Cores

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Adoro cor nas unhas
quando vivas, exóticas
de várias cores.
A cor do esmalte diz muito
sobre a mulher,
Que sabe enlouquecer
um homem com seus pés...

A primavera nos ensina que nada é definitivo, mas tudo tem seu tempo. Ela chega com cores, perfumes e vida renovada, provando que a natureza sabe recomeçar: o que parecia morto sob o inverno desperta outra vez, forte e bonito.

E quando pensamos também na morte, não é para ver o fim como apenas uma ruptura triste, mas como a outra parte da mesma lei da existência. Assim como as flores desabrocham e depois murcham, caem e se transformam em adubo para nova vida, a nossa passagem faz parte desse ciclo eterno.

Não há primavera sem ter havido semente entregue à terra. Não há renascimento sem que algo antes se complete. A beleza da estação nova não nega a morte, ela nos mostra que a finitude não é fracasso: é o preço da própria beleza, da intensidade de viver e de amar.

Viver com consciência disso é ganhar sabedoria: aproveitamos melhor cada dia, cada encontro, cada momento de luz, sabendo que tudo é passageiro e, por isso mesmo, se torna mais precioso. A primavera nos lembra: enquanto houver vida, há renovação; e quando chegar a hora da partida, seremos também parte do caminho que segue adiante.

AS CORES VIVAS DOS IPÊS

Poeta Brithowisckys

Na secura do causticante de cerrado tom,
o chão ressequido se veste de marrom,
gramas secas clamam por uma gota,
imploram ao céu a dádiva da chuva.
das chuvas esparsas de Inverno

Eis que surgem onde as vistas alcança
os Ipês, milagres em pétalas coloridas,
roxos, rosas, amarelos e brancos,
pincelando de cores as avenidas,
W3, L2, e o Eixão interno, de lazer em festa.

Brasília se transforma em tela viva,
pintadas pelas mãos invisível do Criador
mesmo na estação mais triste e cruel,
os pássaros choram em cantos fervorosos,
um hino de esperança contra a aridez.
e os Ipês respondem com aromas e flores.

Meu Deus, que espetáculo é este!
A beleza exuberante e efêmera resiste,
floresce no deserto de arranha-céus urbanos,
entre vias e eixos vastos da capital.
E nos lembra até na seca sazonal
há poesia na brisa, há vida, há cores,
há esperança que pulsa e floresce…

As nuvens sem cores, mas puras e límpidas esfregam meus olhos com o anúncio de novas bandeiras para empunhar noutro dia!

Frutas E Legumes: E Os Seus Sabores.










Antes mesmo de terem as suas cores e os seus sabores vocês ainda são minúsculas sementes.
Semeadas nas imensas terras desse planeta.
Por ventos e brisas.
No calor do Sol e nos brilhos das chuvas.
Antes de florescerem como árvores e plantas com raízes nessas terras.
Ainda sendo sementes vocês vieram de sabores deixados por uma fruta ou um legume ao tempo.
Em ventos e brisas atrás.
No calor do Sol e das chuvas brilhantes que já estavam.
Enquanto o tempo passava em cada semear.
Sobre as sementes que são trazidas dentro de um tempo assim como os dias.
Em cada pedaço de terra um fruto e um legume.
Plantados em terras marrons que ficam claras em cada gota de chuva.
E macias em cada contorno dos ventos sobre cada nova semente.
No tempo que passa,cada florescer acontece em semanas ou meses.
Sob a luz de uma magnífica estrela,de um céu azul ou chuvoso.
Até no transformar das quatro estações.
Estão cada semente.
Esperando para desabrocharem como legumes ou frutos.
Um pouco antes disso ainda serão flores.
Cada flor com cores e um aroma.
Delicadas aos ventos e brisas.
Antes de um outro florescimento como um fruto ou um legume.
Entre semanas e meses que estão em um tempo que rodeia um querido planeta.
Como sementes deixadas sobre as terras que se movem sobre montanhas e cordilheiras.
Florescendo por lá com raízes fortes que têm os ventos e também a maciez e graciosidade da neve.
Como frutos ou legumes.
Com o tempo passando sobre cada um.
Esperando mais uma saborosa colheita.
E colorida.
Dos muitos frutos e dos muitos legumes.
Com os seus doces nomes. Maçã,mamão,melão.
Melancia,banana,
carambola,uva e maracujá.
E mais do que esses frutos ainda têm outros doces e coloridos.
Com um sabor salgado ou amargo.
Alface,brócolis,couve-flor.
Cebola ou rabanete.
Seguindo os seus sabores outros nomes estão.
Antes de serem assim com as suas cores e os seus aromas.
Eram minúsculas sementes deixadas nas terras dos ventos e do Sol.
Das chuvas e do tempo.
Nas semanas e meses que seguem um percurso.
Para depois florescerem docemente como manga,cacau,cupuaçu,
açaí,acerola,goiaba,
abacate ou abacaxi.
E com mais doces frutos que ainda estarão florescendo.
Ou com outros sabores.
Ainda salgados e um pouco amargos,mas saborosos.
Como repolho,macaxeira,
beterraba,cenoura,
batata.
E com mais sabores amargos e salgados que irão florescer por tantos dias que nascerão.
Como esses frutos ou legumes coloridos.
Que foram deixados nas terras que são parte de um querido planeta.
Deixados pelos ventos e nas brisas do tempo.
Sendo iluminados por uma estrela fascinante e protetora.
Sob a sua luz e do azul do céu cada minúscula semente é acolhida.
Também pelas quatro estações.
Até que novamente sejam coloridas árvores ou plantas.
Com galhos e folhas que crescem em cada instante.
Nas plantas com raízes finas e fortalecidas.
São muitas as árvores frutíferas.
Com os seus frutos pequenos,médios ou grandes.
Em cada cor,um sabor.
Ou em uma raiz uma planta que não fica tão distante dessas terras.
Nos seus legumes com uma cor predominante marron.
Que após alguns ventos outras cores se mostram.
Em cada galho ou uma folha de planta antes de um outro legume ou um fruto,haverá uma flor.
Muito mais do que uma flor.
Mas antes disso acontecer ainda serão minúsculas sementes esperando o próximo florescer.
Com o cultivo do tempo e das chuvas.
Com os toques das brisas e dos ventos.
No colorido das quatro estações.
Na gratidão do azul do céu.
E do seu lugar no céu mais uma vez terá florescido o Sol.

