Coral
O céu se tinge em aurora
O céu se tinge em aurora
Um véu de cores se entorna
A noite coral de cobras
De mel esfinges lhe douram
No sol bege seco em febre ilusória
O céu de prisma em aurora
reflete dentro do espelho
o centro ego sem medo
O céu existe em aurora
O céu extingue em aurora
Humanos amam e transformam
Humanos ferem e transtornam
O céu insiste em aurora
Iluminando teus segredos
os quais esconde com medo
meus olhos vedo e te vejo
no interior do seu seio
A vida é o meio verdadeiro
O tempo nunca é tarde ou cedo
Passado fim futuro enredo
agora em minha vida escrevo e concebo
O céu insiste em aurora
e eu vou descendo o milharal
até o deserto frio
sertão de sangue pele sal
O céu insiste em aurora
e eu vou descendo o milharal
mãos cheias das colheitas
suor em fogo
no forno alimento do povo
sobra dos restos aos que produzir e a ti
o vazio da fome seca severa e mortal
O céu se tinge em aurora
e eu vou descendo o milharal
as mães em amanhãs distantes
amam em sol castigam em temporal
O céu extingue em aurora
e eu vou descendo o milharal
nos filhos os olhos com medo
joelhos em milhos reza castigal
O céu insiste em aurora
e eu vou descendo o milharal
meus dedos nos grãos do terço
me perco entre o bem e o mal
O céu existe em aurora
e eu vou descendo o milharal
eu vejo um brilho distante
a luz do som soa o sinal
O céu insiste em aurora
e eu vou descendo o milharal
em chamas se espalha a fumaça
cegueira de ignorância e desprezo
fazendo do céu da vida um cinzeiro
ar tóxico veneno
humanos óxido corrosivo elemento
tristes corações derretendo
as esperanças do bem verdadeiro
centelho por centelho
então vou de encontro sem medo
nessa terra de humanos megeros
ao fim do tempo meu final
O céu se extingue em aurora
e eu vou descendo o milharal
Eu vi a terra tremer
Coral:
Eu vi a terra tremer/
Eu vi o chão balançar/
Vi coral estremecer/
Vi o povo vadiar!
Eu vi a terra tremer.
Coral:
Oi, quem sabe faz a hoooora/
Não espera aconteceeeer/
Se não sabe, fiac quieeeto
Senta aqui pra aprender.
Eu vi a terra tremer.
Coral:
Eu nasci foi na bahiiia/
Lugar bom de viveeer/
Tem roda pra todo munnndo
Tem pra mim e pra vc/
Eu vi a terra tremer?
Coral
Pandeiro tocou na rooooda/
O atabaque respondeeeu/
Berimbau chama outro jooogo/
Jogador nem percebeu
Eu vi a terra tremer.
Coral:
A energia dessa roooda/
Incendeia miltidããão/
Quero ver coral cantaarr/
Bater na palma da mããão.
Sandro Capoeira
Quer ver você cantar
Coral:
Essa cantiga é pro nego vadiar/ canto ligeiro quero você cantar.
Nego balança pula aqui, pula acolá/ se não pode com rasteira, não levanta o pé pra ar.
Coral
Eu vou me embora, não sei quando vou voltar/ voltar do mundo, na volta que o mundo dar.
Coral
Balança nego quando a viola chorar, chora viola, quando o nego balançar.
Coral
Canto ligeiro, canta ai pra povo ver, você e eu, tu e eu, eu e vc.
Coral.
Sandro Capoeira
Swing bom.
Coral:
Olha que suingue bommmm!
Que a capoeira fazzzzz/ berimbau comanda o somm
Isso aqui ta bom demaaaais.
Pandeiro marcando o tempo, platinela balançou, tambor tocou, três por um,
O meu corpo arrepiou.
Coral:
Olha que suingue bommmm!
Que a capoeira fazzzzz/ berimbau comanda o somm
Isso aqui ta bom demaaaais.
Cantador canta pra roda,
Vaidade não convém,
Canta passado e presente
Que o futuro ainda vem.
Coral:
Olha que suingue bommmm!
Que a capoeira fazzzzz/ berimbau comanda o som
Isso aqui ta bom demaaaais.
Joga em baixo, joga em cima, berimbau que vai mandar, canta coro e bata palma. Que o dendê vai derramar.
Coral:
Olha que suingue bommmm!
Que a capoeira fazzzzz/ berimbau comanda o som
Isso aqui ta bom demaaaais.
Jogando de dois em dois
Não deixe a roda parar,
Se quiser comprar o jogo
Enche o bolso e vai jogar.
O CORAL DA CURA
Para você que, de alguma maneira, tenta sobreviver nesse mundo louco, sangrando e chorando atrás da tela e das teclas: eu te vi e te entendi. Este texto não é sobre política, é sobre você.
[...] A cada post seu, eu sinto o pulsar do seu coração, sabia? Talvez seja a primeira vez que você está me vendo, mas isso não é culpa sua. Eu te vejo há algum tempo. Bem, eu preciso me apresentar: sou dono de uma voz muito elogiada, mas o meu melhor dom é enxergar o que ninguém imagina. Eu vejo por trás do que você tenta mostrar. Eu sou você, sim, um reflexo seu: o resultado de uma batalha árdua e antiga, mas nunca me rendi. Sou os arranhões e os hematomas, as várias quedas ocultas e, por debaixo dessa pele, muitas cicatrizes não suturadas.
