Corpo
(...)Só ele conseguiu ser tudo aquilo,só ele que conhece meu espirito interior,meu corpo magro e seus defeitos leve,só ele desfrutou do meu prazer,da minha confiança. Porque quantas vezes eu chorei ? Achando não ser o suficiente pra ele ? Mas o que eu deposito nele é um bom investimento,o que parece é que ele me ama assim, magrinha e cheia de defeitos.(...)
Planos
Eu cheguei depois da alforria
Vi os traços no teu corpo
Vi a sede dos teus olhos
Eu cheguei antes da vontade
Vi os sonhos desenhados
Vi o inteiro e as metades
Vi os palhaços e malabares
Eu cheguei depois da estréia
Nem alcatéia nem ladrões
Nem princesas nem leões
eu vi a cor dos teus alardes
Eu cheguei antes das prisões
Eu vi a dor da madrugada
Eu fui a cor da revoada
nos tapetes coloridos
Eu sei a força das tuas pernas
Eu sei que alguém olha por nós
Eu vi sinais nos meus lençóis
Que as dobraduras me ensinaram
Eu sei que a fé anda comigo
eu sei que a cena não termina
antes que as mãos saibam rezar.
PARA ELLIS
Naquela manhã
O sol banhou teu corpo impune
Só pra depois fugir de ti
E te levar pra longe
Sem revolver, e a nós
Deixar sem voz.
Naquela manhã
Eu pressenti o tempo escuro
Do litoral ao centro do Brasil
Eu acordei inquieto
Com aquela música me perseguindo perto.
E eu senti que era noite no meu coração
Eu senti que findava em ti a paixão.
Naquela manhã.
Prisioneira de mim
Estou cravado em teu querer
Tuas carnes sentem falta do meu corpo
Tua alma necessita do meu viver
Tu és escrava do teu desejo
Tuas vontades serás sempre de me ter
Calarei tua boca com um beijo
Lutarás pra sempre...
Tentando apagar as cicatrizes gostosas que deixei em você
Tentativas em vão...
Pois não se apaga, o que se faz com o coração.
AUSÊNCIA
Eu julgava ser a ausência
Uma divisão dolorosa do corpo,
Ou coisa sentida como prenúncio de morte,
Um buraco negro, sem fim sob meus pés.
Depois vi que a ausência
É uma companhia necessária,
Comigo, inteiro em dois, ela permanece,
A provar minha sanidade,
A dar-me os sentidos que não sabia,
A cativar-me como a melhor amiga.
E me acostumei com ela, tanto,
Que tanto faz o burburinho das ruas,
Ou o balbuciar risonho de um amor,
Colado aos meus ouvidos,
Que dou mais atenção a ausência.
Com ela a cadência do passo é mais livre,
A gente estanca, e abraça como quer,
Livre das dores que traz o abraço,
Distante dos olhares obrigatórios,
Que a companhia exige.
Alforriada dos escândalos
Quando queremos liberdade.
Hoje eu eu a ausência somos ímpares,
Um que se sente só mas seguro
Pelas duas mãos ocupadas,
Outro que se sente acompanhado,
Por um coração, guardado.
Meu corpo é feito de carne, osso e sentimentos,
dos quais, alguns efêmeros e outros nem tanto.
A anciedade me consome por completo,
a felicidade é como as ondas do mar, vão e vem,
a tristeza normalmente vem do nada, acompanhada de um pouco de mau humor,
o amor, ah, ele por enquanto esta de ferias prolongadas,
a saudade é grintante, agoniante.
Meus sentimentos são densos como agua turva,
faceis de chegarem, no entanto difíceis de desapegar.
Diga, conhece um inseto chamado “efêmera”? A efêmera morre um ou dois dias após dar à luz. Seu corpo é vazio. Ao invés de estômago ou intestino, seu interior é apenas preenchido por ovos. É uma criatura que nasce apenas visando a procriação. Humanos não são muito diferentes.
O que seria morrer?
O fim da alma ou do corpo?
Uma nova vida ou um vivo morto?