As Cores do Sertão do Apodi


O azul das águas de nossa lagoa realça o cinza da caatinga;

O verde de nossa vegetação contrasta com a epiderme dos povos originários;

O chumbo de nosso lajedo suplanta a cal branca de sua degradação;

O amarelo de nossas riquezas enaltece a fartura de nossa região;

A terracota de nossa argila enrijece a luta de nosso povo;

O colorido de nossa fauna sarapinta a miscigenação de nossa gente;

O vermelho do poente incendeia o horizonte de nossa chapada;

O laranja do entardecer aquece os sonhos que resistem ao tempo;

O dourado do sol castiga e, ainda assim, fecunda a resistência;

Nossa água mineral sacia a sede, sustenta nosso lugar e renova as cores vivas de nossa terra.

Não vejo as formas que eles tentam me vender, nem as cores das mentiras que eles pintam nos muros...eu vejo o rastro de calor...vejo a intenção por trás do gatilho. enxergo a saída porque parei de olhar para onde todos apontam! Nesse tiroteio de informações, de cobranças e de gente estranha, a minha visão é o que sobrou de algo que eu nem sei o que é....


DeBrunoParaCarla

Dias azuis, dias cinzentos, dias coloridos... Não importa... pois a escolha da pintura com as cores da vida a gente que faz. Escolha a cor que lhe convier... Escolha ser feliz!

Viver ...
A liberdade de escolher as cores da vida .
A felicidade de quem descobre a beleza ao redor.

⁠Escolhemos nossas cores favoritas mas somos realmente felizes ao reconhecer a beleza em qualquer cor.

"" Não compre minhas dores,
Pois com todas as cores
Elas se aninham,
Numa comedia intensa
Onde habita, meu próprio ser..""

"" Então amanheceu
Cores lá fora indicam a aurora
Soberba manhã.
E li no livro de minha vida
Um novo sorriso, um novo pensar...
Será primavera?
Talvez sim, ouço pássaros,
Mas não posso me dar um luxo extravagante,
Ainda que possa me rodear de flores
De saudades de sonhos
Esta manhã algo em mim amanheceu...""

" Inclua-me e serei as cores do teu sorriso...""

“” Que venham os novos dias
E suas novas cores
Que tragam também, novos amores.

Pois o que para, adoece
E se saudade é estrela
Luar é noite que acontece...””

"" Navegar é preciso
mas haja mar
pra tanto desejar

Navegar ao sol
as cores do dia
nada se perde , bronzeia
tudo é mar
de amar...""

A dor é tinta incandescente, cores queimadas no rosto da alma, arte da transformação.

Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.

Há feridas que o tempo não cicatriza, ele apenas ensina a pintar por cima. Cores novas, técnicas de ocultar, a vida vira tela retocada. Passo o pincel, sorrio ao espelho e finjo que a obra está completa, mas sei que por baixo do verniz a dor ainda pulsa, insistente.

A depressão é como um nevoeiro que entra pela janela aberta e apaga as cores do jardim, deixando tudo com um tom de cinza-hospitalar que nos tira o apetite de viver. A gente aprende a tatear os móveis e a caminhar no escuro, esperando que o sol decida voltar das suas férias eternas.

Ah essa vida!
Vida de idas e voltas;
De versos e cores;
De dessabores e amores;
De intrigas e flores;
De crenças e lendas;
De sol e lua;
De caos e casos;
De casa e rua;
De talento e lamento;
De progresso e inverso;
De realização e ilusão;
De alegria e pranto;
De pouco e tanto;
De sinceridade e inverdade;
De desconhecido e amizade;
De gerado e de cria;
De solitário e família;
De encontros e desencontros;
De derrota e vitória;
De ontem e agora; aqui dentro e lá fora;
De canto a canto, só prevalece nessa vida o AMOR e seu encanto.