Cora Coralina Poema do Futuro
Seu amor tá comigo, ele tá bem guardado
Eu não te esqueço nunca, por que é tão complicado?
Que eu sou poema e problema pra tua vida, sua metida
Tu é santa ou minha malvada favorita?
Tu és
Tu és minha inspiração, peço que não seja em vão.
Tu és minha emoção,qual o tamanho do teu coração?
Tu és minhas lembranças,por onde andas?
Tu és minha saudade, ainda estou no aguarde.
O ano passado
O ano passado não passou,
continua incessantemente.
Em vão marco novos encontros.
Todos são encontros passados.
As ruas, sempre do ano passado,
e as pessoas, também as mesmas,
com iguais gestos e falas.
O céu tem exatamente
sabidos tons de amanhecer,
de sol pleno, de descambar
como no repetidíssimo ano passado.
Embora sepultos, os mortos do ano passado
sepultam-se todos os dias.
Escuto os medos, conto as libélulas,
mastigo o pão do ano passado.
E será sempre assim daqui por diante.
Não consigo evacuar
o ano passado.
Ano Novo
Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua.
Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento
O Paradoxo da Mudança
Mudanças... que coisa mais complicada.
Algo inevitável em nossa vida.
Mesmo não desejando,
nada pode mudar a mudança.
Às vezes gradual;
às vezes repentina.
Ela vem como as ondas do mar;
derrubam nosso castelinho
sem nenhum aviso prévio.
Não quero mudanças.
Quero continuar assim.
Vivendo uma vida da qual é
muito diferente do pretérito
em que eu vivia,
preso no meu mundinho.
Mas também, não quero continuar assim.
Pois é no tempo ruim,
que a mudança derruba um castelo
já destruído.
Tenho medo do que pode vir.
Tenho medo do que pode não vir.
Perder algo especial para mim
ou perder a oportunidade de ouro.
De novo, me vejo preso nesse paradoxo.
O mesmo que me faz dormir e levantar,
na esperança de um dia melhor,
na esperança de que um dia não seja pior.
Lembranças, há de resistirem.
Não importa o quanto o tempo passe
ou o quanto a situação mude.
Diante do Paradoxo da Mudança,
apenas a lembrança é imune.
Escrever!!
— É ter a façanha de tirar das entranhas, palavras genuínas de emoção, que encantam o coração!
— É rascunhar o que vivência, muitas vezes até com nostalgia, e desse modo apaziguar o pavor da melancolia!
Rosely Meirelles
A vida só é ruim pra quem não sabe viver, a dificuldade só aparece, quando você permitir,
a felicidade não se compra se conquista, o amor não se cobra, não se condiciona se valoriza.
Paz e harmonia aos corações saudáveis, somente os filhos de Deus saberão condicionador os ensinamentos aos seus irmãos. Amém.
Não quero reviravolta dramática
Tô exausta desse morde e assopra
Corações trocando rosas e socos
Só e bonito em rimas de Leminski
Por mim deixamos de lado a poética
e vamos brincar com a lógica
Quero um sentido e quero um depois
E quero a vontade permanente
Sentimento constante
Que se deixa durar…
Qualquer que seja o relacionamento...
Ninguém faz comigo o que quer...
Sou franco verdadeiro e correto...
Não sou um vivente qualquer...
Portanto vai o meu recado...
Que lugar de uma mulher...
Comigo é bem assim desde jeito...
É simplesmente o lugar onde ela bem quiser.
Conto do minerador
Mais fundo e mais escuro
Sem luz e sem medo
Vou continuando.
Cavando por esses caminhos.
Luz já não existe
Medo me abala
A morte me persegue
Mas eu rezo a deus para que o céu não caía...
Mas quando vejo a luz...
Tudo acaba, para começar de novo
Ontem já foi, amanhã não faço ideia.
Eu quero é viver o hoje, ser intenso, inteiro e andar por aí a passear com as minhas vulnerabilidades, que me lembram de que tudo é fragil e que tenho de apreciar cada brisa que sinto.
