Cores
...e desde quando você chegou, nada é igual. Tudo parece mais real, as cores estão mais fortes e presentes, as formas mudaram. É como se antes não houvesse vida e apenas um nada existisse; é como se você fosse a peça chave do quebra-cabeça.
Agora tudo parece ter mais movimento, meu riso parece mais sincero e os meus olhos piscam a cada segundo evitando sonho. Eu sinto aquela sensação de completo, como se você estivesse sempre aqui,
ME FAZENDO SORRIR. (parte I)
Ela se foi,
O Sol não nasce mais para min,
As cores se apagaram perdendo todo o brilho,
E o tempo intão parou,
Não posso mais sorrir,
Meu coração bate lentamente,
E o dia que eu te encontrar,
Todo o céu ira se abrir.
Nosso Lugar
Nós estamos no olhar
Nas cores estampadas na parede
Estamos nas piadas
Ideias malucas
Viagens marcadas
Nós somos os passos confusos
As certezas imprevisíveis
Somos também sensíveis
Somos cartas marcadas
Parece estar tudo tão diferente,
as cores, as flores, a mente.
Tudo me parecia tão normal,
mas começou a girar em espiral.
Um vórtice rápido e extremo,
e me corroeu como um veneno.
Entrando pelo corpo e atingindo a central
uma ação insana e mortal.
Posso pedir desculpas,
peçam perdão também,
mas o problema não está nas luvas,
e sim no refém!
A senhora de Shalott
Lá ela tece noite e dia
Uma teia mágica de cores vistosas.
Ela ouviu um sussurro dizendo:
Uma maldição cairá sobre ela se continuar a
Olhar com desprezo para Camelot.
Ela não sabe qual é a maldição,
E assim ela tece continuamente,
E outro pouco cuidado ela tem,
A senhora de Shalott
E movendo-se através de um espelho
Que pende diante dela o ano todo,
Sombras do mundo aparecem.
Lá ela vê a estrada próxima
Que desce sinuosa até Camelot
Mas em sua teia ela ainda se deleita
Em tecer as visões mágicas do espelho,
Pois frequentemente, nas noites silenciosas,
Um funeral, com plumas e luzes
E música, dirigia-se a Camelot;
Ou quando a lua brilhava no céu
Surgiam dois jovens amantes recém-casados.
“Eu estou cansada de sombras”, disse
A senhora de Shalott.
***
E descendo o vasto e turvo rio
Como um bravo vidente em transe,
Ao ver toda a sua infelicidade
Com um olhar opaco,
Ela contemplou Camelot.
E ao final do dia
Ela soltou a âncora e se deitou;
A correnteza carregou-a para bem longe,
A senhora de Shalott.
- “The Lady of Shalott”, de Alfred, Lord Tennyson
As horas
O menino pula e brinca
Na tarde que era colorida
Tinha o sol quente
Nas cores vibrantes
Carregando as nuvens distantes
As horas voavam
E as cinzas nuvens chegavam
Cobrindo o céu azul
Da tarde que terminava
Deixando o frio que tornava
Tudo escuro e molhando
Com a chuva que no menino chuviscava.
Os olhos que melhor vêem não enxergam só as melhores cores, mas também verdade por de trás da retina.
Queria ir para um lugar onde eu ficasse a vontade, onde tivesse cores vivas, e não essa selva cinza em que me encontro.
Agora eu vejo tudo de um jeito diferente. Em outras cores e em relevo. Vejo cada erro meu como um possível acerto pro futuro. Vejo perfeitamente a imperfeição no rosto de cada um que erra, que chora, que se arrepende, como eu. Vejo que preciso de cada falha, e erro meu, pra grandes feitos e realizações futuras. Vejo que precisei de cada tombo pra levantar mais forte, mais feliz, mais sábia, mais esperta e até, mais mulher.
Ao ouvir tua voz meu coração dispara, e tudo que se encontra cinza de repente começa a ter cores novamente.
Mulher….
infinitas cores…
Muitos amores…
Não importa de onde vens,
que cor tens ….
Serás sempre bela, única e eterna…
Busco onde escrever , com cores e palavras nítidas,
Onde todos possam ver e entender,
Que amar significa viver.
Vivo procurando o sabor das cores e a alma das essências. Tentando ver um caminho em cada objeto sem vida.
