Conversa com as MÃes
O poder de uma mulher
não está nas vestes caras,
nos perfumes importados
ou nos diplomas na parede.
O poder de uma mulher
está na serenidade que acalma,
no olhar que encanta a alma,
naquela conversa repleta de essência,
no sorriso sincero
que eterniza um momento
e na malícia disfarçada de inocência.
#JaneFernandaN
Flores que não florescem.
E, de repente, mais uma vez eu sinto necessidade de você, vida. Ao acordar, e
tudo me lembrar: a brisa da manhã, alta velocidade e ipês floridos, a sua alegria
e beleza ao vê-los retratados, além de tudo de mais bonito que avistava e
admirava. Tudo só não é mais bonito que nossa paixão louca, estridente e
incandescente. O pior que lembrar é ter a certeza que ela não voltará para ele.
Miguel e Jade se conheciam há bastante tempo. Ele, um rapaz da cidade grande; e
ela, uma bela mocinha do campo. A forma que se conheceram foi um pouco inusitada:
Miguel trabalhava com vendas. Um dia de inverno, Miguel precisava vender móveis por
aquela região. Se sentia um pouco perdido, o tempo escurecido e sem sinal de vendas, até
que começou uma tempestade. Era uma região pequena, pouquíssimas casas a compunha.
Em meio àquela grande chuva, Miguel bateu na porta de uma casa. Um senhor o recebeu e
lhe disse que passasse a chuva lá. O que esse senhor não sabia é que aquele dia mudaria
a vida de sua querida filha, Jade, sua maior riqueza.
Sr. Henrique, pai protetor, mas distante emocionalmente, pediu que alguém
trouxesse um chá quente, para que o rapaz se aquecesse. Sempre obediente às ordens de
seu pai, Jade o atendeu e levou o chá para o mocinho.
Ao chegar na sala em que estavam, a jovem Jade se sentiu encantada por aquela
beleza: um homem diferente, alto, forte, moreno, olhar de anjo caído e misterioso. Miguel
carregava um mistério no olhar. Ao avistar a mocinha, ele também se sentiu atraído, avistou
em Jade uma pureza, uma beleza extraordinária e um olhar de luz, a luz que poderia clarear
sua vida ou escurecê-la de vez. Estremeceram por alguns segundos se olhando, até que o
senhor Henrique tossiu e Jade entregou a xícara ao rapaz e voltou em seguida ao seu
quarto, onde permaneceu até o fim da tempestade.
Ao terminar a chuva, Jade voltou à sala. Lá só encontrou seu pai. Tentou perguntar
quem era o moço que estava em sua casa. Senhor Henrique, desconfiado de tanto
interesse da filha em um desconhecido, apenas retrucou que não sabia o nome do infeliz e
que só o recebeu por causa do temporal. Jade, aborrecida, não o questionou mais. Depois
daquele dia, Jade e Miguel ficaram presos em pensamentos.
Passaram muitos dias, mas nenhum dos dois haviam esquecido aquela maravilha
de encontro. Jade, como costumava ir para a escola todos os dias de manhã cedinho,
estava no caminho admirando as árvores. O ipê amarelo que tinha ali era seu favorito,
quando viu alguém se aproximando. Não recuou e continuou caminhando. Ao se aproximar
mais, viu que era Miguel em sua linda moto cor de vinho e um capacete meio estranho. Os
dois se olharam fixamente e riram timidamente.
— Que bom te ver novamente — disse Miguel.
Jade, sempre tímida, apenas riu faceiramente. Conversaram pouco, tão pouco que não
tiveram chance de perguntarem seus nomes. Logo o caboclo subiu na sua moto e
rapidamente, em grande velocidade, desapareceu naquela estrada deserta. Depois daquele
dia, a mocinha não tirou Miguel de sua cabeça. Era seu primeiro pensamento do dia, e em
silêncio, pois os pais de Jade eram conservadores e não aceitariam a filha apaixonada por
um rapaz de tão longe e que não conhecessem. Mesmo em segredo, a garota só pensava
em Miguel e pensava em quando o veria novamente. E assim continuou, na espera de seu
misterioso. As esperas sem sucesso fizeram com que Jade acreditasse que não veria mais
seu amado, pois de repente Miguel se distanciou da região, mas poderia ser por conta do
seu trabalho.