Uma despedida ou uma chegada?
Um caminho aberto ou encruzilhada?
Talvez um começo, talvez um fim
Que sabe folha seca ou ate mesmo jardim
A libertação do espírito, a prisão de um ser?
O adeus definitivo ou o ate mais ver?
O que seria morrer então?
Nascer em outro mundo ou voltar para o mesmo em uma outra geração?
Seria uma pergunta ou uma solução?
Querendo ou não é assim que tem que ser, diante de tantas dúvidas todos nós vamos morrer.
O que ele quer? eu não sei, só sei que ele aqueceu o meu corpo enlouqueceu a minha cabeça, fisgou o meu coração de pois se foi sorrindo e dizendo que não podia me amar, e nem ficar aqui comigo pelo simples fato de ter me achado mulher de mais pra ele. E eu sorrir, pela primeira vez na vida levei um fora bonitinho.
Eu estou perdida e entregue a tua espera,
Com desejo de guardar no meu corpo,
Os arrepios aos teus toques viris,
E inebriar-me na saliva dos teus beijos.
Preciso desvendar todos os teus mistérios,
Ampliar-me dentro dos reflexos dos teus olhos,
Banhar-me nas muitas águas que brotam de ti,
E afogar-me nos rios caudalosos das tuas carícias.
Vem tatuar a minha pele com teu corpo!
Deixar nela entranhado o teu perfume,
Dentro de cada palmo, poro ou suor meu!
Acolhe-me com mares de palavras deliciosas,
E ouve atento, sem que eu te diga uma palavra,
As músicas – sons mágicos que emanam de mim.
Vc sabe, tudo oq passei e passamos oq fiz, dor, nao so coração, mas fisica, agulas cortam o corpo inteiro..., mas Deus entende e perdoa, oq eu nunca consegui me perdoar.
E se ele tem o olhar que me envolve,a boca que me acolhe,o sorriso que me desfaz,o corpo que me faz pedir mais,o amor que procurei o que então eu encontrei, me fez rendida e apaixonada.
O coração se apressava e ela sentia todas as vibrações do corpo. E pulsava, e batia no ritmo da música e via toda a emoção correndo na veia. E pulsava, pulsava. E dançava. Os pés pareciam se soltar do chão. E ela respirava em calafrios contidos. E rodopiava, em círculos cercando o mundo dele. E ela ria e ria, e não queria que aquilo acabasse. E não conseguia parar de admirar aquele instante, como único. Era como se todos tivessem imóveis, e como em câmera lenta observavam, só observavam. Ela se movia, e ele se movia, em completa sintonia. Sem ensaio algum, era como um encaixe. Parecia complementar. E pulsava. Em meio a euforia, o carinho parecia entrelaçado num abraço, num beijo. Ele a tocava com efeito, com sutileza. Como se nada mais tivesse importância e nada tivesse tanta certeza quanto ali, quanto aquele agora. E realmente não tinha. Estavam por inteiro, intensamente. As mãos suavam, transpiravam. Os dedos se encaixavam no ar, e ainda acompanhando a batida da música, ela não queria soltá-los mais.
" Se algum dia olhares em meus olhos, e eles não vos lhe retribuir com amor, este corpo já não terá um só sopro de vida ! "
Enquanto dos olhos escapam lágrimas doridas, o corpo esvazia o sentir que pesa. E nesse derramar de sentimentos os ventos trançam nos cabelos suas carícias divinas amainando as emoções, silenciando os pensamentos...
Se o sentimento alimentasse o corpo da população como alimenta a alma, o brasileiro não passava fome.
Os neurônios são livres para pensar e o corpo para colocar em prática. Não se limite você é sem limites.
Hortência
Decência em forma de beleza
Em teu olhar a certeza de uma grandeza
És flor, num corpo de mulher
Pétalas de vida gerada com amor
Essência de perfume da mais linda flor
Teu cartão postal estampa-se em sua inteligência
Linda mulher com nome de flor
Que chamamos pelo nome de Hortência.
