Cores

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Olhando em volta, sem ver nada que possa interessar nem ouvir, exceto as cores das flores e a conversa dos pássaros, tá ótimo!

Das cores primárias vermelho, azul e amarelo, fazemos uma infinidade de tons e matizes; assim como, a partir de cinco sabores: doce, salgado, azedo, amargo e picante, criamos combinações inesgotáveis de paladares. Agora, de um único limão, azedo ou ácido, se expande e se multiplica: adoçado, vira limonada, um refresco muito apreciado. Amassado, com casca e tudo, adicionando cachaça e açúcar, uma delícia, quase divina, a caipirinha. Sem o seu efeito, será que podemos comparar o limão ao amor?

Deixa o seu arco-íris interior brilhar sem pedir licença. O mundo precisa das suas cores.

Negros e brancos
E todas cores
Que aceita Jesus,
São todos
Filhos de Deus.

⁠Mulheres de 40, 50, 60...
São como vinho,
são raridades,
têm cores,
gostos e sabores...
Se tornam verdadeiras
Deusas da Inspiração
com o passar dos anos. 🌹

Quimera Cinza

Dizem que o mundo nasceu em sete cores.

O meu esqueceu uma.

Não a mais bonita. Não a mais rara. Apenas aquela que fazia todas as outras parecerem vivas.

Desde então, tudo aqui existe em tons de cinza. O céu não ameaça chuva, ameaça permanência. As árvores não morrem; apenas desaprendem a crescer. As pessoas sorriem como quem assina um recibo.

Passei anos acreditando que algum caminhão estava atrasado.

Um simples lápis de cor.

Deveria chegar em qualquer manhã, descarregado por alguém distraído, e bastaria um risco torto sobre o papel da realidade para que tudo finalmente lembrasse que era primavera em algum lugar.

Mas os dias passavam.

E toda entrega vinha sem o pacote que importava.

Comecei a desconfiar que o atraso não era da estrada.

Era do próprio universo.

Então continuei andando.

Porque também me disseram outra coisa: existia um caracol. Um único. Em algum lugar impossível de encontrar. E quem tocasse sua concha deixaria de carregar o próprio peso. Não morreria do corpo primeiro. Morreria da espera. Como uma vela que finalmente entende que foi feita para apagar.

Passei a procurar o caracol.

Em cidades cheias demais para perceber o silêncio.

Em pessoas que juravam possuir mapas.

Em espelhos.

Principalmente nos espelhos.

Às vezes eu achava que estava perto. Via um brilho úmido no concreto, diminuía o passo, prendia a respiração…

Era apenas chuva.

Outras vezes confundia rastros com destino.

O curioso sobre perseguir uma quimera é que ela nunca precisa correr.

Você faz todo o trabalho por ela.

Enquanto isso, a tinta cinza continuava secando sobre tudo.

Descobri que o cérebro inventa cores quando passa tempo suficiente olhando para a ausência delas. Chama isso de esperança. Um defeito elegante da percepção. A mesma ilusão que faz marinheiros enxergarem terra antes da costa existir.

Talvez seja por isso que eu ainda acordava.

Não porque acreditasse.

Mas porque a imaginação sempre chega alguns segundos antes do desespero.

No fim, encontrei um velho caderno.

Folheei página por página procurando aquele lápis perdido.

Não havia espaço vazio onde ele deveria estar.

Nem marcas de que alguém o tivesse roubado.

Apenas uma observação escrita numa caligrafia que parecia ser minha, embora eu não lembrasse de tê-la feito:

“Você não está esperando uma entrega atrasada.

Está esperando uma lembrança de algo que nunca foi fabricado.”

Foi quando entendi.

O lápis não estava preso em alguma estrada.

Não havia caminhão.

Não havia fábrica.

Não havia catálogo.

Assim como o caracol.

Passei a vida procurando uma saída desenhada por alguém que jamais existiu.

E talvez seja essa a crueldade mais sofisticada do mundo:

não é que algumas pessoas morram sem encontrar o caracol.

É que certas almas sobrevivem para sempre porque perseguem uma criatura que o universo nunca teve a intenção de criar.

A cidade continuou cinza.

Eu também.

Mas agora já não olho para o horizonte esperando uma entrega.

Apenas caminho.

Como quem finalmente percebeu que algumas ausências não são atrasos.

São a arquitetura inteira do lugar.

O amor é o néctar que adoça.
É a essência que perfuma, espalha o aroma,
pinta com suas cores e embeleza a vida.

Aquele que amou a tristeza jamais sofreu um única noite, pois, ao conhecer as cores compreendemos os tons do mundo.

Entre o vermelho e o amarelo, eu sou mais o verde e o branco, que trazem esperança e paz, as cores dos meus times Palmeiras e Icasa.


Benê Morais.
⁠

Entorpecidos


Cores espalhadas sem o reflexo do sol,


Uma multidão usando máscaras caminha em círculos,


Pecados sem culpa vadiam sorridentes,


Nos movimentos desconectados um duro golpe,




Na mudança violenta, um abismo de questionamentos,


O vento sopra o incerto, brutal é a melancolia,


Embriagados de uma realidade insana muitos bebem e se divertem,


Sólidos são os sonhos das crianças, sábios são os cheios de esperanças que resistem mesmo enxergando a fenda aberta.

Uma pintura




O céu está em cores ricas,


As sombras não nos acompanham mais,


No alto da montanha a lua revela o mar,


A escuridão grita, as ondas batem, os ventos surram os coqueiros,


O céu está lindo e as estrelas respiram na pintura é vibrante.

As cores do mundo
refletem a pura arte.
A vida rabisca e desenha
as linhas, curva e reta
por toda a parte!
Na tela como no papel,
Usando o lápis, a tinta,
a guache e o pincel.
E faz sair obra de arte
Educação.

⁠Alguns momentos são mágicos.
Não precisam de muitas cores.
Brilham.
Só preto e branco.
Simples assim...

Mais que ouro


Um campo de rosas com diversas cores a se perder de vista,
O por do sol com seus tons de crepúsculo,
Um bom vinho a mesa, salames, queijos, uvas e morangos,
Olhares cruzados, pensamentos concentrados e sentimentos fluindo.

Na paleta de cores, a sintonia feminina.


Tons que se encontram, sorrisos que se conectam e a beleza de mulheres que compartilham presença, afeto e boas energias.

Na paleta de cores, asintonia feminina.
Entre amigas...


Tons que se encontram, sorrisos que se conectam e a beleza de mulheres que compartilham presença, afeto e boas energias.


#SintoniaFeminina
#Encontros
#Conexões
#ProfessoraJani
#JaniaraDeLimaMedeiros

Qual é a verdade da lógica dos sons? O que as cores têm a ver com a verdade? Ser escritor é mentir sempre, é criar a realidade. Ser artista é tornar pública uma visão pessoal.

O camaleão é mestre do disfarce; mas no excesso de cores alheias, desaparece. Isso não é sobre camaleões.

Um cego não vê as cores do arco-íris. Quem nunca teve filhos não compreende que, nesse jogo, o maior prêmio é poder participar.

​Na passagem do tempo, podemos marcar a existência através das cores, definindo o passado, o presente e o futuro como coordenadas das eras — um processo que reside no simples ato de ver a cor e compreender os mistérios do olhar.
​Assim como as nuvens desenham o dia, sabendo que nenhuma nuvem é igual a outra, o registro de uma foto ou filme é capaz de resgatar aquele instante exato no tempo. Até mesmo as estrelas mudam de posição ao longo de décadas ou eras, pois o cosmo permanece em constante movimento, expandindo-se sob a consciência plena da relatividade.