Muito tempo depois, a família de Jade precisou ir embora dali, para cuidarem de
familiares que viviam adoecidos. Jade não sabia que agora viveria na mesma cidade que
seu grande amor. Depois de uns dias tentando se adaptar à vida longe do campo, lá estava
a jovenzinha dentro de uma biblioteca lendo seu livro favorito de romance, quando viu
alguém com a mesma fisionomia de Miguel brincando com uma mulher e uma criança na
praça, em frente. Jade apenas tentou observar de longe, não tinha certeza de quem era.
Ficou pensando, foi para casa, mas aquilo era sua única preocupação. A garota sempre
voltava ali, era seu lugar favorito. Um dia, ao sair lendo seu livro, não percebeu e esbarrou
em alguém. Quando levantou para pedir desculpas pelo descuido, viu o belo rosto de
Miguel rindo para ela. A alegria de Jade estava estampada em seu semblante, igual era a
expressão de Miguel. Logo ele a chamou para entrarem na biblioteca, mas nunca, jamais
conversaram na praça. Jade não questionou nada. A felicidade dela era tão grande que ela
não se importava em lhe perguntar nada. Ficaram juntos ali por um tempo, agora se
sentiam mais próximos. O rapaz lhe perguntou se ela podia lhe acompanhar a um lugar. A
mocinha não hesitou e foi com ele. Lá ficaram a tarde toda, em uma casinha afastada, que
não morava ninguém. Conversaram muito, até que a menina perguntou se aquelas pessoas
que ela viu se tratava dele. Logo ele a olhou com uma expressão assustada e lhe disse que
sim, que estava com sua irmã e sobrinha. Jade, tão ingênua, acreditou. Logo voltaram para
a realidade. Ali era o lugar de fuga do casal, mas Jade precisava voltar para casa e Miguel
para sua vida verdadeira.
Os jovens viveram bons momentos. Eles batizaram esses momentos de refúgio,
fuga e descanso, onde se sentiam bem e longe dos problemas. Ali era um lugar mágico,
não havia preocupação, apenas o amor importava. Era sempre no mesmo lugar, na casinha
abandonada e afastada. Miguel sempre trazia presentes para sua amada, trazia belíssimas
fotos de ipês floridos, representações de rios, riachos, de belezas naturais. Ele sabia que
ela amava. Depois de um tempo, Miguel se afastou, havia algum problema.
Certo dia, Miguel escreveu para Jade que precisava vê-la. Logo se encontraram no
refúgio, mas agora era diferente, existia um problema ali, e Miguel se dispôs a contar para a
garota. Lhe contou que não poderiam continuar se encontrando e que existia uma parte em
sua vida que ela não conhecia. Miguel lhe disse que a mulher e a criança que estavam com
ele eram sua esposa e seu filho. Jade não poderia acreditar e jurou ser blasfêmia dele. Ele
ainda disse que a amava, mas não podia abandonar sua família e que não poderia a
envolver em problemas da sua vida.
Os dias de Jade mudaram completamente. Pensava que Miguel não poderia tê-la
enganado de tal maneira. Passou a viver dias tristes e doentios. A família de Jade não sabia
que tristeza era essa da garota, tentavam ajudá-la, mas era impossível. Ela sabia da
ignorância de seu pai e como ele não a compreenderia. Eles não sabiam da história de
amor que a filha viveu. Se passaram muitos dias e semanas. Jade não levantava da cama.
Com tanta tristeza, a menina não sentia necessidade, nem vontade de nada. Ela só
pensava em Miguel, como tudo isso não significava nada para ele. Com tudo isso em sua
cabeça e em silêncio, a dor silenciosa de Jade culmina em sua morte: suicidou-se.
Suicidou-se por não aguentar viver tudo isso sozinha, carregando a culpa do amor, da
confiança, por ter se entregado a alguém que não a queria em sua vida.
Senhor Henrique sofreu muito, por ter perdido sua riqueza tão precoce, tão jovem,
tão linda. Miguel também sofreu ao saber do acontecimento, e se culpou muito. Mudou de
cidade para tentar esquecê-la e conseguir viver com sua família.
A sua vida importa! Converse com sua família ou alguém próximo, não sofra em silêncio. A
sua dor merece ser ouvida, você é maior que ela.
Paciente: Doutor, ultimamente tenho postado algumas fotos no Instagram e uns amigos de rede sempre deixam curtidas e comentários carinhosos ,a pessoa que tenho um relacionamento fica chateado com isso e diz que não é normal. O que o senhor acha?