Não sei, pode ser que chamem isso de depressão. E se for? Bem, nunca recebi nenhum diagnóstico. Em meu peito, há uma voz que não sabe falar, mas identifica frequências de aflições alheias. Eu ouço essa sua voz que tenta se comunicar, mas não encontra ninguém que a perceba, que a entenda ou que a ajude.
Em cada post que você faz, tentando mostrar um sorriso, mas, na verdade, chorando por dentro, eu sei que carregas uma frustração inevitável. É exatamente por isso que roubas a cena com os teus sorrisos, brincadeiras ou piadas. Esse é o teu jeito de não aceitar a dor. Por isso, transborda músculos e retoca a maquiagem.
Você anda por aí disfarçando o tempo todo. Ninguém ainda conseguiu perceber a máscara que carregas. Sabe? Você não está doente. Na verdade, você talvez esteja bem; o mundo é que está doente. Eu também cresci assim, e lá em casa ninguém me entendia: nem pai, nem mãe, nem irmãos. Eu me acostumei. Eu sobrevivi. Eu sou forte. Viu por que te entendo? É que eu vivi isso também.
Você está aqui, no meio desse povo das redes sociais, onde todo mundo finge que está tudo bem. Você é essa voz da alma aflita nesse mundo de paliativos e hedonismo. Você é uma alma em busca de paz e, talvez, essa beleza que todos veem nas fotos, esse corpo maravilhoso, seja o reflexo do sorriso do seu ser celebrando mais um dia dessa sua força inexplicável ou dessa sua coragem de compartilhar o que sente, no intuito de encontrar outras vozes caladas para, juntas, formarem um grande coral de cura. Já me encontrou.
Se você é uma voz não entendida ou ignorada, faça como eu fiz: venha para Deus e se deleite em Sua paz, encontre remédio, encontre cura e seja feliz. Eu tô aqui sentado no cantinho, aqui, ó, está me vendo? Vire para cá, o lado direito... achou😂😂😂.
Senta aqui do meu lado, deixa eu te dar um abraço. Achou que ninguém estava te vendo, não é? Prazer em te conhecer, me chamo Sérgio Júnior. Qual o seu nome?
E aí, vamos cantar?
Um coral de anjos cantando. Como som de fundo, a música de corrente da água cristalina num riacho raso... Ladeado por imenso gramado, com seu verde salpicado de lírios... Uma revoada de borboletas multicores bailando ao fundo, tudo isso debaixo de um imenso céu azul, cortado pela revoada de pássaros de muitas matizes... Esse é meu conceito físico da abstrata felicidade quando estou com você...
Gritos de Adeus
Uma Pároquio sem coral.
Um coral sem Voz.
Um salmo não entuado.
Um missa de acção de graça, sem graça.
Uma igreja sem louvor e sem a graça.
Sem cantos ou canticos de benção e graça.
Um domigo declinado na mais profunda dor, para uma vida de dor.
A voz que cala-se no silêncio da morte., com frases e palavras de dor.
Assinado em caneta e tinta de dor.
ENTRE CIFRAS E ACORDES
Realizarei com amor a ti dedicado
Um coral de poemas em mil vozes
ressoando no horizonte declamado
Um musical, entre cifras e acordes
Você despertou minh'alma e coração
Senhora de teu destino sou com louvor
paixão embalada na maís doce canção
Transformando-se no mais puro amor
Eu Vivi por anos numa grande solidão
Mas Tú com seu sorriso e arte , faz parte
Da alegria que meu peito, hoje invande
Em miraculosa e sublime, imensa paixão
Enfim Contigo eu dançarei a valsa da vida
Pois teu amor apagou os ais da antiga lida
então agora existe o riso no lugar do pranto
e em seu louvor vou propagar meu canto
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei -9.610/98
GALO DA MADRUGADA
Sua crista é coral,
a espora é afiada,
ele também é de briga:
o Galo da Madrugada.
Vem saudando o carnaval,
chamando o pessoal
e também toda a moçada.
A um lindo lugar onde quero mora haverá alegria pra poder compartilha e um lindo coral pra poder cantar!
Satanás sustenta um coral de demônios que só canta para seus apreciadores nas trevas, emitindo um arranjo harmônico de conversas melódicas para roubar, matar destruir.
NO FORMOL
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Seu olhar de cansaço deu canseira;
sua voz de coral gregoriano;
ladainha, novena e contrição;
perda e dano que pagam penitência...
Já não quero aspirar a sua névoa
nessa paz deprimida, o ar ausente,
nesse tom de quem paira num divã
onde a mente protege o coração...
Há um não que o silêncio formaliza
e avisa do tempo que acabou,
quando a sombra parece ter ciúme...
Ou é sim feito símbolo de amém
que não teve outro jeito nem saída;
sua vida não tem lugar pro sol...
O nosso amor é como
um coral raro
no profundo oceano,
Amar muito antes
de nos conhecer
já era o nosso plano,
E por termos um
ao outro hoje celebramos.
Coral-sol ao invadir
os mares da mente
é a minha poesia
criada para devorar
somente tudo aquilo
que não me pertence;
Autorizo que fique
o amor, a essência
e a força que me faça
nadar contra as correntes.
Convicta e sem
danificar passei
por perto de um
Coral-couve-flor
guiada pelos olhos
mais atlânticos
que tenho notícia,
E como os meus
buscam pelo amor
pactuar profundos,
plenos e tornar
cúmplices os desejos.
(Oceanos não cabem
jamais em aquários).
No Coral de mesa
fiz o meu altar,
Declamei o poema
que fala do teu peito
como o meu lar,
Sem nenhum exagero
somos todos oceanos
encontrados de uma
só vez no mesmo lugar:
Não há mais como negar.
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