Castelo de São Jorge
Para cada lugar que te despedes, tens outro a fazer a festa para te receber.
Trabalhar no duro, treinar no duro, estudar no duro. Não luto contra ninguém, mas sim contra a mim mesmo para estar no topo, não estou a cima de nada e de ninguém mas sim o meu lugar é no topo porque eu faço por isso.
Não sou mais que ninguém, mas sim tenho sonhos loucos e tenho as minhas extravagâncias e sou exigente comigo mesmo.
Não me queixo e nem reclamo mas sim luto, trabalho, treino e estudo e não arranjo desculpas e pretextos.
Eu sou eu, e adoro e amo e nunca deixarei de ser eu próprio, verdadeiro e puro.
Será que um dia,
Depois de uma tarde fria,
Vai deitar na sua cama,
E perceber que já não ama, essa vida,
de regar com farra e cachaça a ferida
Será que um dia vai lembrar?
de um alguém que passou, te entendeu e que quis ficar!
Porém na sua confusão,
preferiu fechar o coração, e simplicidade deixar ir,
e respeitando seu momento, mesmo tendo sentimento, ele resolveu seguir!
E se um dia, nessa tarde fria, procurando você entender,
que o sentimento demonstrado, quando esteve do seu lado,
já não pertencerá mais a você?
Porém esse poema, é só um conto!
Verdadeiro ou não,
que fala sobre um dilema,
de uma tarde fria e um coração.
Receita de espantar a tristeza
faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da lua
vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira
depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço
Para amar eternamente
não diga "sempre" ou "jamais"
vá deixando, simplesmente,
um gosto de "quero mais"
A velhice não me assusta
quando aumenta a minha idade
porque nela se degusta
o bom vinho da saudade
O AMOR DE MÃE
Somente o amor de mãe é comparado
Ao grande amor de Deus entre os mortais;
Nenhum outro amor humano é capaz
De lembrar o seu amor imensurado!
Pois somente o amor de mãe é apurado
Co’os mais belos sentimentos divinais;
Quis Deus nos sentimentos maternais
Transluzir seu amor, humanizado.
O grande amor de mãe é coisa santa,
Ela cansada, enferma, ainda canta!
Cheia de afeto, de amor e de carinho...
Sacrifício ela não põe na sua conta,
Dedicada prossegue sempre pronta,
Pra cuidar muito mais de seu filhinho!
O Corvo e a Rosa Negra
O corvo e a rosa negra
Eram duas almas perdidas
Uma no céu, a outra na terra
Mas suas vidas estavam unidas.
O corvo era negro como a noite
Mas seus olhos brilhavam intensos
A rosa era negra pela ausência de paixão
E seus espinhos tornavam ambos iguais, sentiam as mesmas feridas
O corvo era solitário
Pousava em ramos secos
Sonhando com um cenário
De amor, paz e afetos
A rosa, por sua vez
Era bela, mas sozinha
Desejava alguém de vez
Que a fizesse se sentir rainha
Um dia, cruzaram caminhos
eles se olharam intensamente
O corvo, com seus carinhos
A rosa, com seu perfume envolvente.
Caça-Palavras {Poesia}
Jovem, caminhando solitário
O Corvo no alto do galho o observa,
Negro como a noite, mas não sombrio,
Pois sua presençaé um mistério.
Jovem segue seu caminho
E o corvo o acompanha
Observando cada passo do rapaz,
Silencioso, Misterioso
Ele fita o jovem com olhos penetrantes e sombrios
O Jovem segue seu caminho sem desconfiar,
Que o corvo o segue com seu andar,
Um bicho místico, que parece um presságio,
Enquanto o jovem segue cético no frio,
sem nenhum arrepio.
Vejo a luz dos olhos teus,
Sublime luzindo ao escuro;
E no silêncio da noite,
Podendo, me sinto seguro.
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