Psiquiatra: Você segue esses homens ou eles apenas interagem nas suas fotos?
Paciente: Bem, alguns deles eu sigo, mas outros só comentam nas minhas fotos. Acho completamente normal e não vejo problema algum sobre isso.
Psiquiatra: Entendo. A questão aqui não é necessariamente o que é "normal", mas sim como essas interações afetam seu relacionamento. Você acredita que essas interações estão prejudicando sua conexão com essa pessoa ?
Paciente: Sim, acho que sim. Ele fica muito desconfortável, as vezes acaba até reclamando sobre isso excessivamente.
Psiquiatra: Nesse caso, é importante ter uma conversa aberta com seu parceiro sobre o que ambos consideram aceitável. Talvez seja útil estabelecer alguns limites juntos para evitar mal-entendidos, ao meu ver se incomoda de fato ele acredito que saída seria realmente você agir ou o pior pode acontecer , definitivamente vocês precisamos colocar um ponto final nessa questão, converse realmente com ele ,Você acha que isso poderia ajudar?
Paciente: Sim, acho que sim. Vou conversar com ele.
Psiquiatra: Excelente. A comunicação é a chave para resolver esses problemas.
"Construir um relacionamento saudável envolve identificar e ajustar os pontos que geram desconforto, respeitar os limites e preferências do parceiro, e estabelecer padrões de comportamento aceitáveis para ambos. A comunicação aberta e honesta é fundamental para evitar mal-entendidos e fortalecer a conexão emocional. Ao priorizar o respeito mútuo e a compreensão, os parceiros podem criar um ambiente de confiança e apoio, onde ambos se sentem valorizados e respeitados."
TE VI
Passavas a um lado da rua,
cabelos a esvoaçar,
o vento não ousava nem de
longe embaraçar.
Vestido solto e liso, não
me viste; olhei-te.de novo
o coração diz, insiste.
Atravessei a rua
para ao teu lado ficar,
caminhavas tão depressa,e eu
atrás de ti, já sem ar.
Apressei então o passo, e ao
teu lado fiquei.
Me olhas-te, te olhei,sorriste,
sorri também.
Nesse momento senti que o amor,
ao primeiro olhar,não é conversa
de poeta.
Amor, a primeira vista e que eterno
pode ser,não é sonho, nem prosa,
simplesmente, se sente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Acadêmico da ACILBRAS -
Cadeira 681
Patrono -Armando Caaraüra -
Presidente
Quando uma pessoa responde a algo simples com tom de agressividade, a outra recebe como um ataque e ataca em retorno.
O que era uma faísca se torna um incêndio.
Uma vez, olhei para meu lado direito e não conseguia chegar em primeiro, olhei ao meu esquerdo e vi que não conseguia chegar em último, nesse momento percebi que existe um caminho a só nós pertencente.
Passastes
Já não torturas tanto.
Embora mantenhas o teu encanto
ainda forte sobre mim.
Pensar? Penso sim, um pouco,não
o tanto que do meu tempo tomavas,
das noites perdidas contigo sonhando.
Passo agora o tempo, escrevendo ou
com alguém falando.
Tipo de conversa diferente, outras
idéias,outros horizontes são comentados.
Passamos horas sobre um tema, dissertando
não coisa inútil, algo que possa ser usado
para benefício de outros.
Bem diferente da nossa conversa fútil.
Onde o tema era vazio, sem fim e inútil.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabistade Letras RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Não te intrometas em confusões alheias, pois mesmo aquele que se aproxima do fogo com a intenção de apagá-lo sentirá o seu calor.
Conversas Fiadas, o que se precisa saber sobre elas. É que sempre vai existir. Só basta você decidir ,se vai leva-las a sério ou não.
Nunca estivemos tão conectados e tão indisponíveis ao ponto de ser necessária (e até comemorada) uma função no Whatsapp que faça você "desaparecer" enquanto está online.
O tal do "estava on e nem me respondeu" vai acabar, mas não vai resolver os "vácuos nossos de cada dia".
Saudade da época em que nos comunicávamos por carta ou orelhão... A demora na resposta era bem maior, e por vezes nem vinha, mas éramos mais tolerantes e compreensíveis. E justamente pela dificuldade que havia, aproveitávamos a oportunidade com qualidade e sabedoria.
