insuportável a falsa felicidade fingida e encenada, falsas personalidades, doces amargos, sensações fúteis de prazeres bobos e forçados por fatores abstratos, que nos levam a fantasias, que nos levam a dor, me exigem o sangue, o segredo intimo que percorre meu corpo, furtam-me a esperança de confiança no ser humano, furtam-me a existência, negam o direito ao grito, rotulam-me hermético, rotulo-te narciso. Pela manha percebo a vida, mais um dia que respiro, lavo o corpo e completamente nu sobre a face do espelho refletida à imagem que sou, percebo minha existência física, mais me foge a existência da alma, pois me é negado o sopro de vida, o peso de viver, comprime, esmaga, e eu desisto, sou fraco, me suicido, torno-me parte do circo, marionetes tolas, vidas manipuladas, frases feitas, poemas rasgados, gritos engasgados, vidas fúteis, o que sou então se não o nada, sou a morte fingida de pernas quebradas, sou a dor material, sou a lama, meus lábios gélidos beijam as bocas vivas retirando-lhes o resto de esperança, mordo-lhes a língua, sugo-te o sangue, finjo ser aquilo que desejas, e te possuo, pinto telas com as mãos, como maças, lhe atiro fogo e vejo queimar, pois estou morto, já me falta o ar, é a busca incessante de ser não é mais, já não existe, enterraram me vivo, sofro a asfixia de ser aquilo que um dia pensei ser.
Escrever - pra mim - é bem mais difícil que aparenta. Vezes é por os meus olhos no corpo de outrem. Vezes é me ver sem utopias e maquiagens.
