Cores

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Pinto este céu cinério
com todas as cores da poesia...


e da chuva coleto milhares de gotas
esculpidas em versos...


sinto a magia surgindo na vida,
ardente por viver...


e me aqueço no sol
que brilha forte em minh’alma.
✍©️@MiriamDaCosta

Chuva de cores
irriga os canteiros floridos
da minh’alma...
e versos perfumados de luz
germinam de mim...


Uma chuva de cores me invade,
despeja sementes de poesia
sobre os canteiros secretos
da minh’alma inspirada ..
E então, de um lugar que nem sei nomear...
brotam versos, vivos, intensos
e nutridos do perfume
que só a emoção derramada sabe ter...


Cai sobre mim uma chuva mansa de cores,
tocando, com delicadeza antiga,
os canteiros floridos da minh’alma...
E é nesse gesto sutil do céu
que nascem meus versos:
docemente perfumados,
como flores noturnas
que se abrem ao clarão do luar...
✍©️@MiriamDaCosta

Perfumes na mão


A alvorada
chuviscando versos,
o jardim
germinando cores,
a alma
inalando essência,
a natureza
doando pétalas de vida
E eu,
simplesmente,
colhendo gotas de poesia.
✍©️@MiriamDaCosta

Assim como a aquarela
confia à água
o destino das cores,
eu confio ao tempo
o desdobrar do que sou.


Porque há uma sabedoria silenciosa
no que escorre,
no que amadurece sem pressa,
no que se transforma
sem anunciar o instante
exato da mudança.


E assim caminho,
não em disputa com os dias,
mas em suave
convivência com eles.


Trabalhando minha evolução
como quem pinta devagar
sobre o papel da existência,
deixando que o tempo,
com sua natureza fluida,
também participe da obra
que sou...
✍@MiriamDaCosta

Perfumes na mão


A manhã
garoando versos


O jardim
brotando cores


A alma
exalando essência


A vida
doando pétalas de poesia.
✍@MiriamDaCosta

Calma!
Pare um momento...
um momento que baste
para você respirar
as cores da vida
ao seu redor...
e pintá-las na tela
do seu âmago...


✍©️@MiriamDaCosta

Patologia do Arco-Íris


Uma alegoria fictícia.


Dizem que ele caminhava
vestido de cores alegres, rabiscado
De suas anomalias
mas carregava por dentro
o cinza de uma obsessão.


Chamava de amor
aquilo que jamais foi ou seria correspondido.
Transformava o silêncio em promessa. Eu acho que ele houvia vozes !
a distância em convite,
e a rejeição em um desafio.


Seu arco-íris
não era feito de luz,
mas de ilusões,
cada cor pintada
pela própria mente delirante.


Não perseguia um corpo;
perseguia um sonho
que nunca pertenceu à esta realidade.


Era um homem adoecido
pela incapacidade de aceitar
que nenhum de seus sentimentos
poderia arrancar
a liberdade de outro.


E assim permaneceu,
abraçado ao impossível,
até que suas cores
se dissolveram em Cinzas escuras.


Porque existe uma diferença entre amor


E


O


Desvario!

A vontade de viver




Quando eu sonhava demais,
eu pintava as cores
mais lindas no céu
por onde eu voava...


Aos poucos, depois
de muitas decepções, as cores
foram esmaecendo,
junto com elas, alguns sonhos
também com os ventos
tomaram rumos diferentes...


Agora que já não sonho, agora
que naquele velho amor,
eu não acredito…
As cores se perderam.
Eu não, antes me reencontrei.


Tudo à minha volta é tão real,
tão crua é a desilusão,
nem por isso tenho a alma triste,
viver é tudo, eu sei.


Ao contrário; o meu desejo
de amor morreu, mas a minha
vontade de viver é intensa,
é o que mais existe.

Abra-se para as grandes mudanças, descubra novos caminhos e cores, cresça com os ventos da vida, mas jamais mude os seus valores.

Deixe a criança que habita você correr solta de vez em quando — ela lê o mundo em cores que a razão ainda não aprendeu a nomear.

A vida trouxe dias


Que pensei que fossem primaveras


Mostrou cores que enxerguei azuis


Me ensinou palavras doces


Conduziu-me só pelas estradas, crendo estar acompanhado


Fez sentir calor


Quando era frio


E não havia nada pra se ver nesse denso nevoeiro





A voz gasta do silêncio ensina mais


O aroma, a brisa de verão


Não precisa dizer nada





Era eu que gostava da vida


Dessas coisas que alegravam o caminho


Nem sempre era estrada





A vida não trouxe nada


Era a gente que acreditava


E foi feliz assim





Compreendi


Que a vida é uma cantiga


Que não liga pra onde o vento leva


Olhe bem, tem dias que nada adianta


E tudo acaba em uma terça-feira


Quase sempre o sol nascente escuro





Alguma coisa faltando


Aquilo que era, não era


Parecia doce, primavera


Confundia


Pensei que fosse azul


---
Edson Ricardo Paiva

Eu sou o único responsável por colorir o meu dia de novo. Ninguém vai vir com uma paleta de cores me resgatar.

Que a beleza desta orquídea azul, entrelace com as cores dos seus lindos olhos, em um balé de luzes, a colorir vidas.

A dor é tinta incandescente, cores queimadas no rosto da alma, arte da transformação.

Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.

Há feridas que o tempo não cicatriza, ele apenas ensina a pintar por cima. Cores novas, técnicas de ocultar, a vida vira tela retocada. Passo o pincel, sorrio ao espelho e finjo que a obra está completa, mas sei que por baixo do verniz a dor ainda pulsa, insistente.

A depressão é como um nevoeiro que entra pela janela aberta e apaga as cores do jardim, deixando tudo com um tom de cinza-hospitalar que nos tira o apetite de viver. A gente aprende a tatear os móveis e a caminhar no escuro, esperando que o sol decida voltar das suas férias eternas.

IGUALDADE SEMPRE



Não vejo cores

Não vejo classes sociais

Eu só vejo pessoas

Com corações iguais

Letras desequietam palavras atraindo o olhar para algo...


Encontrada como em borboletas
cores, pouso, delicadeza e muito mais


Palavras são pétalas de uma frase
na natureza da linguagem


Letras me inquietam; palavras me atrai
tirando uma pétala da palavra poema
põem inquieta


como é as borboletas — o olhar vai
de frase em frase...


Somando beleza a leitura
palavras dão calor à paisagem


Letras são raios de quem sente
encontrada em três letras
sol inquieta


Em três pétalas tem poesia
a arte de contemplar






Leonardo Mesquita

Árvores de outono


No outono, há mudança de cores das folhas,
Para o amarelo, laranja ou vermelho,
Depois as perdem sem muita escolha
Caem, colorindo o chão como espelho.


É uma forma de guardar a própria vida
Do frio e da escassez que o vento traz.
Na terra, a raiz se abriga recolhida,
E as folhas caem num ritmo que as satisfaz.


Os dias se tornam mais curtos e frios,
A luz do sol diminui sobre as folhas.
As plantas param de produzir clorofila,
Revelando outros pigmentos em tons vibrantes.


É a temporada do nascimento de flores e frutos
E já desabrocham nas pontas dos galhos.
A natureza exibindo os seus atributos,
Num ritmo constante e sem atalhos.


É a estação das flores e dos frutos,
Que nas pontas dos galhos vão se abrir.
A natureza mostra seus atributos,
Num ritmo que não pode resistir.


Raimundo Nonato Ferreira
Agosto/2026