Conversar demandava todo um processo, mas era um evento.
É uma pena que a maioria das nossas avós vão embora antes de virarmos pessoas que sabem aproveitar uma conversa.
Beleza física é a coisa menos bonita nos seres humanos e a mais facilmente vista e desejada, muitas pessoas falam sobre profundidade, mas poucas são coerentes e menos ainda o exemplo.
Me fez de poesia
Enquanto me distraia
Arrancou meu sorriso
Em canção de improviso
"Te vejo amanhã?"
Perguntou emocionado
E minha melhor escolha
Foi passar ao teu lado
Cada segredo revelado
Em minha sã escuta
Me deixou assegurada
Da tua verdade bruta
Não lapidou, nem enfeitou
Que delícia de conversa!
Tua sinceridade me ganhou
Em cada prova que me deras
Bendita seja tua alma
Tão franca e calma
Prazer, virei fã
Te vejo amanhã?
(07/02/22)
🗝 Nunca me interessou muito falar ao todo com pessoas conhecidas, pois, me são conhecidas as suas trivialidades, seus hábitos banais, previsíveis suas atitudes e pensar, isso não causa em mim nenhum manifesto que mereça minha íntegra atenção. A mim importa o que me sempre será desconhecido, o meu interesse ainda maior é quanto misteriosas forem as suas complexidades! Em suma abstenho-me do comum!
In, santuário das verdades, 1905
Em conversa com Dr. Ernesto.N.Matlabe
🗝 Convém nos abstermos de andar com os tolos, porque em qualquer circunstância até o mínimo ponto de luz de conhecimento será ofuscado...
In, santuário das verdades, 1905
Em conversa com Dr. Ernesto.N.Matlabe
🗝 O amor entre os homens nunca foi plano de um Deus, mas, sim da busca fora do que se anseiava por dentro sem compreender a razão!
In, santuário das verdades, 1905
Em conversa com Dr.Ernesto.N.Matlabe
🗝 Amar uma criatura feito eu não convém se não sabe ao fundo o que é o abismo, preserve o seu afecto ou qualquer outra coisa próxima disso para si. Para enxergar a beleza do abismo se deve asas e saber voar...
In, santuário das verdades
Séc. XXI
Eu estava conversando com o tempo
e ele me explicou coisas inimagináveis que infelizmente eu vim a esquecer
ele também me diz que ele e o amor andam lado a lado, e mandou que eu não mais fizesse perguntas, ou então as respostas iam me enlouquecer
Eu perguntava tudo para o tempo, mas ele não me respondia, mas não parava de correr, contra o tempo ninguém pode, mas a que custava responder?
mais tarde, novamente o tempo passava
eu envelhecia, o tempo corria e se distanciava, não chegava a hora, eu gritava, chorava, clamava pra ele que comigo voltasse a falar
"POR FAVOR NAO ME DEIXE SENHOR TEMPO, eu sei que tens a resposta dos meus problemas, eu confiei a ti que curasse a minha dor"
pela primeira vez eu vi o tempo parar, sem dizer uma só palavra, ao mesmo tempo dizia coisas tão perfeitas, tão magníficas, que nem mesmo pude apreciar
eu envelhecia cada segundo mais, o tempo me abraçou, e junto me levou a sua jornada ao futuro
ele me abraçava, enquanto eu, já sem forças, não tinha, ironicamente, mais tempo pra chorar
o tempo novamente parou e me mostrou tudo que eu havia perdido, enquanto chorava de dor, enquanto eu clamava por amor, enquanto apenas esperava uma resposta, uma resposta que o tempo não poderia me mostrar
ele por fim, novamente me abraçou, e se desculpou por ser tão rápido
e no fim eu chorei, eu entendi que o tempo não trazia as respostas
o tempo me trazia perguntas, e cabia a mim mesmo respondê-las, ou deixá-las de lado
eu fiz a pior das escolhas, eu pedi ao tempo algo que ele não podia fazer
antes de finalmente fechar os olhos e descansar, juntei minhas forças enquanto esvaziava toda minha dor e sofrimento
"senhor, será que posso voltar no tempo?"
Saudades DE PAPO...
Papo de olhar, papo de rir, papo de conversar, papo de chorar, que louco isso mas essa loucura que vivemos, vivemos no papo, levando sopapo, isso é viver com saudades de papo.
JPS...
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